Debate sobre sacolas plásticas na ABRAS próxima segunda-feira

No início de 2008 a FGV criou o Forum de Varejo e Consumo Sustentável do qual a FUNVERDE é membro desde o início. O fórum teve reuniões mensais para estimular e implantar práticas de sustentabilidade no varejo.

O assunto mais polêmico discutido neste fórum foi o das malditas sacolas plásticas, por isso, a reunião que fecha o fórum em 2009 não poderia ter outro tópico senão as sacolas plásticas de uso único.

Quando, em 2004, resolvemos que iríamos desplastificar o país e banir as sacolas plásticas de uso único, não imaginávamos que iríamos conseguir tamanha repercussão e conseguir a atenção de todo o país. Criamos o projeto sacolas ecológicas em 2005 e elegemos a tecnologia de plástico oxi-biodegradável como meio para conseguirmos eliminar totalmente as sacolas plásticas de uso unico, restando apenas as sacolas retornáveis que é o produto ideal para acondicionar nossas compras.

A FGV junto com a ABRAS realiza nesta próxima segunda-feira, dia 30 de novembro de 2009 um debate sobre as tecnologias empregadas na fabricação de sacolas plásticas de uso único.

Não era de maneira alguma este o objetivo incial do debate. Quando os membros do fórum decidiram por esta reunião final para fechar 2009, era para debater o uso de sacolas de plástico convencional, as mais espessas, as hidrodegradáveis, biodegradáveis, de plástico verde e mais importante, sacolas retornáveis e  o banimento das sacolas de uso único, afinal já temos casos de cidades que baniram as sacolas de uso único no país e a primeira delas foi Xanxerê, em Santa Catarina.

No fim, estranhamente, vai virar um debate sobre tecnologias ao invés de uma ação efetiva para resolver finalmente o problema das sacolas, isto é baní-las do nosso ambiente.

Se você, como nós, quiser nos ajudar e esclarecer dúvidas sobre as sacolas, faça sua inscrição e participe do evento.

Campo Grande, MS – campanha virtual ganha as ruas e troca sacolas plásticas por retornáveis

simplyironic

Você já parou para pensar em quantas sacolas plásticas utiliza por dia? Por semana? Agora tente fazer os cálculos de quanto isso somará no final de um ano. Foi pensando nisso que um grupo de pessoas engajadas em divulgar o consumo consciente do plástico resolveu agir e criar o “Dia 100 Sacola” em Campo Grande.

O projeto se iniciou no mundo virtual e os twitteiros Val Reis, Geraldo Thomas, Liziane Berrocal e Cássio José, resolveram colocar a prática em ação.

“Criamos essa campanha para que as pessoas vejam que usar sacolas retornáveis é um bom caminho para diminuir o uso das sacolinhas plásticas usadas no comércio” explica Val Reis.

Hoje em todo mundo são produzidas 500 bilhões sacolas por ano. Só no Brasil são cerca de um bilhão, distribuídas mensalmente nos estabelecimentos comerciais, ou 66 sacolas por brasileiro ao mês.

“Percebi isso numa pescaria quando olhamos o rio e havia dezenas de sacolinhas brancas que me chatearam bastante, então, conheci outras pessoas que também se incomodavam com esse problema e criamos o movimento” explica Geraldo, um dos idealizadores do projeto e amante da pescaria esportiva.

Para incentivar a população de Campo Grande sobre o assunto, será realizado no próximo Sábado, 28, a partir das 7h30 da manhã na praça Ary Coelho a troca de sacolas plásticas por uma sacola de algodão reutilizável. Cada pessoa poderá levar no mínimo 20 sacolas plásticas que darão direito a uma de algodão.

Idealizada sem cunho político-partidário, o movimento afirma que o destino final das sacolas será a reciclagem e o dinheiro arrecadado com a venda, irá ser revertido a instituições de caridade da Capital.

O problema das sacolinhas plásticas Segundo uma estimativa divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente a cada hora são consumidas cerca de 1,5 milhão de sacolas plásticas no Brasil. Ao final de um dia essa conta chega a 36 milhões.

Anualmente são descartadas inadequadamente 500 bilhões de sacolas em todo o mundo.

Esse material, além de poluente, pode causar outros impactos ambientais, como entupir bueiros, poluir rios e mares, ser ingerido por animais que acabam sufocando, além de ser um meio propagador da dengue, pois acumulam água em terrenos baldios e proliferam os mosquitos.

As sacolas plásticas acabam ocupando muito espaço, depois de descartadas.

Atualmente, 18% do lixo dos paulistas correspondem aos sacos, e menos de 1% desse lixo é reciclado, segundo números da Secretaria Estadual do Meio Ambiente de São Paulo.

Fonte – Dayane Reis, especial para o Midiamax em 22 de novembro de 2009

Campanha maravilhosa. Parabéns Val Reis, Geraldo Thomas, Liziane Berrocal e Cássio José. Temos que agir e parar de esperar que o governo resolva nossos problemas, até porque o governo cria problemas, jamais resolve.

Se queremos nosso planeta livre das malditas sacolas plásticas, a única solução é a união dos consumidores para  banir estas sacolas inúteis e que ainda por cima demoram mais de 5 séculos para desaparecer da face da terra.

Que campanhas como estas se multipliquem até que não haja mais nenhuma sacola plástica de uso único na nossa casa, o planeta terra.

Os oxi-biodegradáveis nas embalagens plásticas

Professor Gerald Scott, da Oxo-Biodegradable Plastics Association, explica como os plásticos oxi-biodegradáveis podem contribuir para a saúde do planeta

Todo mundo está ciente da preocupação pública sobre os resíduos de plásticos no ambiente aberto. Todos os plásticos se fragmentam e são bioassimilados, mas o processo pode demorar muitas décadas. A resposta é produzir plásticos e reciclados oxi-biodegradáveis. Cerca de 20 bilhões de produtos deste tipo foram produzidos no ano passado.

Formulações que provocam a oxi-biodegração geralmente são compostos de cobalto, ferro, níquel ou manganês e são adicionados aos polímeros convencionais, na fase de extrusão. Eles reduzem o peso molecular por um processo abiótico na presença de oxigênio – o que permite então que o plástico seja consumido por bactérias e fungos tão rapidamente quanto os resíduos lignocelulósicos da natureza e muito mais rapidamente do que os plásticos não degradáveis. As formulações foram testadas e provaram não serem eco-tóxicas. Eles não contêm “metais pesados”.

Plásticos oxi-biodegradáveis são normalmente testados segundo a ASTM D6954-04 – Guia Padrão de Exposição e Testes de Plásticos – que degradam no meio ambiente por combinação de Oxidação e Biodegradação.Existem dois tipos de Normas: Guias e Especificações padrão. A ASTM 6954-04 foi desenvolvida pela organização de padrões norte-americano, e sua segunda etapa refere-se especificamente à biodegradação.

Os testes de acordo com a ASTM D6954-04 informam à indústria e aos consumidores o que eles precisam saber – se o plástico é (a) degradável (b) biodegradável e (c) não eco-tóxico. Não é necessário o uso de uma especificação padrão a menos que o material se destina a uma finalidade específica. A ASTM D6954 prevê que, se a compostagem é a via de descarte designada, então a ASTM D6400 deve ser usada.

ASTM D6954-04 não só oferece métodos de ensaio, mas também critérios de aprovação e reprovação. Por exemplo, no parágrafo. 6.6.1 exige que 60% do carbono orgânico deve ser convertido em CO2. Não é necessário testar até que 100% seja convertido, porque é possível, aplicando a relação de Arrhenius, prever o momento em que a biodegradação completa no ambiente provavelmente ocorra. Testes de acordo com a ASTM D6954 são geralmente conduzidos por laboratórios independentes e credenciados. Tenho visto muitos relatórios de testes e estou convencido de que produtos oxi-biodegradáveis serão totalmente biodegradáveis, na presença de oxigênio. O pré-tratamento não invalida os resultados, extrapolados para as condições do mundo real.

Não há nenhuma exigência na ASTM D6954-04 para o plástico converter em CO2 em 180 dias, porque, embora prazos curtos são críticos para a compostagem industrial, eles não são críticas para a biodegradação no meio ambiente. Resíduos da natureza, como palha e galhos podem demorar 10 ou mais anos para biodegradar, mas os plásticos oxi-biodegradáveis serão mais rápidos do que isso, e muito mais rapidamente do que os plásticos comuns. Oxi-biodegradáveis não são desenvolvidos para resolver problemas de aterros sanitários, pois é indesejável para qualquer coisa se decompor no fundo do aterro a menos que o aterro foi concebido para recolher o gás, o que na maioria dos quais não são. Plástico Oxi-Biodegradável nas profundezas de um aterro permanecerá inerte, assim como o plástico comum, mas o plástico compostável, pode emitir Metano, que é um gás de efeito estufa 23 vezes mais potente que o CO2.

Às vezes, é alegado que um produto plástico não é “biodegradável” a menos que possa cumprir com a norma EN13432 (e normas semelhantes, tais como a ISO 17088, ASTM D6400, ASTM D6868 e australianos 4736-2006). Isso não é correto. Estes padrões são adequados para a compostagem, mas eles não são adequados para produtos destinados a biodegradar em ambiente aberto. Na verdade, a própria EN13432 diz que não é apropriada para os resíduos plásticos, que acabam no meio ambiente através de meios não controlados.

Compostagem industrial não é a mesma coisa que a biodegradação no meio ambiente, pois é um processo artificial, com um prazo muito mais curto do que os processos da natureza. Plásticos compostáveis não são adequados para a compostagem doméstica. O requisito da EN13432 e normas semelhantes para a conversão de 90% em gás CO2 no prazo de 180 dias não é útil até mesmo para a compostagem, porque contribui para as alterações climáticas ao invés de melhorar o solo. Resíduos lignocelulósicos da natureza não se comportam desta maneira. Em Junho de 2009 o Instituto Alemão para a Energia e Meio Ambiente concluiu que os plásticos baseados em petróleo, especialmente de origem reciclada, apresentam resultados melhores em análise de ciclo de vida dos que os plásticos compostáveis.

Plásticos oxi-biodegradáveis podem ser reciclados da mesma forma que os plásticos comuns e não precisam de pontos de coleta especial. Em contrapartida, os plásticos “compostáveis” não podem ser reciclados juntamente com o plástico comum, e vai arruinar o processo de reciclagem se entrar no fluxo de resíduos. Recicladores devem se preocupar com os plásticos de base vegetal – mas não com os oxo-biodegradáveis.

Por: Gerald Scott, Professor Emeritus of Polymer Science at Aston University, UK; chairman of the BSI Committee on Biodegradability of Plastics; and chairman of the Scientific Advisory Board of the Oxo-biodegradable Plastics Association

Fonte – Packaging Today de outubro de 2009

Uso de aditivos oxi-biodegradáveis para promover a biodegradabilidade do Polipropileno e de blendas de Polipropileno e Ecoflex

Biodegradable PP/polyester blends with additives

The biodegradability of PP can be accelerated by modifying the level of crystallinity or by incorporation of carbonyl groups by adding pro-oxidants to masterbatches or through exposure to UV irradiation. In this paper we show how to improve the biodegradation of PP by adding cobalt, calcium or magnesium stearate to Ecoflex, PP or Ecoflex/PP blends. The effect of the pro-oxidants on biodegradability was assessed by examining the mechanical properties and fluidity of the polymers.

Source : Rosa, D. S.; Grillo, D.; Bardi, M. A. G.; Calil, M. R.; Guedes, C. G. F.; Ramires, E. C.; Frollini, E. Universidade Federal do ABC, Santo Andre, Brazil. Polymer Testing (2009), 28(8), 836-842. Publisher: Elsevier

Tradução Livre

PP Biodegradáveis / misturas de poliéster com aditivos

Technical Paper — A biodegradabilidade do PP pode ser acelerada, modificando o nível de cristalinidade ou pela incorporação de grupos carbonila, acrescentando master batchs pró-oxidantes ou através da exposição à radiação UV. Neste artigo vamos mostrar como melhorar a biodegradação do PP, acrescentando cobalto, cálcio ou estearato de magnésio ao Ecoflex, PP ou na blenda de Ecoflex / PP. O efeito dos pró-oxidantes na biodegradabilidade foi avaliada através da análise das propriedades mecânicas e fluidez dos polímeros.

Fonte Rosa, DS; Grillo, D.; Bardi, MAG; Calil, MR; Guedes, CGF; Ramires, CE; Frollini, E. Universidade Federal do ABC, Santo André, Brasil. Polymer Testing (2009), 28 (8), 836-842. Editora: Elsevier

Fonte – Special Chem 4 Polymers 12/1/2009

Gado verde ou gado orgânico

JumpinJack

Consuma orgânicos, sempre. Sua saúde agradece.

Produção de leite orgânico aumenta quatro vezes na região de Maringá

Pesquisa desenvolvida há 13 anos pelo agrônomo Marcos Alberto Seghese aumenta significamente o volume da produção e ainda aprimora qualidade do produto

O leite orgânico promete deixar para trás, em termos de volume e qualidade, a produção convencional de leite na região de Maringá. A pesquisa da produção orgânica vem sendo desenvolvida há 13 anos por Marcos Alberto Seghese, professor e engenheiro agrônomo do Centro Universitário de Maringá (Cesumar). A técnica é conhecida por Sistema de Pastejo Rotacionado Racional (Sispasto).

As primeiras experiências voltadas para a região de Maringá apontam que a produção leiteira pode quadruplicar com o gado comendo apenas capins diferenciados, recebendo água em abundância e pastando entre piquetes (minipastos).

O Sispasto é composto de 14 piquetes, com 1,3 metro quadrado, no qual são utilizadas gramíneas de várias espécies do Brasil e de outros países.

Os primeiros estudos apontam que 20 vacas neste sistema chegam a produzir aproximadamente 400 quilos de leite por dia, ou 60 mil quilos por ano. A produção leiteira mundial com a mesma quantidade de animais, segundo Seghese, não chega a 15 mil quilos de leite por ano.

O estudioso informa que a alta produção se deve, principalmente, a policultura de gramíneas e leguminosas que fornecem proteína suficiente para o animal produzir leite de boa qualidade e em quantidade. Seghese destaca que o estudo do solo e do clima (microclima da região), além do fornecimento abundante de água para o gado, fecham o círculo para uma razoável produção leiteira.

Ele explica que o gado leiteiro transita entre os piquetes para promover o descanso do pasto, além de receber proteínas diferenciadas com a rotação de minispastos. Além deste aspecto, o professor explica que ectoparasitas (carrapatos, por exemplo) morrem de fome quando o hospedeiro (vaca) deixa o piquete, só retornando ao mesmo minipasto depois de 45 dias. Os endoparasitas (vermes) também morrem com a rotação de pastagem.

O professor destacou que uma das gramíneas utilizada no estudo, a Tifton 68, produz 18% de proteína para o gado leiteiro. Segundo ele, os concentrados – composto de milho, soja, farelo de algodão, agroquímicos, remédios e aceleradores do crescimento – têm os mesmos 18% de proteína.

“A diferença está no fato de que o produtor de leite planta o pasto e não precisa deixar suas economias no comércio para pagar o concentrado. Além disso, o leite é limpo, não tem produtos químicos”, compara. Ele acrescenta que tanto as mudas de gramíneas e as leguminosas quanto a técnica do Sispasto no Cesumar estão à disposição para o produtor leiteiro da região de Maringá.

Gramíneas são a base da alimentação

A produção leiteira estudada no Cesumar tem como base o campo agrostológico – coleção de espécies de gramíneas e leguminosas para produção numa pequena propriedade com concepções orgânicas. No Cesumar existem hoje 90 canteiros com mais de 70 espécies, entre leguminosas e gramíneas.

Estas plantas foram pesquisadas e adquiridas em várias regiões do país e do mundo. O professor de Agronomia de Cesumar, Marcos Alberto Seghese, esclarece que as plantas escolhidas levam em conta terrenos encharcado (brejo), seco, pedregoso e arenoso entre outros. “Foram escolhidas plantas que mais se adaptaram à região de Maringá”, destaca.

Segundo ele, o critério de escolha das plantas levou em conta também a resistência a pragas e doenças. Ele lembra que existem gramíneas cujas raízes possuem até 3 metros de profundidade. “Este tipo de mato é importante num período de estiagem, pois consegue buscar água bem abaixo da superfície, mantendo a parte aérea da planta verde e suculenta”, exemplifica.

O pesquisador informou que mudas de todas as plantas existentes no campo agrostológico estão disponíveis para doação. Os interessados devem procurar pelo telefone 44 3027 6360.

Fonte – Jornal O Diário do Norte do Paraná de 22 de novembro de 2009

Temporal provoca estragos em Maringá e região

Ventos de até 120 quilômetros por hora arrancaram cerca de 50 árvores em Maringá, parte da cidade ficou sem luz

Leia mais no JM online http://portal.rpc.com.br/jm/online/conteudo.phtml?tl=1&id=947274&tit=Temporal-provoca-estragos-em-Maringa-e-regiao.

Isso tem acontecido com uma freqüência assustadora em todo o planeta.

Depois vem o povão culpar São Pedro por estas mudanças no clima e acham que é normal, acham que tudo é normal.

Furacão? Tornado? Ventos de 150 km por hora? Neve fora da hora? Calor 40 graus em pleno inverno? Tempestade com granizo do tamanho de melancia? Não é culpa minha, nada disso acontece por minha causa, por meus péssimos hábitos de consumo.

Essas pessoas dizem isso porque se aceitassem que as mudanças no clima planetário estão se acelerando, teriam que aceitar mudar seu estilo de vida para reverter estas mudanças e assim assegurar a continuidade da raça humana.

Mas ninguém está disposto a mudar, cada um quer cuidar de seu próprio umbigo e consumir, consumir e consumir, até consumir todos os recursos naturais do planeta.

As pessoas esquecem que quando elas se forem ainda existirão humanos por muitos milênios e que estes humanos também precisarão dos recursos naturais para viver, estes mesmos recursos naturais que estamos esgotando por puro egoísmo e o desejo incontrolável de consumir.

Egoístas!

Mude e mude o mundo ou … não mude e também mude o mundo … para um lugar inabitável para os humanos.

A escolha é sua.

Página da FUNVERDE conquista a marca de um milhão de visitantes

afagen

Neste final de semana o visitante de número um milhão leu a página da FUNVERDE.

Nos sentimos honrados e felizes por tantas pessoas em todo o planeta se interessarem por nossos projetos, projetos que estão transformando este planeta em um mundo melhor para nós e nossos descendentes.

Esperamos que vocês continuem lendo a página pois continuaremos falando de nossos projetos, postando eventos e matérias interessantes sobre assuntos ambientais.

BUNGE produz embalagem biodegradável

Produzida a partir de fonte renovável, a embalagem da Bunge se decompõe em cerca de 180 dias após o descarte

A Bunge lançou a primeira embalagem biodegradável para alimento industrializado do Brasil. Produzida do polímero PLA (sigla em inglês para poli-ácido lático), é obtida a partir da fermentação do amido de milho.

Ao contrário de outros plásticos, como um tipo da oxi-biodegradável que libera CO2 durante a sua decomposição, a empresa diz que a nova resina não deixa resíduos. Para que o pote seja totalmente eliminado após 180 dias, o ambiente do descarte deverá contar com calor, umidade, presença de microorganismos e oxigênio – comum nos lixões.

No Brasil, a iniciativa demandou mais de dois anos de estudo e envolveu as equipes de Planejamento, Pesquisa e Desenvolvimento, Industrial, Suprimentos e Marketing da empresa.

Segundo técnicos da empresa, o produto atende às normas brasileiras e internacionais de embalagens para alimentos. Para atestar a biodegradabilidade do PLA, foram realizados testes por institutos de pesquisa como o ITAL – Instituto de Tecnologia de Alimentos, órgãos ligados à Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento de São Paulo e pela Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, entre outros.

De acordo com Adalgiso Telles, diretor corporativo da Bunge, o volume de recipientes ainda é muito pequeno para competir com a produção de alimentos. Hoje, são produzidas cerca de 8.400 embalagens por mês – pouco mais de 70 toneladas ao ano. Telles acrescenta que, a partir de setembro, toda a linha Cyclus terá seus produtos em recipientes feitos com a nova resina, importada dos Estados Unidos. Além do pote da margarina, são feitos com o PLA os rótulos de óleo vegetal da empresa.

Monica Pileggi, Planeta Sustentável, 17/07/2009

As embalagens utilizadas pela Bunge também emitem CO2 durante sua biodegradação. Caso contrário, não seriam biodegradáveis!!!

E pior. Emitem Metano durante a biodegradação anaeróbica, gás 23 vezes mais potente como efeito estufa, além de ser explosivo.

As embalagens biodegradáveis da Bunge somente tem sentido seu uso caso forem recolhidas e destinadas à compostagem. O que não é a realidade. Além disso, vão contaminar toda a cadeia de reciclagem dos plásticos convencionais, inviabilizando toda a cadeia de reciclagem.

Finalizando, quer dizer que desviar ” um pouco ” de alimento para fazer embalagem plástica dá à Bunge tranquilidade de conciência? Somente teriam problemas de consciência se desviassem ” muito ” alimento para fazer embalagens plásticas?

Parece brincadeira, mas uma brincadeira muito da sem graça. Enquanto mais de um bilhão de humanos acordam e dormem com fome e sede, todos os dias de suas infelizes existências, do nascimento à morte, as empresas ainda insistem em usar dois recursos naturais cada vez mais escassos – água pura e terra fértil – para fabricar plástico.

Como pode ser possível ninguém fazer a correlação do plástico de amido – comida – com o roubo da terra fértil e da água dessa geração e das gerações futuras?

Não importa se é para fazer embalagens, sacolas, o que importa é que nunca, jamais se deve usar terra e água para outra coisa senão plantio de alimentos, temos que proteger esses recursos tão preciosos para as futuras gerações. Lembre-se, logo, logo, seremos 9 bilhões de habitantes neste planeta e cada vez mais precisaremos de comida.

O que a BUNGE irá fazer? Dar embalagens plásticas e sacolas plásticas de comida para alimentar os famintos do planeta? Nossa matriz energética global é o petróleo. Para cada barril de petróleo refinado, temos uma sobra de até 7% de nafta, que se não for transformada em plástico, será queimada nas próprias refinarias, aquecendo o planeta sem ao menos ter tido utilidade para os humanos.

O único problema do plástico é que ele é eterno, pois dura mais de 5 séculos, o que para qualquer humano, é uma eternidade. É por isso que a FUNVERDE, desde 2005, apóia a tecnologia oxi-biodegradável, que é a colocação de um aditivo que quebra as imensas moléculas do plastico – é por isso que ele demora centenas de anos para se decompor – em pequenos pedaços, permitido às bactérias o acesso a estes pedaços, acelerando assim a sua decomposição de até 500 anos para 18 meses, restando apenas uma pequena quantidade de CO2, água e biomassa.

E finalmente, mas não menos impotante, temos que advertir novamente a população que a BUNGE produz alimentos transgênicos. Não compre óleos Soya e Primor, pois são produzidos com sementes transgênicas. E claro, todos os outros produtos fabricados pela BUNGE com sementes de soja.

Aviso às tartarugas – cuidado ao passarem pelo litoral gaúcho

Aviso às tartarugas!

Cuidado ao passarem pelo litoral gaúcho!

Vocês que tem o hábito de confundir sacolas plásticas com águas vivas, uma de suas fontes de alimento, e acabam morrendo por sufocamento e obstrução do sistema digestivo, tem mais um motivo para se preocupar.

O governo do Estado do Rio Grande do Sul acaba de aprovar lei que obriga estabelecimentos comerciais a fornecer sacolas plásticas mais espessas, produzidas com plásticos da Braskem.

Não confundam estas sacolas mais grossas com águas vivas mais apetitosas.

É o governo do Rio Grande do Sul ameaçando a sua espécie em troca de mais lucro para a Braskem.

Só este ano, 102 tartarugas verdes foram mortas. Elas chegam a atingir 1,5 metro de comprimento e a pesar mais de 200 quilos.

Veja matéria de hoje no Jornal Nacional sobre as mortes de tartarugas no litoral gaúcho causado por plásticos no mar.

http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1370745-10406,00-LIXO+AMEACA+TARTARUGAS+QUE+CHEGAM+AO+BRASIL.html

 

 

Feira do Verde em Vitória – ES

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