Água Perrier que se cuide

O Eco de 05 de outubro de 2009

Depois de a cidade australiana de Bundanoon (localizada a 150 quilômetros de Sydney) ter abolido a venda e o consumo de água engarrafada na semana passada, agora é a vez de Londres trocar as garrafinhas plásticas por “máquinas de água”. A iniciativa deve ser colocada em prática ainda este mês, em dois locais estratégicos: a estação de ônibus de Hammersmith e o museu da Tower Bridge. A mudança conta com o apoio das empresas de água londrinas, que ficarão responsáveis pela instalação das máquinas. Se a moda pegar nestes locais, que recebem cerca de 400 mil visitantes todos os anos, a iniciativa será ampliada para as estações de metrô e outros locais públicos, antes das Olimpíadas de 2012. O objetivo é estimular o uso de garrafas reutilizáveis.

A iniciativa tem recebido muitas críticas, principalmente sobre a qualidade da água, mesmo após um relatório ter indicado que a água da torneira é 99,99% compatível com as normas nacionais e européias. O setor da indústria de engarrafamento também não gostou da idéia, e alega que a medida lhes causará um rombo de 1,5 bilhão de dólares anuais. Do outro lado, no entanto, estão argumentos pra lá de convincentes em favor da medida: o engarrafamento de água exige 2 mil vezes mais energia para sua produção em comparação à água de torneira, provoca uso desnecessário de plástico e combustível para transporte e apenas 1/3 dos 13 bilhões de garrafas plásticas vendidas no Reino Unido em 2008 para diversos usos foi reciclado.

O vídeo (sem áudio) mostra como é o funcionamento da “máquina de água”, que enche uma garrafa de 500 ml por 20 pence (cerca de R$ 0,60).

Laudos confirmam que sanepar joga merda na água dos rios mas iap diz que é normal

O que se faz em um caso como este, se nem com o iap podemos contar? Para quem não sabe, iap quer dizer instituto ambiental do Paraná.

Já faz dois anos que estamos denunciando que a sanepar  joga merda liquidificada nos nossos rios, que não trata o esgoto, tratamento pelo qual pagamos 80% da fatura de água e mesmo assim o órgão que deveria multar fica quieto, subserviente e vamos parar com os adjetivos por aqui, porque senão vai complicar …

Quem nos protegerá?

Chamem o Homem Aranha, o Super Homem, o Batman e o Robin ou qualquer outro super herói, porque certamente o iap não está fazendo seu serviço.

Leia abaixo.

Jornal O Diário do Norte do Paraná de 22 de outubro de 2009

Índices - de merda – estão acima, mas IAP acha normal

O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) apresentou esta semana os resultados dos exames laboratoriais das coletas que fez nos ribeirões Mandacaru e Maringá, que recebem resíduos das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) 1 e 3, da Sanepar em Maringá. Segundo o chefe do instituto, Paulino Mexia, “os resultados mostram que as estações estão operando no limite máximo permitido pela lei, mas não estão irregulares”.

Continue com a conversa para boi dormir, estamos ouvindo.

Os dados contrariam laudos da própria Sanepar, inclusos numa ação movida pela Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, que mostraram que, em cinco coletas feitas entre janeiro e maio deste ano, as duas estações estavam irregulares. Paulino também disse que as estações que estavam sem licença ambiental, agora já estão regularizadas.

Hmmm …

O chefe do IAP justificou que os novos laudos indicam que as ETEs 1 e 3 estão dentro de uma margem permitida “e por isso, a Sanepar não será multada agora”. Mas advertiu que “as estações estão no máximo do máximo e a Sanepar precisa se preocupar com isso”.

Mas, se não se preocupar o iap fará o que? O mesmo que estão fazendo agora: NADICA DE NADA!

Os laudos do IAP mostram que a emissão de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) das amostras colhidas no dia 15 de julho, era de 65 ml/l na ETE 3 e a coleta do dia 29 de outubro, na ETE 1, era de 72 mg/l. A resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), nº 357, estabelece que o valor máximo da DBO é de 60 mg/l, bem menos do que os valores encontrados pelo IAP.

A informação de Marli Vieira Lino, técnica responsável pelo laboratório do IAP em Londrina, que assina os novos laudos, é que apesar dos valores encontrados estarem acima da norma, os técnicos do IAP têm liberdade para interpretar os dados, segundo normas do próprio instituto.

Liberdade para interpretar … hmmm … suspeito …

“Para dizer que aquele valor encontrado significa poluição ou não, precisamos da interpretação do fiscal que fez a coleta”, disse. Professores do Laboratório de Análise de Água da Universidade Estadual de Maringá (UEM) preferiram não se manifestar sobre os laudos do IAP, apesar de reconhecerem que os valores indicados estão acima da resolução do Conama.

Os mesmos laudos do IAP mostram que a Demanda Química de Oxigênio (DQO) das amostras colhidas nos dois ribeirões que recebem descargas das lagoas de tratamentos 1 e 3, também estão acima do permitido pelo Conama.

Na ETE 1, a DQO estava em 264 mg/l e na ETE 3, estava em 242 mg/l. O Conama estabelece como valor máximo 150mg/l. O PH da água, segundo o Conama, deve ficar entre 5 e 9 e os laudos do IAP mostram que nas datas das coletas ele estava em 7,10 e 7,20.

Ah, Paulino. Vá tomar um copo de água na saída do ETE do Córrego Maringá vá. Se você fizer isso, acreditaremos que você acredita no que diz.

Novos laudos serão juntados ao processo

O promotor de Defesa do Meio Ambiente de Maringá, Manoel Ilecir Heckert, informou ontem que os novos laudos do IAP devem ser encaminhados para Curitiba, para fazerem parte da ação que a promotoria estadual move contra a Sanepar local, mas o prosseguimento ou não da ação vai depender da análise técnica desses laudos. Se no período anterior, quando a emissão de resíduos das lagoas estavam acima do permitido, houve prejuízo à saúde da população e ao meio ambiente, a ação prossegue, “mas caso isso não seja comprovado, a ação pode ser arquivada”, explicou.

Continua muito acima do permitido, Só não vê quem acha conveniente não ver.

As denúncias de que as estações que atendem à zona norte de Maringá (ETEs 1 e 3) estavam poluindo importantes mananciais, despejando esgoto com cargas poluentes bem acima do permitido pela legislação, e funcionando sem as licenças ambientais do IAP, foram feitas em agosto pelo O Diário, com base em documentos da Promotoria de Defesa do Meio Ambiente de Maringá. As duas denúncias, conforme a Lei Orgânica do Município (LDO) de Maringá, podem levar à cassação da concessão.

O Capítulo 5 da Lei Orgânica do Município, que trata das Obras e Serviços Públicos, determina, no seu Artigo 91, parágrafo 3º: “O município poderá retomar, sem indenização, os serviços permitidos ou concedidos, desde que executados em desconformidade com o ato ou contrato”. O Artigo 92, item 1º, que trata da fiscalização e rescisão da concessão prevê nos itens 4º e 5º “a obrigação de manter serviço adequado” e a “obrigação rigorosa de atender aos dispositivos de proteção ao meio ambiente”.

Eles continuam jogando merda em nossos rios e os únicos que poderiam detê-los estão olhando para o outro lado. Isto é a cara do Brasil.

Saiba mais nos links abaixo.

http://funverde.wordpress.com/2008/12/22/materia-do-sbt-com-a-funverde-sobre-o-tratamento-de-esgoto-da-sanepar/

http://funverde.wordpress.com/2008/12/04/projeto-mata-ciliar-funverde-29-de-novembro-de-2008/

http://funverde.wordpress.com/2006/11/11/11-novembro-2006-sabado/

 

Surprise, surprise, sacolas plásticas representam 90% do lixo recolhido no dia mundial de limpeza de praias

Heal the Bay

Nooossa, alguém constatou o óbvio, é só olhar para fora e para cima num dia de ventania para constatar que a maioria do que está voando não é passarinho e sim as famigeradas sacolas plásticas.

Na verdade, surpresa nenhuma, claro, apenas uma constatação dolorosa e triste da encrenca que os humanos criaram para si mesmos, a plastificação do planeta. Tudo por causa da comodidade, preguiça e acomodação do ato de se usar sacola de uso único.

Jornal Dimensão

A Secretaria de Planejamento Urbano de Imbé (Seplan) participou do Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias. O evento ecológico contou com a participação efetiva do secretário Osmar Junior que se uniu aos 100 voluntários que percorreram, aproximadamente, 2 km nas praias de Imbé e Tramandaí e margem da Lagoa de Tramandaí recolhendo lixo.

A ação totalizou aproximadamente 600 Kg de lixo, classificados em 7.164 itens. A grande maioria do lixo (90%) era composta por plásticos. Entre os itens encontrados, destaque para as sacolas plásticas (1700 unidades), bitucas de cigarro (1242), embalagens de alimento (677), canudinhos de refrigerante (644) e tampinhas de refrigerante (509). Na margem da lagoa, também chamou a atenção o grande número de garrafas PET (303).

Segundo professor da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) e biólogo do Grupo de Estudos de Mamíferos Aquáticos do Rio Grande do Sul (Gemars), entidade organizadora do evento, Paulo Ott, a quantidade de plástico perto e dentro do mar é preocupante. Segundo ele, muitas espécies de animais marinhos confundem o plástico com seus itens alimentares. O plástico pode obstruir o trato digestivo desses animais causando-lhes vários problemas, inclusive a morte. “A idéia da realização desta ação não é simplesmente limpar as praias e rios, mas despertar a atenção das pessoas para esse crescente problema mundial e incentivá-las a buscar soluções localmente”, ressaltou Ott.

Cidade australiana proíbe água engarrafada

Ted Raynor- Gone For Awhile

BBC Brasil de 09 de julho de 2009

Uma cidade rural no sul da Austrália votou por maioria quase absoluta pela proibição da venda de água engarrafada por causa de seu impacto sobre o meio ambiente.

Ativistas disseram que Bundanoon, em Nova Gales do Sul, é provavelmente a primeira comunidade do mundo a adotar tal medida.

A campanha pela proibição alega que a extração, embalagem e transporte da água engarrafada usam muitos recursos.

Além disso, as garrafas plásticas vazias terminam em depósitos de lixo, afirma a campanha “Bundy on Tap”, que significa “Bundy (apelido da cidade) na torneira”.

Mais de 350 moradores da cidade compareceram à prefeitura para votar em uma reunião aberta.

Só um morador votou contra a proibição, junto com um representante da indústria de água engarrafada, informou a rede de tv australiana ABC.

Segundo o correspondente da BBC em Sydney, Nick Bryant, os moradores da cidade prometeram não perturbar os visitantes se eles ignorarem a proibição, mas vão encorajá-los a encher uma garrafa reutilizável nos bebedores da rua principal de Bundanoon.

As garrafas vão ter o slogan “Bundy on Tap”.

Campanha

Um dos líderes da campanha, John Dee, disse que a opinião mudou na cidade quando uma empresa de bebidas anunciou planos de explorar um reservatório subterrâneo em Bundanoon.

“A empresa queria extrair a água localmente, levá-la para Sydney, onde seria engarrafada, e transportá-la de volta para vendê-la na cidade”, disse ele.

“Isso fez com que as pessoas se dessem conta do impacto ambiental da água engarrafada e levantou a discussão na cidade.”

A proibição foi apoiada por proprietários de lojas na cidade, que tem cerca de 2.500 habitantes.

“Nós acreditamos que Bundanoon seja a primeira cidade do mundo que fez com que seus lojistas proibissem a venda de água engarrafada”, disse Dee. “Ainda não vimos isso em nenhum outro lugar”.

O primeiro-ministro de Nova Gales do Sul, Nathan Rees apoiou a causa, ordenando que todos os departamentos do governo parem de comprar água engarrafada e passem a usar água da torneira.

Oceano de lixo nos mares do planeta

 

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O Eco de 09 de junho de 2009

A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou ontem (8), Dia Mundial dos Oceanos, o relatório Marine Litter: a Global Chalenge, algo como Lixo nos oceanos: um desafio global, em tradução livre.

A publicação destaca que mais de 80% do lixo disposto nos mares é formado por sacolas plásticas e garrafas PET. Com o tempo, o material se quebra em minúsculas partículas consumidas pelas menores formas de vida marinha na base da cadeia alimentar. Filtros de cigarros, embalagens de tabaco e restos de cigarro formam 40% do lixo marinho no Mar Mediterrâneo, enquanto no Equador o lixo proveniente do mercado do fumo foi responsável por mais da metade de todos os descartes encontrados na costa em 2005.

Em cinco anos de pesquisa na região do Mar do Norte, pesquisadores descobriram que 95% das aves marinhas continuam plástico nos seus estômagos.

O objetivo do documento, segundo a organização, não é apenas trazer uma visão global da situação do lixo que vaga pelos mares, mas apresentar e analisar informações produzidas pelos 12 programas regionais parceiros da ONU na questão.

Além disso, com a ajuda de consultores e técnicos, o relatório busca propor recomendações para resolver problemas associados ao assunto em todo o mundo.

Para conferir a íntegra do relatório, clique aqui.

Filmes que você tem que asssistir para mudar seus hábitos de consumo

Agora que passou o dia mundial do meio ambiente, todos voltaram para suas vidinhas ordinárias de consumismo desenfreado, de não separação de lixo, de usar sacolas de plástico de uso único.

Parece que todos moram em marte nos 364 dias do ano e só no dia internacional do meio ambiente é que visitamos este planetinha azul e resolvemos comemorar, afinal, se morássemos os 365 dias do ano no planeta terra, em todos os dias do ano respeitaríamos mais nossa casa, o planeta terra.

Humanos são assim, fingem que fazem alguma coisa em alguma data especial para que todos os seus vizinhos, amigos e parentes pensem que ele é melhor do que é no dia a dia, mas não tem a verdadeira coragem de mudar seus péssimos hábitos que estão levando a humanidade à extinção.

Qual a dificuldade em separar seu lixo em reciclável e compostavel?

Por que você ainda não trocou suas lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes, muito mais econômicas e duráveis?

Por que diabos você ainda aceita as sacolinhas de plástico de uso único quando vai às compras? Por que você ainda não tem uma dezena de sacolas retornáveis no carro, em casa, no trabalho?

Não espere que o governo municipal, estadual ou federal venha com uma solução mágica para salvar o planeta, pois os políticos sempre estão no poder para enriquecer e nunca para resolver os problemas do país.

Você tem que fazer sua parte e ainda fazer a parte de seus amigos, parentes e vizinhos, porque apenas 1% da população consegue mudar seus hábitos conscientemente e por amor à humanidade. O resto da população só alterará seu estilo de vida com multas ou se morrer e deixar que a próxima geração mude.

Quer incentivos para seu subconsciente entender que estamos à beira da extinção?

Esta semana, vá todos os dias à videolocadora e assista os filmes abaixo filmes antes de dormir. Se depois disso você ainda misturar casca de comida com embalagem, não fechar a torneira para escovar os dentes, não apagar as luzes ao sair de um local, continuar usando as malditas sacolas plásticas … sinto muito, mas você infelizmente faz parte dos 99% da humanidade que estão nessa terra só para assistir novela, jogar futebol, fofocar e consumir até acabar com o último alqueire de solo fértil, a última gota de água potável e, para pessoas assim, resta somente a multa ou esperar que elas morram e que a próxima geração seja mais consciente.

Tem pessoas que a única mudança que promovem em suas vidinhas ordinárias é a da terra que tem que ser movida para enterrar seu caixão. Pelo menos, essas pessoas terão deixado para sempre o planeta para pessoas mais conscientes, que merecem viver na mãe terra.

  • O dia depois de amanhã – The day after tomorrow, 2004
  • O dia em que a terra parou – The day the earth stood still, 1951 e 2008
  • A 11ª hora
  • Uma verdade inconveniente – An inconvenient truth, 2006
  • Soylent green, 1973
  • Quem matou o carro elétrico – Who killed the electric car, 2006
  • Syriana, 2005
  • Fim dos tempos – The happening, 2008
  • Home, 2009

Se esqueci algum, mande mensagem que colocarei na lista.

O Home pode ser assistido nos links abaixo, o primeiro em ingles com legenda em ingles e o segundo em portugues de portugal.

http://www.youtube.com/watch?v=jqxENMKaeCU&feature=channel

  

http://www.youtube.com/watch?v=tCVqx2b-c7U

  

O futuro está em nossas mãos

Tem uma piada americana que começa com uma pergunta: como diminuir o consumo, ou no caso deles, o consumismo desenfreado? A resposta é simples: deixar os velhos humanos com os seus velhos e péssimos hábitos morrerem.

Já vimos que não se ensina truques novos a cachorros velhos, exceto através da pressão das multas e, como multar não dá voto, estamos nesta situação em que todos fazem o que querem, esgotando recursos naturais do planeta e emporcalhando o mundo com embalagens, duas atitudes que terão um alto preço para nossos descendentes.

Já não bastava os de Santa Catarina, agora são os ruralistas do Paraná

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O Eco de 09 de junho de 2009

O ataque à legislação ambiental segue percorrendo o país. Chegou agora ao Paraná, na carona da federação de agricultura daquele estado.

Assim como outras entidades ruralistas, apela para melodramas individuais para tentar derrubar uma lei que atende à maioria.

Texto recente da entidade mostra a situação de um pequeno agricultor às voltas com córregos e nascentes em seu sítio de dez hectares em Japurá.

Realmente, pela legislação, nada lhe sobra de terreno para agricultura tradicional.

O texto ruralista lembra da degradação provocada no passado pelo próprio governo associado ao setor privado, mas não fala em recuperação da área, nem que porções de reserva legal podem ser usadas para atividades econômicas controladas.

Mas, o mais importante, é que terras tão ricas em água e nascentes em meio à vegetação nativa nem deveriam ter sido ocupadas.

Falta planejamentoe orientação na ocupação do solo brasileiro.

Sem isso, fica fácil jogar a culpa nas costas da legislação.

Os grandes agricultores paranaenses estão com o mesmo sonho dos catarinenses de extinguir a reserva legal, de diminuir a mata ciliar para 5 metros, não preservar nascentes, plantar em várzeas, topo de morro, enfim, para que mata nativa? Quem foi a anta que inventou esta porcaria de reserva legal? pensam eles. Quem fez este código florestal não entendia nada bradam eles. Sim, porque eles, os grandes latifundiários, sim, eles entendem tudo … de destruir o planeta em nome do lucro imediato. Tendo seus agrodólares no bolso, que se exploda o resto.

As grandes cooperativas COCAMAR e COAMO são as mesmas que agora estão apoiando esta lei, porque nós, que já plantamos mata ciliar há cinco anos vemos estas cooperativas sendo amiguinhas dos agricultores e passando a mão na cabeça deles, incentivando o agricultor a não recompor a reserva legal porque estão esperando a mudança na legislação. Claro, lucro máximo e a natureza que se exploda. Querem plantar até dentro do rio, só não plantam porque a correnteza leva. Querem jogar terra em cima das nascentes para que elas sumam e eles possam ter mais uns metros de terra para plantar.

Será que o Luiz Lourenço e José Aroldo Gallassini vão comer os dólares da venda da soja, do trigo e do milho transgênico? Vão fazer suco de soja e de milho transgênico para substituir a água que bebem, quando a água dos rios acabarem pela falta da mata ciliar?

Deveríamos trancafiar esses dois seres insensatos – a palavra era outra mas o censor vetou – em uma casa por um mês e só deixá-los beber e comer esses três produtos em todas as refeições para eles entenderem a importância da água limpa, a importância das nascentes, não só como água de beber, mas também como habitat para peixes que fazem parte de nossa alimentação. Para que eles entendam que água é vida, que sem água não haverá semente que alimentará o gado com qual eles fazem churrasco. Que o acompanhamento do churrasquinho do final de semana é feito de legumes e verduras que também necessitam de água para serem cultivados.

Será que eles são tão burros – são não, claro que não – que não sabem que 70% de toda água é utilizada para agricultura e que somente 10% é água de beber e 20% é a água utilizada por indústrias? Quando os rios secarem os maiores prejudicados serão os agricultores.

E que história é essa de 5 metros de mata ciliar. Quem é plantador de mata ciliar como nós, sabe muito bem que em um terreno plano você planta árvores com espaçamento de 3 metros e sendo assim, dá menos de duas linhas de árvores, para proteger os rios de todo o veneno que o agricultor joga na plantação.

Nos temos visto, década após década no Paraná ninguém recuperando o que foi destruído para plantar e ninguém faz nada e, para complicar, agora, querem que isto vire lei, isto é, liberou geral, afinal para que 5% de floresta nativa no estado? Nossa vocação é plantar! Ouvimos isto à exaustão, mas sabíamos que o prazo de 20 anos para recuperação das áreas estava acabando e que eles teriam que recuperar o que destruíram mas, agora, vemos que se for como em Santa Catarina, adeus resto do resto da mata nativa no estado, afinal, 5% de mata nativa indo ao chão, vende-se a madeira, depois se planta ou cria gado, converte-se esses 5% em dólares … lá estão eles fazendo as contas.

É isso, faremos nossa parte divulgando mais esta canalhice dos ruralistas, mas no final, quem tem que barrar este crime contra a humanidade é o nosso governador, porque em Santa Catarina a lei passou e vem ministro dizendo que vai recorrer, blábláblá e nada. Foi só discurso político para não ficar feio para o governo que adora desmatar. Quando e se a lei for considerada ilegal, toda a mata nativa de Santa Catarina já terá ido ao chão para uso da terra para a agricultura.

Isto é Brasil. E depois vem o presidente bebum dizer que estamos dando exemplo ao mundo de como cuidar da natureza. Hahaha, faz-nos rir.

Você pode economizar água com escolhas simples

Fonte – Good Magazine

Para você que não muda seus hábitos porque pensa que é impossível mudar o mundo sozinho, este infográfico acima – clique para ver em tamanho legível – mostra quanta água cada um de nós gasta diariamente.

Multiplique essas quantidades por 7 bilhões de pessoas e você terá uma idéia de quanta água usamos todos os dias. Gaia é extremamente generosa conosco, fornecendo água e alimento para todas estas almas. Será que você não pode também devolver esta generosidade mudando seus hábitos, tomando água nas refeições ao invés de refrigerante, deixando de comer carne pelo menos uma vez por semana?

Cada mudança de atitude conta e você pode fazer parte da mudança que garantirá o futuro da humanidade.

Com este infográfico, você pode calcular quanta água você gasta por dia e assim mudar seus hábitos para reduzir o consumo.

Cada gota é um galão, medida que equivale a 3,8 litros.

As gotas azuis são galões consumidos diretamente e as verdes são galões consumidos indiretamente – como por exemplo, os milhares de litros usados no processo de produção da carne.

Veja como a grande maioria da água consumida é consumida de maneira indireta – gotinhas verdes -.

Em cinza, você vê as opções que você faz que desperdiçam água, em amarelo estão alternativas que economizam água.

Você consegue economizar 125 litros de água só trocando refrigerante por água.

Já trocar carne de gado por frango economiza incríveis 4.600 litros.

Se você se quiser mesmo mudar e trocar todos os hábitos cinza por hábitos amarelos, você conseguirá economizar até 8.626 litros de água por dia.

E você ainda pensa que não pode fazer nada para mudar o mundo?

Mude o mundo mudando seus hábitos, como você age no dia a dia faz a diferença entre a extinção ou a perpetuação da raça humana.

Código antiambiental de Santa Catarina

O Eco de 24 de março de 2009

Transcorridos pouco mais de três meses das catástrofes que assolaram o estado de Santa Catarina, em razão das fortes enxurradas e dos descuidos do homem com o meio ambiente, provocando enchentes de toda ordem, deslizamentos de encostas, dezenas de mortos e milhares de desabrigados, além de gigantescos prejuízos econômicos ao Estado, parece que a tragédia sensibilizou o Brasil e o Mundo, mas não a maioria dos deputados catarinenses, determinados que estão para a aprovação do Código Ambiental Estadual, PL 0238.0/2008, prevista para o próximo dia 31 de março na Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina (ALESC).

Das inúmeras alterações realizadas pelo Governo do Estado à minuta inicialmente elaborada por representantes de diferentes segmentos da sociedade civil, entidades públicas e privadas, a mais grave e perigosa de todas as alterações, sem sombra de dúvidas, está na redução das matas ciliares situadas às margens dos cursos d’água, de 30 para 5 metros. A mobilização do setor produtivo, com o apoio explícito do Governo é enorme e bem articulada, confundindo significativamente a opinião pública.

O argumento utilizado é o prejuízo econômico que as áreas de preservação permanente- APPs, situadas ao longo dos rios, ocasiona com a perda de área produtiva na pequena propriedade rural. Segundo informações do Levantamento Agropecuário Catarinense – LAC, 89% das propriedades agrícolas catarinenses são minifúndios de até 50 hectares, representando aproximadamente 167.000 propriedades rurais distribuídas em solo catarinense.

E o argumento é que uma parcela destes está sendo economicamente afetada pelas regras ambientais vigentes. Porém, o que poucos sabem é que, também segundo dados do LAC, dos aproximadamente 6.000.000 de hectares que servem à produção agrícola do Estado, 32,52% pertence a apenas 1,9% dos proprietários rurais, detentores de grandes latifúndios. Este dado deixa explícito que os principais interessados (e beneficiados) com a mudança legislativa não são os pequenos agricultores (que representam 45,68% da extensão fundiária), e sim os grandes.

Com a lei, toda a sociedade catarinense abdicará para sempre de boa parte deste importantíssimo bem ambiental que a todos pertence (as matas ciliares), cuja função prioritária está na preservação dos recursos hídricos, essencial à sobrevivência humana, renúncia esta que servirá, de forma especial, a uma minoria economicamente privilegiada. É justo que isso ocorra?

O que poucos sabem, pasmem, é que o pequeno agricultor familiar, e somente ele, em vista do reconhecido interesse social da sua atividade, já possui autorização legal, pelo próprio Código Florestal (lei 4.771/65) que se pretende revogar, para economicamente utilizar as áreas de preservação permanente, desde que o faça mediante um sistema de manejo agroflorestal sustentável.

Na realidade, nem o Poder Executivo Estadual, nem o Setor Agroindustrial, em vista da redação do art. 115 do projeto de lei, demonstram empenho em contornar o problema pelo caminho da legalidade, estímulo à utilização responsável destas áreas ecologicamente importantes e geração de fontes alternativas de renda ao pequeno agricultor. Aliás, no sistema de integração é fato sabido que desinteressa às agroindústrias que os seus integrados tenham outras fontes de renda. A absoluta relação de dependência faz e sempre fez parte do negócio.

Também é importante que a população saiba que o Ministério Público, com razoabilidade e responsabilidade sócio-ambiental, de forma pontual, há anos, juntamente com a FATMA e outras entidades, mostra-se sensível à causa.

O auxílio vem sendo prestado a milhares de pequenos agricultores com a facilitação da obtenção dos licenciamentos ambientais através de termos de ajustamento de condutas- TACs, que vem sendo firmados e renovados com os diferentes setores produtivos (suinocultura, avicultura, rizicultura, fruticultura, dentre outros), voltados à regularização ambiental de situações consolidadas.

Esses ajustes, em sua maioria, fixam a extensão das matas ciliares a serem protegidas em 10 metros, e não 30 como afirma o setor produtivo, mediante o cumprimento de outras exigências ambientais importantes, com especial destaque para o tratamento e destinação adequada dos resíduos da produção.

É revoltante que projetos de lei voltados a instituição de incentivos fiscais ecológicos, assim como outras iniciativas de estímulo à preservação ambiental e à sustentabilidade da própria atividade econômica continuem sem vez na Assembléia Legislativa.

Se o Código Ambiental Estadual for aprovado com a atual redação, constituir-se-á numa aberração jurídica, eis que afrontará o Estado Constitucional de Direito em desrespeito às regras de competência previstas nas Constituições Federal e Estadual, como bem sabem os senhores Deputados, além de apresentar vício de legitimidade, eis que a sua redação atual não possui o amplo respaldo social, mas principalmente de um segmento, que é o setor produtivo.

E afetará também, de forma direta, a geração presente, tornando-a ainda mais vulnerável às intempéries climáticas, estimulando a ocorrência de novas catástrofes, possivelmente com maior envergadura que as já ocorridas, considerando a importância das matas ciliares na contenção de enchentes em face das previsíveis enxurradas que estão por vir.

Acredito que ainda haja tempo para uma mobilização e forte reação social voltada à reversão do quadro grave que se anuncia e sensibilização de nossos representantes, dispensando complexas batalhas judiciais, desgastantes e custosas aos cofres públicos. Ou aguardemos, mais uma vez, as conseqüências catastróficas de nossa passividade.

Luis Eduardo Souto é Promotor de Justiça e Coordenador-Geral do Centro de Apoio Operacional do Ministério Público de Santa Catarina. O artigo acima foi apresentado no seminário Ambientalis 2009, em Chapecó, entre 17 e 19 de março, na palestra Código Ambiental de Santa Catarina.

Absurdo dos Absurdos, vamos amarrar estes canalhas em cadeiras, pegar uma pinça e arrancar cada pelo dos cílios destes políticos e produtores e colocá-los em uma tempestade de areia ou de chuva mesmo, para eles entenderem na carne a importância da mata ciliar.

Nós, que temos um projeto continuado de replantio de mata ciliar desde 2004, que já plantamos dezenas de milhares de árvores, com 1/4 delas sendo de frutíferas nativas para atração da avifauna, com árvores de no mínimo um metro e meio para viabilizar sua sobrevivência, só podemos ficar pasmos diante deste crime contra a humanidade e o planeta.

Idiotas, suicidas e pior, assassinos das gerações futuras.