No início de 2008 a FGV criou o Forum de Varejo e Consumo Sustentável do qual a FUNVERDE é membro desde o início. O fórum teve reuniões mensais para estimular e implantar práticas de sustentabilidade no varejo.
O assunto mais polêmico discutido neste fórum foi o das malditas sacolas plásticas, por isso, a reunião que fecha o fórum em 2009 não poderia ter outro tópico senão as sacolas plásticas de uso único.
Quando, em 2004, resolvemos que iríamos desplastificar o país e banir as sacolas plásticas de uso único, não imaginávamos que iríamos conseguir tamanha repercussão e conseguir a atenção de todo o país. Criamos o projeto sacolas ecológicas em 2005 e elegemos a tecnologia de plástico oxi-biodegradável como meio para conseguirmos eliminar totalmente as sacolas plásticas de uso unico, restando apenas as sacolas retornáveis que é o produto ideal para acondicionar nossas compras.
A FGV junto com a ABRAS realiza nesta próxima segunda-feira, dia 30 de novembro de 2009 um debate sobre as tecnologias empregadas na fabricação de sacolas plásticas de uso único.
Não era de maneira alguma este o objetivo incial do debate. Quando os membros do fórum decidiram por esta reunião final para fechar 2009, era para debater o uso de sacolas de plástico convencional, as mais espessas, as hidrodegradáveis, biodegradáveis, de plástico verde e mais importante, sacolas retornáveis e o banimento das sacolas de uso único, afinal já temos casos de cidades que baniram as sacolas de uso único no país e a primeira delas foi Xanxerê, em Santa Catarina.
No fim, estranhamente, vai virar um debate sobre tecnologias ao invés de uma ação efetiva para resolver finalmente o problema das sacolas, isto é baní-las do nosso ambiente.
Se você, como nós, quiser nos ajudar e esclarecer dúvidas sobre as sacolas, faça sua inscrição e participe do evento.
Você já parou para pensar em quantas sacolas plásticas utiliza por dia? Por semana? Agora tente fazer os cálculos de quanto isso somará no final de um ano. Foi pensando nisso que um grupo de pessoas engajadas em divulgar o consumo consciente do plástico resolveu agir e criar o “Dia 100 Sacola” em Campo Grande.
O projeto se iniciou no mundo virtual e os twitteiros Val Reis, Geraldo Thomas, Liziane Berrocal e Cássio José, resolveram colocar a prática em ação.
“Criamos essa campanha para que as pessoas vejam que usar sacolas retornáveis é um bom caminho para diminuir o uso das sacolinhas plásticas usadas no comércio” explica Val Reis.
Hoje em todo mundo são produzidas 500 bilhões sacolas por ano. Só no Brasil são cerca de um bilhão, distribuídas mensalmente nos estabelecimentos comerciais, ou 66 sacolas por brasileiro ao mês.
“Percebi isso numa pescaria quando olhamos o rio e havia dezenas de sacolinhas brancas que me chatearam bastante, então, conheci outras pessoas que também se incomodavam com esse problema e criamos o movimento” explica Geraldo, um dos idealizadores do projeto e amante da pescaria esportiva.
Para incentivar a população de Campo Grande sobre o assunto, será realizado no próximo Sábado, 28, a partir das 7h30 da manhã na praça Ary Coelho a troca de sacolas plásticas por uma sacola de algodão reutilizável. Cada pessoa poderá levar no mínimo 20 sacolas plásticas que darão direito a uma de algodão.
Idealizada sem cunho político-partidário, o movimento afirma que o destino final das sacolas será a reciclagem e o dinheiro arrecadado com a venda, irá ser revertido a instituições de caridade da Capital.
O problema das sacolinhas plásticas Segundo uma estimativa divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente a cada hora são consumidas cerca de 1,5 milhão de sacolas plásticas no Brasil. Ao final de um dia essa conta chega a 36 milhões.
Anualmente são descartadas inadequadamente 500 bilhões de sacolas em todo o mundo.
Esse material, além de poluente, pode causar outros impactos ambientais, como entupir bueiros, poluir rios e mares, ser ingerido por animais que acabam sufocando, além de ser um meio propagador da dengue, pois acumulam água em terrenos baldios e proliferam os mosquitos.
As sacolas plásticas acabam ocupando muito espaço, depois de descartadas.
Atualmente, 18% do lixo dos paulistas correspondem aos sacos, e menos de 1% desse lixo é reciclado, segundo números da Secretaria Estadual do Meio Ambiente de São Paulo.
Fonte – Dayane Reis, especial para o Midiamax em 22 de novembro de 2009
Campanha maravilhosa. Parabéns Val Reis, Geraldo Thomas, Liziane Berrocal e Cássio José. Temos que agir e parar de esperar que o governo resolva nossos problemas, até porque o governo cria problemas, jamais resolve.
Se queremos nosso planeta livre das malditas sacolas plásticas, a única solução é a união dos consumidores para banir estas sacolas inúteis e que ainda por cima demoram mais de 5 séculos para desaparecer da face da terra.
Que campanhas como estas se multipliquem até que não haja mais nenhuma sacola plástica de uso único na nossa casa, o planeta terra.
Professor Gerald Scott, da Oxo-Biodegradable Plastics Association, explica como os plásticos oxi-biodegradáveis podem contribuir para a saúde do planeta
Todo mundo está ciente da preocupação pública sobre os resíduos de plásticos no ambiente aberto. Todos os plásticos se fragmentam e são bioassimilados, mas o processo pode demorar muitas décadas. A resposta é produzir plásticos e reciclados oxi-biodegradáveis. Cerca de 20 bilhões de produtos deste tipo foram produzidos no ano passado.
Formulações que provocam a oxi-biodegração geralmente são compostos de cobalto, ferro, níquel ou manganês e são adicionados aos polímeros convencionais, na fase de extrusão. Eles reduzem o peso molecular por um processo abiótico na presença de oxigênio – o que permite então que o plástico seja consumido por bactérias e fungos tão rapidamente quanto os resíduos lignocelulósicos da natureza e muito mais rapidamente do que os plásticos não degradáveis. As formulações foram testadas e provaram não serem eco-tóxicas.Eles não contêm “metais pesados”.
Plásticos oxi-biodegradáveis são normalmente testados segundo a ASTM D6954-04 – Guia Padrão de Exposição e Testes de Plásticos – que degradam no meio ambiente por combinação de Oxidação e Biodegradação.Existem dois tipos de Normas: Guias e Especificações padrão. A ASTM 6954-04 foi desenvolvida pela organização de padrões norte-americano, e sua segunda etapa refere-se especificamente à biodegradação.
Os testes de acordo com a ASTM D6954-04 informam à indústria e aos consumidores o que eles precisam saber – se o plástico é (a) degradável (b) biodegradável e (c) não eco-tóxico. Não é necessário o uso de uma especificação padrão a menos que o material se destina a uma finalidade específica. A ASTM D6954 prevê que, se a compostagem é a via de descarte designada, então a ASTM D6400 deve ser usada.
ASTM D6954-04 não só oferece métodos de ensaio, mas também critérios de aprovação e reprovação. Por exemplo, no parágrafo. 6.6.1 exige que 60% do carbono orgânico deve ser convertido em CO2. Não é necessário testar até que 100% seja convertido, porque é possível, aplicando a relação de Arrhenius, prever o momento em que a biodegradação completa no ambiente provavelmente ocorra. Testes de acordo com a ASTM D6954 são geralmente conduzidos por laboratórios independentes e credenciados. Tenho visto muitos relatórios de testes e estou convencido de que produtos oxi-biodegradáveis serão totalmente biodegradáveis, na presença de oxigênio. O pré-tratamento não invalida os resultados, extrapolados para as condições do mundo real.
Não há nenhuma exigência na ASTM D6954-04 para o plástico converter em CO2 em 180 dias, porque, embora prazos curtos são críticos para a compostagem industrial, eles não são críticas para a biodegradação no meio ambiente. Resíduos da natureza, como palha e galhos podem demorar 10 ou mais anos para biodegradar, mas os plásticos oxi-biodegradáveis serão mais rápidos do que isso, e muito mais rapidamente do que os plásticos comuns.Oxi-biodegradáveis não são desenvolvidos para resolver problemas de aterros sanitários, pois é indesejável para qualquer coisa se decompor no fundo do aterro a menos que o aterro foi concebido para recolher o gás, o que na maioria dos quais não são. Plástico Oxi-Biodegradável nas profundezas de um aterro permanecerá inerte, assim como o plástico comum, mas o plástico compostável, pode emitir Metano, que é um gás de efeito estufa 23 vezes mais potente que o CO2.
Às vezes, é alegado que um produto plástico não é “biodegradável” a menos que possa cumprir com a norma EN13432 (e normas semelhantes, tais como a ISO 17088, ASTM D6400, ASTM D6868 e australianos 4736-2006). Isso não é correto. Estes padrões são adequados para a compostagem, mas eles não são adequados para produtos destinados a biodegradar em ambiente aberto. Na verdade, a própria EN13432 diz que não é apropriada para os resíduos plásticos, que acabam no meio ambiente através de meios não controlados.
Compostagem industrial não é a mesma coisa que a biodegradação no meio ambiente, pois é um processo artificial, com um prazo muito mais curto do que os processos da natureza. Plásticos compostáveis não são adequados para a compostagem doméstica. O requisito da EN13432 e normas semelhantes para a conversão de 90% em gás CO2 no prazo de 180 dias não é útil até mesmo para a compostagem, porque contribui para as alterações climáticas ao invés de melhorar o solo. Resíduos lignocelulósicos da natureza não se comportam desta maneira. Em Junho de 2009 o Instituto Alemão para a Energia e Meio Ambiente concluiu que os plásticos baseados em petróleo, especialmente de origem reciclada, apresentam resultados melhores em análise de ciclo de vida dos que os plásticos compostáveis.
Plásticos oxi-biodegradáveis podem ser reciclados da mesma forma que os plásticos comuns e não precisam de pontos de coleta especial. Em contrapartida, os plásticos “compostáveis” não podem ser reciclados juntamente com o plástico comum, e vai arruinar o processo de reciclagem se entrar no fluxo de resíduos. Recicladores devem se preocupar com os plásticos de base vegetal – mas não com os oxo-biodegradáveis.
Por: Gerald Scott, Professor Emeritus of Polymer Science at Aston University, UK; chairman of the BSI Committee on Biodegradability of Plastics; and chairman of the Scientific Advisory Board of the Oxo-biodegradable Plastics Association
The biodegradability of PP can be accelerated by modifying the level of crystallinity or by incorporation of carbonyl groups by adding pro-oxidants to masterbatches or through exposure to UV irradiation. In this paper we show how to improve the biodegradation of PP by adding cobalt, calcium or magnesium stearate to Ecoflex, PP or Ecoflex/PP blends. The effect of the pro-oxidants on biodegradability was assessed by examining the mechanical properties and fluidity of the polymers.
Source : Rosa, D. S.; Grillo, D.; Bardi, M. A. G.; Calil, M. R.; Guedes, C. G. F.; Ramires, E. C.; Frollini, E. Universidade Federal do ABC, Santo Andre, Brazil. Polymer Testing (2009), 28(8), 836-842. Publisher: Elsevier
Tradução Livre
PP Biodegradáveis / misturas de poliéster com aditivos
Technical Paper — A biodegradabilidade do PP pode ser acelerada, modificando o nível de cristalinidade ou pela incorporação de grupos carbonila, acrescentando master batchs pró-oxidantes ou através da exposição à radiação UV. Neste artigo vamos mostrar como melhorar a biodegradação do PP, acrescentando cobalto, cálcio ou estearato de magnésio ao Ecoflex, PP ou na blenda de Ecoflex / PP. O efeito dos pró-oxidantes na biodegradabilidade foi avaliada através da análise das propriedades mecânicas e fluidez dos polímeros.
Fonte Rosa, DS; Grillo, D.; Bardi, MAG; Calil, MR; Guedes, CGF; Ramires, CE; Frollini, E. Universidade Federal do ABC, Santo André, Brasil. Polymer Testing (2009), 28 (8), 836-842. Editora: Elsevier
Depois de a cidade australiana de Bundanoon (localizada a 150 quilômetros de Sydney) ter abolido a venda e o consumo de água engarrafada na semana passada, agora é a vez de Londres trocar as garrafinhas plásticas por “máquinas de água”. A iniciativa deve ser colocada em prática ainda este mês, em dois locais estratégicos: a estação de ônibus de Hammersmith e o museu da Tower Bridge. A mudança conta com o apoio das empresas de água londrinas, que ficarão responsáveis pela instalação das máquinas. Se a moda pegar nestes locais, que recebem cerca de 400 mil visitantes todos os anos, a iniciativa será ampliada para as estações de metrô e outros locais públicos, antes das Olimpíadas de 2012. O objetivo é estimular o uso de garrafas reutilizáveis.
A iniciativa tem recebido muitas críticas, principalmente sobre a qualidade da água, mesmo após um relatório ter indicado que a água da torneira é 99,99% compatível com as normas nacionais e européias. O setor da indústria de engarrafamento também não gostou da idéia, e alega que a medida lhes causará um rombo de 1,5 bilhão de dólares anuais. Do outro lado, no entanto, estão argumentos pra lá de convincentes em favor da medida: o engarrafamento de água exige 2 mil vezes mais energia para sua produção em comparação à água de torneira, provoca uso desnecessário de plástico e combustível para transporte e apenas 1/3 dos 13 bilhões de garrafas plásticas vendidas no Reino Unido em 2008 para diversos usos foi reciclado.
O vídeo (sem áudio) mostra como é o funcionamento da “máquina de água”, que enche uma garrafa de 500 ml por 20 pence (cerca de R$ 0,60).
Enquanto isso, em Maringá e nos outros milhares de municípios do país os prefeitos continuam enterrando materiais recicláveis que deveriam voltar para o ciclo de produção como novos produtos e enterrando resíduo orgânico, que deveria ser transformado em adubo orgânico para fertilizar nosso solo.
Estamos esgotando recursos naturais por pura preguiça da dona Maria e do seu José de fazerem o mais básico do básico, que é limpar sua própria sujeira, separar o lixo na fonte, isto é, em suas casas. Com essa atitude, iria para os aterros ou lixões – que predominam no país – apenas 5% de tudo o que é gerado em uma cidade, que é o rejeito, o que não pode ser reciclado nem compostado.
Todos os dias a mídia nos expõe o grande problema das cidades que estão com seus lixões e aterros esgotados, tem estado querendo até queimar o lixo, mas ninguém fala o óbvio, que é gerar riqueza com o lixo através da reciclagem e compostagem. Basta apenas mudar o conceito, afinal, lixo não é lixo, é matéria prima para novo produtos.
Os políticos não tem coragem para punir o contribuinte, seja através do não recolhimento do lixo misturado ou então através de multa para quem não fizer o seu dever básico, separar seu lixo antes da coleta. Os prefeitos não agem por medo de perder votos nas futuras eleições, tem medo de mexer com a máfia do lixo ou então pelo lixo estar no final da lista de prioridades de suas agendas, porque resolver o problema do lixo dá trabalho, é mais fácil ficar inaugurando obras que dão maior visibilidade, mas já passou da hora de prefeitos fazerem seu trabalho, isto é, resolver o problema do lixo antes de sermos soterrados por ele.
Talvez fosse o caso dos prefeitos fazerem visitas mensais aos seus aterros e lixões, desde o dia em que se elegem, para aprenderem que ao colocar o lixo para fora de casa ele não desaparece, somente troca de lugar, da frente das casas para um local onde ficará eternamente, se não for reciclado e compostado. Talvez só falte isso os prefeitos agirem.
Não, não esquecemos de mencionar o lixo hospitalar, da indústria, do comércio e da construção, porque estes já sofrem fiscalização e onde a fiscalização funciona, estão destinando seu lixo corretamente.
O interessante é que em Nova Esperança, distante 470 km da capital, resolveu o problema de seu lixo e a mídia não está divulgando. Tem outra cidade no estado se preparando para multar quem não separar o lixo e a mídia, novamente, não está dando destaque.
Será que a máfia do lixo está por trás deste silêncio? Porque, não se engane, lixo dá dinheiro, e muito, e como todo político é religioso, isto é, recebe o dízimo, o terço, todos ganham ao não resolver o problema e quem sofre é o meio ambiente e os seres humanos, inclusive os que ainda nem nasceram, pois, quem você acha que vai limpar a sujeira que os humanos do Século XX e XXI geraram a estão gerando?
Li no final de semana a petição inicial do promotor de meio ambiente de Nova Esperança, o foi o passo inicial para a solução do lixo naquela cidade. Foram quarenta páginas que todos os promotores de meio ambiente do país deveriam ler e se inspirar com a coragem do Doutor Nivaldo Bazoti. Sim, coragem, porque ele foi o único promotor que conseguiu resolver o problema do lixo no país. Este ato de bravura deste promotor deveria servir de espelho para todos os outros promotores de meio ambiente do Brasil. Parabéns Doutor Nivaldo, temos cada vez mais orgulho de morar no Paraná.
E o que falar do juiz que antecipou a tutela do processo, senão que, ele também cumpriu muito bem com seu dever, ele foi sensível aos problemas ambientais decorrentes do lixo e com esta ação da promotoria. Estamos em um momento em que os governantes não podem mais enrolar o mandato inteiro.
O padrão no Brasil é que quando um prefeito é empossado, ele empurra os problemas deixados pelo último prefeito, enrola o ministério público por quatro ou oito anos e deixa os problemas mais complicados, como por exemplo o lixo, para o próximo prefeito enrolar o ministério público mais alguns anos. É só olhar as mudanças climáticas, para ver que não temos mais tempo de empurrar os problemas para os próximos governantes. O planeta não será destruído com nossas ações, mas a humanidade está fadada ao desaparecimento, por falta de ações responsáveis que mudem nosso destino.
Uma coisa interessante que o promotor fez foi cobrar uma multa diária para a pessoa física do prefeito e não da prefeitura, caso não cumprisse a determinação do MP de resolver o problema do lixo.
Outra coisa interessante é o grande adesivo vermelho chamativo afixado no saco de lixo quando não é coletado, contendo a frase ESTE LIXO NÃO FOI RECOLHIDO PORQUE NÃO FOI SEPARADO. Particularmente eu acho que além do não recolhimento, o cidadão também deveria receber uma multa.
Como resultado desta ação conjunta do promotor, juiz e prefeitura, uma cidade conseguiu sair da estatística de coleta de lixo do país que é de 0,8% e passar para extraordinários 70%.
Apesar de não havermos chegado ao ideal de 100% de reciclagem, ainda assim, mostra que é possível fazer a reciclagem, desde que envolva a população separando na fonte, gerando materiais limpos, não contaminados.
Parabéns ao Promotor de meio ambiente pela ação civil pública, ao juiz pela tutela antecipada e à prefeitura de Nova Esperança que renova nossas esperanças em um futuro mais limpo para a humanidade.
Voltarei a este assunto em breve, aguarde.
Veja abaixo a matéria da solução do lixo em Nova Esperança.
Como Samso, na Dinamarca, tornou-se a primeira ilha do mundo a consumir apenas a energia que produz
Luciana Sgarbi
O lugar é um convite à integração com a natureza. A grama verde, o céu azul e o forte vento são traços marcantes da ilha dinamarquesa de Samso. Quando se olha para a frente, o tempo parece passar tão lentamente quanto as bicicletas antigas que rodam na cidade. Quando os olhos miram o alto, a revolução verde viaja a 100 km/h. São as gigantescas turbinas eólicas que, suspensas a 50 metros de altura, usam o vento para gerar energia suficiente para a população de pouco mais de quatro mil habitantes. É o lugar mais limpo, ecológico e energeticamente autossustentável do planeta.
“Costumo usar o exemplo de Samso como uma forma ambiciosa de lidar com os desafios energéticos dos EUA para acabar com a dependência dos combustíveis fósseis”, diz Randy Udall, célebre ativista ambiental e exdiretor da organização não governamental Core (sigla em inglês para Escritório Comunitário para a Eficiência de Recursos). Assim como ele, governantes de diversos países estão visitando a ilha para aprender a viver verde – por todos os seus lados, a sustentabilidade está presente. A cada hora a energia eólica é convertida em 463 quilowatts de eletricidade, suficientes para fornecer energia para 600 casas. Os alimentos consumidos são colhidos de hortas caseiras ou comprados de produtores locais. Tudo é orgânico. As bicicletas estão no topo da lista dos meios de transporte. Os quatro mil turistas que visitam a ilha todos os anos não sentem dificuldades em se adaptar às regras.
A arquitetura local também contribui. As casas são feitas no estilo clássico europeu, com madeira e tijolos. Painéis solares e usinas movidas a palha e lascas de madeira garantem 70% do aquecimento da água. O ciclo estaria completo se Samso não precisasse das três balsas movidas a diesel que ligam a ilha ao continente. Os moradores ressaltam, porém, que compensam essa emissão de carbono com a energia gerada pelas dez turbinas eólicas espalhadas no mar, sem contar outras 11 localizadas em terra.
a palha e lascas de madeira garantem 70% do aquecimento da água. O ciclo estaria completo se Samso não precisasse das três balsas movidas a diesel que ligam a ilha ao continente. Os moradores ressaltam, porém, que compensam essa emissão de carbono com a energia gerada pelas dez turbinas eólicas espalhadas no mar, sem contar outras 11 localizadas em terra.
Em Samso, fatura-se com o vento.
Os moinhos eólicos pertencem a investidores particulares, como o fazendeiro Jorgen Tranberg, ao governo ou a cooperativas que compraram cotas para financiar sua construção. “Ninguém faz um investimento só para se divertir. Sustentabilidade gera dinheiro”, diz Tranberg. Há seis anos, ele viu nas turbinas eólicas uma mina de ouro. Pediu um empréstimo de US$ 3 milhões para comprar a sua e agora tem um lucro anual de 8% e um faturamento de US$ 300 mil. “Ganhei dinheiro ajudando a poupar a natureza”, diz Tranberg.
Há seis anos, ele viu nas turbinas eólicas uma mina de ouro. Pediu um empréstimo de US$ 3 milhões para comprar a sua e agora tem um lucro anual de 8% e um faturamento de US$ 300 mil. “Ganhei dinheiro ajudando a poupar a natureza”, diz.
O modelo de sucesso ambiental de Samso repercutiu na Arábia. A cidade planejada de Masdar, em Abu Dhabi (o maior de todos os sete Emirados Árabes), pretende ser a primeira autossustentável do mundo. Ela deverá estar concluída em 2014 e minimizará as necessidades energéticas, não queimará combustíveis fósseis, ficará livre de emissões de gás e consumirá apenas energias renováveis. O projeto inclui a construção de uma grande central elétrica fotovoltaica, capaz de fornecer a energia necessária aos trabalhos de construção. Uma fábrica de hidrogênio será montada para abastecer os carros. E, além disso, turbinas eólicas como as dinamarquesas suprirão a demanda de energia local. Samso já fez escola.
O deputado estadual Garibalde Mendonça (PMDB) utilizou a tribuna na manhã desta quinta-feira (22), na Assembleia Legislativa, para falar que deu entrada em Projeto de Lei, de sua autoria, que dispõe sobre a utilização obrigatória de embalagens biodegradáveis nos estabelecimentos comerciais de Sergipe. Os sacos plásticos de supermercado levam até 300 anos para se decompor. “É uma preocupação com o meio ambiente e com a população e o Estado de Sergipe sai na frente com um projeto como esse que vai beneficiar toda a população”, analisou o deputado.
Um dos artigos do PL determina que os estabelecimentos comerciais ficam obrigados a utilizar o acondicionamento de produtos e mercadorias em geral embalagens plásticas oxi-biodegradáveis (OBPs), quando estas embalagens possuírem características de transitoriedade. Entende-se por embalagem plástica oxi-degradável aquela que apresente degradação inicial por oxidação acelerada por luz e calor, e posterior capacidade de ser biogradradada por microorganismos e que os resíduos finais não sejam eco-tóxicos.
“Os estabelecimentos comerciais terão um ano para se adequarem à lei, a partir da data em que ela for sancionada, para substituírem suas embalagens. O Brasil produz anualmente 210 mil toneladas de plástico filme, a matéria-prima dos saquinhos plásticos. O plástico representa cerca de 10% do lixo do País. Na semana passada foi publicada uma matéria no jornal Cinform, sobre o feirante ecológico Antônio Mendes, que combate o uso do plástico, e que dá 10% de desconto em seus produtos para os clientes que não optarem pelas sacolas em suas barracas e disponibiliza uma pia para que seus consumidores lavem as mãos”, justificou Garibalde Mendonça.
O plástico na verdade representa 20% de todo o lixo do país. As sacolas plásticas sim, representam 10% de todo o lixo gerado diariamente no país.
Parabéns deputado Garibalde pela sua visão, ao perceber que o plástico eterno está destruindo nosso planeta mas, por favor, esteja preparado para uma visita do xico tóxico que tentará envenená-lo com mentiras para derrubar seu projeto de lei, porque ele um agente da brastimorte pago para impedir que leis que salvem o planeta do plástico sejam aprovadas.
Saiba que o xico não tem um só laudo comprovando as mentiras que conta e, ao contrário, nós temos todos os dados sobre a destruição causada pelo plástico eterno e saiba que existem dezenas de laudos internacionais e nacionais comprobando a eficácia do plástico oxi-biodegradável e claro.
Não se esqueça também que existe o plástico hidrodegradável também conhecido como plástico biodegradável, as sacolas de papel e pano, todas alternativas ecologicamente corretas ao plástico convencional eterno. Só não caia no engodo do plástico pseudo verde feito de cana, porque este dura tanto quanto o plástico convencional de petróleo.
Se precisar de ajuda contra o xico tóxico, conte conosco para desplastificar o planeta. E já conhecemos todas as artimanhas e mentiras da máfia do plástico desde 2005.
O prefeito de Teresina Sílvio Mendes sancionou a Lei Nº 3.874 de 09 de junho de 2009, que proíbe a utilização de sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais. A lei entrará em vigor a partir do dia 2 de janeiro de 2010. Todos os estabelecimentos comerciais e fornecedores de embalagens deverão se adequar à necessidade de produção de sacolas biodegradáveis.
De acordo com a lei, os estabelecimentos comerciais, farmácias, lanchonetes, panificadoras, açougues, laboratórios de análise clínicas, hospitais, comércios e prestadores de serviços em geral ficam obrigados a utilizar para acondicionamento de produtos e mercadorias em geral sacolas biodegradáveis ou oxi-biodegradáveis, ou, ainda, de papel ou tecidos retornáveis.
“A utilização de embalagens biodegradáveis, com destaque para adoção da celulose como matéria-prima, é recomendada pelos organismos internacionais de proteção e defesa do meio ambiente. Países como Alemanha, Canadá, Estados Unidos e França já adotam esses mecanismos há várias décadas. Teresina parte na frente entre as cidades brasileiras preocupadas com a preservação do meio ambiente”, explica Clóvis Freitas Júnior, secretário municipal de Meio Ambiente.
Os estabelecimentos comerciais com mais de 150 funcionários estarão obrigados a implantar de imediato a exigência da lei, bem como farmácias, lanchonetes, panificadoras e afins que possuírem mais de 25 empregados. Os demais estabelecimentos de Teresina só estarão obrigados a utilizar as sacolas após seis meses da vigência da lei.
As sacolas oxi-biodegradáveis possuem as mesmas características, com a vantagem de se decomporem entre seis e 18 meses.
Maravilhosa notícia, agradabilíssima, num terrível momento para nós, protetores do planeta, em que a braskem e plastivida atacam de bons moços com suas propagandas vagabundas idolatrando o plástico – jogaram 7 milhões na mão do Washington Olivetto, para a W mostrar o plástico como o salvador da civilização -, fazendo lavagem cerebral na população deste país, para que se esqueçam que mais de 20 bilhões de sacolas plásticas de uso único são jogadas no nosso solo todos os anos e lá permanecerão, por 5 séculos ou mais, como passivo ambiental que nossos mais longínquos descendentes terão que mitigar.
Isso porque a brastimorte – palavra nova, adivinhem junção de que e quem adivinhar envie uma mensagem – não quer se responsabilizar pelo lixo que cria, apenas quer usufruir pelo lucro que o plástico gera. Estamos falando em centenas de bilhões de Reais por ano.
Veja bem que atacamos somente o plástico de uso único, aquele que é usado por minutos e depois é descartado, não estamos falando de bancos de plástico, escadas, peças de automóveis … este plástico quando perde sua utilidade não acaba voando pelas cidades, não acaba em fundos de vale e mares.
Atacamos mais firmemente ainda as sacolas plásticas de uso único de plástico convencional, que tem que ser banidas da sociedade moderna, como uma invenção totalmente inútil, que está nos sufocando em um mar de plástico, isso em menos de 30 anos de uso. Imagine se não agirmos agora para banir esta invenção infernal, como estarão nossos descendentes após 300 anos de uso dessas sacolas infernais, certamente não haverá mais solo para se pisar neste planeta, apenas o plástico sob nossos pé. Imagine também como estará o oceano, que hoje já tem muitos lugares mortos por causa de partículas de plástico.
Temos que agir agora contra este vilão que é o plástico indestrutível, o plástico convencional, antes que seja tarde. Saiba que estas propagandas da brastimorte pretendem ser como uma venda para seus olhos, uma verdadeira lavagem cerebral. Oponha-se a isto, não seja enganado.
Apóie estas novas leis que estão sancionadas em todo o território nacional e, quando a plastimorte armar as suas audiências públicas fajutas para derrubar estas leis do bem, esteja lá, convide seus amigos, vizinhos e parentes para enxotarem estes bandidos de sua cidade.
Não deixe somente para nós ambientalistas, resolverem os problemas do planeta, porque você vive neste mesmo planetinha azul e a responsabilidade pelo futuro da humanidade é tanto nossa quanto sua.