São Paulo, SP – Empresas de bebidas terão de reciclar garrafas pet

por Gildo Mendes/Phoco22

Portal do meio ambiente de 28 de agosto de 2009

Lei municipal inclui outros setores e torna obrigatório o recolhimento de embalagens Após batalha judicial, prefeitura vai começar fiscalização; multas chegam a R$ 250 mil.

Empresas produtoras e distribuidoras de embalagens e garrafas plásticas terão de recolher e reciclar esses materiais. A obrigação está prevista em uma lei municipal de 2002, mas só há três dias a prefeitura anunciou o início da fiscalização.

Além das garrafas pet, devem ser recicladas as embalagens de óleos combustíveis e lubrificantes, cosméticos, produtos de higiene e limpeza. O objetivo é evitar o descarte nos aterros e nos rios. Levantamento do Instituto Polis estima que entre 36 mil e 45 mil toneladas desses materiais sejam descartadas todo mês, segundo reportagem do Jornal da Tarde.

Pela lei, as empresas podem recomprar e organizar o recolhimento das embalagens, mas a legislação não detalha como isso deve ser feito. A Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente também não explicou como o consumidor poderá devolver o material. O prazo para as empresas se adaptarem à lei acabou em maio. Desde então, elas estão obrigadas a recolher, no mínimo, 50% do total comercializado. Daqui a um ano, o mínimo será de 75% e, em 2011, de 90%.

Descumprir as normas vai custar multas que variam de R$ 25 mil a R$ 250 mil e até a interdição do local.

Impasse

Regulamentada apenas em 2008, a lei foi motivo de briga judicial com a indústria do setor, contrária à medida. A prefeitura informou que somente nesse ano a Justiça declarou a legalidade da fiscalização.

O início das vistorias foi publicado em uma portaria no Diário Oficial do Município, na quarta-feira, e serão feitas mensalmente.

Cidade australiana proíbe água engarrafada

Ted Raynor- Gone For Awhile

BBC Brasil de 09 de julho de 2009

Uma cidade rural no sul da Austrália votou por maioria quase absoluta pela proibição da venda de água engarrafada por causa de seu impacto sobre o meio ambiente.

Ativistas disseram que Bundanoon, em Nova Gales do Sul, é provavelmente a primeira comunidade do mundo a adotar tal medida.

A campanha pela proibição alega que a extração, embalagem e transporte da água engarrafada usam muitos recursos.

Além disso, as garrafas plásticas vazias terminam em depósitos de lixo, afirma a campanha “Bundy on Tap”, que significa “Bundy (apelido da cidade) na torneira”.

Mais de 350 moradores da cidade compareceram à prefeitura para votar em uma reunião aberta.

Só um morador votou contra a proibição, junto com um representante da indústria de água engarrafada, informou a rede de tv australiana ABC.

Segundo o correspondente da BBC em Sydney, Nick Bryant, os moradores da cidade prometeram não perturbar os visitantes se eles ignorarem a proibição, mas vão encorajá-los a encher uma garrafa reutilizável nos bebedores da rua principal de Bundanoon.

As garrafas vão ter o slogan “Bundy on Tap”.

Campanha

Um dos líderes da campanha, John Dee, disse que a opinião mudou na cidade quando uma empresa de bebidas anunciou planos de explorar um reservatório subterrâneo em Bundanoon.

“A empresa queria extrair a água localmente, levá-la para Sydney, onde seria engarrafada, e transportá-la de volta para vendê-la na cidade”, disse ele.

“Isso fez com que as pessoas se dessem conta do impacto ambiental da água engarrafada e levantou a discussão na cidade.”

A proibição foi apoiada por proprietários de lojas na cidade, que tem cerca de 2.500 habitantes.

“Nós acreditamos que Bundanoon seja a primeira cidade do mundo que fez com que seus lojistas proibissem a venda de água engarrafada”, disse Dee. “Ainda não vimos isso em nenhum outro lugar”.

O primeiro-ministro de Nova Gales do Sul, Nathan Rees apoiou a causa, ordenando que todos os departamentos do governo parem de comprar água engarrafada e passem a usar água da torneira.

Indústria de bebidas investirá em garrafa retornável de vidro

Brent and MariLynn

Estadão de 30 de junho de 2009

A Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (Afrebras) anunciou hoje a obtenção de um financiamento no valor de R$ 20 milhões com a Caixa Econômica Federal (CEF) que será utilizado na produção de garrafas de vidro retornáveis. Segundo o presidente da entidade, Fernando Rodrigues de Bairros, os recursos serão totalmente encaminhados ao projeto Garrafa Sustentável, resultando na uniformização da produção e do transporte de garrafas em vidro retornáveis entre os cerca de 130 pequenos e médios fabricantes de refrigerantes representados pela associação.

“Individualmente, os nossos associados não tinham capacidade para o desenvolvimento de embalagens em vidro. Encontramos uma forma de fazer um investimento coletivo e de fazer com que as garrafas circulem no País inteiro”, disse Bairros. As garrafas serão produzidas em três tamanhos (200 ml, 290 ml e 1.000 ml) em duas fábricas da Saint-Gobain, localizadas no Rio Grande do Sul e em São Paulo. A estimativa é de que, no primeiro ano de implantação, o programa Garrafa Sustentável seja responsável pela produção de 20 milhões de garrafas. No segundo ano, a expectativa é de que sejam produzidas mais 20 milhões. A Afrebras representa aproximadamente 50% dos fabricantes de refrigerantes do País.

Aleluia! Finalmente uma notícia boa para acabar com a farra das PET. Quem sabe agora a coca cola e a pepsi vem atrás. Eles, que dominam o mercado e que deveriam ter dado o primeiro passo, passam a ser seguidores.

Mas novamente, não pense que é por amor ao meio ambiente, mas porque, finalmente, as empresas estão sendo cobradas de sua responsabilidade de fazer logística reversa do produto que fabricam.

Estão sendo cobrados por sua atitude inconsequente, ao jogar PET, long neck e alumínio no planeta, isto é, fabricam, vendem, lucram e o planeta que se vire para se livrar se sua poluição.

Você também pode pressionar os fabricantes. Em restaurantes, lanchonetes, ou qualquer estabelecimento que venda refrigerantes ou cerveja, não aceite embalagem plástica, de alumínio ou long neck, cobre do gerente, do proprietário, que só use vidro retornável, ou então, você deixa de consumir neste estabelecimento.

Faça sua parte para mudar o mundo.