
O Diário do Norte do Paraná de 29 de maio de 2008
Luiz Fernando Cardoso
“A remoção é a última opção que temos em mente”. É com essa afirmação que o engenheiro agrônomo da Secretaria do Meio Ambiente e Agricultura (Semaa), de Maringá, Arney Eduardo Ecker, descreveu, a O Diário, a regra número um em Maringá quando o assunto é arborização.
Em uma cidade que remove uma média de 200 árvores por mês, de acordo com a Prefeitura, a declaração parece contraditória. Ecker garante que não. Ambientalistas dizem que há exageros, especialmente no Centro.
De acordo com Ecker, que coordena um ciclo de estudos sobre o assunto, o Plano Diretor de Urbanização prevê a retirada das árvores dos passeios públicos em casos especiais, desde que seja feito o replantio de espécies apropriadas.
Ele esclarece que, nos últimos três anos, a Prefeitura plantou mais de 13 mil mudas na zona urbana, como reposição de árvores velhas e de espécies frutíferas, que estão sendo retiradas das calçadas aos poucos.
Pressão
Questionado sobre a retirada de árvores em frente a importantes estabelecimentos comerciais, Ecker garantiu que a reposição vai acontecer. “Todo estabelecimento, todo hospital e residência tem de ter uma árvore em frente ao seu lote. Quem ainda não tem vai ter”, garante.
Não é o que temos visto na última década. Em frente às empresas as árvores são retiradas mas nunca repostas.
Quanto maior e mais poderoso o dono do estabelecimento, menos arborizada é sua calçada.
A isto chamamos de empresário burro, porque em uma cidade em que a temperatura chega a 45 ºC graus ao sol no verão, em que se você deixar seu carro estacionado longe de uma sombra, depois de uma hora se você tentar entrar no carro, você corre o risco de sofrer uma insolação, é uma estupidez sem tamanho retirar a árvore de sua calçada, porque o consumidor certamente irá estacionar em frente a um comércio com sombra.
Acordou comerciante estúpido, que corta as árvores para mostrar a fachada? Você está perdendo clientes para seu concorrente que tem a sua frente arborizada.
É só olhar em Maringá, farmácias, revenda de carros e tantos outros estabelecimentos, o sujeito arruma a fachada e manda arrancar a árvore, isso quando não envenena a pobre e inocente árvore, que está ali para proporcionar conforto térmico.
Vocês são burros, estúpidos e o que merecem mesmo é ir à falência, pelo crime ambiental que cometem.
Fundadora da ONG Funverde, a ambientalista Ana Domingues, duvida que isso ocorra. E mais, aponta o interesse econômico como culpado da redução de árvores no Centro. “É só passar em frente a farmácias para ver a pouca vergonha que está acontecendo”, reclama.
Ambientalistas da Funverde suspeitam que empresários estariam envenenando as mudas de árvores plantadas em frente aos estabelecimentos. Diante dessa possibilidade, a solução dada pela ONG é a reposição com mudas de, pelo menos, quatro metros de altura.
“O prefeito é um homem sério, mas é difícil brigar com quem paga (impostos). Plantar árvores pequenas é jogar dinheiro fora”, alerta Ana.
Crime
O mesmo interesse econômico que põe abaixo árvores de 50 anos – que escondem a fachada de estabelecimento comerciais – resultou na derrubada de 130 árvores, entre elas espécies em extinção, em uma chácara próxima ao Horto Florestal de Maringá, nesta quarta-feira.
O dono da propriedade, conhecido como José Português, foi autuado pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e pelo Ministério Público.
“Foi uma questão gravíssima para Maringá e região. Eram árvores nativas e de espécies em extinção que foram cortadas. Isso acontece na Amazônia, onde não há fiscalização, mas não é admissível que ocorra em Maringá. A população tinha de se revoltar com isso”, comentou o promotor do Meio Ambiente, Manoel Ilecir Heckert.
De acordo com o promotor, tudo indica que Português pretendia lotear a área e, prevendo que o IAP não autorizaria o desmatamento, resolveu fazer a derrubada sem autorização.
“Está se preparando um plano de arborização em Maringá, para vir um sujeito e fazer isso”, desabafou o promotor. “Vou entrar com dois processos contra ele, um criminal, para ele responder na Justiça pelo ato, outro cível, para recuperar a área.”
Para o diretor Regional do IAP, em Maringá, Paulino Heitor Mexia, os danos ambientais seriam menores se os vizinhos tivessem alertado sobre o desmatamento.
“Se alguém tivesse denunciado antes, não seriam derrubadas tantas árvores”. Em áreas públicas, explica Paulino, a responsabilidade é da Prefeitura. Em terrenos particulares, cabe ao IAP checar a denúncia.
Aí que que está o X da questão. O brasileiro é um bicho acomodado, só olha para seu umbigo, quer que o mundo se exploda enquanto ele assiste tv e joga bola.
Já ouviram falar de neighborhood watch? Todos cuidam de todos para o bem comum. Pesquise em http://en.wikipedia.org/wiki/Neighborhood_watch
Custa um vizinho ligar para a polícia, prefeitura, polícia ambiental quando vê um crime acontecendo? Caramba, para ligar para fofocar com a vizinha tem tempo, para assistir futebol na tv tem tempo, mas para ligar e dizer que alguém está com o som alto, cortando árvores, que o vizinho está com o quintal cheio de lixo e que este lixo atrairá mosquitos da dengue, para isso ninguém tem tempo.
São esses seres humanos egoistas que fazem deste país o inferno em que se encontra.
Reserve um sábado por mês na sua igreja, no seu clube de serviço e se encontrem para fazer limpeza nos quintais dos vizinhos, porque agora não tem dengue, mas ela está lá, esperando a primeira chuva, e se você e seus vizinhos se unirem e fizerem um mutirão, adeus dengue.
O vizinho está fazendo barulho além do permitido? Denuncie.
O cachorro do vizinho está atazanando você? Denuncie.
O quintal do vizinho está um lixo? Denuncie.
Tenho certeza de que após algum tempo as pessoas mudarão de atitude, porque o ser humano é mau, preguiçoso e espaçoso. Se não tem ninguém cobrando, multando, ele irá fazer o que sempre fez, mesmo sabendo ser errado.
E mesmo você - ninguém é perfeito, não, nem você, não insista, nem você é perfeito – irá rever seu modo de vida, com medo de ser denunciado.
Essa baderna que ocorre no país, essa impunidade, decorre da falta de interesse de todos, porque enquanto você não é afetado diretamente não é seu problema, não é com você.
Alguém ja disse que quando cai um avião é estatística, mas se tiver algum parente seu é uma tragédia.
É assim que o brasileiro pensa, usando a lei do menor esforço, fazendo o mínimo necessário, enquanto não a encrenca não for com ele.
Por isso faça sua parte, seja um cidadão consciente, exija seus direitos e mas também os seus deveres.









23/10/2008 às 17:31
gostaria de saber como evitar q uma pessoa mate arvores por se sentir encomodado por ela. Moro em sbernardo e ñ sei a quem denunciar pessoa q está fazendo de tudo pra acabar com umas duas ou tres arvores plantadas na rua pela prefeitura.
06/03/2009 às 14:52
moro em Sereno distrito de cataguases;Em minha rua tem 7 arvores frondosas que dão muita sombra. Alguns vizinhos do outro lado da rua estão matando as arvores. Treis já morreram; Pode denuncia mpara todo mundo,prefeitura,florestal.etc; Ai vem o chamado PANO QUENTE. Esta semana derrubaram mais uma,serviço executado pela prefeitura; Onde posso recorrer; Quem pode BRIGAR com o poder publico; Calor de 45 graus.aquecimento global,etc..Já estou sofrendo ameaças por telefone.Se eu continuar vou acabar ……… me ajude.
06/03/2009 às 14:55
onde consigo um documento para não derrubada de arvopres.Documento que seja mais valido do que autorização de prefeitura e policia florestal; Preciso de um documento que rebata os deles.
03/04/2009 às 14:46
Gostaria de saber comoimpedirque as árvores daminhacidade fossem cortadas indiscriminadamente, todos se acham donos por se encontrar nas calçadas, é possível impedir, como? Por favor me ajude árvores antigas estão sendo mutiladas sem nenhuma piedade!!!!!!!!
07/04/2009 às 21:41
Foi uma matéria gratificante. Dediquei-me a escrevê-la bem para que tivesse um bom espaço em O Diário. E que bom ver que a publicação repercutiu. Parabéns à Funverde pela atuação em prol do meio ambiente e também pelo site!
LF Cardoso
11/04/2009 às 17:44
Gostaria de recebber i n formações destem precioso saite de conscietização de pessoas, da importancia da natureza em n osso meio .Moro em um codomíio que é arb orizado por árvores que tem a raiz sub terrãn ea e está quebrando algumas calçadas, do pátio de estacioamneto, e a Sn ídica está com idéia de DERRUB AR ALGUMAS A´RVORES PARA EVITAR , QUE AS RAÍZEZ MAIS PROFUDAS AUMEN TE MAIS O
PROLEMA, existe alguma técinca que possa evitar essas derub adas, que artigo do código civil pode ser acionado
30/06/2009 às 22:26
Meus amigos preciso de ajuda nao sei mais o que fazer pois.Temos projeto turistico e ambientao na BR319 km 32 Manaus,AM,careiro castanho.Ja fui a degacia de policia e fiz vsrias denuncia de destruicao da floresta com retirada de madeira matança de animais silvestre e grandes queimadas.Ja foi ao IBAMA POLICIA FEDERAL E O IPAAM. nada foi feito a matança continua.