Membro da FUNVERDE receberá título de cidadão benemérito de Maringá

Hoje é um dia marcante para nós da FUNVERDE.

O Sr. Antonio Carlos de Mello Pacheco Filho, membro do conselho curador da Fundação Verde, receberá o título de Cidadão Benemérito de Maringá.

Cidadão justo, com ilibada reputação e com forte atuaçao na cidade e em todo estado do Paraná.

É mais do que merecido este título ao Pacheco que sempre nos inspira com sua sabedoria e extrema sensatez, desde o início da FUNVERDE.

O Diário do Norte do Paraná de 09 de julho de 2009

Vanda Munhoz

O tabelião Antonio Carlos de Mello Pacheco Filho, do 1º Ofício de Protesto de Títulos, será homenageado com o título de Cidadão Benemérito de Maringá.

A condecoração foi proposta através do Projeto de Lei Ordinária 10.951/2008, de autoria dos vereadores Mário Verri (PT) e Márcia Socreppa (PSDB), na legislatura passada. A solenidade será às 19h30, na Câmara de Maringá.

O 1º Ofício de Protesto de Títulos iniciou suas atividades no dia 21 de maio de 1949, quando Maringá ainda era distrito de Mandaguari. Na época, era anexado ao Tabelionato de Notas, cujo titular era Esmeraldo Leandro. Em 1963, a titularidade foi assumida por Jurandir Leandro, que permaneceu no cargo até 1968, quando Silvio Name passou a ser o titular.

Uma lei estadual desmembrou o Ofício de Notas do Ofício de Protestos e, em maio de 1990, Name foi sucedido por Antonio Carlos de Mello Pacheco. Atualmente, o titular do cartório é Antonio Carlos de Mello Pacheco Filho, que será homenageado hoje.

Em 1949, quando iniciou seus trabalhos, o tabelionato ocupava acanhadas instalações na Rua Néo Alves Martins, 2398. Depois, mudou-se para a Rua Santos Dumont, 2330. Em 1972, o acervo da serventia foi transferido para o atual endereço, na Avenida Getúlio Vargas, 72, sobreloja, no centro de Maringá. Em 60 anos de fundação, o 1º Ofício de Protesto de Títulos conta um pouco da história da cidade e da vida comercial maringaense.

Até hoje, o cartório se preocupa em oferecer atendimento de qualidade, além de trabalhar com tecnologia avançada e com funcionários capacitados para o exercício da função.

 

Carrefour, Pão de Açúcar, Wal-Mart, APAS, ABRAS e Braskem conseguiram adiar a lei pressionando o prefeito de Jundiaí?

J. Stephen Conn

Será que o Carrefour, Pão de Açúcar, Wal-Mart, APAS, ABRAS e Braskem conseguiram adiar a lei pressionando o prefeito de Jundiaí?

Uma lei destas, em vigor, pode ser adiada sem justificativa?

Jornal de Jundiaí de 08 de julho de 2009

Ivan Marcos Machado

A rede de supermercados Russi, em Jundiaí, já está fornecendo aos seus clientes a sacolinha oxi-biodegradável, atendendo a lei do ex-prefeito Ary Fossen, que deverá ser suspensa até 1º de março de 2010, conforme anunciou o prefeito Miguel Haddad, anteontem, em reunião com os supermercadistas. Porém, quando a lei entrar em vigor, os donos dos estabelecimentos comerciais já sabem que vão gastar de 10% a 15% a mais com as novas embalagens.

O prefeito amarelou, que vergonha. Para ele vale mais o conchavo político do que o futuro da humanidade. É, cada cidade tem o prefeito que merece.

Parabéns xico nada bacana, este mês você fez valer seu salário sujo pago por seus patrões destruidores do planeta. Perguntinha básica, quando você deita você consegue dormir de consciência tranqüila? Daí você nos responde, – Consciência? O que é isso? É de comer, é de beber … Eu consigo comprar essa tal de consciência com meu salário sujo de plástico?

“Espero que as novas sacolinhas ajudem mesmo o meio ambiente e resolvam o problema. Mas não está provado que elas protegem a natureza”, comentou o dono do Supermercado Elias, Benedito Elias de Almeida.

Será o Benedito? Esse cara não acredita na ciência e nas dezenas de laudos nacionais e internacionais, provando que o plástico oxi-biodegradável é a solução imediata para o problema da plastificação do planeta?

Adoro esses manes, analfabetos funcionais, que acham que conhecem mais do assunto do que renomados cientistas nacionais e internacionais, que dedicam anos de suas vidas estudado novas tecnologias para melhorar a nossa vida.

Também, com um presidente analfabeto, o que esperar da população que o elegeu?

Ele afirmou que não pretende repassar esse custo aos consumidores. “É uma coisa que a gente vai ter de arcar”, explicou. Segundo Elias, até dezembro ele espera liquidar o estoque. Benedito Elias disse que o custo unitário da sacola de seu fornecedor deverá ser de R$ 0,03 para R$ 0,0315.

Outra mentira, pois, no Paraná, onde desde 2008 é obrigatório o uso da sacola ambientalmente correta – oxi-biodegradável, biodegradável, de papel sem laminação, ou sem sacola – o preço já está igual ao preço da sacola convencional, tudo é questão de oferta e demanda, quanto mais gente usar mais o preço irá baixar.

A empresa Neoplastic, de Franco da Rocha, que fornece as sacolas ao Russi, informou que tem condições de atender a demanda da cidade, com mais de 500 mil sacolas ou acima de uma tonelada.

Existem mais de 200 fábricas de plástico oxi-biodegradável no país, tem fornecedor sobrando, o que também barateia o produto, por causa da concorrência.

O ex-prefeito Ary Fossen disse ontem que se preocupou com o meio ambiente ao fazer a lei. “As novas sacolas se desintegram em 18 meses, quando as antigas levam até 500 anos e agridem a natureza”, comentou.

Parabéns ao ex-prefeito, que teve uma atitude de homem de bem, ao se preocupar com o futuro de sua cidade. 

Ficamos tão tristes quanto ele ao saber do adiamento da lei. Perde a comunidade, perde o ambiente, perde o planeta.

Ao novo prefeito uma sonora vaia, porque é isso o que ele merece. Vendido. Covarde. Frouxo.

Lei das sacolas plásticas de Jundiaí está em vigor há 15 dias, mas não é cumprida por Carrefour, Grupo Pão de Açúcar e Wal-Mart

 

A exemplo do que acontece no Paraná, onde cada uma destas redes está sendo multada diariamente em R$ 70.000,00 e já acumulam milhões de Reais em multas não pagas, estas redes de supermercados que são consideradas as três maiores redes no Brasil não cumprem a lei em vigor em Jundiaí e continuam a distribuir milhões de sacolas plásticas poluentes todos os dias naquela cidade.

Estas redes estão sendo amparadas pela APAS, ABRAS e Braskem para o não cumprimento das leis existentes no Brasil.

O prefeito de Jundiaí, Sr. Miguel Haddad que teve a ótima e louvável iniciativa de promulgar a lei e vem sendo pressionado por estes grupos a adiar ou cancelar a lei.

Isto a população de Jundiaí tem que saber e assim apoiar a lei, não deixando o prefeito sofrer estas pressões econômicas.

Supermercados e redes menores de supermercados de Jundiaí já cumprem a lei e já passaram a adotar sacolas plásticas degradáveis de acordo com a lei.

Já os grandes donos do Brasil, ah sim, estes desafiam as leis, as autoridades e os consumidores. Exemplos não faltam. São estas mesmas três redes que vendem carne oriunda de fazendas instaladas onde antes existia a floresta amazônica.

Formam um verdadeiro cartel quando em conjunto, e de forma combinada, desrespeitam as Leis do Brasil.

Por outro lado, na Argentina tanto o Carrefour, quanto o Wal-Mart utilizam sacolas plásticas oxi-biodegradáveis, mesmo antes da existência de leis naquele país.

A foto do texto é da sacola oxi-biodegradável em uso pelo Carrefour na Argentina.

Oba! O Carrefour agora está usando sacolas oxi-biodegradáveis … na Argentina

A sacola plástica oxi-biodegradável D2W acima é usada pelo Carrefour na Argentina, de acordo com projeto de lei local.

E aqui? Por que não usam? Aqui também tem em diversos estados e cidades, então por que aqui não cumprem a lei? Será que se acham acima da lei na terra do lula lelé?

Isso nos cheira a acordo por debaixo dos panos com as petroquímicas, porque agora, para poluir ainda mais o planeta e em parceria com as petroquímicas e seus soldadinhos de plástico da plastivida, inventaram a sacola 30% mais pesada, isto é, 30% a mais de poluição para o planeta, 30% a mais de dinheiro para a petroquímicas. Bandidos.

Um supermercado que joga no Brasil inteiro 150 milhões de sacolas por mês, sacolas estas que ficarão nos assombrando por cinco séculos, poluindo fundos de vale, rios e mares, matando animais e aves, já deveria estar utilizando as sacolas oxi-biodegradáveis já faz tempo, para diminuir o impacto ambiental que causam.

Vocês tem idéia do que são 150 milhões de sacolas por mês? É uma montanha de plástico, que se somarmos durante o ano, dará uma cordilheira de plástico.

E daí? Cadê a responsabilidade deles? Só querem o lucro sem a resonsabilidade? É só isso que vale no Brasil?
Os maiores poluidores do país com sacolas plásticas são, Wal-Mart, Pão de Açucar e Carrefour. Os três juntos jogam no ambiente 450 milhões de sacolas por mês e depois que distribuem estas sacolas ainda chamam o consumidor de porco, dizendo que é obrigação deles dar o fim nas sacolas.

As sacolas que tem índice zero de reciclagem em todo o país pois são muito leves – é necessário coletar 800 delas para conseguir o mesmo valor conseguido com a coleta de 30 latas de alumínio – , as sacolas plásticas de uso único representam 10% de todo o lixo coletado no país, a reciclagem no país mal beira 0,8%.

Eles tem todos estes dados, então, o que estão esperando para utilizar sacolas oxi-biodegradáveis ou então banir as sacolas para sempre? Vergonha na cara, deve ser isso, falta de vergonha na cara.

Apras aposta na ‘sacolinha zero’

O Diário do Norte do Paraná de 05 de julho de 2009

Carla Guedes

A Associação Paranaense de Supermercados (Apras) quer banir as sacolas plásticas dos supermercados de Maringá no ano que vem. Para isso, a entidade vai reunir empresários do setor, esta semana, para tentar atingir a meta da “sacolinha zero”. “Se não conseguirmos, vamos pelo menos diminuir a quantidade usada hoje”, diz o presidente da associação, Roberto Burci.

A estratégia para eliminar as sacolinhas plásticas dos supermercados de Maringá é conscientizar empresários e consumidores de que as sacolas prejudicam o meio ambiente e trazem custos para os dois lados.

Burci garante que se o cliente deixar de usar as sacolas para empacotar as compras e o supermercado parar de comprá-las, o preço das mercadorias cairá 0,3%, aproximadamente. Os gastos com sacolas plásticas equivalem a 8% do custo operacional de um mercado.

O desafio que a Apras tem pela frente, ao tentar abolir as sacolinhas dos mercados, é a tradição das sacolas entre os consumidores. “O cliente adora as sacolas e acha cômodo não ter que trazer algo de casa para empacotar as compras”, diz. “Ele (o consumidor) acha um transtorno ter que sair de casa com uma sacola (do tipo retornável) para ir ao supermercado.”

A rede de supermercados de Burci fez campanha, este ano, para incentivar a utilização das sacolas de pano. Colocaram à venda 8 mil sacolas e distribuíram brindes para quem levasse as embalagens para colocar as compras.

“O pessoal ficou animado”, lembra. Bastou o término da promoção para ninguém mais lembrar de levar a sacola de pano para fazer compras. “Eles não se interessaram mais porque não receberam incentivo para usar a retornável”, lamenta.

Burci diz que prepara outra campanha para incentivar o uso das sacolas ecologicamente corretas. A ideia é vendê-las a um preço convidativo: R$ 1,99.

O empresário afirma que está disposto a colocar um ponto final na utilização das sacolas plásticas nas suas lojas, mas teme que os consumidores reclamem.

A dona de casa ainda não adotou a ideia de levar a sacola de pano para fazer compras. “A onda das sacolas retornáveis não pegou”, diz Ana Domingues, da ONG Fundação Verde (Funverde) .

A sacola retornável até se transformou em item fashion e por aí é chamada de eco-bag (bolsa ecológica). “Todo mundo compra porque está na moda, mas ninguém usa”, critica.

O ato de ir ao supermercado e sair de lá carregando sacolas plásticas se tornou tão natural que pouca gente lembra de colocar a sacola de pano na bolsa para fazer compras. “A sacola de plástico é o ícone do desperdício.”

Cobrar uma taxa sobre a utilização da sacolinha de plástico, receber descontos nas mercadorias quando optar pela embalagem retornável ou são as formas de incentivar o cliente a usar embalagem de pano, segundo Ana.

Produtos retornáveis em alta

O Diário do Norte do Paraná de 13 de fevereiro de 2009

Depois das sacolas em papel reciclável, que ainda são bem usadas por várias empresas, como a Natura, é cada vez maior o número de empresas que aderem às sacolas do tipo retornável (tecido ou plástico).

“Não são apenas os supermercados que vêm promovendo a troca das sacolas plásticas, há muitas outras e de vários setores”, diz instituidora da Fundação Verde (Funverde), Ana Domingues.

A entidade é uma Organização Não-Governamental (ONG) que luta pela preservação do meio ambiente e estimula o uso de sacolas retornáveis, assim como as ecológicas feitas de plástico oxi-biodegradáveis (que se deterioram mais rápido fazendo menos mal ao meio ambiente).

Para ela, essas alternativas atendem à Agenda 21 (documento que conclama a todos para uma adoção de postura de preservação do meio ambiente) no que diz respeito à mudança de padrões de produção e consumo e são soluções viáveis de serem utilizadas por todos os lojistas.

Além de deixar de poluir o meio ambiente, há uma vantagem econômica no uso das sacolas retornáveis (assim como as ecológicas). “Para os comerciantes, é possível representar o marketing ‘verde’ quando associa-se a empresa a uma atitude ambientalmente responsável”, atenta.

Indústria de bebidas investirá em garrafa retornável de vidro

Brent and MariLynn

Estadão de 30 de junho de 2009

A Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (Afrebras) anunciou hoje a obtenção de um financiamento no valor de R$ 20 milhões com a Caixa Econômica Federal (CEF) que será utilizado na produção de garrafas de vidro retornáveis. Segundo o presidente da entidade, Fernando Rodrigues de Bairros, os recursos serão totalmente encaminhados ao projeto Garrafa Sustentável, resultando na uniformização da produção e do transporte de garrafas em vidro retornáveis entre os cerca de 130 pequenos e médios fabricantes de refrigerantes representados pela associação.

“Individualmente, os nossos associados não tinham capacidade para o desenvolvimento de embalagens em vidro. Encontramos uma forma de fazer um investimento coletivo e de fazer com que as garrafas circulem no País inteiro”, disse Bairros. As garrafas serão produzidas em três tamanhos (200 ml, 290 ml e 1.000 ml) em duas fábricas da Saint-Gobain, localizadas no Rio Grande do Sul e em São Paulo. A estimativa é de que, no primeiro ano de implantação, o programa Garrafa Sustentável seja responsável pela produção de 20 milhões de garrafas. No segundo ano, a expectativa é de que sejam produzidas mais 20 milhões. A Afrebras representa aproximadamente 50% dos fabricantes de refrigerantes do País.

Aleluia! Finalmente uma notícia boa para acabar com a farra das PET. Quem sabe agora a coca cola e a pepsi vem atrás. Eles, que dominam o mercado e que deveriam ter dado o primeiro passo, passam a ser seguidores.

Mas novamente, não pense que é por amor ao meio ambiente, mas porque, finalmente, as empresas estão sendo cobradas de sua responsabilidade de fazer logística reversa do produto que fabricam.

Estão sendo cobrados por sua atitude inconsequente, ao jogar PET, long neck e alumínio no planeta, isto é, fabricam, vendem, lucram e o planeta que se vire para se livrar se sua poluição.

Você também pode pressionar os fabricantes. Em restaurantes, lanchonetes, ou qualquer estabelecimento que venda refrigerantes ou cerveja, não aceite embalagem plástica, cobre do gerente, do proprietário, que só use vidro retornável, ou então, você deixa de consumir neste estabelecimento.

Faça sua parte para mudar o mundo.

Comissão discute substituição das sacolas plásticas no comércio

Elfo Tógrafo

Portal da Câmara dos Deputados de 06 de julho de 2009

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio realiza nesta terça-feira (7) audiência pública para debater o Projeto de Lei 612/07, do deputado Flávio Bezerra (PMDB-CE), que propõe a substituição das sacolas plásticas hoje distribuídas em supermercados e padarias por produtos biodegradáveis. O debate foi proposto pelo deputado Osório Adriano (DEM-DF).

Íntegra da proposta.

O projeto obriga os estabelecimentos comerciais a substituir os plásticos comuns pelos oxi-degradáveis (OBPs). Segundo o deputado, a sacola OBP se degrada naturalmente, primeiro pela oxidação gerada por luz e calor e depois pela ação de micro-organismos. Seus resíduos finais não são tóxicos.

Flávio Bezerra afirma que a produção de plástico cresceu 20 vezes nos últimos 50 anos, e que quase todo esse material acaba inutilizado como lixo. Em 2004, segundo ele, foram produzidas no Brasil mais de 2,1 milhões de toneladas de resíduos plásticos, das quais apenas 360 mil foram recicladas.

“A sacola convencional pode demorar até 400 anos para se decompor, enquanto a biodegradável desaparece em 18 meses; assim, essa substituição é de suma importância, pois os plásticos convencionais contaminam os mares, os rios e os animais, provocando desequilíbrio ambiental e agravando as enchentes e o efeito estufa”, argumenta o deputado.

Tendência mundial

O relator do projeto na comissão, deputado Leandro Sampaio (PPS-RJ), concorda com o autor. Segundo ele, existe uma tendência em todos os países em desenvolvimento de extinguir as embalagens atuais. “As sacolas são de má qualidade e depois vão parar na rua, nos rios e entupindo os bueiros. Isso é um absurdo”, afirma.

Ele argumenta que são necessárias campanhas para diminuir o uso desse tipo de material. “Nos países mais desenvolvidos, isso quase não existe mais. As pessoas vão às compras com suas próprias sacolas, como faziam nossas avós. Isso é muito melhor para o meio ambiente”, ressalta. De acordo com Sampaio, o comércio gastaria menos com plásticos e poderia dar descontos para quem levasse sua sacola.

Problema educacional

O presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico, Merheg Cachum, considera que a poluição pelo plástico é um problema educacional: “Falta educação, principalmente para os mais jovens. As pessoas precisam perceber o que à primeira vista parece óbvio: não se joga lixo nas ruas.”

Ah cachum, vá se catar! Jogar o problema no colo do consumidor é fácil. Vocês fabricam mas não querem ter a responsabilidade com a destinação pós uso do produto fabricado.

Você sabe muito bem que sacola plástica jamais é reciclada, porque na esmagadora maioria das vezes está contaminado com o lixo colocado dentro delas – porque são utilizadas para acondicionar lixo -, você também sabe que é necessário coletar 800 sacolas para ganhar o mesmo que se ganha coletando 30 latas de alumínio.

Claro que você vai proteger o que é seu, mas peloamordegaia, não me venha se fazer de coitadinho – pois é, meu produto é bom, o consumidor é que é um porco -, além de tudo xinga seu público alvo, seu cara de pau.

Se o problema é da falta de educação ambiental, por que vocês da indústria do plástico não gastam um pouco do seu lucro fabuloso em campanhas de educação ambiental para educar a população? Já respondo. Porque vocês só querem fabricar o lixo de sempre, jogar o produto no mercado, lucrar e fabricar mais e que se dane a poluição que causam. Seus animais.

Cachum informa que há investimentos não só para produzir plástico da mandioca, mas também da cana de açúcar. Segundo ele, o “plástico verde” pode ser obtido pelo refino do etanol, de forma semelhante ao que se faz com o petróleo para produzir o plástico comum.

Esse cachum deve estar brincando e se fazendo de desentendido. Cachum, sua anta, com a população mundial beirando os 7 bilhões de almas, você ainda cogita usar recursos naturais cada vez mais escassos – terra fértil e água potável – para plantar sacola? Cachum, você deve ser mesmo um idiota ignorante, ou pelo menos se faz de tonto. Quando algum famélico passar por você e pedir um prato de comida, você irá dar uma sacolinha para ele comer?

Convidados

Foram convidados para o debate:
- o diretor de Ambiente Urbano do Ministerio do Meio Ambiente, Silvano Silvério da Costa;
- o diretor de Relações Institucionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Marco Antônio Reis Guarita;
- o assessor da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Evandro Costa;
- o vice-presidente de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Supermercados, Márcio Milan; e
- o presidente do Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos (Plastivida), Francisco de Assis Esmeraldo.

A audiência está marcada para as 14h30. O local ainda não foi definido.

Xi, o xiquito nada bacana foi convidado. Lá vai ele falar merda, a mando dos seus mestres, os plastificadores do país.

O xiquito sempre me lembra aquela figura ridícula do senhor dos anéis, o Gollum com sua obsessão pelos plásticos “oh plastic, my precious”. Ele defende o plástico convencional mesmo sabendo dos males que causa. Esse cara é um lunático.

Só que o Gollum pertence a um mundo místico, isto é, não causa danos ao mundo real, ao contrário do xico, que a cada mentira que conta para impedir a aprovação da lei de oxi-biodegradável, destrói  um pedaço a mais nosso planeta com seus malditos plásticos. Vendido.

Superervas resistem ao herbicida glifosato usado na soja transgênica

Jornal Agora

amaranto por você.

Amaranto simboliza uma resposta evolutiva da natureza contra os organismos geneticamente modificados

Muitos agricultores nos EUA estão tendo que rever novamente seus conceitos com relação ao plantio de soja. A causa é, justamente, um produto que havia chegado para ser a solução do problema. A soja transgênica Roundup Ready, “turbinada” com um elemento herbicida chamado glifosato e que fora anunciada como imune às ervas daninhas, acabou gerando uma supererva resistente ao veneno.

Em 2004, agricultores com plantações próximas à Atlanta, na Georgia (EUA), começaram a notar que, embora com suas lavouras semeadas com Roundup Ready, alguns brotos de amaranto, mais fortes que o normal, começaram a se reproduzir em meio à soja. Desde então, o fenômeno tem se espalhado por outras regiões, como nos estados de Arkansas, Tennessee, Missouri e nas duas Carolinas.

Segundo um grupo de cientistas do Centro para a Ecologia e Hidrologia, organização britânica situada em Winfrith, Dorset, o problema aconteceu devido a uma transferência de genes entre a planta modificada geneticamente e algumas ervas indesejáveis como o amaranto. Essa constatação contradiz afirmações anteriores de que uma hibridização entre uma planta modificada geneticamente e uma não modificada seria simplesmente “impossível”.

Para o geneticista britânico Brian Johnson, especializado em problemas relacionados com a agricultura, “basta que aconteça somente um cruzamento, que pode ocorrer entre várias milhões de possibilidades. Uma vez criada, a nova planta possui uma enorme vantagem seletiva e se multiplica rapidamente. O potente herbicida aqui utilizado, à base de glifosato e amônia, tem exercido uma pressão enorme sobre as plantas, que por sua vez aumentaram ainda mais a velocidade de adaptação”. Dessa forma, um gene que adquiriu resistência ao veneno deu origem a uma nova espécie de planta, muito mais forte e difícil de eliminar, o que tem acarretado prejuízos aos agricultores, que são obrigados a abandonar as plantações ou usar pesticidas mais fortes e mais caros (como o paraquat).

Outras plantas que desenvolveram resistência ao herbicida da semente Roundup são a Lolium rigidum (na Astrália), o capim-pé-de-galinha (na Malásia), a erva-de-cavalo (nos EUS), o Lolium multiflorum (no Chile) e o dente-de-leão (na África do Sul).

Planta sagrada

O amaranto, que simboliza a resposta da natureza às ações do homem no campo da manipulação genética, era considerada uma planta sagrada na cultura inca. Sua grande carga proteica e larga capacidade de reprodução chamaram a atenção de pesquisadores do mudo todo. O grão de amaranto possui cerca de 15% de proteína (valor superior ao do trigo e do milho), cuja qualidade biológica pode ser comparada à do leite, já que é rico em lisina, um aminoácido essencial. Também apresenta alto teor de fibras em comparação a outros cereais como o trigo, o milho e a aveia. Em relação às gorduras, o amaranto possui alta porcentagem de ácidos graxos insaturados, considerados essenciais.

O amaranto pode ainda ser utilizado como fonte de zinco, fósforo e cálcio, elemento pouco encontrado em vegetais. Pesquisas recentes também têm mostrado que o amaranto é capaz de reduzir os níveis de colesterol em animais de laboratório.

Um veneno chamado bisfenol A

IHU

O Bisfenol A, um composto químico utilizado pela maioria de fabricantes de biberões de plástico, tornou-se alvo de discussões há muitos anos, uma vez que cientistas já detectaram que as substâncias que o compõem, assim como outras resinas de plástico, geram malefícios, principalmente, à saúde humana e, também, ao meio ambiente.

Segundo Saldanha, “está comprovado que, nos organismos femininos, sua ação será o desequilíbrio hormonal, gerando uma série de síndromes, como câncer de mama, entrada precoce na juventude, câncer de útero, endometriose, dentre outras doenças tipicamente de fundo hormonal”.

Luiz Jacques Saldanha é um engenheiro agrônomo e ambientalista. Ele conversou, por e-mail, com a IHU On-Line e explicou os problemas que envolvem o bisfenol A, onde essa substância está presente e como poderia ser substituída, além de nos explicar como ela age em nosso corpo.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Quais os problemas que envolvem o Bisfenol A?

Luiz Jacques Saldanha – Esta substância foi desenvolvida na década de 1930 do século XX, para ser empregada como hormônio sintético feminino. Consta que outras moléculas foram mais eficazes, como o DES (um anabolizante cancerígeno usado na engorda do gado), propiciando que aquela fosse deixada de lado como hormônio artificial. Desconheço a história de como ocorreu. No entanto, em um momento destas pesquisas laboratoriais, a combinação desta substância com o gás de guerra mais utilizado na Primeira Guerra Mundial, fosgênio (é um gás tóxico e corrosivo de fórmula COCI2). O fato é que, desta reação química, surge a resina plástica policarbonato e sua sigla é PC.

Nos últimos tempos, é uma das resinas plásticas que têm sido utilizadas em muitos produtos comerciais de uso corrente no mundo. É chamada plástico de engenharia e empregada em muitas soluções arquitetônicas. Um destes usos é em alimentos e em mamadeiras e chupetas. Diferente do Brasil, estes produtos foram recentemente proibidos no Canadá. Outra característica bem conhecida do bisfenol A é a de ser um dos componentes da resina epóxi (é um plástico termofixo que se endurece quando se mistura com um agente catalizador ou “endurecedor”), com a qual são feitos o CD e o DVD. Está presente nos enlatados, por exemplo, na película plástica protetora da lata.

IHU On-Line – Como o bisfenol A age no corpo humano?

Luiz Jacques Saldanha – Então, como a maioria destas substâncias artificiais são lipossolúvies e lipofílicas, sofrem grande atração por todos os gordurosos, estejam elas onde estiverem. O que quer dizer que onde houver quaisquer tipos de gorduras sempre haverá a atração e absorção de bisfenol A. E, tendo sido criada originalmente para ser hormônio feminino, sua ação ao ser atraída pelas gorduras é agir como um mimetizador ou imitador, do comportamento dos hormônios femininos (os estrogênios ou estrógenos) em todos os corpos pelos quais tais gorduras irão circular.

Está comprovado que, nos organismos femininos, sua ação será o desequilíbrio hormonal, gerando uma série de síndromes, como câncer de mama, entrada precoce na juventude, câncer de útero, endometriose, dentre outras doenças tipicamente de fundo hormonal. Paralelamente, como os organismos masculinos, ocorre a diminuição, em todas fases de vida, do feto ao ser maduro, de sua capacidade de produção, e a manutenção dos equilíbrios sutis e fundamentais do hormônio masculino, testosterona, para que não sucumba à feminização.

Há pesquisas que explicam como essas situações acontecem no feto e na tenra idade por síndromes que demonstram vestígios do feminino, caracterizando sua impossibilidade de superação da passagem do feminino para o masculino. Estas doenças podem ser a hipospádia (uma malformação congênita da meato urinário), o micropênis (normalmente referido no contexto médico como uma condição de um pênis cujo comprimento quando esticado flácido é mais do que 2,5 desvios padrões abaixo do tamanho médio para a faixa etária, porém funcionante), a intersexualidade (termo utilizado para designar pessoas nascidas com genitália e/ou características sexuais secundárias que fogem dos padrões socialmente determinados para os sexos masculino ou feminino).

Na passagem do menino para o jovem, consta ser a incapacidade da descida dos testículos para o saco escrotal, a falta de capacidade de produzir níveis de espermatozoides que definam fertilidade, a deficiência de produção de testosterona para determinar a maturidade sexual. No jovem e no adulto, consta, dentre outras, a falta de libido dirigida ao feminino com a possível confusão de papéis, a baixa produção de volume de esperma, o aparecimento de câncer testicular, a infertilidade.

IHU On-Line – Existem casos claros de problemas causados pelo plástico usado nas mamadeiras?

Luiz Jacques Saldanha – Quando a resina plástica for o policarbonato, ocorrerão todos os problemas que um excesso da presença de hormônio estrogênico, natural ou sintético, poderá causar a um ser vivo. E, neste caso, onde elas foram feitas com esta resina, bisfenol A, as consequências poderão ser aquelas citadas antes.

IHU On-Line – Que tipos de plásticos são considerados prejudiciais à saúde?

Luiz Jacques Saldanha – Sugiro a leitura deste link, que esclarecerá a questão dos imitadores dos hormônios naturais representados por estas substâncias artificiais. E, para perceber quais as resinas menos prejudiciais à saúde, sugiro ler mais neste link.

IHU On-Line – E esses plásticos deveriam ser substituídos por quais materiais?

Luiz Jacques Saldanha – Hoje, está cada vez mais claro que a utilização do vidro como materiais para as crianças é a solução. Ao mesmo tempo, também está ficando mais explícito que a sustentabilidade planetária passa por materiais que devem ser naturais. E esta decisão nos levará a abandonar todas as moléculas artificiais, principalmente as que serão descartadas.

IHU On-Line – Além de atuar sobre o nosso corpo, de que forma o Bisfenol A age no meio ambiente?

Luiz Jacques Saldanha – Todos os materiais artificiais são desconhecidos dos processos da natureza. O mesmo acontece com o bisfenol A. Talvez uma analogia de se fazer a qualquer pessoa é que compare como ficará o que será excretado após ingerir um pedaço de alface e um de saco plástico, como estes de supermercado. Quem não sabe? E daí pode se extrapolar a todas estas moléculas artificiais, como é o caso do bisfenol A.