Concessionária de rodovias lança programa ‘carbono zero’

O Diário do Norte do Paraná

A Viapar, concessionária de rodovias, apresentou nesta terça-feira dia seis de mail de 2008 um relatório mostrando que a empresa emitiu 2.032 toneladas de carbono em 2007 e que, em contrapartida, vai fazer o plantio de 3.397 árvores em área de preservação na região de Maringá.

Segundo a empresa, o volume de carbono gerado no ano passado foi gerado por sua frota de carros, caminhões e até mesmo em viagens de avião realizadas por funcionários, além do consumo de papel e energia elétrica.

O levantamento foi feito a partir de definições e requisitos propostos pelo Greenhouse Gás Protocol (GHG Protocol), fundação idealizadora da metodologia de neutralização de carbono.

A empresa divulgou o relatório com a intenção de que o assunto faça parte do dia-a-dia de funcionários e para marcar o início do projeto ‘Viapar é Carbono Zero’.

O trabalho de plantio das 3.397 árvores será conduzido pela Fundação Verde -Funverde, uma organização não-governamental sediada em Maringá.

Concessionária planta árvores para compensar emissão de gás carbônico

Juliana Daibert

Acender uma lâmpada, imprimir uma folha de sulfite ou viajar de avião. Essas atividades, aparentemente inofensivas, jogam na atmosfera toneladas de dióxido de carbono (CO2), um dos gases responsáveis pelo agravamento do efeito estufa e, conseqüentemente, do aquecimento global.

Para neutralizar os efeitos das emissões havidas em 2007, a concessionária Viapar apresentou nesta terça-feira, na sede da empresa, em solenidade que contou com a presença de colaboradores e convidados, o inventário ambiental com a descrição da quantidade emitida por atividade, bem como o número necessário de árvores que deve ser plantado para que todo o gás carbônico lançado no meio ambiente seja recuperado.

Utilizando critérios de conversão aceitos internacionalmente, a empresa chegou ao número de 2.032 toneladas do gás, resultado do consumo de papel sulfite, do combustível da frota e dos aviões nos quais dirigentes e colaboradores da empresa viajaram e da energia elétrica, entre os dias primeiro de janeiro e 31 de dezembro do ano passado.

Para neutralizar os efeitos, será necessário plantar 3.397 árvores.

A tarefa ficará a cargo da Fundação Verde -Funverde, organização não-governamental de Maringá, parceira da concessionária em programas ambientais.

As mudas nativas, que têm cerca de 1,5 metro, serão plantadas na área de convervação permanente do córrego Maringá, no Jardim Paris, zona norte da cidade.

“Acreditamos que a iniciativa da Viapar vai incentivar outras empresas a tomar atitudes semelhantes ”, afirma Ana Domingues, da Funverde.

Não poderíamos deixar de parabenizar a VIAPAR por esta iniciativa inédita no segmento de concessionárias de rodovias.

A VIAPAR já é nossa parceira desde 2005, quando nos doou 400 árvores nativas e a partir daí nasceu uma grande parceria.

Desde 2006 eles regularmente vem fazendo a roçada nos fundos de vales que plantamos até que as árvores tenham 3 anos de plantio e façam sombreamento, não necessitando mais de manutenção por não concorrer mais com o mato.

Inicialmente eles tiveram grande receptividade quanto às ações ecológicas que sugerimos para que a empresa se tornasse cada vez menos poluente. Hoje eles estão trocando os monitores por LCD, que é gasta 4 vezes menos energia que o monitor de tubo, usam papel reciclado não branqueado, reciclam seu lixo, utilizam pneus descartados na composição do asfalto e tantas outras ações que fazem toda a diferença em uma empresa do Século XXI.

As maravilhosas retornáveis da FUNVERDE, que foram adquiridas pela VIAPAR para distribuir aos convidados do evento e que foram recheadas com alguns brindes, como uma lâmpada flurescente, o relatório do inventário de carbono da viapar de 2007, chaveiro e outros mimos.

Adoramos a sacola, a parte em verde foi feita em emborrachado em relevo, ficou de muito bom gosto, para variar.

Doutor Manoel Ilecir Heckert, falando da importância das empresas serem ambientalmente corretas.

O Presidente da FUNVERDE, Cláudio José Jorge parabenizando a VIAPAR e explicando a importância do evento, um novo marco nas empresas, que estão assumindo sua parte no aquecimento global e agindo para reverter este dano com ações ambientais. 

Walace Merlin, explicando passo-a-passo como foi o inventário da empresa, quais dados entraram no cálculo e as outras ações que a empresa vem aplicando para se tornar sustentável.

O Presidente da VIAPAR, Inaro Fontan Pereira e o Walace Merlin, analista da qualidade e meio ambiente da VIAPAR, plantando uma árvore simbolicamente para lembrar da data de lançamento do programa carbono zero.

 

 

Lançamento da VIAPAR CARBONO ZERO

Clique no convite para ver no tamanho original

A FUNVERDE – FUNDAÇÃO VERDE, está incentivando as empresas a neutralizarem suas emissões de CO2 no ambiente.

Iniciamos no ano passado com o lançamento do primeiro software em que foi neutralizado todo o CO2 emitido durante seu desenvolvimento.

Agora nossa parceira, a VIAPAR, fez o inventário de toda emissão de CO2 durante o ano de 2007 e constatou que seria necessário o plantio de 3.337 árvores.

Cada arvore plantada é uma esperança para uma vida melhor num futuro muito próximo. Todos nos estamos sentindo as mudanças climáticas por qual o planeta está passando e temos que agir rapidamente para conter a ação do efeito estufa.

Desde o início da civilização humana, por onde o homem passou, deixou um rastro de destruição, derrubando florestas, destruindo ecossistemas inteiros.

Primeiro para poder ter madeira para construir casas, usar a lenha para se aquecer no inverno e para poder preparar seus alimentos.

Hoje, depois de HUMANIZARMOS a paisagem de praticamente todo o planeta, estamos precisando mudar este nosso estilo de vida predatório e começarmos a plantar as árvores que já cortamos.

A neutralização de carbono vem em boa hora, pois estamos precisando plantar muitas árvores para reparar a destruição que causamos no passado.

No nosso projeto Mata Ciliar FUNVERDE, plantamos os fundos de vale – as matas ciliares – desde 2004, quando começamos plantando dez árvores por final de semana.

Hoje temos capacidade para plantar mais de 500 arvores a cada sábado, com a ajuda de nossos voluntários e estagiários nas 2 horas no qual o projeto é desenvolvido por semana.

O projeto mata ciliar FUNVERDE conta com a parceria, desde 2005, do Ministério Público, da Prefeitura de Maringá e da VIAPAR.

A FUNVERDE já realizou a revegetação da mata ciliar de 3 Córregos desde o início do projeto, Córrego Mandacaru, Córrego Diamante, Córrego Nazaré e atualmente estamos plantando as margens do Córrego Maringá na região do Bairro Laranjeiras, tendo plantado desde 2004 mais de 30 mil árvores nativas de grande porte, sempre em áreas públicas e de pessoas carentes.

A FUNVERDE planta árvores nativas com porte superior a 1,5 metro sempre incluindo 25% de árvores frutíferas nativas para atração da fauna.

Neste evento VIAPAR CARBONO ZERO, a VIAPAR fará a doação destas árvores para o projeto Mata Ciliar FUNVERDE.

Com isso, aumentamos nosso banco de árvores, o que nos possibilita cumprir nossas metas de plantio durante o ano de 2008.

Esperamos que outras empresas realizem o inventário de suas emissões de carbono, pois isto irá nos ajudar na recuperação da mata ciliar dos rios.

Convidamos todos a estarem presentes neste importante evento e novamente, agradecemos a diretoria da VIAPAR por nos escolher como a entidade que irá fazer o plantio destas mudas doadas.

kit com 5 sacolas retornáveis de pano FUNVERDE

Dia 08 de março – dia internacional da mulher, 15 de março – dia do consumidor, 22 de março – dia internacional da água doce, 23 de março – páscoa, em maio comemoramos o dia das mães, enfim, todas são datas comemorativas em que poderíamos relançar o kit de sacolas retornáveis de pano da FUNVERDE.

Mas como em todos os dias do ano fazemos compras, consumimos, todos os dias do ano plastificamos o planeta um pouco mais, estamos relançando hoje o kit de sacolas retornáveis de pano da FUNVERDE sem nenhuma data especial.

Ou pode ser chamado de kit de sacolas retornáveis FUNVERDE de páscoa.

Serão disponibilizados apenas 35 kits a R$ 60,00 cada kit mais o valor do envio.

O kit tem 5 sacolas retornáveis. Dessas, 4 são de lona 100% algodão e 1 é de lona de caminhão.

As estampas são variadas, algumas tem a logo da FUNVERDE bordada e outras tem a frase EU MUDO O MUNDO, USO SACOLA RETORNÁVEL.

Para adquirir a sua, envie uma mensagem para funverde@funverde.org.br com seus dados para enviarmos o boleto bancário pagável em qualquer banco.

DADOS NECESSÁRIOS PARA O BOLETO BANCÁRIO

CNPJ OU CPF, NOME, TELEFONE, ENDEREÇO, BAIRRO, CEP, CIDADE ESTADO, E-MAIL

Ao adquirir a sacola retornável FUNVERDE você está ajudando a neutralizar suas emissões de carbono. A produção de sacolas plásticas e a dos demais produtos que consumimos diariamente emitem carbono, que é um gás do efeito estufa, que está aumentando a temperatura da terra.

Ao comprar uma sacola retornável da FUNVERDE, você está contribuindo diretamente para a diminuição desse impacto, pois alem de você deixar de emitir carbono ao não utilizar mais sacolas plásticas convencionais, você está ajudando no plantio de árvores nativas da mata ciliar.

O dinheiro arrecadado com a venda da sacola retornável é utilizado na compra, plantio e manutenção de árvores que ajudam a diminuir a quantidade de carbono no planeta.

As árvores são utilizadas no projeto mata ciliar FUNVERDE, que desde 2004, replanta as margens dos rios, com árvores nativas de aproximadamente 1,5 metro de altura que, durante seu crescimento – no mínimo durante 20 anos – estará capturando carbono da atmosfera.

Faça sua parte, você também pode mudar o mundo, use sacola retornável.

Parabéns pelo aniversário de São Paulo

paulo.diniz

Em comemoração ao aniversário da cidade de São Paulo, faça como a Maria Fernanda Cândido, dê um presente à sua cidade, use sacola retornável.

Com mais de 10 milhões de pessoas habitando essa cidade, se cada um fizer sua parte, com certeza a cidade ficará muito mais bonita do que já é.

Começou com o prefeito Kassab limpando os outdoors, plantando árvores, isto é, o primeiro setor fazendo sua parte.

Faça a sua parte também, pratique gestão de resíduos residencial, isto é,

Separe seu lixo em 3 sacos – lixo reciclável, lixo compostável, e o que não pode ser reciclado ou compostado.

Vá às compras utilizando sua própria sacola retornável.

Evite comprar bebidas em embalagens de uso único – alumínio, pet, long neck -, além de economizar recursos naturais você estará economizando energia para fabricar estas embalagens, Além do que, o gosto é totalmente diferente e melhor de qualquer bebida em garrafa de vidro.

Compre sempre produtos com menos embalagem – já comeu o biscoito calipso da Nestlé? É o exemplo do que digo, 3 embalagens para um biscoito, um verdadeiro crime ambiental.

Troque suas lâmpadas incandescentes por fluorescentes, que duram 10 vezes mais e gastam 10 vezes menos energia.

Feche a torneira ao ensaboar a louça, ao se ensaboar, ao escovar os dentes e ao se barbear.

Só utilize a máquina de lavar roupa ou louca quando estiver cheia.

Vá caminhando quando o percurso for curto – na padaria da esquina, na videolocadora da quadra, na frutaria, açougue, farmácia, em qualquer lugar num raio de 4 quadras, você estará evitando jogar CO2 emitido pelo seu carro e melhorando sua qualidade de vida.

Pense sempre, o que posso fazer em um minuto e que pode melhorar o mundo? Todas as atitudes acima.

Você pode achar que sua mudança de comportamento não irá fazer diferença nenhuma, mas multiplique seus gestos por mais de 10 milhões de pessoas e veja que a mudança que começou com você, em você pode mudar o destino do planeta.

Clique aqui para assistir a matéria.

Para consumidores, adoção de sacola retornável não é tão simples

Folha de Londrina de 04 de dezembro de 2007

Eli Araujo

Boa parte da população está consciente de que as sacolas plásticas oferecidas pelos supermercados causam uma série de danos ao meio ambiente e sabe também que o uso das sacolas retornáveis poderia reduzir o problema de forma significativa. Mas a mudança de hábito não é algo tão simples quanto se pode imaginar em um primeiro momento. Os próprios consumidores colocam uma série de obstáculos. Na opinião de alguns deles, os supermercados deveriam oferecer as novas sacolas gratuitamente aos ‘‘clientes especiais’’ e outros alegam que precisariam sair do trabalho e passar em casa para pegar a sacola ou ainda citam que deixam a sacola em casa por ‘‘falta de tempo’’.

Me dá coceira quando leio bobagens, tenho que comentar as besteiras da matéria.

Eli, a matéria é ótima, obrigada por sempre estar interessado em matérias que fazem diferença para o planeta, mas, as pessoas entrevistadas é que são umas antas, umas imbecis.

Vamos por partes -tem que ler o por partes com sotaque caipira, senão não tem graça.

A bancária Maria Concília Caccavella concorda que as sacolas plásticas usadas nos supermercados são prejudiciais ao meio ambiente e que ‘‘deveria haver uma maior conscientização das pessoas em relação ao assunto’’. Ela disse que comprou uma sacola retornável há poucos dias em um supermercado, mas ainda não teve como usar a sacola. ‘‘Você chega em casa depois do trabalho, tem que ir ao mercado, e naquela correria não dá tempo de pegar a sacola’’. Maria diz que considera interessante que as sacolas retornáveis estejam disponíveis no comércio, mas não é só isso que vai resolver os problemas. ‘‘Acho que todo mundo tem que fazer a sua parte e contribuir para um mundo melhor’’.

Maria, sacanagem sua, comprou a sacola para que, para fazer bonito para as amigas, porque é moda? Compre e use Maria, senão está jogando fora seu dinheiro e nem louco queima dinheiro.

Pense Maria, pense, vou te ensinar a não esquecer a sacola em casa, mas aproveite que vou ensinar só uma vez e não vou repetir, tá?

Duvido que você vá ao mercado sem sua bolsa, toda mulher tem uma companheira inseparável, sua bolsa, então maria, a moda agora é big bag, aquela bolsona que de tão grande dá até para levar o cachorrinho dentro para passear.

Então Maria, deixe a sacola retornável dentro da sua bolsa, viu que simples? Que óbvio, não? Menos novela na cabeça Maria e mais preocupação com o planeta.

Maria, você diz que “considera interessante que as sacolas retornáveis estejam disponíveis no comércio, mas não é só isso que vai resolver os problemas”. Maria, Maria, acorde, por favor, em nome de seus descendentes, é claro que não é só isso que vai resolver os problemas, mas temos que atacar todos os problemas de uma vez só, não seja como uma vereadora de nossa cidade que quis ridicularizar nosso promotor de meio ambiente dizendo ”para que se preocupar com árvores quando tem tanto bandido solto nas ruas”, o que a vereadora não entendeu é que tem que prender bandido sim, mas também se preocupar com as árvores, sim – desculpe Edith, te adoro, mas não podia deixar passar - atacar os problemas em todas as frentes de batalha possíveis, então não venha dizer que uma atitude não vai resolver o problema total, isso é desculpa de pessoas preguiçosas que não querem fazer nada, só fingir que fazem e, no seu caso, nem isso.

Aí voce termina assim ‘‘Acho que todo mundo tem que fazer a sua parte e contribuir para um mundo melhor’’. Ô sua estúpida, besta quadrada, ignorante, que discurso vazio, do século passado, ô minha filha, tá louca, é? A sacola é o início de sua contribuição, veja bem, é só o ínício, porque do jeito que nós humanos massacramos este planeta temos que fazer muito mais do que só usar a sacola, mas o começo é a sacola, sacou, entendeu, capisci?

A secretária Elaine Giroti usa as sacolas dos supermercados para colocar lixo orgânico e as sacolas que sobram ela coloca no lixo reciclável. Ela mora em um edifício na região Sul da cidade e lamenta que nem todos moradores separem o lixo. ‘‘A gente vê muita coisa reciclável no lixo orgânico’’. Elaine acha louvável que o comércio ofereça as sacolas retornáveis a seus clientes, mas vê alguns obstáculos na adoção do novo hábito. ‘‘Os nossos avós usavam as sacolas retornáveis porque as mulheres ficavam em casa e iam direto para o mercado. Agora, você trabalhando fora, tem que sair e passar no mercado e não vai levar a sacola de casa para o trabalho’’. Independente do detalhe, ela acha que é interessante o comércio ter este tipo de sacola à disposição dos clientes.

Mais um exemplo de mulher estereotipada, que não pensa, só assiste novela e fofoca. ‘‘Os nossos avós usavam as sacolas retornáveis porque as mulheres ficavam em casa e iam direto para o mercado. Agora, você trabalhando fora, tem que sair e passar no mercado e não vai levar a sacola de casa para o trabalho’’. Para você a mesma resposta que dei para a Maria, leve a sacola no carro, deixe no porta malas. Ah, não vai de carro para o trabalho, melhor ainda, porque mostra que você está preocupada com o ambiente, então tá, vai de bicicleta, ônibus, diapé, whatver, leve as sacolas retornáveis na bolsa, deixe algumas na gaveta do serviço, isso não é desculpa, bem, na verdade é uma desculpa bem da esfarrapada.

E as mulheres e homens europeus que fizeram esta volta ao passado para preservarem o futuro?

Em países desenvolvidos europeus as pessoas levam sacolas novas, velhas, arrebentadas, lindas, horríveis, levam cestas em suas bicicletas, eles não estão preocupados com a moda, mas sabem que se não levarem suas sacolas terão que pagar até um euro por sacola do mercado ou levarem as compras nas mãos.

O vendedor Henor Mota se considera uma pessoa ‘‘ecologicamente correta’’ e concorda com a comercialização das sacolas retornáveis, mas faz uma ressalva. ‘‘Se o mercado vender duas ou três mil sacolas a R$ 10,00, cada uma, estará tirando cerca de R$ 20 mil a R$ 30 mil de circulação, e o dinheiro se concentra cada vez mais nas mãos de poucos’’. Por isso, ele acha que os supermercados deveriam ter alguma forma de compensação com os ‘‘clientes especiais’’, aqueles que vão ao mercado quase todos os dias. ‘‘Antes, a gente comprava outras coisas em outras lojas; e hoje, até os eletrodomésticos a gente compra no supermercado. O nosso dinheiro fica todo aqui. Então, é preciso haver uma forma de conciliar os interesses. Acho que para estes clientes especiais, o supermercado deveria oferecer a sacola gratuitamente’’.

Henor, parabéns, é isso mesmo – não vou dizer É ISSO AÍ em protesto contra a coca cola que usa embalagens descartáveis, PET, alumínio, long neck one way ao invés de voltar a usar o bom e velho casco de vidro – você pode até comprar a sacola mas tem que pedir desconto ao supermercadista, porque ele vai estar economizando com sua atitude.

Ou eles dão as sacolas retornáveis ou tem que dar desconto para quem levar sua sacola, apoiado Henor.

Resistência é natural, diz ambientalista

O presidente da Fundação Verde, Cláudio José Jorge, considera ‘‘natural’’ que haja uma certa resistência na substituição das sacolas plásticas pelas sacolas retornáveis. ‘‘Há uma dificuldade de aceitação de qualquer coisa que seja diferente e, neste caso, a mudança implica em ir ao supermercado levando a própria sacola’’. Jorge lembra que alguns supermercados aboliram as sacolas plásticas pura e simplesmente e os clientes foram, de certa forma, obrigados a aceitar o novo sistema.

O presidente está se referindo às duas redes atacadistas, Makro e Atacadão, vai dizer que deixou de ir lá só porque eles não dão mais a famigerada sacolinha?

A Funverde é uma ONG ambientalista com sede em Maringá, que atua em âmbito nacional. Um de seus primeiros projetos foi sugerir a implantação das sacolas oxibiodegradáveis nos supermercados. Estas sacolas demoram apenas um ano e meio para se decompor no meio ambiente, enquanto as sacolas plásticas tradicionais demoram cerca de 100 anos. A Funverde considera que a adoção das sacolas retornáveis é uma etapa ‘‘mais avançada’’ no processo de conscientização.

Sinto dizer que não foi um de nossos primeiros projetos, temos projetos desde 1999, temos mais de 10 projetos em andamento e o projeto sacolas ecológicas – oxi-biodegradáveis – e sacolas retornáveis sairam do projeto mata ciliar funverde, que desde 2004 planta árvores de no mínimo 1,5 metro em mata ciliar, com o objetivo – que temos cumprido à risca – de reflorestar um rio por ano.

Jorge sugere que os supermercados ofereçam algum desconto, como forma de estímulo, para os consumidores que utilizam a sacola retornável com maior freqüência, uma vez que as empresas estarão economizando na compra de sacolas plásticas.

Bem-me-quer discute campanha pelo não-uso de sacolas plásticas

Rose Rocha

O apelo para abolir as sacolas plásticas do nosso dia-a-dia não é novo. Se você jogar uma delas fora hoje vai poluir a cidade por pelo menos mais cem anos. O provável é que apenas seu tataraneto se livre dos seus efeitos nocivos. Com essa preocupação, a organização não-governamental Instituto Bem-me-quer estabelece em seu calendário de atividades uma campanha de conscientização ao não-uso de tais sacolas junto ao comércio e à comunidade de Atalaia, que deverá ser lançada no início de 2008.

Feitos de derivados de petróleo, os sacos plásticos têm vida útil longa no ambiente, mas não são muito resistentes. No final de junho, um teste do Inmetro divulgado pelo Fantástico reprovou as sacolas de 12 dos 18 maiores supermercados do país. Mesmo assim, elas se multiplicam em grande velocidade; estão no lixo doméstico, nas ruas e nos lixões, provenientes de milhares de fontes distribuidoras.

Para Olívia Morais, diretora de Projetos Especiais da ONG, um dos maiores entraves para esta compreensão é de ordem cultural, pois grande parte do povo brasileiro ainda vê a questão ambiental como tema secundário. Por isso, ações de conscientização exigem um tempo maior para alcançar resultados positivos.

A primeira etapa da campanha planejada pelo Instituto acontecerá junto à rede pública de ensino, envolvendo alunos, professores e a comunidade atalaiense. A concepção do projeto estabelece a socialização da informação do problema representado por uma “inocente” sacola plástica jogada no meio ambiente. Através de imagens de áreas do município de Atalaia com maior concentração de lixo, os facilitadores enfatizarão o problema com base na pergunta: o que acontece quando mais de 500 bilhões de sacolas plásticas distribuídas no mundo acabam no ambiente?

Segundo Olívia, só nas unidades de triagem de lixo das grandes cidades as sacolas representam cerca de 15% do plástico comercializado. ”Como nem sempre esse material é reaproveitado, o resultado são bueiros obstruídos e canos entupidos. Algumas sacolas podem liberar toxinas perigosas se queimadas e, quando param no mar, matam tartarugas e animais que as confundem com comida”, afirma.

Sacolas ecológicas – No Brasil, as cidades paranaenses de Curitiba e Maringá já têm leis que exigem o uso de sacolas ecológicas pelos estabelecimentos comerciais. A idéia no Sul é utilizar uma sacola com maior resistência, de modo que as pessoas possam usar direto. Os estabelecimentos comerciais podem optar por sacolas ecológicas, de plástico oxi-biodegradável.

Segundo a Funverde (funverde.wordpress.com), fundação que divulga o produto, essas sacolas são feitas de plástico convencional, mais 1% de um aditivo que as faz se degradarem em, aproximadamente, 18 meses. O custo é, no máximo, 10% maior do que o das convencionais. Aqui, enquanto não alcançamos essa sensibilização, propagaremos a ida ao supermercado com sua própria sacola, que pode ser de plástico mais resistente, pano, algodão, como nos tempos da vovó.

A idéia é que a campanha tenha duração de nove meses e dividida em três etapas: na primeira, será feita a apresentação do problema à comunidade, ação desenvolvida com palestras e exibição de filmes, de modo a chamar atenção para o problema. A segunda parte será composta de oficinas para confecção de sacolas de tecido e outros materiais, que servirão de símbolo da atividade, e, por fim, a apresentação dos resultados conquistados.

Londres e as sacolas plásticas

 

O eco de 14 de novembro de 2007

As famosas sacolas plásticas, alvo de muitas polêmicas ao redor do planeta, estão perto de virar apenas história. Pelo menos em Londres. É que nesta terça-feira, 33 conselhos da capital britânica decidiram se unir ao esforço nacional contra o uso gratuito do produto. A intenção é criar uma legislação para taxar um preço em cima de cada unidade fornecida pelas lojas da metrópole, além de incentivar a aquisição de bolsas de pano para carregar as mercadorias dos mercados até as residências.

A medida mereceu a reportagem de capa no jornal The Independent desta quarta-feira.

De acordo com o diário, é possível que as sacolas plásticas sejam banidas de uma vez por todas dentro de alguns anos.

The independent de 14 de novembro de 2007

London joins national campaign to banish the curse of the plastic bag

By Martin Hickman, Consumer Affairs Correspondent

British shops hand out a staggering 13 billion every year. But after a decision by 33 London councils yesterday, plastic bags could be soon be consigned to history, unmourned by anyone who cares about cleaning up the environment.

Eighty villages, towns and cities, including Brighton and Bath, have introduced or are considering a ban on them since shops in the Devon market town of Modbury went “plastic bag- free”. But yesterday represented the most significant move yet. The capital is now on board.

All 33 authorities in the London Councils group voted for legislation to prevent shops in the capital handing out free plastic bags. In the next fortnight Westminster Council will present a private Bill to the House of Commons which would apply to every London shop from the humblest newsagent to Harrods.

Shoppers clutching large numbers of bags in London’s West End could become a thing of the past; instead they will be asked to use sturdy reusable plastic “bags for life” or cotton or string hold-alls. London’s authorities said they needed to halt the environmental damage done by plastic bags, which use oil and landfill space and kill marine wildlife.

The ban is likely to be opposed by big retailers such as Tesco which prefer encouragement rather than coercion to change behaviour. But campaigners point to international trailblazers that have already banned the bags, places as diverse as Tasmania and Tanzania, which this year were joined by Paris and San Francisco. London would be the biggest urban centre yet to take the plunge.

Peter Robinson, director of Waste Watch, said: “We’ve seen successful action taken on carrier bags all across the world from Australia to Zanzibar, and now it’s time for London to take a lead on this issue in the UK.”

Although the London ban could take years to come into force, the groundswell of opposition to free disposable bags is unmistakable – and perhaps unstoppable. Major retailers have signed an agreement with the Government’s waste body, Wrap, to reduce the environmental impact of plastic bag use by 25 per cent by the end of next year. They are making the bags more lightweight, exploring biodegradable options, and discouraging their routine distribution.

Tesco says it has cut its use of carrier bags by 1 billion to 3 billion after a high-profile campaign to give loyalty points to shoppers reusing them. Today Sainsbury’s will announce in its financial results that it has cut plastic bag use by 10 per cent as a result of having signs at the checkouts asking shoppers to consider the environment and promoting jute and cotton bags. Marks & Spencer is to chargeshoppers 5p a plastic bag after a trial in Northern Ireland that cut the number handed out by 66 per cent.

The Government says it is monitoring the efforts in commerce, but is set against a plastic bag tax of the kind introduced five years ago in Ireland, where the number of carrier bags has fallen by 90 per cent. Officials claim there is evidence that Irish shoppers are using other types of plastic instead. The plastic revolution was started by a BBC camerawoman, Rebecca Hosking, from Modbury, after she had seen the deaths of albatross chicks that had eaten plastic. In the absence of government action, 43 traders in the town decided to start their own “plastic bag-free town” in May. The shops refused to give out free plastic bags, charging 5p for a cornstarch bag, 10p for a paper one or £1.50 for a cotton carrier.

Trade did not fall off, and the six-month experiment proved so successful that Modbury has made the change permanentand made the carrying of a plastic bag an antisocial activity.

Other towns such as Hebden Bridge in West Yorkshire and Overton in Hampshire have followed suit, and the idea of going “plastic bag-free” is taking hold elsewhere, such as in Brighton, where councillors last month called on the city’s retailers to stop giving out bags.

The plastics industry insisted that such bans were environmentally harmful, arguing that re-use of plastic bags – to line bins, wrap packed lunches and scoop up dogs’ mess – made them more environmentally friendly than cotton alternatives, and that the oil used to make the HDPE (high density polyethylene) bags came from a by-product of oil.

Nonetheless, the industry says that unnecessary use of bags is a problem, and is calling on shoppers to consider whether they really need them. Peter Woodall, of the Packaging and Industrial Films Association, said: “We are losing the battle in terms of hearts and minds of the public, who now certainly believe that the plastic bag is a hazard to health and the environment and something we need to eradicate from society.”

Ms Hosking, who started the Modbury experiment, said that plastic bags were the start of a campaign against disposable consumer culture. “It’s our consumption of everything – whether it’s petrol, water or consumer goods – that is driving virtually every environmental problem on the planet and it needs to stop. We have shown that individual people can make a difference,” she said.

A local convenience, a global problem

Anyone who has seen The Graduate, one of the great movie classics, will remember vividly the single-word piece of advice that Dustin Hoffman’s confused young career-hopeful, Benjamin Braddock, receives from a well-meaning family friend: Plastics.

Asked to clarify what exactly he means, the family friend, Mr McGuire, explains: “There’s a great future in plastics.” And in 1967, when the film was made, no doubt there was.

Unfortunately, in the succeeding years, many aspects of what then seemed to be those oh-so-convenient, revolutionary, synthetic materials have come to appear not a blessing but a curse – and plastic bags are high on the list.

The trouble with them is that they have the vices of their virtues. They are incredibly cheap and light, and so are produced in astronomical, scarcely credible, numbers; and remarkably tough for their lightness, they are incredibly persistent in the environment once we have finished with them.

Nobody knows exactly how many plastic bags are consumed annually worldwide, but a good estimate is between 500 billion and 1,000 billion, which comes out at more than a million a minute – and then they’re all thrown away. But as they do not biodegrade, huge numbers don’t disappear. They have become the most ubiquitous item of litter. They are the icons of the throwaway society.

In parts of Africa, there are so many blowing through the bush that a cottage industry has sprung up in harvesting windblown bags and using them to weave hats, or even more bags.

But in some parts of the environment, they represent a lethal threat to wildlife, in particular in the oceans. According to the British Antarctic Survey, they have spread from Spitzbergen north of the Arctic Circle to the Falkland Islands at the other end of the globe.

When floating they can resemble jellyfish, and so are often mistakenly eaten by sea turtles and other marine mammals and birds, with fatal results.

No one denies plastic bags are satisfyingly convenient. But as Billy Joel sang, you pay for your satisfaction somewhere along the line.

Michael McCarthy

Programa mais você ambiental

Assistam aos dois vídeos, o primeiro, sobre como o ser humano é porco, cospe no prato que come, o único planeta que temos para morar.

Quando terminarem de destruir este planeta com sua imundície, onde estes porcos pensam que irão morar?

Acordem seus animais, estamos presos aqui, nessa minúscula bolinha azul – nem tão mais azul com todo o CO2 que jogamos na atmosfera – na imensidão do espaço.

Nenhum ser iluminado, nenhum extraterrestre virá nos socorrer, nos arrebatar para outro planeta despoluído, nós mesmos temos que limpar nossa sujeira, arrumar o que arruinamos, o paraíso que era este planeta antes da era industrial.

Porque jogar sofá, fogão, vaso sanitário, cama, colchão o diabo a quatro nos rios é suicídio e olhe que nós nestes anos todos de limpeza de rios estamos acostumados com a sujeira da população, acostumados mas revoltados.

Já tiramos de rios, pneus de carro, de caminhão de bicicleta, fogão, sofá, pia, vaso sanitário, sapato, roupa, enfim, tudo o que possa imaginar, sem contar as malditas sacolinhas de mercado – motivo pelo qual criamos os dois projetos, sacolas ecológicas oxi-biodegradáveis e sacolas retornáveis, para melhorar a gestão de resíduos no país.

Nestes dois projetos estão contidos vários outros subprojetos, como ecocaixa, ecoponto, volta das embalagens retornáveis, calçada limpa … é só ver na página da FUNVERDE os vários projetos para reverter essa lambança que a humanidade fez.

O que gostamos foi que a Ana Maria Braga tem um público extremamente poluidor, que é a dona de casa, seja da classe A, dos condomínios, até a classe D e E, das favelas e dos morros e o que ela fala a dona de casa assimila.

Se bem que quem nos falou sobre a matéria foi um amigo nosso, do sexo masculino, que assistiu o programa, então não é só a dona de casa que é influenciada pelo programa, mas também os machos de plantão, aqueles que tomam cerveja em long neck e alumínio, descartáveis e que deveriam voltar à cerveja de vidro retornável.

Quando criamos o projeto ecocaixa – multiplicadores de boas práticas ambientais, foi porque percebemos que as crianças estão recebendo educação ambiental nas escolas, mas os adultos nunca receberem educação ambiental e como o planeta não tem tempo de deixar essas gerações de poluidores sumirem da face da terra, transformamos os caixas e empacotadores da nossa cidade em multiplicadores ambientais em que esses profissionais durante a passagem das compras pelo caixa ensinam a dona e o dono de casa noções de como gerir os resíduos de suas residências.

No próximo ano expandiremos os projetos de gestão ambiental para todo o país, a exemplo do que estamos fazendo com os projetos de sacolas ecológicas e retornáveis, em que estamos conseguindo que a legislação seja mudada em cidades e estados para acabar com a praga das sacolas de compra de plástico convencional.

Chega de falar e vamos assistir as matérias.

Caçador de lixo no Recife

Ouça a Ana Maria Braga utilizando dados da FUNVERDE sobre o consumo de sacolas plásticas no país.

Sacola mais você

Cheida questiona interesses contra as sacolas oxi-biodegradáveis

Portal do deputado estadual Cheida

Leiam o texto abaixo, entendam como funciona o lobbie das petroquímicas e porque no Paraná, onde nasceu o projeto sacolas ecológicas em 2005, mais precisamente aqui em Maringá, na FUNVERDE, ainda não saiu uma lei de obrigatoriedade de uso delas.

Mas não faz mal não, a apras – associação de supermercadistas do estado do Paraná já disse que 100% dos supermercados estão usando, e quando iniciamos o projeto paralelamente iniciamos o projeto sacolas retornáveis que já está pegando, então, não vai ser um deputado babaca, sem vergonha, vendido, que irá parar o processo, só está ficando mais rico com o dinheiro de propina das petroquímicas.

Então né, fiquei sem palavras, não tinha mais nada a dizer depois que o Cheida matou a pau as petroquímicas e a plastimorte, e olhe que eu ficar sem palavras é quase um milagre.

Esse cheida é maravilhoso, não tem trava na língua.

Tem um deputado estadual pago pelas petroquímicas que já está desde maio deste ano emperrando a discussão das sacolas oxi-biodegradáveis, ele representa as indústrias, fez até uma audiência pública contra as sacolas oxi-biodegradáveis, um safado, sem vergonha e sem compromisso com seus eleitores e com seus próprios filhos e netos, visto que está destruindo o futuro deles por causa de algumas moedas – tá bom vai, um montão de moedas.

O SR. LUIZ EDUARDO CHEIDA – Senhor Presidente, Senhoras Deputadas, Senhores Deputados, quero, a pretexto do que ontem discutimos aqui em relação às sacolas oxi-biodegradáveis – e a Deputada Rosane retirou o seu projeto, infelizmente, mas sem dúvida nenhuma não se retirou da discussão – quero lançar uma pergunta que não quer calar: a quem interessa de fato não ter no Paraná as sacolas oxi-biodegradáveis?

O plástico, como nós sabemos, está sendo produzido desde a década de 30 no mundo. Menos de 5% desse plástico até hoje foi incinerado, o que significa que mais de 95% do que foi produzido no Planeta ainda está aí, porque o plástico demora mais de 600 anos para se decompor.

Mas, curiosamente, a Assembléia Legislativa do Paraná, corre o risco hoje de ter que sair correndo atrás dos costumes para só então fazer uma lei sobre as sacolas oxi-biodegradáveis.

Eu digo isso porque há empresas no Paraná que já vendem, comercializam e aplicam essas sacolas. Vejam os senhores deputados: Curitiba, através da Arauplast, das Embalagens Viva; Cascavel, através da Polibeg, do Grupo Nova; Colombo, através da Luxplast; Maringá, através da Yop; Foz do Iguaçu, através da Polibeg Plásticos; Quatro Barras, através da Zivalplast; São José dos Pinhais, através da Dinaplast; Pinhais, através da Nekplast; Londrina, com a J.P. Embalagens, Royal Pack, Yop Tekpak e outras mais… o que significa que o Paraná já está comercializando a despeito de qualquer lei na Assembléia.

Muitas vezes as leis precedem os costumes, mas agora me parece que nós na Assembléia Legislativa ou tomamos essa questão nas mãos e a discutimos profundamente, ou vamos ter que sair correndo atrás dos costumes para só então fazer as leis.

Quero dizer aqui que não existe nenhum laudo científico no mundo produzido nem pela indústria petroquímica e nem por ninguém, dizendo que as sacolas oxi-biodegradáveis são danosas ao ambiente ou que não funcionem. Não existe em lugar nenhum, cientificamente dito. Fiz um rastreamento e uma procura, coloquei todos aqueles que poderiam me ajudar nesta tarefa há dois meses, não existe no mundo nenhum laudo científico que comprove um dano ao meio ambiente pelas sacolas oxibiodegradáveis.

Entretando, a indústria do plástico e a indústria petroquímica não querem a sacola. E eu arrisco aqui: não quer porque quando o povo disser ‘queremos a destruição de uma sacola plástica’, ele está admitindo que o plástico é danoso ao meio ambiente, e isto a indústria petroquímica não aceita.

Tanto que tenho nas mãos um documento que depois quero passar aos senhores e senhoras deputadas, e à imprensa também, da chamada Plastivida do Brasil, comunicando a indústria petroquímica de algumas vitórias, e dentre essas vitórias, apontando que a hoje sacolinha plástica é quase uma unanimidade, por sua praticidade. E que neste campo obtiveram vitórias expressivas em várias partes do país contra a chamada disseminação e obrigatoriedade do seu uso.

Mas o que me chama mais a atenção é esta Plastivida, que representa o setor petroquímico, estar comemorando o fato de estarem triturando sacolas de pano no Estado de São Paulo. Parece brincadeira. Mas dizem aqui, depois deixo às mãos dos senhores Deputados: ‘no sentido de neutralizar os impactos negativos das sacolas de pano, informamos que já tomamos as medidas necessárias para reverter esse quadro’.

Impactos  negativos de uma sacola de pano? É a Plastividade quem diz, que representa o setor petroquímico.

Pergunto novamente: a quem interessa, no Brasil, então, que não progrida esta discussão das sacolas oxi-biodegradáveis? Eu acredito que interessa ao setor de plástico, e não há dúvida nenhuma que a Assembléia Legislativa do Paraná deve discutir este assunto com maior profundidade.

Por isso vou propor, através da Comissão de Ecologia e Meio Ambiente, o chamamento de um seminário com autoridades, se possível inclusive autoridades internacionais, se a Assembléia assim o entender, para que nós não sejamos aqui nenhuma instituição taxada depois como ‘Maria vai com as outras’, mas que também não sejamos os bois de piranha que, me parece, a indústria quer que sejamos.

É preciso meter a colher nessa conversa, por isso acho nefasto qualquer tipo de ‘deixa pra lá’ nesta discussão. Ela é importante, há setores de peso envolvidos nisso. Não quero ser manipulado, nem usado e nem tampouco os Deputados que apresentaram os seus projetos de lei – o Deputado Caíto, Deputado Reinold Stephanes Jr., Deputada Rosane Ferreira. Mas precisamos retomar essa discussão. A Plastivida, que representa o setor petroquímico, está delirantemente comemorando a destruição das sacolas de pano no Brasil. Alguma coisa deve estar errada.

Nestes segundos finais, concedo aparte à Deputada Rosane Ferreira.

A SENHORA ROSANE FERREIRA – Quero parabenizá-lo por sua colocação e quero realmente ratificar as suas palavras. Retirei o meu projeto, mas não saio da luta contra o dano que as sacolas plásticas estão causando ao meio ambiente.

O que senti é que o meu projeto de lei estava contemplado nos outros dois projetos e eu os sentia mais eficazes do que meu projeto, que visava apenas criar um programa.

Como falei, conte comigo. Estarei presente, enquanto vice-presidente da Comissão de Ecologia e Meio Ambiente. Tenha em mim uma auxiliar nessa sua proposta.

Muito obrigada.

O SR. LUIZ EDUARDO CHEIDA – Muito obrigado.

Custo do fim das sacolas plásticas pode sobrar para consumidor

Portal bem Paraná de 19 de novembro de 2007

Prazo para supermercados apresentarem alternativa acabou, mas elas ainda existem

Grupo Pão de Açúcar colocou à venda sacolas retornáveis e iniciou campanha para consumidor

A solução para as sacolas plásticas ainda não foi dada, apesar de ontem ter acabado o prazo estabelecido pelo procurador de Justiça Saint-Clair Honorato Santos aos supermercados. Em alguns casos, o custo será repassado ao consumidor que deverá pagar para ter as chamadas sacolas retornáveis já disponibilizadas à venda, por R$ 3,99, caso das lojas da rede Pão de Açúcar (Pão de Açúcar e Extra). De acordo com o ultimato de Santos, quem não cumprisse a lei poderia ser multado em até R$ 50 milhões. Mas como o promotor está em viagem ao exterior, a promotoria não quis se pronunciar ontem sobre o caso.

Vamos aos comentários em vermelho. Como assim o consumidor vai pagar o pato? É só o consumidor exigir desconto quando levar sua sacola retornável de casa. O consumidor já paga por estas sacolas de plástico convencional, que custam de 3 a 8 centavos cada uma. E o que impede da dona de casa fazer sua sacola, embornal, picuá com um jeans velho, um pedaço de chita? Nossas avós faziam.

Vamos parar de reclamar e fazer nossa parte pela sobrevivência do planeta. E viva as sacolas retornáveis.|

Segundo a Associação Paranaense de Supermercado (Apras), todas da rede do Estado já aderiram as sacolas oxi-biodegradáveis — que se deterioram em 18 meses. “O problema será maior com os pequenos, aqueles supermercados com duas, três portas”, afirmou Walmor Rovaris, presidente da Apras. Ele também defende que, parte da solução para o problema, parta de uma maior consciência da população sobre o meio ambiente.

Parabéns à apras, depois de enchermos tanto o saco deles desde 2005, mostraram que sabem agir quando precisam. Gente, isso não é uma derrota para a apras, mas eles mostraram que atravessaram a fronteira para o Século XXI. Tudo bem que o Dr Saint Clair Honorato teve que ameaçar com uma pequena multa de R$ 50 Reais a 50 milhões de reais por dia que não tomassem uma atitude quanto às sacolas de plástico convencionais, mas eles fizeram, então parabéns apras, o Paraná está caminhando para um futuro sustentável.

As grandes redes argumentam que as chamadas sacolas oxi-biodegradáveis demais, além de não haver comprovação de que elas realmente não fazem mal ao meio ambiente.

Peça a algum supermercadista algum laudo contrário à tecnologia de oxi-biodegradabilidade, eles não tem, mas nós temos laudos internacionais e nacionais atestando a segurança e a eficácia desta tecnologia. Eles apenas dizem que não presta para não ter que comprar, hahaha.

O grupo Pão de Açúcar informou que a partir de janeiro deverá implementar um usina de reciclagem das sacolas plásticas. Mas até lá não deverá retirá-las do mercado, apenas incentivar os consumidores a se utilizarem de outros meios de transporte. Segundo a assessoria, os funcionários estão sendo treinados a oferecer outras alternativas até mesmo com o uso de caixas para acomodar as compras nos carros e já houve o comunicado à Promotoria da decisão.

Está equivocadíssimo o Pão de Açúcar ao inventar esse nhenhenhem de reciclagem de sacolas plásticas. Você se imagina retornando todas as suas sacolas de plastico ao mercado? Nem eu. Isso de novo é só enrolação, para não ter que agir.

Na mesma linha está a rede Wal-Mart. O grupo, pela assessoria de imprensa, informou que implantou dois projetos pilotos: um com sacola oxi-biodegradável e outro com sacolas retornáveis e caixas. Como ainda não tenha um estudo conclusivo, o grupo tem adotado nas lojas da rede (Mercadorama, Wal-Mart, Wal-Mart Supercenter e Sam’s Club), sacolas reprocessadas feitas com aparas de plástico.

Sacola reprocessada feitas com aparas de plástico continuam no ambiente por 500 anos. Uma vaia para vocês.

Depois, quando começarmos uma campanha para boicote a empresas sem consciencia ambiental, ou melhor, responsabilidade ambiental, não me venham reclamar, vamos pedir o boicote a empresário safado que só quer o lucro e destruir o planeta.

E você, vai continuar a comprar em empresa que está destruindo o futuro dos seus filhos e netos? Que está emporcalhando o planeta em que eles viverão?

Segundo dados da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), mensalmente, são distribuídas em média cerca de 80 milhões de sacolas de plástico no Estado,   que correspondem a 20 toneladas de plástico lançados no meio ambiente. Como o plástico pode demorar até 500 anos para se decompor, essas sacolas causam graves problemas ambientais.

Números errados o da SEMA, pois no primeiro semestre de 2007 os supermercados estavam vomitando 1 bilhão e 200 milhões de sacolas por mês no nosso planeta azul, só contando os supermercados e não contando as LFV – plástico para legumes, frutas e verduras. E sem contar também videolocadoras, farmácias, feiras, açougues …

Em maio deste ano, a Promotoria solicitou às redes Pão de Açúcar e Carrefour que apresentassem a relação mensal de sacolas que entregam aos clientes no Paraná — 1,5 milhão e 2,1 milhões, respectivamente. A rede Wal-Mart não apresentou esse balanço. Em maio, o MP-PR reuniu os 14 maiores supermercadistas da capital e região e pediu propostas de solução para o problema das Sacolas plásticas.

As sacolas oxi-biodegradáveis, segundo Rovaris já foram adotadas pelas redes Condor, Muffato e Cidade Canção.