Lixo e produtos químicos poluem riachos de Maringá

 

O Diário do Norte do Paraná de 04 de julho de 2009

Vanda Munhoz

Não há exceções: os córregos que passam pela área urbana estão poluídos, tanto pelo que é jogado nas ruas, como pelas descargas clandestinas de esgoto nas galerias pluviais

Plásticos, pneus, lixos domésticos, restos da construção civil e corpos de animais são apenas alguns dos materiais visíveis nos leitos das águas na área urbana de Maringá.

Mandacaru, Diamante e Moscados, por exemplo, além de acumularem esses lixos, também têm problemas com erosão e produtos químicos menos evidentes a olho nu.

O perímetro urbano tem 32 córregos e ribeirões. E não há exceções à degradação: a variante é apenas quanto ao nível de poluição, pois uns estão mais sujos e outros menos.

O ambientalista Cláudio José Jorge, presidente da ONG Funverde, que todos sábados à tarde faz uma ronda pelos cursos d’água do município, não tem nenhuma dúvida que todos rios da cidade estão poluídos.

Não fazemos ronda, plantamos árvores nativas desde 2004, no PROJETO MATA CILIAR FUNVERDE.

Numa rápida visita aos córregos Mandacaru e Maringá, na quinta-feira, a reportagem e Jorge não precisaram caminhar mais do que alguns metros às suas margens para encontrar grande quantidade de materiais poluentes.

“Este aqui é o lixo que as pessoas jogam nas ruas e vem parar no rio através das bocas de lobo”, disse, apontando para uma galeria no Mandacaru, na qual um galho de árvore ajudava a conter sacos plásticos, pedaços de pano, latinhas de bebidas e garrafas PET.

Química no Cleópatra

O córrego Cleópatra, que recebe as águas do Moscado e do Betty – eles nascem no Parque do Ingá e no Horto Florestal, respectivamente -, também apresenta sinais de poluição química, além de muito lixo urbano.

A pouco mais de 100 metros da ponte sobre ele, no Contorno Sul, no domingo passado foi possível ver uma tubulação jorrando um liquido fétido de cor esverdeada. Em contato com a água do córrego, o liquido produzia muita espuma. Nas proximidades, à parte alta da margem esquerda, existem várias empresas.

Dona Tereza Saugu da Cunha, de 73 anos, que reside em uma chácara próxima ao córrego Maringá, depois do Conjunto Ney Braga, contou que “jogam resto de construção ali perto da ponte”, na rua Gralha Azul.

“Tem até resto de carcaças de bois. Acho que são jogadas por açougues da cidade. Depois, fica muito mau cheiro”, reclamou. Ali mesmo no Ney Braga, Jorge mostra uma nascente muito próxima do asfalto: “Aqui, pavimentaram sem respeitar a distância prevista em lei, que são 50 metros das nascentes e 30 metros dos cursos d’água”. A nascente fica a menos de 15 metros do asfalto.

Cerca nos vales

A Prefeitura de Maringá está desenvolvendo estudos para identificar os principais poluidores dos rios da cidade. As ligações clandestinas de esgoto nas galerias pluviais – que acabam nos cursos d’água, são transgressões muito comuns às leis ambientais.

Os suspeitos são, em grande parte, empresas sem sistema de tratamento de efluentes, como postos de combustíveis, lavanderias, lava-jatos e outras.

“Há empresas que não têm um sistema de gerenciamento de resíduos, falta caixa de tratamento antes de lançá-los no ambiente”, disse Sérgio Antônio Viotto Filho, diretor da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

Sem tratamento, explicou Viotto, os resíduos químicos reagem em contato com a água e ambientes úmidos como as galerias e liberam odor forte, espuma, além de mudar a coloração da água.

“A maior preocupação é com efluentes compostos por metais pesados, como o cromo, chumbo, mercúrio e com os óleos industriais”. A secretaria não tem estimativas de quantas ligações clandestinas existem na cidade, mas espera que os estudos que estão em andamento apontem a quantidade aproximada e, assim, seja possível uma fiscalização mais eficiente.

Despistar a fiscalização

Segundo Viotto, as grandes empresas poluentes usam de artifícios para enganar a fiscalização. “Eles lançam os efluentes durante a madrugada de forma que, até chegarem ao rio onde serão constatados, já se apagaram os rastros da origem”.

Disse que na maioria das vezes, os poluidores lançam os efluentes na sexta-feira, quando os órgãos fiscalizadores estão com o efetivo reduzido. “Na segunda-feira, já fica difícil identificar o emissor, mas quando ele é localizado, é notificado e depois multado”.

Mas, apesar de tudo, disse que ainda “existe vida nos córregos de Maringá. É possível ver peixes pequenos. O que precisa é conscientização da necessidade de preservar”.

Pois é, esses pobres peixes devem ter a aparência dos peixes da lagoa dos simpsons, com três olhos, de tão poluídos que estão nossos rios.

Objetivando a preservação de rios e córregos, a prefeitura está cercando todos os fundos de vale, que somam cerca de 70 quilômetros no perímetro urbano e servem como corredor ecológico para a fauna da região.

Sério? Quando, onde, como? Mostrem ao menos um local onde a prefeitura cercou fundo de vale nos últimos 5 anos. Fotos, por favor.

O projeto também propõe o plantio de espécies nativas e frutíferas, mas o presidente da Funverde reclama que a fundação tem 5 mil mudas de 400 espécies prontas para replantar, mas não consegue ajuda: “Pedimos para a prefeitura abrir as covas, mas não conseguimos nada”, reclamou Jorge.

Queremos também saber quantas árvores a prefeitura plantou desde 2005, nos fundos de vale e nascentes, porque eles tem até um departamento para cuidar especificamente de fundos de vale, mas … tudo continua como dantes no quartel de abrantes. Isto é, não plantam nada, tudo conversa fiada.

Queremos ver no site da prefeitura as fotos dos plantios do departamento de fundo de vale deles, os mapas, afinal, nós mostramos com o maior orgulho nosso trabalho voluntário que se desenvolve há 5 anos, todos os sábados, de março a novembro, com plantio de árvores nativas e frutíferas nativas. Será que eles vergonha do trabalho que desenvolvem? Não, na verdade é que eles não tem o que mostrar.

Crianças faziam ‘tanquinho’

Dona Tereza Saugu da Cunha (foto), que passou 34 dos seus 73 anos de vida numa chácara ao lado do córrego Maringá, pouco depois do Conjunto Ney Braga, conta que antigamente “tinha pescadores de lambaris e cascudos nos rios, e as crianças faziam uma espécie de ‘tanquinho’ com pedras dentro da água para brincarem”.

Hoje, recorda enquanto cuida do orquidário, “a água é cheia de produtos químicos”. Até a fauna, segundo ela, está mudada. “Havia muitos frangos d’água, mas as pessoas mataram todos, hoje não existe mais nenhum”.

Perto da entrada da chácara, havia muito lixo junto a um terreno baldio, a cerca de 200 metros do leito do Maringá: sofás velhos, pneus e sacos plásticos com lixo doméstico contradiziam a placa com os dizeres “não jogue lixo”.

Multa ambiental pode chegar a R$ 1 milhão

A grande maioria das multas ambientais aplicadas pela Prefeitura de Maringá se baseia no Artigo 24 do Decreto Municipal 1358/2002, que regulamenta duas leis federais complementares, a 09/93 e a 9605/98. Se o responsável pelo crime ambiental persistir na conduta, as multas dobram de valor e a empresa pode até ser embargada pelo Município. Os valores previstos variam de R$ 5 mil a R$ 1 milhão.

O Código Florestal Federal manda preservar os fundos de vales, mantendo um espaço de, no mínimo, 30 metros ao longo dos leitos dos rios, onde não se pode ter edificações ou devastar a mata nativa. A área de mata ciliar varia conforme a largura do rio. No caso de nascentes, são necessários de 50 a 150 metros de área de preservação ambiental.

Lançamento do Projeto Canto das Ervas neste domingo

Quando o arquiteto Jorge Macedo Vieira projetou Maringá, desenhou três áreas  ecológicas localizadas no perímetro urbano, duas delas propositadamente foram desenhadas em forma de pulmão, que são o Parque do Ingá e do Bosque II, para mostrar às gerações futuras a vegetação original existente na região e servir como pulmões da cidade. A terceira área é o Horto Florestal que você pode visualizar no Google Earth.

Além dessas três áreas, a cidade conta ainda com mais 14 bosques, totalizando 17  áreas verdes dentro da cidade, com mais de 100 alqueires de matas nativas que, somadas às mais de 130 mil árvores das ruas, praças e avenidas, proporcionam 26,65 m2 de área verde por habitante.

Hoje o entorno destas essas duas áreas servem de local de caminhada para os maringaenses, mas existe um espaço perdido entre a cerca e a pista de caminhada que é feita de concreto.

Foi dai nasceu o projeto Canto das Ervas, que pretende plantar ervas aromáticas nesse espaço perdido, pois Maringá conta com mais de 1.200 condomínios verticais, as pessoas que moram em apartamentos não tem mais espaço para sua horta e quem mora em casa acaba pavimentando todo o solo em que poderia cultivar uma horta, um pomar, um jardim, enfim, ninguém mais lembra do cheiro da hortelã, da salsinha, da camomila colhidos na hora.

Clique nas imagens para ver em tamanho maior o mapa do local do plantio neste domingo.

A Funverde lançará neste domingo, 5 de abril de 2009, às nove horas da manhã o Projeto Canto das Ervas.

Durante o lançamento, haverá o plantio de 300 mudas de ervas aromáticas no entorno do Bosque II, na Avenida Nóbrega esquina com Avenida JK.

A FUNVERDE completa 10 anos em 19 de maio de 2009 e como o objetivo é a preservação e recuperação ambiental e o bem estar da humanidade, a conscientização da população em relação à importância do consumo sustentável, nada melhor do que plantar ervas aromáticas para as pessoas compartilharem.

O projeto Canto das Ervas foi criado para chamar a atenção da população para a necessidade de se resgatar hábitos saudáveis. Antigamente, tínhamos o habito de ir até a horta para colher ervas para tempero ou para chá. Hoje, compramos as ervas nas feiras e supermercados, sem muitas vezes saber como elas são cultivadas ou para que servem. Com este projeto estamos trazendo de volta uma qualidade de vida que não temos mais, proporcionando o contato das pessoas com a terra.

A vida moderna está distanciando o homem da natureza. Já não olhamos mais para o céu para ver a beleza das estrelas, não olhamos mais para o chão para contemplar a beleza das flores, estamos vivendo uma vida insegura ou cercada de tanta segurança que não há espaço para a natureza. O ambiente passou a ser algo estranho para muitos indivíduos.

O Projeto Canto das Ervas vai proporcionar bem estar físico e mental às pessoas, resgatando o conhecimento que um dia foi de nossas avós. Era normal, para as gerações antigas, o preparo de chás e remédios homeopáticos. As pessoas sabiam a utilidade de cada erva aromática. Queremos trazer de volta a lembrança de nossa infância com os aromas e sabores.

O projeto Canto das Ervas será sempre desenvolvido em locais públicos, para que toda a comunidade seja beneficiada. Sem barreiras, pois a terra pertence a todos e todos devem usufruir dela.

O projeto tem apoio o apoio da Viapar e da Prefeitura Municipal de Maringá. As plantas serão regadas uma vez por semana e ficarão à disposição da população para serem recolhidas, naturalmente, depois de formadas.

Brevemente, o site terá uma página com mais mais detalhes sobre as plantas. É importante que a população saiba para que servem as plantas e como tirar o melhor proveito delas.

Outro objetivo do projeto é estimular as pessoas a criarem seus próprios Cantos de Ervas em suas casas.

Venha participar do lançamento de mais este projeto da FUNVERDE.

Você está convidado a participar deste plantio de ervas aromáticas junto conosco.

E assim foi aprovado o trágico código ambiental catarinense

fabbio

O Eco de 02 de abril de 2009

Ao aprovarem o Código Ambiental sem nenhum voto contra, os parlamentares catarinenses colocaram uma borracha na tragédia que se abateu sobre o estado há seis meses

Em novembro do ano passado, Santa Catarina sofreu na pele conseqüências provocadas em boa parte por décadas de devastação ecológica. Na ocasião, chuvas ininterruptas causaram enchentes e o desabamento de encostas, deixando 80 mil desabrigados. Pelo visto, a tragédia não foi suficiente para abrir os olhos do governador Luiz Henrique da Silveira e de deputados estaduais. Ontem à noite, com trinta e um votos a favor e sete abstenções, a Assembléia Legislativa aprovou projeto de lei que instaura o Código Ambiental do Estado. Entre outros absurdos, o texto reduz de 30 para 5 metros a faixa mínima de mata ciliar a ser preservada nas margens dos rios.

[... Acho uma tremenda contradição que um estado que há menos de seis meses sofreu uma tragédia ambiental por má ocupação do solo, com casas em encostas de morros e topos desmatados, queira acentuar as práticas que a causaram, e não revê-las.]

[... A falta de proteção das árvores das matas ciliares, afirma, vai auxiliar no assoreamento dos rios e rebaixamento dos lençóis freáticos. Em outras palavras, faltará ainda mais água em um estado que sofre todo verão com a escassez.]

[... Além disso, as águas dos rios ficarão mais turvas, já que as chuvas tendem a cair com maior freqüência em virtude das mudanças climáticas e vão levar mais resíduos da agricultura, como folhas, palhas e agrotóxicos. Tudo porque as produções ficarão mais próximas dos leitos e nascentes.]

[... O governo e a Companhia de Águas, por exemplo, precisaram cavar poços de 500 metros no oeste do estado para distribuir água.]

[...A legislação estadual pode apenas complementar a federal, sempre de forma mais protetora. Em resumo: regras estaduais menos protetoras do meio ambiente do que regras federais não têm validade, não podendo gerar efeitos. Assim, dizer que o futuro Código Ambiental de Santa Catarina vai legalizar o desmatamento de áreas de preservação, é induzir em erro a população.]

Falar mais o que? Acusar os deputados de corruptos, vendidos? Isso seria somente constatar uma realidade presente em todas as assembléias estaduais, todas sim, absolutamente todas, em todas as câmaras municipais, no senado e na câmara federal. Repetimos o que sempre dissemos e continuaremos dizendo, políticos são a escória da sociedade brasileira, se elegem não para se doarem, fazerem sua parte e melhorar o país, mas sim para acumular riquezas, ganhar o dízimo, o terço, estão políticos tão somente atender aos seus próprios interesses escusos, então nada disso é novidade para nós, a novidade é que a sociedade catarinense não se mobilizou para barrar esta lei que é um crime contra a humanidade.

É por isso que quando elogiamos um político por fazer o que a priori seria sua obrigação, entendam que este elogio é raro e especial, pois o político que estivermos elogiando é o trigo em meio ao joio, é a exceção à regra.

Quanto aos produtores, estes imbecis só pensam no ganho presente, lucro sem responsabilidade, queremos ver quando os rios e o lençol freático secarem, o que estes idiotas farão para irrigar suas plantações, como darão de beber aos animais, como explicarão para seus filhos porque seu estado ficou desertificado e a parte que lhes coube neste crime hediondo.

Esquecem os produtores que a terra lhes foi emprestada por seus descendentes, eles não são os donos da terra, até porque a vida de uma geração finda para dar início à vida da próxima geração, eles são apenas inquilinos e terão que prestar conta para os seres do amanhã de como conservaram a casa que lhes foi emprestada. Nesta hora será que conseguirão olhar diretamente para olhos dos netos e explicarem todo mal que causaram a eles?

Leia o resto da matéria fique você também com nojo desta corja de deputados de Santa Catarina.

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Projeto mata ciliar FUNVERDE – 19 de julho de 2008

Hoje não tem plantio, hoje tem comemoração de final de semestre, afinal ninguém é de ferro e adoramos nos divertir com a mesma intensidade que amamos nosso trabalho voluntário.

O Sr. Zé do banestado, como ele é chamado, foi nosso churrasqueiro, preparou o almoço com muita dedicação e ficou perfeito, bonito e muito saboroso.

O Dirceu e a esposa estiveram lá nos prestigiando.

O Roberto Verdade, esposa e filha também estiveram conosco.

A Silmara e sua família estiveram no churrasco. Eles são nossos voluntários mais constantes.

Nosso objetivo no Projeto Mata Ciliar FUNVERDE é a revegetação dos fundos de vale, mas todos são voluntários ou estagiarios, por isso, quando na ocasião da formatura de uma turma de estagiarios, fazemos um churrasco para marcar a data.

Depois de formados, muitos se tornam voluntários, nos ajudando e participandos dos projetos e eventos promovidos pela FUNVERDE.

Projeto mata ciliar FUNVERDE – 05 de julho de 2008

 Hoje levamos os voluntários e estagiários para visitar os locais em que a viapar está fazendo roçada de manutenção – desde o dia 27 de junho, é muito terreno para roçar – do plantio das árvores do PROJETO MATA CILIAR FUNVERDE

Todas as árvores das fotos foram plantadas no segundo semestre de 2007.

Oba, encontramos goiabas, enormes e maduras.

E encontramos também mixiricas, daquelas minúsculas e azedinhas.

O Córrego Maringá.

Só para relembrar poque criamos o projeto de desplastificação do planeta, porque por onde quer que olhemos tem plástico, principalmente sacolas e PET, um dia um extraterrestre chegará aqui e contestará o nome que demos para o planeta, que deveria se chamar planeta plástico e não planeta terra.

Um dos motivos de plantarmos árvores grandes é para as pessoas não terem que esperar 10 anos para ver o resultado do seu trabalho, em um ano já da para ver o desenvolvimento das plantas e dá até para pegar uma sombra. Neste mundo em que tudo é instantâneo, não temos tempo de plantar um pé de jabuticaba de 20 centímetros e esperar 10 anos para ele frutificar.

Claro que a árvore também sofrerá menos concorrência com o mato, sobreviverá melhor à seca porque o torrão de sua raiz é grande, fornecendo nutrientes até a árvore se adaptar no campo e mais um rol de motivos, mas o psicológico também faz parte.

Atravessando o rio para ver o plantio na outra margem.

Agora fomos para outro local de plantio, em outro córrego, o Nazaré.

Leia a placa, veja o lixo e chore.

Estas árvores grandes são leucenas, uma praga.

Quanto ao lixo, vamos fazer o que? Pedimos para a prefeitura fazer a limpeza até a próxima vez que os porcos resolverem jogar lixo no local do plantio, infelizmente as pessoas não tem noção, educação, não tem nada, só querem assistir novela, jogar futebol e fococar.

Muito raramente aparece um vizinho do local onde estamos plantando mas não para ajudar e sim para pedir árvores, pooode?

Bom, por hoje é só, a maior parte das árvores está maravilhosa, menos nos locais com leucena, em que esta árvore do inferno não deixa muita coisa sobreviver.

No início do ano de 2009 a VIAPAR fará outra roçada e voltaremos para mostrar o desenvolvimento das árvores

Projeto mata ciliar FUNVERDE – 30 de junho de 2008

A VIAPAR iniciou hoje, segunda-feira, a manutenção das áreas de plantio do PROJETO MATA CILIAR FUNVERDE.

Temos uma parceria entre o primeiro, segundo e terceiro setor neste projeto de recuperação de nossos rios, onde a prefeitura disponibiliza áreas públicas, faz a roçada inicial e abre os buracos para o plantio de árvores.

A FUNVERDE entra com a mão de obra – voluntários e estagiarios – com as árvores de aproximadamente 1,5 m, com as estacas para tutoreamento e faz rega estas árvores durante o período de adaptação destas árvores ao local.

A VIAPAR faz a manutenção destas árvores, com roçadas periódicas, até o fechamento de suas copas, quando então não há mais competição com o mato que não cresce por falta de luz e daí é só deixar a natureza fazer seu trabalho.

Com este projeto, desde 2004 estamos recuperando as margens dos rios de nossa cidade, um a um, todos os sábados, de março a novembro – até 2007 era de fevereiro a novembro, mas por causa do crescimento do número de estagiários, cujas aulas iniciam em março, mudamos nosso calendário de plantio – , plantando árvores nativas de aproximadamente 1,5 m de altura, usando sempre frutíferas nativas – até 25% das árvores – para atração de aves e animais.

Se você estiver entediado e não tiver o que fazer aos sábados, junte-se a nós, você estará encontrando novos amigos com interesse em melhorar o planeta, fará muito exercício físico e mentalmente estará leve ao final do dia, isso sem contar que você estará doando uma pequena parte de seu tempo para ajudar o planeta ter água mais limpa, aumentar a biodiversidade e melhorar a qualidade do ar que respiramos.

As árvores que aparecem aqui foram todas plantadas no segundo semestre de 2007.

Conforme o mato é roçado, dá para ver como as árvores estão crescendo.

 Um morador dos arredores aproveitou para recolher o capim cortado para alimentar seus animais.

Olhe do outro lado do rio como as árvores estão enormes.

Projeto mata ciliar FUNVERDE – 14 de junho de 2008

O pessoal que vai chegando fica na concentração, enquanto espera todo o grupo chegar.

Quer coisa mais bonita que esta? São o Charles e a sogra, sempre juntos no projeto mata ciliar.

Hoje o serviço será o mesmo, marcação de covas para a prefeitura fazer os buracos de plantio. Um trabalho que tem que ser feito, porque senão os buracos não ficam equidistantes.

Não tem jeito, toda semana tem que amolar as enxadas, que perdem o corte rapidamente por causa do capim.

Esses vizinhos não tem jeito, mesmo com nossos pedidos, eles soltam os cavalos no meio do plantio e os animais derrubam estacas, fazem um estrago danado. Fazer o que … quanto mais conhecemos os humanos, mais gostamos de nossas árvores.

Veja que já dá para notar uma diferença de agora para o início do ano nesse terreno, com as árvores estaqueadas. Agora, imagine daqui a cinco anos, isto é, se os vizinhos não atearem fogo, furtarem as árvores, se os cavalos não derrubarem tudo, um monte de impecilhos para que a floresta se desenvolva plenamente e os problemas são sempre ligados à vizinhança, que não tem consciência e não só consciência ambiental, consciência no geral, seus quintais são imundos, com lixo acumulando água e depois não sabem o porque das epidemias de dengue que ocorrem anualmente na cidade.

Enquanto os que tem enxadas fazem a marcação, os outros esperam sua vez de revezar as ferramentas.

Às vezes as pessoas vem sem uniforme porque chegam diretamente do serviço, não tendo dado tempo de ir para casa se uniformizar, tem quem trabalhe aos sábados.

Ou então é estagiario ou voluntário novo.

O caminhão de coleta de lixo passa regularmente, então, porque jogar lixo em local de preservação ambiental? Respondemos, pura vagabundagem, falta de vergonha na cara, falta de respeito para com o planeta, o sujeito só quer se ver livre do lixo, saiu da vista não é mais problema dele, não entende que ele mora ali, que se ele sujar o bairro, será O SEU bairro que ficará feio, desvalorizando sua propriedade, fazendo todo o bairro ficar um lugar pior para morar.

 

Parece que alguém fez uma limpa no guarda roupa e pensou, hmmm, onde vou jogar estas roupas velhas? Não teve dúvidas,  jogou no “mato”, ô gente porca.

Projeto mata ciliar FUNVERDE – 07 de junho de 2008

Mais um dia de recuperação de mata ciliar, de se desestressar da correria do dia a dia, porque, fale a verdade, não tem nada melhor do que encontrar os amigos no meio do mato, sábado à tarde, sabendo que também se está fazendo o bem para a coletividade e para o planeta, isto é, recuperanando a água dos nossos rios replantando suas margens.

O pessoal chegando, todo uniformizado.

Uma conversa à sombra enquanto não chegam todos.

Amolando a enxada.

Hoje estamos medindo o espaçamento das covas e fazendo marcações para a prefeitura fazer os buracos para o plantio.

Retirando o mato no local de marcação para o capim não enrolar na broca que irá fazer o buraco.

Como não temos enxadas para todos, fazemos os buracos revezando, enquanto uns trabalham, outros conversam, para ninguém ficar muito consado.

Preste atenção no fundo desta foto, veja como os vizinhos estão preocupados onde colocam seu lixo.

Após o trabalho físico, o trabalho mental, sempre com aulaas sobre plantio, pois sempre temos estagiários novos, que precisam aprender a plantar, tutorear, regar …

Depois de mais um dia de trabalho, todos podemos ir para casa com a consciência leve, sabendo que fizemos nossa parte, sem mudar quase nada em nossa rotina diária, apenas dedicando duas horas de cada sábado, para dar nossa contribuição ao planeta.

É fácil, faça você também sua parte, se não quiser plantar árvores, comece reciclando, economizando água, energia, afinal, se cada um mudar um pouco que seja, já afetará o destino do mundo.

O ribeirão pede socorro

O Diário do Norte do Paraná de 11 de janeiro de 2009

Mau-cheiro e espuma no Bandeirantes do Sul denunciam poluição de ribeirão que passa pela zona oeste de Maringá; município atrasa entrega de Plano Hídrico à Suderhsa

Jari Crevelin, 65 anos, fala com pesar sobre o ribeirão que passa nos fundos da sua propriedade, na zona oeste de Maringá. O ribeirão Bandeirantes do Sul, um dos afluentes do rio Ivaí, aparenta estar poluído pelo despejo de resíduos químicos.

“O ribeirão está morto”, lamenta Crevelin. O Ribeirão Bandeirantes do Sul vai fazer parte do mapeamento de córregos e nascentes de Maringá. O diagnóstico das águas integra o Plano de Gerenciamento dos Recursos Hídricos; documento que todos os municípios paranaenses devem entregar à Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa) este ano.

O prazo para a entrega do plano já foi prorrogado por duas vezes para dar mais tempo aos municípios. Até sexta-feira, apenas 49 prefeituras do Paraná haviam entregue o projeto – o que corresponde a 12% do total de 399 municípios do Estado. Maringá está na lista dos municípios que não entregaram o plano (leia box nesta página).

Crevelin recebeu a reportagem de O Diário na sua vinícola. Na ampla varanda da casa, enquanto selecionava os quiabos que iriam mais tarde para a panela, o agricultor contou sobre os bons tempos do Bandeirantes do Sul.

“A gente podia tomar água direto do ribeirão. Pescávamos os lambaris sem precisar de vara, era tudo no ‘litro’”, relembra. Criado na beira do Bandeirantes, Crevelin mora há 60 anos no mesmo sítio e acompanhou a trajetória do ribeirão.

“Eu conheci todas as qualidades desse rio”, afirma. “Só que, de 30 anos para cá, ele foi perdendo a vida. Hoje, o gado não bebe a água desse córrego.”

A reportagem de O Diário, acompanhada de Crevelin, conferiu de perto a situação do Bandeirantes do Sul. O mau-cheiro que exala do ribeirão, no trecho em que as águas cortam os fundos da vinícola da família, é o primeiro sinal de que as coisas não vão bem.

Já ao lado do córrego, as espumas brancas e a cor da água denunciam a poluição. “Parece que eles jogam produtos químicos no ribeirão”, diz o representante comercial Wilson Bespalhuk que, em novembro passado, percorreu, até Paiçandu, toda a extensão do Bandeirantes do Sul e registrou em fotografias o que viu.
Diante da situação do ribeirão, um abaixo-assinado está sendo organizado para pedir providências urgentes para cessar a poluição no local. O documento e as fotos feitas por Bespalhuk serão entregues ao Ministério Público.

Sinal de alerta

Do outro lado da cidade, são o ribeirão Maringá e o córrego Mandacaru que acionam o sinal de alerta dos ambientalistas. O presidente da organização não-governamental (ONG) Fundação Verde, Cláudio José Jorge, diz que, como não há fiscalização sobre os fundos de vale, o despejo de lixo é corriqueiro. “Lá, encontra-se lixo de tudo quanto é tipo”, diz.

Nos últimos cinco anos, a ONG tem feito a recomposição da vegetação de fundos de vale em Maringá, e Jorge conta que, ao longo desse período, já encontrou restos de tecido e de sofás, garrafas PET e de vidro, sacolas plásticas e até lixo hospitalar às margens do ribeirão Maringá e do córrego Mandacaru. “O rio se transformou em um depósito de lixo a céu aberto.”

Desde 2004, a Fundação Verde planta, anualmente, 10 mil árvores para recompor as margens dos córregos em Maringá. O trabalho da ONG já recuperou os córregos Mandacaru, Diamante Nazaré e Maringá.

Neste ano, a recomposição da vegetação estará concentrada no córrego Borba Gato, que nasce no Horto Florestal.

O projeto tem o apoio do Ministério Público, da Prefeitura de Maringá e de empresas, que se comprometem com a doação das mudas. A Prefeitura é encarregada de fazer as covas para as mudas.

Todos os sábados, de março a novembro, voluntários, estagiários de universidades e integrantes da ONG vão até os fundos de vale para fazer o plantio.

“Já plantamos mais de cem espécies de árvores de, no mínimo, 1,5 metro”, calcula Ana Domingues, instituidora da Fundação Verde. Vinte e cinco por cento das espécies plantadas às margens dos córregos são árvores frutíferas nativas.

As mudas são plantadas em propriedades da Prefeitura e de pessoas de baixo poder aquisitivo. “Hoje, não podemos plantar árvores para todos, mas, em breve, vamos plantar até para os ricos”, conta.

Já são mais de cem sábados plantando árvores para recompor as matas ciliares. Segundo o presidente da Fundação Verde, a falta de colaboração da população e as queimadas se tornaram um empecilho para o projeto. “Quando plantamos as árvores, rezamos para que ninguém coloque fogo no local.”

Plano é ‘obrigação moral’

Dos 13 municípios que compõem a Região Metropolitana de Maringá, apenas três enviaram o Plano de Gerenciamento dos Recursos Hídricos à Suderhsa: Doutor Camargo, Marialva e Sarandi.

A apresentação dos planos municipais tem como objetivo realizar a gestão integrada das águas nas esferas municipal, estadual e federal, além de assegurar às futuras gerações a disponibilidade da água com qualidade adequada para o consumo.

Os planos vão identificar se há necessidade de implantação de programas para recuperação e conservação das águas e mostrar se as prefeituras possuem políticas e diretrizes de proteção dos recursos hídricos.

As informações reunidas nos planos municipais de gestão das águas vão auxiliar na construção do Plano Estadual de Recursos Hídricos, que o governo do Estado prevê entregar até junho deste ano.

A assessoria de comunicação da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema) informou que os municípios que não entregaram o plano – entre os quais se inclui Maringá – e os que entregaram após o prazo, a princípio, não sofrerão sanções.

O Plano Municipal dos Recursos Hídricos fará o diagnóstico e estabelecerá metas e propostas para intervenções nas micro e macrobacias hidrográficas.

O promotor de Defesa do Meio Ambiente, Manoel Ilecir Heckert esclarece que o plano vai mostrar a situação das águas na cidade.

“O levantamento vai apontar qual o tamanho da área preservada, se nascentes e córregos estão em área industrial ou residencial, além de estabelecer metas para preservar as águas”, afirma. “Entregar o plano dentro do prazo é uma obrigação moral do município.”

Heckert diz que a prefeitura que não fizer o plano de gerenciamento pode ter de responder processo. “Os municípios estão brincando com uma coisa muito séria, que é a preservação da vida”, opina.

Apesar de o mapeamento ainda não ter sido entregue pela Prefeitura de Maringá, o promotor faz uma análise positiva – ao contrário do presidente da organização não-governamental (ONG) Fundação Verde, Cláudio José Jorge – sobre as águas que cortam a cidade.

Ele acredita que 70% de rios e nascentes estão preservados. “É uma situação boa, já que, no Paraná, essa preservação não chega a 50%, pelo menos nas áreas desenvolvidas economicamente”, considera.

De onde o promotor tirou que 70% dos rios e nascentes estão preservados? Queremos que ele vá dar uma volta conosco pelos rios da cidade para ele ver a real situação – de abandono – dos rios de Maringá.

Para Heckert, o índice de preservação ambiental de Maringá é o maior dentre as cidades do norte e noroeste do Estado. Segundo ele, esse cenário é fruto da atuação do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), da promotoria e da Policia Força Verde, que aplicaram multas a quem poluía as águas, e dos municípios, que incentivaram a recuperação das matas ciliares.

Procurada pela reportagem, a Prefeitura informou que não se manifestaria sobre o assunto.

Projeto Mata Ciliar FUNVERDE – 06 de junho de 2008

O pessoal chegando.

A turma esperando todos chegarem, descansando antes do trabalho duro.

Hoje é dia de marcar os locais que serão furados para plantio.

Afiando as enxadas.

Pela falta de ferramentas, enquanto alguns fazem o coroamento …

Outros tem que esperar sua vez para revezar as enxadas.

Cansadas.

Reunião antes de ir embora.

Você não tem idéia da energia positiva emanada por um grupo destes, todos voluntários, todos os sábados doando duas horas de suas vidas para tornar este um planeta melhor.

Pense, não é muito tempo, é depois do almoço, substitui um dia na academia, faz você se sentir útil, faz você sentir a consciência mais leve ao fazer sua parte para mudar o futuro de nossos descendentes.

Una-se a nós, seja um voluntário, mude você também o seu destino, mude você também o destino da humanidade.