Temporal provoca estragos em Maringá e região

Ventos de até 120 quilômetros por hora arrancaram cerca de 50 árvores em Maringá, parte da cidade ficou sem luz

Leia mais no JM online http://portal.rpc.com.br/jm/online/conteudo.phtml?tl=1&id=947274&tit=Temporal-provoca-estragos-em-Maringa-e-regiao.

Isso tem acontecido com uma freqüência assustadora em todo o planeta.

Depois vem o povão culpar São Pedro por estas mudanças no clima e acham que é normal, acham que tudo é normal.

Furacão? Tornado? Ventos de 150 km por hora? Neve fora da hora? Calor 40 graus em pleno inverno? Tempestade com granizo do tamanho de melancia? Não é culpa minha, nada disso acontece por minha causa, por meus péssimos hábitos de consumo.

Essas pessoas dizem isso porque se aceitassem que as mudanças no clima planetário estão se acelerando, teriam que aceitar mudar seu estilo de vida para reverter estas mudanças e assim assegurar a continuidade da raça humana.

Mas ninguém está disposto a mudar, cada um quer cuidar de seu próprio umbigo e consumir, consumir e consumir, até consumir todos os recursos naturais do planeta.

As pessoas esquecem que quando elas se forem ainda existirão humanos por muitos milênios e que estes humanos também precisarão dos recursos naturais para viver, estes mesmos recursos naturais que estamos esgotando por puro egoísmo e o desejo incontrolável de consumir.

Egoístas!

Mude e mude o mundo ou … não mude e também mude o mundo … para um lugar inabitável para os humanos.

A escolha é sua.

Amazônia pode ficar 10ºC mais quente até 2060, diz estudo

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BBC Brasil de 01 de outubro de 2009

James Painter – analista da BBC para a América Latina

Cenário prevê manutenção de altos níveis de emissão desde 90

Um aquecimento global de 4ºC deve ter consequências dramáticas para a América Latina e pode subir as temperaturas na região amazônica entre 8ºC e 10ºC, o que levaria à destruição de grande parte da floresta, de acordo com um novo estudo do Departamento de Meteorologia britânico (Met Office).

O cenário catastrófico pode se tornar realidade já em 2060 – quatro décadas antes do previsto pelo Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC).

“Nas nossas melhores estimativas, um aquecimento global de 4ºC aconteceria na década de 2070. Mas em uma situação extrema plausível isso poderia acontecer em 2060”, disse à BBC Brasil o pesquisador Richard Betts, do Hadley Centre, a unidade do Met Office que estuda mudanças climáticas.

Os novos modelos climáticos computadorizados do Hadley Centre foram divulgados durante uma conferência na Universidade de Oxford e simulam situações em que altas emissões de dióxido de carbono são amplificadas pelo efeito de retroalimentação (feedback) dos ciclos de carbono.

Este é o nome dado por cientistas aos ciclos de absorção e liberação de carbono por florestas e oceanos.
As simulações apresentadas em Oxford indicam que a Amazônia é uma das regiões que mais vai sofrer com o aquecimento global. No entanto, para o cientista José Marengo, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), um aquecimento global de 4ºC elevaria a temperatura na região amazônica em cerca de 5ºC.

“Este tipo de acréscimo na temperatura já seria pior do que os cenários mais extremos do IPCC”, disse Marengo à BBC Brasil.

Nordeste

Segundo ele, outros modelos indicam que “a probabilidade de um aquecimento de 3,3ºC até 2100 é maior que 50% em um cenário de altas emissões”.

José Marengo já aplicou uma versão do modelo climático desenvolvido pelo Hadley Centre sobre um cenário de altas emissões para investigar as conseqüências desse aquecimento global de 3,3ºC no Nordeste.
O cientista do Inpe descobriu que o acréscimo seria ainda mais dramático na “região mais vulnerável às mudanças climáticas no Brasil, uma das mais vulneráveis da América do Sul”.

O estudo de Marengo indica que até 2100 as chuvas no Nordeste seriam reduzidas entre 40% e 60% em comparação com os níveis atuais.

Além disso, a duração média da temporada seca saltaria de 12 dias para 30 dias por ano, aumentando o risco de estiagens, e a área utilizável para plantações de grãos como arroz, feijão e soja também cairia significativamente.

Hidrelétricas

Marengo afirma estar particularmente preocupado com os impactos sobre a geração de energia hidrelétrica.
Ele cita como exemplo disso a Bacia do Rio São Francisco, que deve registrar uma redução de cerca de 25% no volume d’água, o que afetaria severamente a produção de eletricidade da região.

Além disso, o pesquisador do Inpe lembra que a densidade demográfica no Nordeste é muito maior do que na Amazônia. Os impactos das mudanças climáticas sobre pequenos produtores rurais levariam a movimentos migratórios.

O novo estudo do Hadley Centre mostra fortes variações na subida de temperatura e no regime de chuvas nas várias regiões do planeta.

Na América Central, as consequências do aquecimento global são menos disputadas.

“Deve ser registrada uma queda de pelo menos 20% no volume de chuvas lá, na hipótese de 4ºC”, afirmou Betts.

Mais ao sul do continente, na região da Argentina, por exemplo, a previsão é de um aumento nas chuvas.

Caribe

Na conferência de Oxford, outros cientistas apresentaram estudos que indicam consequências graves para as regiões mais baixas da América Latina e do Caribe, na hipótese de um aquecimento de 4ºC.

O cientista Stefan Rahmstorf, do Instituto de Potsdam, na Alemanha, afirmou que um aquecimento neste nível elevaria o nível do mar entre um metro e 1,3 metro até 2100 em relação aos níveis de 1990.

Os países mais ameaçados pela subida dos oceanos são Guiana, Suriname, Belize, Jamaica, Equador e o território da Guiana Francesa, além da Península de Yucatán, no México.

O Met Office também apresentou mapas na conferência que mostram que grande parte dessas áreas já estão enfrentando a elevação do nível do mar.

A comunidade científica concorda ser possível se preparar para enfrentar o problema porque a elevação acontece vagarosamente. No entanto, a combinação de ressacas, furacões de maior intensidade e a elevação do nível oceânico pode provocar problemas mais imediatos.

Desde o fim da década de 90, as emissões de gases do efeito estufa vêm ficando próximas às previsões mais extremadas do IPCC.

No seu relatório de 2007, o IPCC afirma que, na pior das hipóteses, a temperatura global subiria 4ºC até o fim do século, caso a emissão de gases do efeito estufa continuasse a crescer, embora um aquecimento maior não tenha sido descartado.

No mesmo relatório, o painel de cientistas convocado pelas Nações Unidas recomenda limitar o aquecimento global a 2ºC para evitar conseqüências “potencialmente dramáticas” das mudanças climáticas.

Alemães inauguram rota marítima aberta pelo efeito estufa

billadler

Estadão de 21 de agosto de 2009

A rota pelo Oceano Ártico corta 4.000 milhas náuticas da tradicional viajem de 11.000 milhas pelo Canal de Suez

Dois navios alemães partiram nesta sexta-feira, 21, para a primeira viagem em torno da costa setentrional da Rússia sem a ajuda de quebra-gelos, graças à mudança climática, que ajudou a abrir a passagem, disse a empresa responsável pelas embarcações.

O presidente e CEO da Beluga Shipping GmbH, Niels Stolberg, disse que os navios Beluga Fraternity e Beluga Foresight deixaram o porto russo de Vladivostok na histórica jornada, com carga sul-coreana destinada á Holanda.

O derretimento do gelo no ártico abriu a chamada Passagem de Nordeste e permitiu o uso da rota pelos navios, disse Stolberg. A Beluga é a primeira empresa de fora da Rússia a obter autorização de Moscou para usar a passagem.

A rota pelo Oceano Ártico corta 4.000 milhas náuticas da tradicional viajem de 11.000 milhas pelo Canal de Suez, o que permite uma significativa economia de dinheiro e combustível, disse ele.

“Submarinos e quebra-gelos russos já haviam usado a Rota do Norte antes, mas ela não estava a Berta para tráfego comercial regular porque havia muitas áreas com gelo espesso”, disse Stolberg.

“Foi apenas no verão passado que imagens de satélite revelaram que o gelo está derretendo e que um pequeno corredor havia sido aberto, o que permitira a navegação comercial pela Passagem de Nordeste”.

Stolberg disse que Beluga estava ansiosa, já no ano passado, para enviar navios pela rota durante a janela de seis a oito semanas em agosto e setembro, quando as temperaturas na região sobem o bastante para abrir um corredor no gelo.

Mas eles não conseguiram obter as autorizações necessárias das autoridades russas a tempo.

Um gás perigoso vem do fundo do mar Ártico

Hella adequate

Blog do planeta de 19 de agosto de 2009

Alexandre Mansur

Um dos maiores temores dos pesquisadores que acompanham as mudanças climáticas está no fundo congelado do oceano Ártico. Sob o leito do mar estão os maiores depósitos de metano, um gás várias vezes mais poderoso do que o carbônico para aumentar a temperatura da Terra e destruir o clima que conhecemos desde os primórdios da civilização. Agora, um estudo publicado pelo Centro Nacional de Oceanografia do Reino Unido, em Southampton, mostra evidências que essa bomba de gás sob o mar pode estar perto de explodir.

Segundo o levantamento, o aquecimento das correntes marinhas no Ártico nos últimos 30 anos já está provocando a liberação de metano. A equipe de pesquisadores, da Alemanha e do Reino Unido, descobriu mais de 250 colunas de bolhas de metano subindo do fundo do mar em uma plataforma continental de West Spitsbergen, uma ilha da Noruega. As colunas partem do fundo a algo entre 150 e 140 metros de profundidade.

A intensidade do fenômeno surpreendeu os próprios cientistas. “Nossa pesquisa foi projetada para descobrir quanto metano poderia ser liberado pelo futuro aquecimento do oceano”, disse Tim Minshull, do centro britânico. “Não esperávamos encontrar evidências tão fortes que o processo já começou”.

É a primeira vez que a liberação de metano do fundo do mar é identificada na história recente da Terra. Embora a maior parte do metano se dissolva na água, parte dele chega a atmosfera e incrementa o processo de aquecimento global. Acredita-se que o metano contribuiu para os grandes períodos de aquecimento rápido da história da Terra, quando houve também grandes extinções de espécies. O detalhe é que esses grandes aumentos de temperatura do planeta, provocados por fenômenos naturais, levaram milhares de anos para ocorrer, enquanto a mudança climática atual, provocada por emissões poluentes humanas, é medida em décadas.

Outro problema causado pelo metano é que, enquanto ele se dissolve na água do mar, aumenta a acidez do oceano. O mar já está absorvendo parte do excesso de gás carbônico que jogamos na atmosfera e ficando ácido por isso. Teme-se que a acidez progressiva possa afetar a base da vida marinha, compromentendo a sobrevivência de peixes e crustáceos.

Essas evidências sugerem que o tempo é curto para tomar medidas que reduzam a velocidade das mudanças climáticas.

Filmes que você tem que asssistir para mudar seus hábitos de consumo

Agora que passou o dia mundial do meio ambiente, todos voltaram para suas vidinhas ordinárias de consumismo desenfreado, de não separação de lixo, de usar sacolas de plástico de uso único.

Parece que todos moram em marte nos 364 dias do ano e só no dia internacional do meio ambiente é que visitamos este planetinha azul e resolvemos comemorar, afinal, se morássemos os 365 dias do ano no planeta terra, em todos os dias do ano respeitaríamos mais nossa casa, o planeta terra.

Humanos são assim, fingem que fazem alguma coisa em alguma data especial para que todos os seus vizinhos, amigos e parentes pensem que ele é melhor do que é no dia a dia, mas não tem a verdadeira coragem de mudar seus péssimos hábitos que estão levando a humanidade à extinção.

Qual a dificuldade em separar seu lixo em reciclável e compostavel?

Por que você ainda não trocou suas lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes, muito mais econômicas e duráveis?

Por que diabos você ainda aceita as sacolinhas de plástico de uso único quando vai às compras? Por que você ainda não tem uma dezena de sacolas retornáveis no carro, em casa, no trabalho?

Não espere que o governo municipal, estadual ou federal venha com uma solução mágica para salvar o planeta, pois os políticos sempre estão no poder para enriquecer e nunca para resolver os problemas do país.

Você tem que fazer sua parte e ainda fazer a parte de seus amigos, parentes e vizinhos, porque apenas 1% da população consegue mudar seus hábitos conscientemente e por amor à humanidade. O resto da população só alterará seu estilo de vida com multas ou se morrer e deixar que a próxima geração mude.

Quer incentivos para seu subconsciente entender que estamos à beira da extinção?

Esta semana, vá todos os dias à videolocadora e assista os filmes abaixo filmes antes de dormir. Se depois disso você ainda misturar casca de comida com embalagem, não fechar a torneira para escovar os dentes, não apagar as luzes ao sair de um local, continuar usando as malditas sacolas plásticas … sinto muito, mas você infelizmente faz parte dos 99% da humanidade que estão nessa terra só para assistir novela, jogar futebol, fofocar e consumir até acabar com o último alqueire de solo fértil, a última gota de água potável e, para pessoas assim, resta somente a multa ou esperar que elas morram e que a próxima geração seja mais consciente.

Tem pessoas que a única mudança que promovem em suas vidinhas ordinárias é a da terra que tem que ser movida para enterrar seu caixão. Pelo menos, essas pessoas terão deixado para sempre o planeta para pessoas mais conscientes, que merecem viver na mãe terra.

  • O dia depois de amanhã – The day after tomorrow, 2004
  • O dia em que a terra parou – The day the earth stood still, 1951 e 2008
  • A 11ª hora
  • Uma verdade inconveniente – An inconvenient truth, 2006
  • Soylent green, 1973
  • Quem matou o carro elétrico – Who killed the electric car, 2006
  • Syriana, 2005
  • Fim dos tempos – The happening, 2008
  • Home, 2009

Se esqueci algum, mande mensagem que colocarei na lista.

O Home pode ser assistido nos links abaixo, o primeiro em ingles com legenda em ingles e o segundo em portugues de portugal.

http://www.youtube.com/watch?v=jqxENMKaeCU&feature=channel

  

http://www.youtube.com/watch?v=tCVqx2b-c7U

  

Aquecimento global – On the rocks

DIDS’

Luiz Eduardo Cheida

No último sábado, a plataforma Wilkins, uma estrutura de gelo maciço de quase 16.000 Km², desgarrou-se da Península Antártica e começou a vagar pelo oceano. Plataformas são bancos de gelo flutuantes presos ao continente.

O aumento médio de temperatura da Terra, em todo o século 20, foi de 0,7OC. Nesse mesmo período, a elevação média de temperatura da Antártica foi de 3OC. Quase seis vezes mais!

O oceano se aquece mais rapidamente devido a sua inércia térmica. Ele absorve mais de 80% do calor adicionado ao sistema climático. Se grande quantidade de calor está sendo absorvida pelos oceanos é sinal de que o reservatório de energia do planeta está desequilibrado.

Uma das respostas a este brutal aumento de temperatura na região tem sido a extinção das plataformas.
Wilkins foi a sexta delas. Os cientistas estimavam o seu desgarramento para daqui a 30 anos!

Como se vê, a ciência acerta suas previsões sobre o que acontecerá, mas erra flagrantemente sobre quando ocorrerá.

A velocidade das resultantes dos eventos climáticos tem surpreendido a todos. Pudera! não há sobre a face da Terra nenhum modelo matemático que possa fornecer dados confiáveis sobre o comportamento do planeta diante deste verdadeiro coquetel de mudanças.

Além disso, devemos colocar as barbas de molho porque a mesma ciência que erra no quando, também se equivoca no quanto. Veja só:

Estima-se que, neste século, a depender das emissões de gases estufa, o nível dos oceanos subirá entre 30cm a 40cm. Cerca de 60% deste aumento será causado pela expansão térmica das águas (água quente sobe). Todavia, os modelos não levam em conta a possível aceleração do aumento das perdas de gelo nos pólos, o que pode elevar em mais 10cm a 20cm o nível dos mares. E o que é errar em 30 anos o descolamento da Wilkins senão uma aceleração do aumento das perdas de gelo nos pólos?

Nenê Rabo-de-Galo, pau-d´água de primeira linha, com o fígado magoado a poder de muita cachaça e a mente turvada no cocktail de tantas informações sobre mudanças climáticas, com voz e cara de sono, pergunta:

- A Antártica é o gelo da parte de cima ou da parte de baixo do globo?

- Parte de baixo.

- Então, pode encher que vai ficar tudo on the rocks!

Bebedeira passa. Mas, segundo se estima, as consequências das mudanças climáticas farão com que o ambiente onde vivem plantas e animais (também somos animais) siga alterado por, pelo menos, mil anos após as emissões terem sido estabilizadas.

- Pópará! – ordena Nenê, antes de dar mais um tapa na branquinha e fechar para sempre a garrafa.

Código antiambiental de Santa Catarina

O Eco de 24 de março de 2009

Transcorridos pouco mais de três meses das catástrofes que assolaram o estado de Santa Catarina, em razão das fortes enxurradas e dos descuidos do homem com o meio ambiente, provocando enchentes de toda ordem, deslizamentos de encostas, dezenas de mortos e milhares de desabrigados, além de gigantescos prejuízos econômicos ao Estado, parece que a tragédia sensibilizou o Brasil e o Mundo, mas não a maioria dos deputados catarinenses, determinados que estão para a aprovação do Código Ambiental Estadual, PL 0238.0/2008, prevista para o próximo dia 31 de março na Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina (ALESC).

Das inúmeras alterações realizadas pelo Governo do Estado à minuta inicialmente elaborada por representantes de diferentes segmentos da sociedade civil, entidades públicas e privadas, a mais grave e perigosa de todas as alterações, sem sombra de dúvidas, está na redução das matas ciliares situadas às margens dos cursos d’água, de 30 para 5 metros. A mobilização do setor produtivo, com o apoio explícito do Governo é enorme e bem articulada, confundindo significativamente a opinião pública.

O argumento utilizado é o prejuízo econômico que as áreas de preservação permanente- APPs, situadas ao longo dos rios, ocasiona com a perda de área produtiva na pequena propriedade rural. Segundo informações do Levantamento Agropecuário Catarinense – LAC, 89% das propriedades agrícolas catarinenses são minifúndios de até 50 hectares, representando aproximadamente 167.000 propriedades rurais distribuídas em solo catarinense.

E o argumento é que uma parcela destes está sendo economicamente afetada pelas regras ambientais vigentes. Porém, o que poucos sabem é que, também segundo dados do LAC, dos aproximadamente 6.000.000 de hectares que servem à produção agrícola do Estado, 32,52% pertence a apenas 1,9% dos proprietários rurais, detentores de grandes latifúndios. Este dado deixa explícito que os principais interessados (e beneficiados) com a mudança legislativa não são os pequenos agricultores (que representam 45,68% da extensão fundiária), e sim os grandes.

Com a lei, toda a sociedade catarinense abdicará para sempre de boa parte deste importantíssimo bem ambiental que a todos pertence (as matas ciliares), cuja função prioritária está na preservação dos recursos hídricos, essencial à sobrevivência humana, renúncia esta que servirá, de forma especial, a uma minoria economicamente privilegiada. É justo que isso ocorra?

O que poucos sabem, pasmem, é que o pequeno agricultor familiar, e somente ele, em vista do reconhecido interesse social da sua atividade, já possui autorização legal, pelo próprio Código Florestal (lei 4.771/65) que se pretende revogar, para economicamente utilizar as áreas de preservação permanente, desde que o faça mediante um sistema de manejo agroflorestal sustentável.

Na realidade, nem o Poder Executivo Estadual, nem o Setor Agroindustrial, em vista da redação do art. 115 do projeto de lei, demonstram empenho em contornar o problema pelo caminho da legalidade, estímulo à utilização responsável destas áreas ecologicamente importantes e geração de fontes alternativas de renda ao pequeno agricultor. Aliás, no sistema de integração é fato sabido que desinteressa às agroindústrias que os seus integrados tenham outras fontes de renda. A absoluta relação de dependência faz e sempre fez parte do negócio.

Também é importante que a população saiba que o Ministério Público, com razoabilidade e responsabilidade sócio-ambiental, de forma pontual, há anos, juntamente com a FATMA e outras entidades, mostra-se sensível à causa.

O auxílio vem sendo prestado a milhares de pequenos agricultores com a facilitação da obtenção dos licenciamentos ambientais através de termos de ajustamento de condutas- TACs, que vem sendo firmados e renovados com os diferentes setores produtivos (suinocultura, avicultura, rizicultura, fruticultura, dentre outros), voltados à regularização ambiental de situações consolidadas.

Esses ajustes, em sua maioria, fixam a extensão das matas ciliares a serem protegidas em 10 metros, e não 30 como afirma o setor produtivo, mediante o cumprimento de outras exigências ambientais importantes, com especial destaque para o tratamento e destinação adequada dos resíduos da produção.

É revoltante que projetos de lei voltados a instituição de incentivos fiscais ecológicos, assim como outras iniciativas de estímulo à preservação ambiental e à sustentabilidade da própria atividade econômica continuem sem vez na Assembléia Legislativa.

Se o Código Ambiental Estadual for aprovado com a atual redação, constituir-se-á numa aberração jurídica, eis que afrontará o Estado Constitucional de Direito em desrespeito às regras de competência previstas nas Constituições Federal e Estadual, como bem sabem os senhores Deputados, além de apresentar vício de legitimidade, eis que a sua redação atual não possui o amplo respaldo social, mas principalmente de um segmento, que é o setor produtivo.

E afetará também, de forma direta, a geração presente, tornando-a ainda mais vulnerável às intempéries climáticas, estimulando a ocorrência de novas catástrofes, possivelmente com maior envergadura que as já ocorridas, considerando a importância das matas ciliares na contenção de enchentes em face das previsíveis enxurradas que estão por vir.

Acredito que ainda haja tempo para uma mobilização e forte reação social voltada à reversão do quadro grave que se anuncia e sensibilização de nossos representantes, dispensando complexas batalhas judiciais, desgastantes e custosas aos cofres públicos. Ou aguardemos, mais uma vez, as conseqüências catastróficas de nossa passividade.

Luis Eduardo Souto é Promotor de Justiça e Coordenador-Geral do Centro de Apoio Operacional do Ministério Público de Santa Catarina. O artigo acima foi apresentado no seminário Ambientalis 2009, em Chapecó, entre 17 e 19 de março, na palestra Código Ambiental de Santa Catarina.

Absurdo dos Absurdos, vamos amarrar estes canalhas em cadeiras, pegar uma pinça e arrancar cada pelo dos cílios destes políticos e produtores e colocá-los em uma tempestade de areia ou de chuva mesmo, para eles entenderem na carne a importância da mata ciliar.

Nós, que temos um projeto continuado de replantio de mata ciliar desde 2004, que já plantamos dezenas de milhares de árvores, com 1/4 delas sendo de frutíferas nativas para atração da avifauna, com árvores de no mínimo um metro e meio para viabilizar sua sobrevivência, só podemos ficar pasmos diante deste crime contra a humanidade e o planeta.

Idiotas, suicidas e pior, assassinos das gerações futuras.

Quando uma entrevista não funciona

Robert Sinclaire

É isso que dá você conceder entrevista para um veículo de comunicação do governo, no caso, A Voz do Brasil.

No dia 25 de fevereiro de 2009 fomos convidados a falar sobre a espiral descendente de carbono. Foram dois telefonemas, sendo o segundo com mais de 30 minutos de entrevista e uma enxurrada de perguntas e só o que veicularam foi metade de uma frase, a única em deu para cortarem para atender a seus interesses.

O assunto foi a espiral descendente de carbono, discutida durante a reunião do PNUMA – programa das nações unidas para o meio ambiente – em Nairobi, no Quenia, em que nosso ministro do meio ambiente, para variar, colocava os países ricos contra os países pobres, os desenvolvidos – os vilões da história – contra os em desenvolvimento – os coitadinhos que ele acha que podem, tem o direito de destruir o mundo tanto quanto os países desenvolvidos, afinal, para pessoas como ele, os países ricos já destruíram para crescer, agora é nossa vez de destruir, pois, para ele, sem destruição não há desenvolvimento, o que para nós é o raciocínio de um ministro suicida, isto é, como muitos, ele quer que a humanidade desapareça da face da terra.

Fizeram a besteira de entrevistar a FUNVERDE sobre o assunto, digo besteira porque não sei de onde eles tiraram a idéia de que iríamos concordar com as imbecilidades ditas pelo nosso ministro do colete.

Não concordamos de maneira alguma que só os países desenvolvidos devem ampliar suas metas de redução de gases que contribuem com o efeito estufa.

Todos os países tem que ampliar suas metas, afinal, China, Índia e Brasil não ficam em marte, ficam no mesmo planeta que Estados Unidos – que é o campeão das emissões – e os outros países desenvolvidos. Lembre-se que a China logo estará a frente do Estados Unidos em emissão de gases de efeito estufa.

Todos os países, todos os cidadãos,  vivem nesta bolinha azul, nesta espaçonave chamada terra e todos nós juntos, estamos rumando a um futuro sombrio. A causa deste futuro catastrófico é o  egoísmo dos governantes, que acham que uma fronteira imaginária irá proteger os cidadãos de seus países do aquecimento global causado pelo país vizinho.

Se todos os seres viventes habitam uma fina camada de terra nem sempre fértil nesta rocha fundida chamada de planeta terra, como é que este  ministro vem com uma proposta indecente desta?

A canoa do clima já virou, não podemos mais deter o aquecimento global, mas podemos sim, minimizar os danos causados à natureza e a nós e não é com esse discursinho de coitadinho subdesenvolvido que o mundo vai melhorar, o que necessitamos agora é que todos os países, do mais pobre ao mais rico, tenham metas exatamente iguais de redução de gases do efeito estufa, que todos mudem o padrão de produção e consumo, que todos apliquem tecnologias ambientalmente corretas, que todos usem fontes renováveis e não poluentes de energia.

Algumas pérolas do ministro “responsabilidade conjunta e diferenciada de países desenvolvidos e em desenvolvimento para enfrentar o problema das mudanças climáticas”.  A responsabilidade tem que ser conjunta e igual para todos, afinal, todos estamos no mesmo planeta.

A única coisa que concordamos é quando ele diz “transferência de tecnologias limpas para as nações em desenvolvimento”, desde que seja o ato das nações desenvolvidas não cobrarem royalties para o uso de suas tecnologias limpas, porque se duvidar o que ele quer dizer é receber de graça usinas eólicas, geradores fotovoltáicos … ai que raiva desse ministro de achar que somos pobrinhos e temos que receber esmola dos países desenvolvidos, isto é minimizar a inteligência de nossos pesquisadores, que só não fazem descobertas porque o governo rouba todo o dinheiro para pesquisas, para criar fortuna para os políticos.

Cem ministros do meio ambiente do mundo todo se encontraram para encontrar soluções para o aquecimento global e pelo que vimos, foram fazer só turismo, porque nada aconteceu, foi uma luta dos riquinhos contra os pobrinhos, esperamos que tenha valido pelo turismo.

“Criação de um fundo de mais de 100 bilhões de euros para mitigação de emissões e adaptação das regiões que serão mais atingidas pelas mudanças climáticas”. Esse dinheiro será melhor utilizado em pesquisas de tecnologicas ambientalmente corretas.

“… os países ricos devem se comprometer a aplicar cerca de 10% do valor total das transações anuais dos projetos de MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) e 10% do lucro da produção e comercialização do petróleo e do carvão no Fundo Clima, a ser utilizado em ações imediatas de mitigação do efeito estufa e de adaptação de regiões atingidas.” Errado, esses 10% do lucro da produção e comercialização do petróleo e do carvão devem sim, ser utilizados em seus países de arrecadação em pesquisas para novas tecnologias limpas, energias renováveis.

Enfim, a entrevista foi divertida, mas que deu raiva na quando ouvimos na CBN, ah isso deu.

Tudo uma besteira, esse ministro parecia estar usando a lei de gerson, aquela de tomar vantagem em tudo, algo assim, bem, bão, vamos ver se recebemos uma graninha das grandes potências.

Nossos governantes precisam parar com os discursos e começar a atuar efetivamente para o combate ao aquecimento global, seja aqui, seja na China. Nós cidadãos, temos que cobrar nossos politicos, eleitos por nós para que acordem para este problema, esqueçam um pouco a politicagem do umbigo, onde sempre se está atrás de algum beneficio para ele ou para os seus. Vamos enviar email para nossos representantes para que começem a ver a verdade, antes que não exista mais o que se ver.

SP acerta diesel S-10 para 2012. E o S-50?

 

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CONAPUB de 02 de novembro de 2008

Em 2012, os ônibus, caminhões e outros transportes pesados movidos a diesel vão usar o combustível S-10, com 10 partículas de enxofre por milhão (10). Atualmente, o diesel disponível nas grandes metrópoles é mais poluente, com 500 partes de enxofre por milhão (500 ppm).

Mas a maior parte do diesel usado é com 2.000 ppm de enxofre.

O acordo foi fechado entre o governo do Estado de São Paulo, a Agência Nacional de Petróleo (ANP), a Petrobrás, e Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cetesb e Ibama. A decisão antecipa em quatro anos a implantação do diesel S-10, que tem o mesmo teor de enxofre do diesel europeu.

No entanto, ninguém tratou da vigência da resolução 315 do Conselho Nacional de Meio Ambiente, o Conama, que exige a distribuição do diesel S-50 a partir de primeiro de janeiro de 2009. A Petrobrás e a Anfavea deram sinais de que não cumprirão a norma, sob aquiescência da ANP. Tudo leva a crer que a antecipação da chegada do S-10 ao mercado seja a saída salomônica para a questão.

A petromáfia, a anfávea não irão cumprir? Nooossa, que novidade. Acordem, as petromáfias fazem parte do governo, é um cofrinho dos políticos corruptos, lógico e óbvio que não irão cumprir.

Enquanto isso, uma cidade como São Paulo registrará a morte de 3 mil pessoas por ano, devido a problemas respiratórios provocados principalmente pela poluição atmosférica que tem como grande vilão a emissão de dióxido de carbono dos veículos (com maior peso dos motores a diesel).

Com a palavra o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que celebrou o acordo por colocar o Brasil, daqui a quatro anos, no mesmo patamar dos europeus, que já se encaminham para o diesel com zero de enxofre.

***

CONAPUB de 06 de novembro de 2008

Minc admite: governo e ANP se omitiram na questão do diesel

Enfim o ministro do Meio Ambiente deu o braço a torcer e reconheceu que a resolução 315 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) não será cumprida sob a complacência do governo.

A resolução trata da redução do teor de enxofre no diesel, o que diminuiria a poluição emitida pelo combustível. Hoje, as grandes cidades distribuem o diesel S-500, com 500 partículas de enxofre por milhão, ppm). A meta era substituir, a partir de primeiro de janeiro de 2009, o diesel atual pelo S-50, com 50 ppm de enxofre e, em 2016, pelo S-10. Mas houve um acordo que antecipou a implantação do S-10 para 2012 e a resolução 315 foi relegada a segundo plano.

O ministro Carlos Minc, em entrevista à Agência Brasil, admitiu “a ANP demorou quatro anos para especificar o diesel, a Anfavea (associação dos fabricantes de veículos) não fez os novos motores, a Petrobrás também atrasou no diesel novo”.

E então, se não fizeram motores, se atrasou a produção, multa neles seu calhorda, pois você é o único no país com poder para isso. Aliás, você foi nomeado para isso, seu bastardo.

Pela resignação de Minc, a determinação do Conama será mesmo ignorada.

Coitadinho dele, tão indefeso, tão sem poder …

Dei um tempo antes de começar a criticar este bostinha, para ver como seria a atuação dele na defesa do ambiente, mas já havia sido alertada de que o cara é um comprado, vendido, e que a entrada dele no MMA seria um desastre – a tontinha anterior também não fazia merda nenhuma, mas não fazia apenas por pura incompetência, quero crer.

Pois dito e feito, ele esta usando o discurso da lula lelé – Uia, sério que que está acontecendo isso no Brasil? - Diesel 2.000, diesel 500? Queéisso, que gente má, que gente bandida … – E eu não sabia de nada … – Vejam vocês como as petromáfias são más, mas eu não posso fazer nada, sou só a bosta da maior autoridade de meio ambiente no país, não tenho poder de para mudar nada.

Acorde, seu bandidaço, se você não fizer nada, quem irá fazer? O josé dirceu? A lula trêbada? a dona marisa? Estamos mal de ministro de meio ambiente, salve-se quem puder.

Mau humor, olho para cima e só vejo a nuvem de tempestade que acompanha a Família Adams, olho para o horizonte e só vejo destruição, só consigo ver a extinção da humanidade, se depender dos políticos brasileiros.

Mar subirá um metro até fim do século

Sister72

CONAPUB de 10 de outubro de 2008

Uma notícia preocupante acaba de chegar direto de Berlim. Cientistas do Instituto de Pesquisa do Clima de Potsdam atualizaram suas previsões sobre o efeito do aquecimento global sobre o nível do mar e concluíram: até 2100, a superfície dos oceanos aumentará, em média, um metro.

Anteriormente, os pesquisadores prognosticavam uma elevação de até 59 centímetros no nível do mar, até o final do século.

Essa mudança de projeção se deve, de um lado, à velocidade do degelo dos pólos e, por outro, à lentidão dos governos em adotar e executar ações para reduzir a emissão de carbono no ambiente. Essa letargia liquida as chances de impedir que o aquecimento do planeta supere 2 graus centígrados neste século.

Você pode até pensar – Ah, mas eu já não estarei mais sobre este planeta mesmo … -, mas e quanto aos seus descendentes, você tem a coragem de dizer que isso será um problema deles?

Isto é o máximo do egoismo planetário, afinal, gestos simples, mudança no padrão de consumo podem mudar este futuro sombrio e mesmo assim as pessoas continuam jogando bola, fofocando, assistindo novela e deixando este planeta morrer.

Assim caminha a humanidade, com um pouco de preguiça e sem vontade.