Samso, Dinamarca – Paraíso sustentável

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Revista Isto É

Como Samso, na Dinamarca, tornou-se a primeira ilha do mundo a consumir apenas a energia que produz

Luciana Sgarbi

O lugar é um convite à integração com a natureza. A grama verde, o céu azul e o forte vento são traços marcantes da ilha dinamarquesa de Samso. Quando se olha para a frente, o tempo parece passar tão lentamente quanto as bicicletas antigas que rodam na cidade. Quando os olhos miram o alto, a revolução verde viaja a 100 km/h. São as gigantescas turbinas eólicas que, suspensas a 50 metros de altura, usam o vento para gerar energia suficiente para a população de pouco mais de quatro mil habitantes. É o lugar mais limpo, ecológico e energeticamente autossustentável do planeta.

“Costumo usar o exemplo de Samso como uma forma ambiciosa de lidar com os desafios energéticos dos EUA para acabar com a dependência dos combustíveis fósseis”, diz Randy Udall, célebre ativista ambiental e exdiretor da organização não governamental Core (sigla em inglês para Escritório Comunitário para a Eficiência de Recursos). Assim como ele, governantes de diversos países estão visitando a ilha para aprender a viver verde – por todos os seus lados, a sustentabilidade está presente. A cada hora a energia eólica é convertida em 463 quilowatts de eletricidade, suficientes para fornecer energia para 600 casas. Os alimentos consumidos são colhidos de hortas caseiras ou comprados de produtores locais. Tudo é orgânico. As bicicletas estão no topo da lista dos meios de transporte. Os quatro mil turistas que visitam a ilha todos os anos não sentem dificuldades em se adaptar às regras.

A arquitetura local também contribui. As casas são feitas no estilo clássico europeu, com madeira e tijolos. Painéis solares e usinas movidas a palha e lascas de madeira garantem 70% do aquecimento da água. O ciclo estaria completo se Samso não precisasse das três balsas movidas a diesel que ligam a ilha ao continente. Os moradores ressaltam, porém, que compensam essa emissão de carbono com a energia gerada pelas dez turbinas eólicas espalhadas no mar, sem contar outras 11 localizadas em terra.

a palha e lascas de madeira garantem 70% do aquecimento da água. O ciclo estaria completo se Samso não precisasse das três balsas movidas a diesel que ligam a ilha ao continente. Os moradores ressaltam, porém, que compensam essa emissão de carbono com a energia gerada pelas dez turbinas eólicas espalhadas no mar, sem contar outras 11 localizadas em terra.

Em Samso, fatura-se com o vento.

Os moinhos eólicos pertencem a investidores particulares, como o fazendeiro Jorgen Tranberg, ao governo ou a cooperativas que compraram cotas para financiar sua construção. “Ninguém faz um investimento só para se divertir. Sustentabilidade gera dinheiro”, diz Tranberg. Há seis anos, ele viu nas turbinas eólicas uma mina de ouro. Pediu um empréstimo de US$ 3 milhões para comprar a sua e agora tem um lucro anual de 8% e um faturamento de US$ 300 mil. “Ganhei dinheiro ajudando a poupar a natureza”, diz Tranberg.

Há seis anos, ele viu nas turbinas eólicas uma mina de ouro. Pediu um empréstimo de US$ 3 milhões para comprar a sua e agora tem um lucro anual de 8% e um faturamento de US$ 300 mil. “Ganhei dinheiro ajudando a poupar a natureza”, diz.

O modelo de sucesso ambiental de Samso repercutiu na Arábia. A cidade planejada de Masdar, em Abu Dhabi (o maior de todos os sete Emirados Árabes), pretende ser a primeira autossustentável do mundo. Ela deverá estar concluída em 2014 e minimizará as necessidades energéticas, não queimará combustíveis fósseis, ficará livre de emissões de gás e consumirá apenas energias renováveis. O projeto inclui a construção de uma grande central elétrica fotovoltaica, capaz de fornecer a energia necessária aos trabalhos de construção. Uma fábrica de hidrogênio será montada para abastecer os carros. E, além disso, turbinas eólicas como as dinamarquesas suprirão a demanda de energia local. Samso já fez escola.

Primeira usina espanhola de biomassa

O Eco de 03 de agosto de 2008

Acaba de ser lançada a primeira usina elétrica espanhola alimentada com biomassa.

A planta montada pela empresa Iberdrola queima galhos, cascas e outros resíduos florestais triturados para produzir vapor e movimentar uma turbina.

A geração será de dois megawatts, suficientes para abastecer os 14 mil moradores do município Señorío de Molina de Aragón, no estado de Guadalajara, centro do país.

A coleta das 26 mil toneladas anuais estimadas de material acontecerá dentro do Parque Natural del Alto Tajo e dependerá das mãos de 250 pessoas. Outras trinta trabalharão na geradora e triturando o material.

Além de produzir eletricidade, a novidade ajudará a deixar o solo das florestas mais limpo, reduzindo o perigo de incêndios que, este ano, já consumiram 75 mil hectares de vegetação na Espanha. Em 2005, onze pessoas morreram vítimas do fogo. Mais informações aqui.

França engajada na energia solar

Scott*

O Eco de 27 de julho de 2009

A França terá uma das maiores fábricas do mundo para construção de painéis solares. Com investimentos de 90 milhões de euros (240 milhões de reais), a indústria será capaz de produzir cerca de 100 MW em painéis, o suficiente para fornecer energia a 50 mil moradias por ano.

A popularização do uso dessa tecnologia, com subsídios dos governos, é um passo fundamental para que os países deixem de depender de combustíveis não renováveis para seu suprimento elétrico.

O plano é que até 2020 o país produza 5.400 MW em energia solar, o correspondente a pouco mais de três novas usinas nucleares.

Energia limpa vence petróleo

Manuel Atienzar

O Eco de 04 de junho de 2009

No último ano, pela primeira vez na história, os investimentos em fontes renováveis de energia elétrica superaram aqueles destinados aos combustíveis fósseis.

Esta é a principal conclusão de um relatório divulgado nesta quarta-feira pelas Nações Unidas.

De acordo com reportagem do britânico The Guardian, a potência gerada pelo sol, vento e outras tecnologias recebeu uma injeção de 140 bilhões de dólares, enquanto o petróleo e o carvão ficaram com 110 bilhões.

A explicação é simples: China, Índia e outros países em desenvolvimento decidiram substituir suas matrizes sujas por outras mais limpas, em um claro passo contra o aquecimento global.

Porque não apoiamos combustível feito de comida – biocombustíveis e alimentos

Veri’s kleiner Winkel

Continuando o post anterior, também não apoiamos combustíveis feitos de comida pelo mesmo motivo, o uso de terra fértil e água, recursos cada vez mais raros para fazer combustível. Isto é mais um dos crimes cometidos contra a humanidade em nome da ganância desenfreada sem responsabilidade ambiental, para com os seres de hoje e os que ainda não nasceram.

Temos o dever de conservar este planeta para os futuros habitantes poderem viver e não apenas sobreviver. Temos hoje tecnologias sustentáveis para combustíveis sem haver a necessidade de destruir recursos naturais para criação de combustível.

Scientific American Brasil – edição especial nº 32 – Todas as fontes de energia

Biocombustíveis e Alimentos

Por Kenneth G. Cassman – professor de agronomia e ciência do solo da University of Nebraska e especialista em análise de produtividade de safras

Para aprimorar políticas de aproveitamento de colheitas é preciso investir em pesquisa de ponta

A humanidade tem desfrutado de um raro período de fartura na produção agrícola desde que teve início a revolução verde em meados da década de 60. Essa tendência sustentou o desenvolvimento econômico e uma significativa redução da fome e da pobreza no mundo. No entanto, é possível que haja uma drástica mudança nesse quadro, devido ao forte crescimento econômico nos países mais populosos do mundo e à perda de terras aráveis.

O aumento de renda leva as pessoas a consumir mais carne e laticínios, o que exige uma produção maior de grãos por unidade de área para alimentação animal. A rápida expansão da produção de biocombustíveis apenas complica a competição entre alimentos e combustível.

Além disso, as safras de arroz e de trigo tentam superar o limite genético de produção permitida pelas variedades atuais e o índice de aumento das safras não é suficiente para atender à demanda por ração para animais, alimentos e biocombustíveis para os 6,5 bilhões de habitantes do mundo. Sem melhoras significativas, o desmatamento descontrolado e a degradação ambiental serão resultados inevitáveis da tentativa de alimentar os 9 bilhões de habitantes que a Terra terá em 2050.

Debate-se agora se as mudanças climáticas reduzirão ainda mais a capacidade do mundo de se alimentar. É fundamental avaliar os efeitos de longo prazo para estabelecer políticas capazes de garantir a produção de alimentos. Infelizmente as respostas são conflitantes. Grande parte dessa polemica existe porque as pesquisas sobre produtividade de solo realizadas em estufas e em pequenas áreas – os métodos experimentais atuais – não são capazes de prever a produtividade das áreas plantadas em escala comercial; não há como comparar a produção em grande escala. Sem medições diretas sob condições realistas de crescimento, temos de recorrer a simulações por computador ou a avaliações de dados históricos – e aqui também aparecem resultados conflitantes.

Há uma necessidade urgente de quantificar melhor o impacto projetado das mudanças climáticas sobre as grandes plantações. O financiamento para experiências reais, no entanto, está diminuindo. E a vinculação dos modelos de mudanças climáticas com a produção de grãos é relativamente rudimentar.

Os formuladores de políticas dependem desse trabalho, mas os modelos são limitados pela ciência em que se baseiam. Os modelos de previsão devem ser validados por medições reais de como o clima afeta o crescimento de colheitas em ecossistemas agrícolas reais, ao longo do tempo e em diferentes regiões. Sem uma validação rigorosa, os modelos podem ser enganosos, na medida em que pequenos erros se transformam em grandes.

O seqüestro de carbono pelo solo é um desses casos. Os modelos prevêem que o solo reterá mais gás carbônico com a chamada prática de produção sem arar a terra, na qual os caules e as raízes são deixados para se decompor depois da colheita. Apesar disso, nenhum estudo recente baseado em medições diretas do solo confirmou qualquer melhora efetiva.

Não podemos ficar à espera de simulações perfeitas; decisões políticas devem ser tomadas com o conhecimento disponível, mesmo que imperfeito. O perigo, obviamente, é que políticas equivocadas baseadas em modelos incorretos possam desperdiçar bilhões de dólares. Temos de gastar mais em pesquisas reais para aperfeiçoar os modelos e poder prever melhor o impacto das mudanças climáticas. Somente depois poderemos decidir se o mundo pode suportar mais safras para alimentar os biocombustíveis.

E como sempre dizemos, um bom caldo de galinha e o princípio da precaução nunca fizeram mal a ninguém.

Safflower: o novo nome do biodiesel

Ken’s love love

Globo Rural

Uma planta ainda desconhecida de muita gente pode ser a solução para pequenos produtores agrícolas do mundo inteiro que tenham interesse em atuar na produção de biodiesel. Trata-se da safflower – uma flor – que segundo Nitin Shete, vice-presidente da Praj Bioenergy, empresa de consultoria que atua na área de bioenergia, é altamente eficiente na produção de óleo.

De acordo com o executivo, a grande promessa para o segmento era o pinhão-manso. Tanto que na época em que foi introduzido nas propriedades agrícolas, cerca de três anos atrás, acreditava-se que não precisaria de muita água, que não competiria com a produção de alimentos e que teria alta produtividade, além de baixos custos. “Mas o que se descobriu nos últimos anos é que se trata de uma planta que demora a produzir – apenas no terceiro ano de vida –, necessita de irrigação e somente é adaptável ao clima quente.

Já a safflower, atualmente usada em larga escala pelas indústrias de tintas e de lubrificantes, tem alta tolerância a diferentes temperaturas, produz em dois ciclos por ano e tem alta produtividade no campo, gerando até 2,75 mil toneladas de óleo por hectare.

A notícia dada durante o 4.o Congresso Internacional de Biodiesel realizado em São Paulo pode ser um alento aos pequenos produtores brasileiros que amargam o fato de o pinhão-manso não ter deslanchado conforme o previsto na data de criação do Plano Nacional de Agroenergia, em 2005. Para se ter idéia, junto com outras plantas – girassol, mamona, palma, amendoim – o pinhão-manso responde por apenas 1% da produção nacional de biodiesel.

As dificuldades no manejo da cultura se apresentam como o principal motivo do fracasso da planta no segmento. “Precisamos de recursos para pesquisa e desenvolvimento e para o custeio da plantação”, diz Mike Lu, presidente da empresa Curcas Diesel.

A soja continua sendo a principal matéria-prima usada na produção de biodiesel, com 75% do mercado, seguida pelo sebo bovino, que já responde por 22% no mercado nacional, graças a iniciativas como a dos frigoríficos Bertin e Friboi. Nos Estados Unidos se encontra o maior produtor do mundo, a empresa Tyson Foods, que produz 1 bilhão de quilos de gordura animal por ano, hoje destinado à fabricação de biodiesel.

Necessitamos de plantas que cresçam em terreno árido e que supram a necessidade de combustível, para que não usemos terrenos férteis que devem ser utilizados para plantio de comida para alimentar a humanidade e que não devem ser utilizados para plantar combustível.

Brasil terá álcool de celulose em 2010

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Gazeta Mercantil de 26 de Setembro de 2008

A corrida tecnológica pelo álcool de segunda geração, o combustível verde obtido a partir de resíduos do bagaço de cana ou de qualquer outros vegetal, poderá ser vencida pelo Brasil em um ano e meio. Foi o que garantiu o presidente para a América Latina da dinamarquesa Novozymes, Pedro Luiz Fernandes. Segundo informou, será possível iniciar a produção deste tipo de álcool em escala comercial em 2010, a um custo mais baixo que o álcool convencional.

Há um ano, a Novozymes, maior produtora de enzimas industriais do mundo, e o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), de São Paulo, assinaram acordo para selecionar a enzima mais adequada para a hidrólise do bagaço da cana-de-açúcar.

Desde a assinatura do acordo, a pesquisa evoluiu para a utilização de dois tipos de enzima. “Nós já encontramos a ‘mistura óptima’, como se costuma denominar em química.” Os estudos estão na etapa em que se busca a melhor forma de utilizar uma enzima em cada etapa de produção ou as duas simultaneamente, informou.

Segundo Fernandes, a tecnologia da empresa aponta para uma solução, cujo custo será inferior ao da produção de álcool convencional. “Com certeza, na medida em que ganhar escala, o álcool de celulose será mais barato que o produto atual.” Com essa tecnologia, o Brasil poderá triplicar a produção de etanol sem necessidade de ocupar novas áreas agrícolas.

A Novozymes faz essa pesquisa em escala mundial. Os Estados Unidos têm o mesmo interesse de produzir o álcool de celulose a partir dos resíduos do milho. São mais de 110 cientistas envolvidos na sede da empresa na Europa, nos EUA (a empresa tem parceria com a Universidade de Washington) e no País. “Pelo que tem de biomassa, o Brasil é o player do futuro neste tipo de combustível.”

Ótimo, agora sim podemos dizer que apoiamos o álcool combustível, mas o álcool combustível feito de restos de cultura, porque você pode podar árvores, grama, usar restos de cultura de trigo, milho, casca de arroz e de café, restos de cultura e não fazer como a cana, que utiliza terra fértil que deve ser utilizada para plantar alimentos para a humanidade para fazer combustível.

Fazer álcool de cana é roubar recursos naturais dos futuros habitantes do planeta, fazer álcool de restos de cultura é fazer um combustível sustentável, é pensar e agir sustentável e poupar a terra fértil para o plantio de alimentos para os humanos de hoje e de amanhã.

Refinarias de água armazenarão energia solar para uso noturno

Ferran.

Site Inovação Tecnológica

A maioria dos especialistas aponta a energia solar como a energia limpa do futuro. Como a plantas retiram a energia de que precisam da luz do Sol e da água, o homem “brevemente” poderá imitar o processo da fotossíntese, e livrar-se da maioria das energias fósseis.

A questão que ainda resta é saber o quanto significa esse “brevemente.” Por enquanto as células solares ainda não são eficientes o bastante e as baterias não são uma solução boa o suficiente para guardar a energia necessária para os momentos em que Sol está encoberto por nuvens e, principalmente, durante a noite.

Produção do oxigênio e do hidrogênio

Agora, dois cientistas do MIT, nos Estados Unidos, deram um passo importante nesse sentido: eles descobriram como gerar oxigênio a partir da água de forma simples e eficiente. A energia solar pode ser utilizada nesse processo e, à noite, o oxigênio e o hidrogênio gerados podem ser reunidos novamente em uma célula a combustível, gerando eletricidade.

Hoje, a quebra da molécula de água, para a produção de oxigênio e hidrogênio, é feita em um ambiente alcalino, nada correto ambientalmente, e utilizando quantidades gigantescas de eletricidade.

Praticamente a totalidade das plantas industriais de geração desses gases depende do gás natural para funcionar – um combustível fóssil. E, ainda assim, os resultados não são muito animadores: o hidrogênio e o oxigênio produzidos não são puros o suficiente para uso direto nas células a combustível.
Refinaria de água

Matthew Kanan e Daniel Nocera desenvolveram uma técnica que aponta para a solução desse problema criando um catalisador que gera oxigênio puro a partir da água com pH neutro e a temperatura ambiente, com um gasto mínimo de energia.

Os pesquisadores adicionaram cobalto e fosfatos à água e inseriram um eletrodo vítreo capaz de conduzir eletricidade. Assim que uma tensão é aplicada ao eletrodo, forma-se uma película escura sobre ele. Dessa película começam a se formar as bolhas de oxigênio puro, que sobem até a superfície, onde podem ser coletadas.

Catalisadores

O mecanismo exato de funcionamento ainda está por ser totalmente compreendido, mas os cientistas acreditam que a mistura cobalto-fosfato depositou-se na forma de um filme sobre o eletrodo, formando um catalisador que ajuda a quebrar as moléculas de água para liberar o oxigênio.

Os prótons que sobram dessa quebra – os átomos de hidrogênio – capturam elétrons e voltam a formar moléculas de hidrogênio sobre o outro eletrodo. Embora ainda dependa de confirmação por experiências adicionais, há indícios de que o catalisador se renove automaticamente, um mecanismo que poderia tornar o mecanismo de extração de oxigênio muito mais simples do que qualquer alternativa atual.

Resultados a longo prazo

Este foi apenas o primeiro passo da pesquisa. Além da confirmação do funcionamento do processo por outros cientistas, e da busca pelas explicações detalhadas de seu funcionamento, será necessário a medição do rendimento da reação.

Se todas as condições desse primeiro experimento se confirmarem, é possível que aplicações comerciais baseadas no novo processo possam estar disponíveis em cerca de 10 anos.

Espanha lidera no setor de energia eólica

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Envolverde

A Espanha é o segundo maior produtor de energia eólica do mundo, depois da Alemanha e à frente dos Estados Unidos, e pretende continuar aumentando sua infra-estrutura para em 2012 ter duplicado as cifras atuais. Mas, surgem alertas diante de normas que podem deter esse desenvolvimento, em dias de muito vento esse tipo de produção energética gira em torno de 10%, enquanto que a maior quantidade provém de fonte nuclear, com 20,7% do total.

A geração de energia de fonte eólica na Alemanha é de 17.743 megawatts ao ano, seguida por Espanha com 9.653 e EUA com 8.500. Quanto aos países do Sul, os louros vão para a Índia, com 4.300 megawatts, seguida de China com 765, Egito com 145 e Marrocos com 64. Mas o governo socialista de José Luis Rodríguez Zapatero impulsionou em maio leis no sentido de reduzir o apoio oficial à produção energética a partir de fontes renováveis, o que provocou irados protestos de organizações da sociedade civil.

As duas maiores centrais sindicais, Comissões Operarias e União Geral de Trabalhadores; as organizações não-governamentais Ecologistas em Ação e Greenpeace; a Associação de Produtores de Energias Renováveis e a Empresarial Eólica alertaram que a redução aprovada coloca em risco o futuro da energia eólica na Espanha. Em um comunicado conjunto afirmaram que por este caminho se “consolidou um setor industrial e econômico que conseguiu situar-se na vanguarda mundial.

Também se trata de um dos poucos casos de liderança tecnológica e empresarial de nosso país em uma atividade que gera emprego e alto valor agregado com um dos mais altos índices de investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação”.

Também destacaram que “a geração eólica é atualmente o pilar fundamental que nos aproximará do cumprimento dos objetivos nacionais de energia renováveis e do Protocolo de Kyoto”, o acordo dentro da Organização das Nações Unidas para reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa. “A energia eólica serve também para reduzir nossa dependência energética externa, a maior da União Européia”, destacaram as entidades em defesa dessa atividade. Fontes governamentais, porem, disseram à IPS que o próprio desenvolvimento desse setor, “que continua crescendo”, mostra a incorreção das críticas. Acrescentaram que uma coisa é modificar tarifas para ajustá-las à realidade e outra seria deixar de impulsionar as energias renováveis, o que não se está fazendo, pelo contrário, continuam tendo forte apoio.

Considera-se eólica a energia gerada aproveitando as correntes de ar, ventos e as vibrações produzidas pelo ar mesmo não estando em movimento. Sua denominação provém do latim Aeolicus, ou seja, algo pertencente a Eolo, o deus dos ventos na mitologia grega. Há muitos séculos o ar serviu como energia para movimentar os barcos e também para extrair água debaixo da terra ou mover os moinhos que trituravam cereais. Agora, sua utilização ganhou um novo nível, com maior desenvolvimento tecnológico, mais custo financeiro usando-o para produzir energia e, por sua vez, conservar o meio ambiente.

O aquecimento desigual da superfície terrestre pela radiação solar é a que causa o movimento do ar. Por isso a velocidade dos ventos não é igual e isto se reflete nas mudanças na produção de energia. Na Espanha, os ministérios do Meio Ambiente e da Indústria, Comércio e Turismo trabalham para promover um desenvolvimento da energia eólica marinha, instalando moinhos de vento nem suas zonas marítimas, tanto na península Ibérica quanto nas Ilhas Canárias, localizadas diante da costa noroeste da África. Para este país esta energia não apenas lhe permite afastar-se um pouco da dependência da importação de petróleo como também gera postos de trabalho e negócios, tanto na Espanha quanto no exterior.

Os geradores de energia são montados sobre uma torre de aço de cem metros de altura e pesando cerca de 250 toneladas, às quais se somam 100 do eixo, localizado em sua parte superior e onde são instalam os multiplicadores de giros, o gerador elétrico e outros equipamentos. Quase todos são feitos com aço. Se forem cumpridas as previsões estatais de aumentar os parques eólicos, deverão ser utilizados 360 milhões de toneladas de aço para construir os equipamentos. Isto significará um grande mercado para as siderúrgicas e também para fundições, empresas de eletricidade, forjas e eletrônicas, entre outras.

Fontes do Ministério do Meio Ambiente disseram que as energias renováveis criaram 180 mil postos de trabalho na Espanha e, destes, 96 mil foram no setor eólico. A comercialização vai além das fronteiras e um exemplo é a empresa Gamesa, que fabrica parques eólicos e tem como clientes seis das sete principais operadoras de parques eólicos no mundo. Outra empresa espanhola, a Iberdrola, tem em andamento a construção de quatro parques eólicos na França, onde já conta com outros 15 e consolida sua definição como a principal empresa eólica do mundo, com 7.9490 megawatts de capacidade instalada e em funcionamento, e possui nos Estados Unidos seu maior parque eólico, denominado Klindike III.

Ar-condicionado doméstico funciona com energia solar

Inovação tecnológica

Engenheiros espanhóis desenvolveram o protótipo de um sistema de ar-condicionado alimentado por energia solar especialmente projetado para aplicações domésticas. Mais eficiente do que os equipamentos comerciais, o aparelho resfria um ambiente com um volume de até 120 m3, ou 40 m2 de área.

Ar-condicionado solar

O aumento na eficiência deu-se graças à redução da quantidade de água necessária para que o aparelho funcione e à utilização de uma solução de brometo de lítio na captação da umidade do ar.

Segundo avaliação conduzida pela equipe do professor Marcelo Izquierdo, os aparelhos de ar-condicionado domésticos conseguem produzir água fria com temperaturas na faixa de 12º C a 16º C partindo de temperaturas externas entre 28º C e 34º C.

Graças aos melhoramentos introduzidos no projeto do ar-condicionado solar, ele é capaz de resfriar a água entre 7º C e 18º C a partir de temperaturas externas entre 33º C e 43º C.

Banimento dos HCFC

O desenvolvimento de sistemas de ar-condicionado domésticos utilizando gases que não afetem a camada de ozônio e que consumam menos energia é uma necessidade cada vez mais urgente.

O Protocolo de Montreal estabelece que todos os refrigerantes HCFC ainda utilizados deverão ser substituídos até o ano de 2020. E o consumo de energia dos equipamentos deverá ser equivalente a 25% do que era permitido em 1996.

O novo sistema de ar-condicionado também pode funcionar reaproveitando o calor exaurido na atmosfera por algum outro tipo de equipamento.