Nova Esperança resolve o problema do lixo. Enquanto isso, em Maringá e no resto do país …

Enquanto isso, em Maringá e nos outros milhares de municípios do país os prefeitos continuam enterrando materiais recicláveis que deveriam voltar para o ciclo de produção como novos produtos e enterrando resíduo orgânico, que deveria ser transformado em adubo orgânico para fertilizar nosso solo.

Estamos esgotando recursos naturais por pura preguiça da dona Maria e do seu José de fazerem o mais básico do básico, que é limpar sua própria sujeira, separar o lixo na fonte, isto é, em suas casas. Com essa atitude, iria para os aterros ou lixões – que predominam no país – apenas 5% de tudo o que é gerado em uma cidade, que é o rejeito, o que não pode ser reciclado nem compostado.

Todos os dias a mídia nos expõe o grande problema das cidades que estão com seus lixões e aterros esgotados, tem estado querendo até queimar o lixo, mas ninguém fala o óbvio, que é gerar riqueza com o lixo através da reciclagem e compostagem. Basta apenas mudar o conceito, afinal, lixo não é lixo, é matéria prima para novo produtos.

Os políticos não tem coragem para punir o contribuinte, seja através do não recolhimento do lixo misturado ou então através de multa para quem não fizer o seu dever básico, separar seu lixo antes da coleta. Os prefeitos não agem por medo de perder votos nas futuras eleições, tem medo de mexer com a máfia do lixo ou então pelo lixo estar no final da lista de prioridades de suas agendas, porque resolver o problema do lixo dá trabalho, é mais fácil ficar inaugurando obras que dão maior visibilidade, mas já passou da hora de prefeitos fazerem seu trabalho, isto é, resolver o problema do lixo antes de sermos soterrados por ele.

Talvez fosse o caso dos prefeitos fazerem visitas mensais aos seus aterros e lixões, desde o dia em que se elegem, para aprenderem que ao colocar o lixo para fora de casa ele não desaparece, somente troca de lugar, da frente das casas para um local onde ficará eternamente, se não for reciclado e compostado. Talvez só falte isso os prefeitos agirem.

Não, não esquecemos de mencionar o lixo hospitalar, da indústria, do comércio e da construção, porque estes já sofrem fiscalização e onde a fiscalização funciona, estão destinando seu lixo corretamente.

O interessante é que em Nova Esperança, distante 470 km da capital, resolveu o problema de seu lixo e a mídia não está divulgando. Tem outra cidade no estado se preparando para multar quem não separar o lixo e a mídia, novamente, não está dando destaque.

Será que a máfia do lixo está por trás deste silêncio? Porque, não se engane, lixo dá dinheiro, e muito, e como todo político é religioso, isto é, recebe o dízimo, o terço, todos ganham ao não resolver o problema e quem sofre é o meio ambiente e os seres humanos, inclusive os que ainda nem nasceram, pois, quem você acha que vai limpar a sujeira que os humanos do Século XX e XXI geraram a estão gerando?

Li no final de semana a petição inicial do promotor de meio ambiente de Nova Esperança, o foi o passo inicial para a solução do lixo naquela cidade. Foram quarenta páginas que todos os promotores de meio ambiente do país deveriam ler e se inspirar com a coragem do Doutor Nivaldo Bazoti. Sim, coragem, porque ele foi o único promotor que conseguiu resolver o problema do lixo no país. Este ato de bravura deste promotor deveria servir de espelho para todos os outros promotores de meio ambiente do Brasil. Parabéns Doutor Nivaldo, temos cada vez mais orgulho de morar no Paraná.

E o que falar do juiz que antecipou a tutela do processo, senão que, ele também cumpriu muito bem com seu dever, ele foi sensível aos problemas ambientais decorrentes do lixo e com esta ação da promotoria. Estamos em um momento em que os governantes não podem mais enrolar o mandato inteiro.

O padrão no Brasil é que quando um prefeito é empossado, ele empurra os problemas deixados pelo último prefeito, enrola o ministério público por quatro ou oito anos e deixa os problemas mais complicados, como por exemplo o lixo, para o próximo prefeito enrolar o ministério público mais alguns anos. É só olhar as mudanças climáticas, para ver que não temos mais tempo de empurrar os problemas para os próximos governantes. O planeta não será destruído com nossas ações, mas a humanidade está fadada ao desaparecimento, por falta de ações responsáveis que mudem nosso destino.

Uma coisa interessante que o promotor fez foi cobrar uma multa diária para a pessoa física do prefeito e não da prefeitura, caso não cumprisse a determinação do MP de resolver o problema do lixo.

Outra coisa interessante é o grande adesivo vermelho chamativo afixado no saco de lixo quando não é coletado, contendo a frase ESTE LIXO NÃO FOI RECOLHIDO PORQUE NÃO FOI SEPARADO. Particularmente eu acho que além do não recolhimento, o cidadão também deveria receber uma multa.

Como resultado desta ação conjunta do promotor, juiz e prefeitura, uma cidade conseguiu sair da estatística de coleta de lixo do país que é de 0,8% e passar para extraordinários 70%.

Apesar de não havermos chegado ao ideal de 100% de reciclagem, ainda assim, mostra que é possível fazer a reciclagem, desde que envolva a população separando na fonte, gerando materiais limpos, não contaminados.

Parabéns ao Promotor de meio ambiente pela ação civil pública, ao juiz pela tutela antecipada e à prefeitura de Nova Esperança que renova nossas esperanças em um futuro mais limpo para a humanidade.

Voltarei a este assunto em breve, aguarde.

Veja abaixo a matéria da solução do lixo em Nova Esperança.

 

Convite para audiência pública sobre aterro do Caximba

Agência Estadual de Notícias

O deputado Luiz Eduardo Cheida, presidente da Comissão de Ecologia e Meio Ambiente da Assembléia Legislativa do Paraná, convida para a Audiência Pública sobre Aterro do Caximba – O Desafio do Lixo na Região Metropolitana de Curitiba, que acontecerá às 9h do dia 14 de outubro de 2009, no Plenário do Centro Legislativo Presidente Aníbal Khury, à Praça Nossa Senhora de Salete, s/n°, Centro Cívico, Curitiba (PR).

Na oportunidade, serão debatidos empecilhos e caminhos para este grave problema urbano, por parte de autoridades estaduais; de representantes dos 25 Municípios envolvidos com o Aterro do Caximba, além de membros da Academia e de entidades do terceiro setor.

Contamos com sua presença.

Entenda o caso

O aterro sanitário da Caximba está localizado a 23 quilômetros do centro de Curitiba, no bairro Caximba, entre os municípios de Araucária e Fazenda Rio Grande.

O aterro começou a operar em 1989 e até maio de 2004 já havia recebido oito milhões de toneladas de lixo.

Para suportar o recebimento e tratamento diário das 2,4 mil toneladas de resíduos gerados pela população de Curitiba e de outros 14 municípios da Região Metropolitana da capital, a Prefeitura ampliou emergencialmente o aterro em 51 mil metros quadrados.

Depois de completada a obra, o aterro teve sua vida útil aumentada por mais quatro anos.

O prazo para o término das operações da Caximba encerrou no final de 2008 e, desde então, um Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta (TAC) vem garantindo o funcionamento do local, até que o licenciamento de uma nova área seja aprovado e até que se atinja a cota máxima de recebimento de lixo do espaço licenciado anteriormente pelo IAP.

Surprise, surprise, sacolas plásticas representam 90% do lixo recolhido no dia mundial de limpeza de praias

Heal the Bay

Nooossa, alguém constatou o óbvio, é só olhar para fora e para cima num dia de ventania para constatar que a maioria do que está voando não é passarinho e sim as famigeradas sacolas plásticas.

Na verdade, surpresa nenhuma, claro, apenas uma constatação dolorosa e triste da encrenca que os humanos criaram para si mesmos, a plastificação do planeta. Tudo por causa da comodidade, preguiça e acomodação do ato de se usar sacola de uso único.

Jornal Dimensão

A Secretaria de Planejamento Urbano de Imbé (Seplan) participou do Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias. O evento ecológico contou com a participação efetiva do secretário Osmar Junior que se uniu aos 100 voluntários que percorreram, aproximadamente, 2 km nas praias de Imbé e Tramandaí e margem da Lagoa de Tramandaí recolhendo lixo.

A ação totalizou aproximadamente 600 Kg de lixo, classificados em 7.164 itens. A grande maioria do lixo (90%) era composta por plásticos. Entre os itens encontrados, destaque para as sacolas plásticas (1700 unidades), bitucas de cigarro (1242), embalagens de alimento (677), canudinhos de refrigerante (644) e tampinhas de refrigerante (509). Na margem da lagoa, também chamou a atenção o grande número de garrafas PET (303).

Segundo professor da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) e biólogo do Grupo de Estudos de Mamíferos Aquáticos do Rio Grande do Sul (Gemars), entidade organizadora do evento, Paulo Ott, a quantidade de plástico perto e dentro do mar é preocupante. Segundo ele, muitas espécies de animais marinhos confundem o plástico com seus itens alimentares. O plástico pode obstruir o trato digestivo desses animais causando-lhes vários problemas, inclusive a morte. “A idéia da realização desta ação não é simplesmente limpar as praias e rios, mas despertar a atenção das pessoas para esse crescente problema mundial e incentivá-las a buscar soluções localmente”, ressaltou Ott.

São Paulo, SP – Empresas de bebidas terão de reciclar garrafas pet

por Gildo Mendes/Phoco22

Portal do meio ambiente de 28 de agosto de 2009

Lei municipal inclui outros setores e torna obrigatório o recolhimento de embalagens Após batalha judicial, prefeitura vai começar fiscalização; multas chegam a R$ 250 mil.

Empresas produtoras e distribuidoras de embalagens e garrafas plásticas terão de recolher e reciclar esses materiais. A obrigação está prevista em uma lei municipal de 2002, mas só há três dias a prefeitura anunciou o início da fiscalização.

Além das garrafas pet, devem ser recicladas as embalagens de óleos combustíveis e lubrificantes, cosméticos, produtos de higiene e limpeza. O objetivo é evitar o descarte nos aterros e nos rios. Levantamento do Instituto Polis estima que entre 36 mil e 45 mil toneladas desses materiais sejam descartadas todo mês, segundo reportagem do Jornal da Tarde.

Pela lei, as empresas podem recomprar e organizar o recolhimento das embalagens, mas a legislação não detalha como isso deve ser feito. A Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente também não explicou como o consumidor poderá devolver o material. O prazo para as empresas se adaptarem à lei acabou em maio. Desde então, elas estão obrigadas a recolher, no mínimo, 50% do total comercializado. Daqui a um ano, o mínimo será de 75% e, em 2011, de 90%.

Descumprir as normas vai custar multas que variam de R$ 25 mil a R$ 250 mil e até a interdição do local.

Impasse

Regulamentada apenas em 2008, a lei foi motivo de briga judicial com a indústria do setor, contrária à medida. A prefeitura informou que somente nesse ano a Justiça declarou a legalidade da fiscalização.

O início das vistorias foi publicado em uma portaria no Diário Oficial do Município, na quarta-feira, e serão feitas mensalmente.

Eletros usados ainda não têm destinação correta

cdljpublicidade

Folha de Londrina de 15 de agosto de 2009

Eli Araujo

Problema pode levar consumidores a deixar produtos em locais inadequados, provocando a poluição do meio ambiente

A compra de um novo eletrodoméstico pode trazer um problema inesperado para o consumidor: como descartar o objeto usado? A falta de uma orientação clara faz com que as pessoas, não raramente, tomem decisões inadequadas, jogando tais objetos em fundos de vale ou terrenos abandonados.

Este tipo de situação preocupa as entidades ligadas ao meio ambiente, que defendem a adoação do sistema – chamado ‘lógica reversa’ – para qualquer tipo de produto. Desta forma, a própria indústria teria a responsabilidade sobre o ciclo de vida do produto que fabrica, incluindo o descarte. ”Acabou a história de fabricar um produto e deixar o resto para o consumidor após a compra. É preciso encontrar uma forma de envolver os fabricantes neste processo”, afirma o presidente do Conselho Municipal do Meio Ambiente de Londrina, Fernando de Barros.

Há uma lei sobre o assunto no Congresso Nacional que ainda não foi votada por pressão dos fabricantes que, segundo ele, não têm a intenção de assumir esse novo encargo. ”No futuro, quando acabar a vida útil do carro, o consumidor vai devolver o veículo velho à montadora para que ela própria faça a reciclagem, eliminando os ferros velho”, comenta.

Barros acrescenta que as indústrias precisam se adequar ao novo conceito de produção. ”Antigamente, o conceito era do berço ao túmulo: ou seja, no berço a empresa produziu e cabia a quem comprou dar um fim após o uso. Agora não, o conceito é do berço ao berço, se a indústria fez nascer aquele produto, tem que pensar que ele vai voltar ou criar mecanismos para a devida solução”.

A ambientalista Ana Domingues, da Fundação Verde, concorda que não existe nenhuma orientação ao consumidor sobre o descarte de um eletrodoméstico usado. Ela também defende a adoção da logística reversa. ”Todos que venderam, devem receber o produto velho de volta, porque o caminhão que traz a mercadoria geralmente volta vazio”. Ana sugere ainda que os objetos em condições de uso sejam encaminhados para escolas, creches, igrejas ou entidades que trabalham com a restauração desses produtos. ”Sempre há peças que podem ser aproveitadas ou componentes que podem ser reciclados”, afirma.

Campanha

A rede de lojas Móveis Brasília promove anualmente uma campanha que recebe o eletrodoméstico usado como parte do pagamento de um novo. A ação foi criada há 30 anos, em uma época em que nem se falava em descarte de eletroeletrônicos. A rede aceita o produto usado desde que ainda possa ser utilizado. ”Muitos consumidores, inclusive, procuram as lojas em busca dos produtos velhos. Acreditamos que é uma forma de atender as pessoas de menor poder aquisitivo”, afirma o diretor comercial da Móveis Brasilia, Fernando Moraes.

Segundo ele, a campanha é considerada uma das principais promoções da loja, sendo superada apenas pelo movimento de fim de ano. Moraes explica que não há limites de idade para o móvel usado, desde que ele esteja em funcionamento ou em condições de ser reaproveitado.

Paraná pode abolir as garrafas long neck

Ber Sardi

Jornal Folha de Londrina de 22 de julho de 2009

Eli Arau­jo

Paraná pode abolir as garrafas long neck

As gar­ra­fas ­long ­neck po­dem es­tar com os ­dias con­ta­dos no Es­ta­do do Pa­ra­ná. Um pro­je­to de lei que es­ta­ba­le­ce nor­mas pa­ra o uso des­se va­si­lha­me en­tra­rá em dis­cus­são nos pró­xi­mos ­dias na As­sem­bléia Le­gis­la­ti­va. A maio­ria das ­long ­neck pro­du­zi­das no Bra­sil tem 275 ou 355 mi­li­li­tro (ml) e são usa­das ge­ral­men­te pa­ra en­gar­ra­far cer­ve­jas ou be­bi­das des­ti­la­das. Co­mo são des­car­tá­veis, as gar­ra­fas qua­se sem­pre são jo­ga­das nas ­ruas ou cal­ça­das ­após o uso, cau­san­do pro­ble­mas pa­ra a co­le­ta de re­sí­duos.

Mes­mo an­tes de ser vo­ta­do, o pro­je­to de lei já ga­nhou a ade­são de en­ti­da­des am­bien­ta­lis­tas do Pa­ra­ná. Uma de­las é a Fun­da­ção Ver­de (Fun­ver­de), com se­de em Ma­rin­gá, e que ob­te­ve pro­je­ção ao de­fen­der o uso das sa­co­las oxi­bio­de­gra­dá­veis nos su­per­mer­ca­dos. A Fun­ver­de, se­gun­do Ana Do­min­gues, fun­da­do­ra da or­ga­ni­za­ção, ini­ciou uma cam­pa­nha pe­din­do que to­das as pes­soas preo­cu­pa­das com o ­meio am­bien­te en­viem e-­mail ou te­le­fo­nem pa­ra os de­pu­ta­dos es­ta­duais pe­din­do a apro­va­ção da lei. Ela jus­ti­fi­ca que a lei é ne­ces­sá­ria por­que as gar­ra­fas ­long ­neck pe­los da­nos que cau­sam ao ­meio am­bien­te, de­mo­ran­do em tor­no de 5 mil ­anos pa­ra se de­com­po­rem.

O pro­je­to de lei que dis­ci­pli­na o uso das gar­ra­fas ­long ­neck no Pa­ra­ná é de au­to­ria do de­pu­ta­do es­ta­dual Do­bran­di­no Gus­ta­vo da Sil­va (­PMDB). Se­gun­do ele, o pro­je­to foi cria­do a pe­di­do de pre­fei­tu­ras que so­frem com os pro­ble­mas cau­sa­dos pe­lo va­si­lha­me que­bra­do nas ­ruas. Sil­va res­sal­ta que a em­ba­la­gem não se­rá proi­bi­da no Es­ta­do, mas o fa­bri­can­te se­rá res­pon­sa­bi­li­za­do pe­los pre­jui­zos cau­sa­dos ao ­meio am­bien­te. A pro­pos­ta es­ta­be­le­ce mul­tas pa­ra o fa­bri­can­te e os va­lo­res de­ve­rão ser fi­xa­dos nas co­mis­sões da AL, ca­so se­ja apro­va­da a lei.

Ana Do­min­gues afir­ma que o Pa­ra­ná é pio­nei­ro na cria­ção des­te ti­po de pro­je­to e ca­so a lei se­ja apro­va­da, vai re­pas­sar a ­idéia pa­ra ou­tros es­ta­dos e ci­da­des que se preo­cu­pam com o ­meio am­bien­te. A en­ti­da­de co­lo­cou em seu si­te (www.fun­ver­de.org.br) os e-­mais e te­le­fo­nes de to­dos os de­pu­ta­dos pa­ra que a so­cie­da­de ‘‘­apoie a ­iniciativa’’.

Importação desnecessária

beatriz229

O eco de 24 de julho de 2009

O Instituto Socio-Ambiental dos Plásticos – Plastivida divulgou hoje (24) nota sobre a importação, pelo Brasil, de 89 contêineres de lixo da Inglaterra, defendendo que o país “não precisaria importar plásticos recicláveis se contasse com uma política eficiente de coleta seletiva”. O assunto tem rendido várias notícias na mídia, mas pouca gente se atendou para a real necessidade da importação de materiais plásticos.

Será que a plastimorte ainda não entendeu que o papel dela não só blindar a máfia dos plásticos? Será que não entendeu ainda que o papel dela também é participar da educação ambiental da população para incentivar a reciclagem? É muito fácil, as petromáfias ganham dinheiro com o plástico mas na hora de ser responsabilizar pelo destino final destes plásticos, que tem que ser a reciclagem, vem culpar o governo por não haver reciclagem. Bonito isso, né seu xico tóxico, sempre apontando o dedo na cara dos outros para culpá-los mas nada de pedir para seus patrões pagarem campanha de educação ambiental. Típico, lucro total, responsabilidade zero.

Segundo levantamento do Instituto, atualmente o Brasil recicla cerca de 21% de sua produção de plásticos, o que representou mais de 962 mil toneladas em 2008, e o setor conta com crescimento de 13,7% ao ano. Apesar dos bons números, o país ainda atua com 30% de sua capacidade ociosa por falta de material a ser reciclado. “Esta ociosidade se traduz na falta de ações efetivas por parte dos municípios no que diz respeito aos resíduos sólidos. No Brasil, dos 5.564 municípios, somente 7% contam com coleta seletiva”, diz a nota da entidade.

Nooossa, agora o xico tóxico abusou da mentira, pois segundo dados do governo a reciclagem no país está malemá raspando nos 0,8% e o plástico corresponde a 20% de todo o resíduo gerado e as sacolas a metade disso, isto é, 10% de todo o resíduo gerado em uma cidade corresponde a sacolas plásticas de uso único, que não são recicladas porque é necessário coletar 800 delas para conseguir alguns centavos, então, vá mentir assim no inferno.

A importação do lixo inglês já rendeu três prisões na Inglaterra e cerca de 2,5 milhões de reais em multas aplicados pelo Ibama às empresas brasileiras envolvidas no caso. Os três homens presos, dois deles brasileiros, foram soltos hoje após pagamento de fiança. Segundo promessa do ministro Minc (Meio Ambiente), o lixo inglês será devolvido a partir da próxima segunda.

Quem deveria ser preso, são as fábricas de plástico no Brasil que não praticam a logística reversa, isto é, dar destinação final ao produto que geram, o plástico, seja em sacolas ou embalagens.

Quem também deveria ser preso são as petromáfias, que tem responsabilidade solidária no lixo que geram.

Agora, falar que os municípios não fazem coleta seletiva é fácil, difícil é a petromáfia por a mão no bolso e dar dinheiro para os municípios fazerem as campanhas ou então montar usina de reciclagem para separar o plástico.

Safados!

A poluição causada pelas embalagens long neck e a lei 333/09

As embalagens de cerveja tipo long neck ou one way, são consideradas hoje, um dos mais problemáticos resíduos gerados no mundo, pois após o consumo da bebida, são simplesmente descartadas, ou seja, o material é tratado como lixo, ocupando espaço do destino final.

A embalagem do tipo “long neck” ou “one way” (somente uma via) é fabricada para atender aos interesses das indústrias vidreiras e as indústrias envasadoras de bebidas, visando a competitividade entre as embalagens, especificamente entre o alumínio e o vidro sem pensar nas conseqüências da poluição causada ao meio ambiente, comprometendo a qualidade de vida e a segurança de todos.

Para deixar este tipo de embalagem competitiva junto ao alumínio, a indústria vidreira retirou alguns componentes químicos que davam certo peso à embalagem, ficando comprometida a sua resistência, não permitindo o retorno para um segundo envase, ou seja, ela só vai ao consumidor não retornando para ser reutilizada, passando a ser um problema ambiental, já que é descartada no lixo.

Para constatar o problema ambiental que é gerado por este tipo de garrafa, basta ir a um local onde existiu uma festa que as garrafas estarão por todo local. Como facilmente as quebramos, os cacos de vidro podem se tornar uma arma em caso de briga entre os jovens que as consomem largamente.

Se existisse o interesse da indústria em reciclar estas garrafas, ela poderia voltar para a cadeia produtiva, mas as indústrias, principalmente as cervejeiras, desde a introdução dessa embalagem no Brasil em 1993, sequer propuseram ações e incentivos visando a logística reversa (retorno) dessas embalagens para que as mesmas voltassem à cadeia produtiva. Nunca respeitaram Lei Federal 6.938/81, que trata sobre a responsabilidade solidária com relação às embalagens de seus produtos pós-consumo ou mesmo a Lei 11445/2007.

As garras tipo long neck, geralmente utilizadas em embalagem de cerveja, com capacidade para 300 ml, representam cerca de 50% do volume total de bebidas comercializadas em postos de gasolina. As indústrias dizem que este volume não chega a 5% das vendas. Se o volume é insignificante como dizem, então por que não substituí-las? As latas de alumínio ficam com 26% e o restante são as garrafas retornáveis de 600ml.

O material utilizado na fabricação desse tipo de garrafa long neck, que leva cerca de 5.000 anos para sua decomposição, não permite a sua reutilização, ou seja, a embalagem não é retornável, e assim, após a utilização do produto, são jogadas no lixo e levadas aos lixões ou aterros sanitários, ocasionando poluição ambiental e ocupando espaço nesses depósitos que poderiam ser utilizados por materiais orgânicos de rápida decomposição.

Vale salientar que tal medida, ao ser colocada em prática, vai reduzir significativamente a agressão ao meio ambiente no território paranaense, e não deve prejudicar os fabricantes da bebida, pois outros materiais poderão ser utilizados no seu envase, como é o caso do vidro retornável que pode ser reutilizável e reciclável, ou alumínio, 100% reciclável. Vale lembrar que o vidro é 100% reciclável e pode ser infinitamente reaproveitado.

Outro fato que desmerece esse tipo de embalagem e mostra seu potencial anti meio ambiente é a rejeição por parte dos carrinheiros, cooperativas ou associações em coletar as mesmas, pois esta embalagem tem um valor insignificante, e que não compensa o esforço para carregá-las. Elas são vendidas como cacos de vidro e o valor pago pelo quilo no Brasil em julho de 2009 é de R$ 0,05.

O problema é transferido mais uma vez para os municípios que deverão de alguma forma solucionar mais uma vez essas questões sem o auxílio das indústrias responsáveis por esses passivos ambientais.

As indústrias ficam com o bônus e não dividem seus lucros.

Deixam o ônus totalmente para os municípios, que por muitas vezes assumem integralmente esses passivos e são processados por não apresentarem soluções ambientalmente corretas.

É preciso evitar que esse tipo de embalagem ou qualquer outra que não seja sustentável na sua logística reversa seja comercializada no Paraná e posteriormente, no Brasil e no mundo, protegendo assim o nosso meio ambiente.

A utilização de outras embalagens como de vidro e latas de alumínio, geram emprego e renda aos recicladores, através de cooperativas, assegurando fonte de receita complementar.

Quando você for beber cerveja, recuse long neck, dê preferência à garrafa de vidro retornável, ou, se for inevitável, use lata de alumínio, que tem mais de 95% de taxa de reciclagem no país.

Você pode fazer sua parte para aprovar a lei 333/09, que proíbe a long neck sem sair da frente do computador, ajude o planeta e as futuras gerações. Basta mandar a mensagem abaixo para todos os deputados estaduais do estado do Paraná, para incentivá-los a votar SIM na lei 333/09.

 Use sua rede de contatos e solicite para que também ajudem a limpar o Paraná da poluição causada pelas long neck. Mesmo se você não residir no estado do Paraná, nos ajude, afinal, todos moramos no mesmo planeta.

Sugira aos seus deputados em seu estado e seu país para proporem a mesma lei, afinal, a poluição causada pelas long neck e one way é um problema mundial.

Todos juntos podemos mudar o futuro da humanidade neste planeta.

Assunto do email: aprovação do projeto de lei 333/09

Excelentíssimo Senhor Deputado Estadual,

Queremos que o senhor vote a favor do projeto de lei nº 333/09, para que a lei seja aprovada e a long neck seja banida deste estado, pois não é uma embalagem ambientalmente correta. 

Veja o porque no link abaixo.

http://funverde.wordpress.com/2009/07/25/a-poluicao-causada-pelas-embalagens-long-neck-e-a-lei-33309/

Seu voto abrirá caminho para que outros estados sigam o exemplo, até que esta embalagem suma do planeta, para sempre.

Atenciosamente,

Coloque aqui seu nome.

traiano@pr.gov.br; ademirbier@alep.pr.gov.br; alexandrecuri@alep.pr.gov.br; anibelli@alep.pr.gov.br; antoniobelinati@alep.pr.gov.br; artagaojunior@alep.pr.gov.br; augustinhozucchi@alep.pr.gov.br; betipavin@alep.pr.gov.br; quintana@pr.gov.br; cheida@cheida.com.br; chiconoroeste@alep.pr.gov.br; cidaborghetti@pr.gov.br; cleitonkielse@alep.pr.gov.br; drbatista@alep.pr.gov.br; dobrandino@gmail.com; douglasfabricio@alep.pr.gov.br; durval@durvalamaral.com.br; duiliogenari@alep.pr.gov.br; strapass@alep.pr.gov.br; eliorusch@alep.pr.gov.br; dep.welter@pr.gov.br; fabiocamargo@alep.pr.gov.br; felipelucas@alep.pr.gov.br; fernandoscanavaca@alep.pr.gov.br; franciscobuhrer@alep.pr.gov.br; jocelitocanto@alep.pr.gov.br; jonasguimaraes@alep.pr.gov.br; lucianarafagnin@alep.pr.gov.br; luizaccorsi@alep.pr.gov.br; luizcarlosmartins@alep.pr.gov.br; luizromanelli@alep.pr.gov.br; litro@alep.pr.gov.br; luiznishimori@alep.pr.gov.br; marcelorangel@marcelorangel.com.br; marioroque@alep.pr.gov.br; mauromoraes@alep.pr.gov.br; miltinhopupio@alep.pr.gov.br; neivo@neivoberaldin.com.br; nelsonjustus@alep.pr.gov.br; nmoura@pr.gov.br; neyleprevost@alep.pr.gov.br; osmarbertoldi@alep.pr.gov.br; pastoredson@pastoredson.com.br; pedroivo@alep.pr.gov.br; plautomiro@alep.pr.gov.br; professorlemos@alep.pr.gov.br; contato@periclesdemello.com.br; contato@renipereira.com.br; rosanedopv@alep.pr.gov.br; stephanesjunior@alep.pr.gov.br; tadeuveneri@alep.pr.gov.br; teruokato@alep.pr.gov.br; deputadorossoni@uol.com.br; waldyr@waldyrpugliesi.com.br

Fique de olho, notícia urgente sobre long neck no Paraná

Amanhã teremos novidades bombásticas a respeito desta nova lei estadual de proibição de long neck no Paraná.

Precisamos que você compareça na Assembléia legislativa no dia da discussão da lei, porque os fabricantes, envasadores, a turma do poder, os poluidores estarão lá para fazer lobbie.

Precisamos que você faça sua parte, chame seus amigos, família e compareça para mostrar que você quer nosso estado livre desta praga.

Amanhã informaremos a bat hora e mais novidades a respeito.

Oceano de lixo nos mares do planeta

 

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O Eco de 09 de junho de 2009

A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou ontem (8), Dia Mundial dos Oceanos, o relatório Marine Litter: a Global Chalenge, algo como Lixo nos oceanos: um desafio global, em tradução livre.

A publicação destaca que mais de 80% do lixo disposto nos mares é formado por sacolas plásticas e garrafas PET. Com o tempo, o material se quebra em minúsculas partículas consumidas pelas menores formas de vida marinha na base da cadeia alimentar. Filtros de cigarros, embalagens de tabaco e restos de cigarro formam 40% do lixo marinho no Mar Mediterrâneo, enquanto no Equador o lixo proveniente do mercado do fumo foi responsável por mais da metade de todos os descartes encontrados na costa em 2005.

Em cinco anos de pesquisa na região do Mar do Norte, pesquisadores descobriram que 95% das aves marinhas continuam plástico nos seus estômagos.

O objetivo do documento, segundo a organização, não é apenas trazer uma visão global da situação do lixo que vaga pelos mares, mas apresentar e analisar informações produzidas pelos 12 programas regionais parceiros da ONU na questão.

Além disso, com a ajuda de consultores e técnicos, o relatório busca propor recomendações para resolver problemas associados ao assunto em todo o mundo.

Para conferir a íntegra do relatório, clique aqui.