Óleo de cozinha usado, guarde e aguarde

Você tem óleo de culinária usado em casa ou em seu comércio?

Não jogue fora, não dê para ninguém, não troque a troco de banana ou de produtos de limpeza, o que dá na mesma.

Seu óleo usado não é lixo, ele vale dinheiro.

Aguarde uma maravilhosa novidade em breve.

Paraná: jogo duro com grandes geradores de resíduos

 

Revista Reciclagem Moderna nº 15 de março/abril de 2009

Entrevista com Laerty Dudas – Coordenador de Resíduos Sólidos da Secretaria do Meio Ambiente do Paraná

Já há algum tempo, a Europa decidiu arregaçar as mangas para implantar ações em prol do meio ambiente. Entre essas ações está a introdução da Diretriz ROHS – Restriction of Hazardous Substances – que limita ou impede o uso de metais pesados como chumbo, cádmio e mercúrio em equipamentos eletroeletrônicos. Em outra linha de ação, os países-membro da Comunidade Européia conseguiram elevar os níveis de reciclagem em materiais como plástico e papel.

No Brasil, entretanto, ainda faltam leis para fiscalizar ou regulamentar o uso e descarte de uma série de produtos. Interesses empresariais e a falta de conhecimentos técnicos por parte de alguns agentes dificultam ou atrasam leis e decretos que poderiam dar melhor destino a algumas substâncias perigosas, ou, em outros casos, elevar os níveis de reciclagem no país. Basta ver o que está acontecendo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que se encontra emperrada no Congresso devido à uma série de discussões entre o poder público e empresas geradoras de resíduos.

No estado do Paraná, porém, a responsabilidade do fabricante de produtos começa a ser discutida e cobrada pelas autoridades. A emissão das ações pró ambiente do estado estão sendo coordenadas pela Secretaria do Meio Ambiente e, muitas vezes, com o apoio do Ministério Público do Estado.

Em 2003, o governo paranaense lançou o Programa de Desperdício Zero, projeto que deu origem à Política Estadual de Resíduos Sólidos. Passados seis anos de implantação dessa política, o Paraná tornou-se o principal Estado do País a endurecer o jogo com as empresas geradoras de resíduos sólidos. O resultado dessa atuação do Estado foi uma avalanche de reuniões, dezenas de multas e até mandatos de segurança solicitados pela Reciclanip – a entidade criada pelas empresas fabricantes de pneus Bridgestone Firestone, Goodyear, Michelin e Pirelli.

Nesta interessante entrevista com o coordenador de Resíduos Sólidos da Secretaria do Meio Ambiente do Paraná (SEMA), Laerty Dudas, você poderá acompanhar vários detalhes de alguns fatos que estão se desenrolando no Estado. As informações reveladas aqui servem de alerta para os demais Estados e para o governo federal, já que temos uma Política Nacional de Resíduos Sólidos prestes a completar 18 anos no papel.

RECICLAGEM MODERNA: quais são os objetivos do Programa Desperdício Zero do Paraná?

DUDAS: quando se fala em papel, aparista ou carrinheiro, o grande objetivo é gerar emprego e renda. A indústria vai necessitar de papel reciclado para colocar na composição daquilo que está fabricando. Estamos dando uma valorização ao produto a partir de uma necessidade. Esse material terá uma rotatividade maior.

RM: além de papel, quais são os outros materiais foco do programa?

DUDAS: Pneu, por exemplo. A política é de que o fabricante assuma a responsabilidade legal, já estamos conversando há dois anos com todos os fabricantes para que implantem uma logística reversa. Eles se reuniram em uma associação para blindar os fabricantes de pneus. Esse é um problema sério porque eles desenvolvem tecnologias para fabricação de pneus, mas não desenvolvem tecnológicas para reaproveitar o pneu inservível, eles dependem de um terceiro desenvolvedor de tecnologia que é a indústria cimenteira, que usa o pneu como fonte energética. Todo mundo se esquece da Lei nº 6.938/1981 (Lei federal), que é de responsabilidade solidária. A partir do momento em que você coloca a sua logomarca num produto, tem responsabilidade social por aquele produto até o seu destino final, então, já existe algo nesse sentido. Agora, não existem leis específicas para lâmpadas, por exemplo. Porque as sacolas oxi-biodegradáveis apareceram, por exemplo? Para convivermos melhor com o plástico.

RM: na revista Reciclagem Moderna nº 14 foi publicada uma reportagem bem apurada sobre sacolas plásticas. Estas sacolas que se decompõem são apenas agradáveis aos olhos, pois fragmentam o material em pequenos pedaços, correto?

DUDAS: temos no Paraná 14 laudos técnicos (sendo oito do Brasil e seis internacionais) e convocamos para o Estado o presidente da Sociedade Mundial de Cientistas em Polímeros Plásticos (Polymer Society – uma divisão do Instituto Internacional de Materiais, Minerais e Mineração) desmentido muita coisa do que as indústrias falam. Fizemos algumas blitze em redes do varejo, mas a sociedade mudou a sacola.

Aqui cabe uma pequena correção, foram feitos 25 os laudos nacionais em diversas instituições conceituadas, e no Paraná, quem não optar por plástico oxi-biodegradavel, retornável ou qualquer outra sacola que seja ambientalmente menos prejudicial do que o plástico convencional e eterno, pode levar uma multa de até R$ 70.000,00 por dia.

RM: e o que ocorre no mercado de pneus?

DUDAS: no caso do pneu, estão tentando mudar a resolução de forma que seja favorável a eles (fabricantes). Eles falam que o município tem que dar barracão e custear funcionários. Onde você vai colocar dinheiro público para acondicionar resíduo de indústria? Isso é improbidade administrativa. Esse convênio (acordo firmado entre fabricantes de pneus e algumas prefeituras do Paraná) é ilegal. Ele favorece a indústria pneumática.

E como sempre diz o Dudas, daqui a pouco aparece um fabricante qualquer coisa exigindo do município que também armazene seu resíduo, afinal, se abriram exceção para um, todos poderão exigir o mesmo tratamento dierenciado, a lei vale para todos.

RM: que acordo é esse?

DUDAS: no Paraná temos uma unidade da Votorantim que aproveita e precisa de 3 mil toneladas/mês de pneus. O Paraná gera 2 mil toneladas/mês. Matematicamente, o problema no Estado está resolvido. Só que percebemos que a conta não estava fechando. Começamos a perguntar: por que o pneu paranaense não interessava para a Votorantim? Porque a Reciclanip fez um acordo comercial com a Votorantim e estão trazendo pneu de Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul. Ou seja, eles estão limpando os outros Estados, enquanto o pneu do Paraná está sobrando.

RM: o que foi feito sobre isso?

DUDAS: tivemos uma reunião com o pessoal do Ministério da Saúde que defendia a proposta da Reciclanip. O município não pode gastar dinheiro público para acondicionar material de resíduo da indústria. Podemos até assinar convênio com a Reciclanip, desde que eles assumam toda a responsabilidade.

RM: isso ainda está em discussão?

DUDAS: emitimos R$ 20 milhões em multas para esse pessoal (fabricantes de pneus). Para cada pneu da marca Firestone, por exemplo, achado na rua, emitimos multa de R$ 10 mil. O município não fabricou pneu, isso não é dele. Outra idéia nossa foi amontoar os pneus e colocar um cartaz com os dizeres: “Esses pneus são de propriedade da empresa Goodyear, Firestone, Pirelli …” Emitimos multa também de R$ 2 milhões para a Reciclanip porque ela mandou ofício para as prefeituras solicitando que as mesmas desconsiderassem o que o governo do Estado falava. Também acionamos o Ministério Público, que avisou para os 52 prefeitos que assinaram o acordo: “Vocês podem responder por improbidade administrativa”. Na prefeitura de Foz do Iguaçu, por exemplo, pagam-se R$ 2.700,00 pelo aluguel de um barracão para estocar pneu. Esse pneu nunca sai de lá, porque estão trazendo pneu de fora do Estado. Devido à nossa pressão, em janeiro de 2009 a Reciclanip tirou os pneus de um barracão da cidade de Almirante Tamandaré (região metropolitana de Curitiba).

RM: o que mais foi feito?

DUDAS: nós nos reunimos com uma associação local que prometeu limpar os pneus do Paraná se fosse proibida a entrada de pneu de fora. Então foi feita uma resolução proibindo a entrada de pneu de fora. No início de fevereiro deste ano, a Reciclanip entrou com um mandato de segurança para cassar a resolução do Governo do Estado do Paraná.

RM: qual foi a reação do estado?

DUDAS: estamos tentando cassar essa liminar. Eles colocam como defesa que estamos impedindo um acordo comercial. Meio ambiente é a 15ª prioridade deles (Reciclanip). O acordo comercial (com a Votorantim) é o que interessa nesse momento. Queremos que eles limpem o Paraná. A Reciclanip diz que vai cumprir a resolução em 62 anos.

RM: como você acha que acontece em outros lugares?

DUDAS: não foge à regra. É inadmissível que você pague R$ 2 mil ou R$ 2,5 mil para acondicionar resíduos da Firestone ou Michelin. Com esse dinheiro é possível pintar uma escola, ou comprar um computador por mês. Quando a prefeitura cede espaço e verba para acondicionar pneu, a indústria só tem a agradecer. Os 52 municípios que assinaram o acordo estão sendo denunciados pelo Ministério Público do Paraná para ressarcir esse gasto. O sócio da Reciclanip paga R$ 50 por tonelada para incinerar os pneus na Votorantim. Mas se a empresa não for sócia, precisa desembolsar R$ 300. É um absurdo o que está acontecendo. Na última reunião da câmara técnica, voou até cadeira.

RM: mas está prevista uma reunião do CONAMA sobre esse assunto. Você não acha que poderemos ter novidades?

DUDAS: resolução não tem força de lei. Se a empresa quiser colocar na defesa que não atende à resolução, tudo bem. O pessoal se esquece de que no Paraná temos uma lei para pneus. A resolução é apenas um encontro de técnicos que vão dar diretrizes para que vire lei. Os advogados da Reciclanip caem da cadeira quando conversam conosco porque temos a Lei 12.493/99 e o artigo 11 é bem claro sobre pneu. Ela diz que o fabricante é o responsável pela coleta, armazenamento e destino final do pneu. Eles argumentam que estão trabalhando a resolução do CONAMA. Querem atribuir ao município essa responsabilidade.

Temos 210 parceiros da iniciativa privada no Programa do Estado. A Ambev, por exemplo, precisa apresentar para nós a justificativa da sustentabilidade da embalagem tipo long neck. Já fizemos a denúncia no Ministério Público. A Ambev percebeu que a logística reversa da embalagem long neck é insustentável. Comercialmente, entretanto, a long neck concorre com o alumínio. Alguns componentes químicos foram retirados da garrafa, assim ela ficou com menos peso. Essa embalagem não tem pressão para ser envasada mais de uma vez, por isso é descartada para o meio ambiente. Esse produto não tem preço, logo ele é ruim para o meio ambiente.

Um passarinho verde nos contou que as envasadoras de produtos em long neck no Paraná, receberam uma pequena multa de sete milhões de reais no inicio de maio de 2009 por não estarem praticando a logística reversa. Infelizmente não houve divulgação por parte da imprensa. Haja poder para poder encobrir esta noticia. Devem ter dado muita cerveja para calar a boca da imprensa.

Todas as empresas fabricantes de óleo combustível também estão obrigadas a fazer coleta, transporte e destino final. Este é o nosso objetivo: ter sempre o reciclador para fechar a cadeia da reciclagem. Por que a embalagem de agrotóxico conseguiu fechar o cerco? Porque o fabricante assumiu a responsabilidade. Então, o que deu certo para os agrotóxicos estamos colocando para os outros resíduos. Em alguns tipos de embalagens torna-se difícil fazer a segregação de materiais.

“Eles argumentam que estão trabalhando a resolução do CONAMA. Querem atribuir ao município essa responsabilidade” Mas isso é muita cara de pau, e não duvidamos nada que eles consigam através de lobbie, mudar esta resolução no país da pizza, onde a indústria só visa o lucro sem quere se responsabilizar pela sujeira que fabricam e emprorcalham o planeta.

RM: mas existe em São Paulo uma unidade da TetraPak que faz segregação de embalagem longa vida, por exemplo.

DUDAS: mas quanto eles colocam no mercado e quanto eles recolhem? Nós nos reunimos com o pessoal da TetraPak por meio de um programa chamado “Paraná e TetraPak em ação”. Em 2007, eles assumiram o compromisso de fazer o escoamento sustentável da embalagem. Eles estão no Ministério Público e chamamos os municípios que fazem parte do G-22 (grupo de cidades do Paraná). Cem por cento dos municípios estão insatisfeitos com o modelo. A responsabilidade é deles e não do município. Deixamos bem claro que o município não é empregado da TetraPak. Demos um prazo de 30 dias para a TetraPak resolver o problema. Decidimos (o G-22) que vamos pegar toda a embalagem recolhida e depositar na fábrica mais moderna deles, que fica na cidade de Ponta Grossa (PR). Fala-se muito em reciclagem, mas não vemos a participação efetiva da indústria.

O G-22 é composto pelos 22 maiores municípios do estado do Paraná, que concentram 80% da população e são responsáveis pela geração de 85% dos resíduos. O Paraná tem hoje 399 municípios.

RM: essas multas que você citou já foram entregues?

DUDAS: já. A alegação dos supermercados, por exemplo, é que eles cedem a sacola para o cliente colocar o produto. Os supermercados dizem que não têm culpa se colocam a sacola para transportar o produto e, em casa, o cliente a usa como saco de lixo. Acho engraçado o supermercado colocar a culpa no cliente, afinal, quem mantém o faturamento do supermercado?

Isso é o mesmo que morder a mão do dono ou cuspir no prato que come, né, supermercadista?

RM: em que outras áreas de materiais estão ocorrendo ações semelhantes?

DUDAS: lâmpadas. Fabricantes como GE e Sylvania foram multados em R$ 10 mil por dia até apresentarem relatório de logística reversa. Carrefour, Wal-Mart e Pão de Açucar receberam multas que somam R$ 14 milhões. Todos os clientes da TetraPak estão no Ministério Público. Ligamos para um deles no País (clientes de embalagem da TetraPak) e dissemos o seguinte: “Meu amigo, você depositou a sua embalagem no meu Estado. Gostaríamos que viesse retirar”.

RM: quais foram os resultados positivos dessa política implantada no Estado?

DUDAS: colocamos todos os fabricantes no circuito por bem ou por mal, pressionando a fazer uma logística reversa de todos os materiais produzidos. Infelizmente, tivemos de mudar alguns pontos porque sentimos que ninguém quer fazer nada. Não gostamos de conversar com associações. Elas foram feitas para blindar as empresas. Quando fizemos pressão sobre o PET, o que o pessoal fez? A Coca-Cola recorreu ao Cempre (Compromisso Empresarial para Reciclagem), que é uma entidade que atende ao interesse dos associados. A primeira coisa que o André Vilhena (diretor-executivo do Cempre) fez foi pedir prazo. Nunca vi pedir tanto prazo na vida. E por quê? Porque eles não querem colocar a mão na massa. Quando você pergunta quanto de garrafa de PET é disponibilizado no Estado, ninguém sabe. Eles conseguem rastrear uma embalagem de suco, mas não sabem quanto venderam para o Estado. A TetraPak disse que aumentou a reciclagem de embalagem longa vida em 32% no Estado. O índice mundial é de 16%. Qual foi a façanha que a empresa faz se nem para campo eles foram? Eles (TetraPak) questionaram a realidade de alguns municípios por aqui e nunca mais voltaram.

Quem não sabe quem é o André Vilhena, por favor, procure no google, vale a pena.

RM: você acredita que o programa ajudou a melhorar o comércio de materiais recicláveis no Estado?

DUDAS: a avaliação principal é que se o fabricante não participar do processo, tenho pena do reciclador. Para o reciclador, a parte mais cara é fazer o material chegar até o pátio da empresa dele. Agora, de quem é esse material? Do fabricante. Não interessa se o reciclador está ganhando dinheiro com esse resíduo. Isso não exime o fabricante de responsabilidade. O fabricante deveria beijar os pés do reciclador porque ele está tratando de um resíduo que ele (o fabricante) produziu. Estamos forçando o fabricante a ajudar o reciclador. Tenho pena dos recicladores porque eles apresentam uma solução sem apoio da empresa fabricante. Neste país, só haverá mudanças quando o fabricante der mais apoio ao reciclador.

Infelizmente, somente com multas milionárias alguma mudança na atitude dos fabricantes irá acontecer. Somos acomodados por natureza e se ninguém der um chute na bunda, ninguém vai para frente.

RM: você acredita em um aumento de campo de trabalho para o reciclador após a implantação do programa?

DUDAS: acredito que ele tenha aumentado, mas à custa de muito suor. Gosto de dar exemplos práticos: ligamos para a maior recicladora de embalagens TetraPak do Paraná para perguntar se a empresa fabricante estava oferecendo algum tipo de apoio. Esse reciclador ligou para a empresa em janeiro e, em resposta, recebeu alguns folders com propaganda da empresa. Isso é um absurdo. Enquanto o fabricante estiver alheio à responsabilidade, coitado do reciclador. Neste país tudo é colocado ao contrário. Os fabricantes é que deveriam perguntar para o reciclador se ele precisa de um carro, uma máquina ou algum tipo de apoio.

RM: em novembro, a SEMA publicou a Lei nº 15.696, que obriga o estado a adquirir certos tipos de papéis (cartões, embalagens, recibos etc), Cuja composição seja de 50% de papel reciclado. Essa lei já está promovendo a redução do volume de papel reciclado no estado?

Corrigindo a revista, deve ser o aumento do papel reciclado no estado.

DUDAS: baseamos esta lei na idéia de a indústria criar demanda de papel reciclado. O carrinheiro, associação ou empresa teriam um valor melhor pelo papel porque a indústria precisa dele para poder fornecer ao Estado. A empresa tem de provar que usou 50% de reciclado na composição do papel.

RM: mas como a empresa pode provar isso?

DUDAS: por meio de rastreabilidade, a empresa procura um certificador idôneo. Depois disso, a empresa consegue obter o Selo Azul da SEMA (nota da redação: esse selo é a garantia para o Estado de que a empresa foi certificada quanto à rastreabilidade). Na regulamentação da lei, colocamos apenas o básico. Agora, qualquer empresa que vende para o poder público precisa estar com a sua documentação em dia. A empresa chega aqui e quer obter o Selo Azul. A primeira coisa que vamos ver é se a empresa existe legalmente. Alguns deram problema com documentação na Receita Federal.

RM: quantas certificações Selo Azul o Estado do Paraná já expediu?

DUDAS: nenhuma até o momento e por quê? Porque a empresa interessada não existe legalmente.

RM: então as compras de certos tipos de papéis estão paralisadas?

DUDAS: a primeira empresa que poderá adquirir o Selo Azul acabou de regularizar a situação no INSS. As compras não estão paralisadas. Já fomos acusados de querer parar o estado. Havia empresas que colocavam 0,1% de apara pós-consumo junto com fibra virgem e diziam que o papel delas era reciclado. O papel reciclado vendido era papel maquiado.

RM: sobre a rastreabilidade que você comentou, não corre o risco de ser criada no Paraná uma indústria de venda de laudos?

DUDAS: não. Não posso pensar nisso. Vou acreditar no laboratório. Se existe uma indústria de venda é um problema de polícia. O laudo falso é problema de polícia. Estamos fazendo a nossa lição de casa.

RM: mas na publicação da Lei 15.696 não está claro que o reciclado usado na composição do papel novo tenha de ter sido gerado no Estado. Isso não dá brecha para que entre no Paraná papel reciclado vindo da China, por exemplo?

DUDAS: na regulamentação da lei existe um capítulo que diz que o instituto de pesquisa certificador precisa ir até a indústria e verificar a origem do reciclado. Se o instituto assinou um laudo de rastreabilidade, eu tenho de acreditar. Trouxemos para o Paraná o maior especialista mundial em polímeros biodegradáveis. Se uma pessoa como essa está assinando algo, quem somos nós para discordar? Temos de acreditar nos órgãos acreditadores.

RM: você tem idéia de quanto o Estado compra em papel? Quando esses números estarão disponíveis?

DUDAS: no momento em que tivermos todas as empresas divididas por categorias, conseguirei ter esse número. No momento, não queremos nos iludir no trabalho que estamos realizando. Vamos ter idéia desse volume e da proporção com o reciclado daqui a alguns meses.

É isso, falar mais o que depois de uma entrevista brilhante como esta do Dudas, que trabalha incansavelmente em conjunto com o Secretário do Meio Ambiente do Estado Rasca Rodrigues e com o Ministério Público com o Procurador de Meio Ambiente Doutor Saint Clair Honorato, sob a batuta do nosso genial, encardido, turrão e briguento governador, Roberto Requião, neste que consideramos o melhor governo do estado no quesito meio ambiente.

Estamos para os outros estados na legislação ambiental como a Suiça está para a Somália, há anos luz de distância na limpeza de resíduos do estado, obrigando os fabricantes a cumprirem sua obrigação de se responsabilizar por seus resíduos, ou seja, responsabilidade do berço à reciclagem, reinserindo seus produtos novamente na linha de produção.

Mas não pense você que eles estão cumprindo sua obrigação legal e moral sem espernear, e espernear muito. Eles só começam a se mover quando chegam as multas milionárias, quando são ameaçados de não poder mais atuar no estado.

Agora perguntamos, porque os outros estados não estão vindo até nosso estado em caravanas para aprender como se trata o setor produtivo? Porque os outros estados continuam reféns dos poluidores e se sentem com as mãos atadas se a solução está tão perto, no Paraná?

Dudas, continue a excelente batalha contra os poluidores, estamos aqui para apoiá-lo e também para apoiar o Rasca e o Doutor Saint Clair, para que nosso estado consiga finalmente ser um estado resíduo zero, para que consigamos fazer a reciclagem e compostagem 100%, só sobrando para os aterros os 5% de rejeito, que é o que não pode ser reciclado ou compostado.

Graças ao nosso governador, nosso procurador estadual de meio ambiente, nosso secretário estadual de meio ambiente, nosso coordenador de resíduos, podemos dizer que temos orgulho de ser paranaenses.

DUDAS AKA A CHIBATA.

 

Portugal – Oleões chegam a Albufeira

Do blog Namb – Núcleo de Ambiente da Universidade do Algarve

A Câmara Municipal de Albufeira instalou nove oleões no concelho, contemplando todas as freguesias. Trata-se de um equipamento de depósito de óleos alimentares usados, que servem depois para o fabrico de biodiesel.

Os óleos alimentares usados quando enviados para a rede de esgotos poluem os receptores hídricos, originando distúrbios no funcionamento das Estações de Tratamento de Águas Residuais.

De salientar que um só litro de óleo pode contaminar um milhão de litros de água.

Em Albufeira os oleões estão na Urbanização dos Caliços, no Ecocentro do Páteo, na Cooperativa “o Nosso Tecto”, no Parque de Estacionamento da Escola Diamantina Negrão e Urbanização Vale Pedras.

Nas Ferreiras, junto ao Mercado Municipal. Em Olhos de Água no Centro de Saúde. Na Guia, também junto ao Mercado Municipal. E em Paderne na área urbana.

Condomínio verde, lixo zero

JannK

Iniciamos mais um projeto rumo a uma vida sustentável.

Viver sustentavelmente é retirar do planeta somente os recursos naturais necessários para sobrevivermos sem com isso comprometer a sobrevivência dos seres do amanhã.

Podemos acrescentar ainda que viver sustentavelmente é retirar do planeta os recursos naturais e reaproveitá-los no ciclo de produção até o seu limite através da reciclagem 100% para evitar que exploremos ainda mais o planeta sem necessidade alguma.

O que ocorre atualmente é que as pessoas não reciclam nem 5% do que poderia ser reciclado, obrigando sempre a criação de novos produtos, a retirada de matéria prima do planeta sem necessidade alguma, apenas por preguiça de separar o que é reciclável ou não.

Estamos jogando no lixo produtos preciosos apenas pelo egoísmo, pela preguiça de separarmos. Você acha que isto é justo para com o planeta, para com os outros humanos de hoje e os seres que virão no futuro?

Reciclar deixou de ser uma moda, e virou uma questão de sobrevivência para a humanidade. É uma questão que tem que ser resolvida hoje, agora, já.

Como de costume, estamos iniciando o projeto na cidade de Maringá – somos muito bairristas -, mas o projeto será desenvolvido em qualquer cidade do país, basta ter iniciativa e boa vontade para dar inicio, afinal nossos projetos são nacionais, apenas usamos Maringá, nossa casa como laboratório de testes.

Fomos convidados a apresentar o PROJETO CONDOMÍNIO VERDE, LIXO ZERO no Condomínio Vila Suíça aqui em Maringá, um condomínio com mais de 100 apartamentos que quer iniciar a separação do lixo, óleo, lâmpadas e baterias e dar a destinação correta a estes materiais.

Sempre que o presidente da FUNVERDE conversa com secretários de meio ambiente do município – digo secretários no plural porque já se passaram vários desde que iniciamos a conversa sobre a solução do gerenciamento de lixo e nenhum secretário nos escutou até hoje -, ele ressalta que a única forma do cidadão separar seu lixo – sem falar de multa – é comprando este lixo, porque o que tem valor não vai para o lixo.

Até hoje nenhum político deu bola para esta frase do nosso presidente e por isso, NOVAMENTE, vamos ter que resolver o problema com nossas próprias mãos, mas tudo bem, este é mais um projeto para mostrar que os prefeitos e vereadores estão se lixando para o lixo, ressolver o problema do lixo não dá voto, construir poste ou alguma obra visível, um monumento, isso sim dá voto.

Maringá tem mais de mil condomínios verticais – os horizontais ficam para a segunda parte do projeto – e iremos de um em um para que todos iniciem a reciclagem de seu lixo, já que não existe um programa sério de reciclagem em nossa cidade – pelos dados da prefeitura menos de 5% é reciclado na cidade – e tudo vai para o lixão – agora tem o biopuster, mas tudo chega tão contaminado que mais da metade do que poderia ser reciclado é perdido, devido à contaminação com o lixo orgânico. Só apoiaremos o biopuster quando ele for utilizado para sua real função, que é a transformar em composto orgânico o lixo orgânico que for disposto lá, quando a prefeitura multar quem não separa seu lixo na fonte e não estiver mais indo para o biopuster matéria prima preciosa para fazer novos produtos, isso é um crime contra a humanidade.

Como não temos paciência para ver o mundo acabar sem fazermos nada, como não temos crença em que alguém vá resolver qualquer problema por nós, novamente criamos um projeto que se inicia aqui, em nossa cidade, mas já avisando que este é mais um projeto nacional da FUNVERDE – a exemplo dos projetos de sacolas oxi-biodegradáveis e de sacolas retornáveis -, de reciclagem e compostagem 100% com multas pesadíssimas para quem não tiver a responsabilidade de separar seu lixo na fonte, a exemplo de inúmeros países europeus.

É uma vergonha alguém que se considera um cidadão não ter a vergonha na cara de se responsabilizar pelos resíduos que gera. Estamos falando em todas as classes sociais e intelectuais, pessoas de todas as idades, cidadãos deste planeta que ainda não se conscientizaram de que esta é nossa casa, nossa única casa e que temos a obrigação de deixá-la limpa para nós e nossos descendentes.

Maior vergonha ainda são os políticos que deveriam fazer leis para coibir a prática de encher os lixões de produtos recicláveis e não fazem nada, olham para o outro lado, como se o lixo não fosse problema deles.

O objetivo principal do PROJETO CONDOMÍNIO VERDE, LIXO ZERO é a reciclagem do lixo que, em condomínios, é concentrado, facilitando o manuseio e a aplicação de qualquer projeto, porque os condomínios tem uma autoridade máxima, que é o síndico. O sindico, normalmente tem como preocupação o lixo gerado pelos seus condôminos – ou deveria ter.

Estamos levando a solução mágica, que é a transformação do lixo em matéria prima para gerar novos produtos, ou simplificando, a venda direto dos plásticos, vidros, latas, alumínios, papéis etc que são usados pelos moradores do condomínio e hoje são descartados no lixo comum junto com lixo orgânico .

Se antes quando falávamos em resolver o problema dos resíduos domésticos o foco era a ecologia, agora estamos aliando ecologia à economia, porque vimos que é muito mais fácil convencer as pessoas pelo bolso do que pela consciência ambiental, quando se fala em valores as pessoas se tornam muito mais sensíveis a qualquer problema.

Estamos gerando renda onde existia um problema.

Para se ter uma idéia do problema que estamos falando, pense que normalmente, são feitas até 4 limpezas nas caixas de gorduras dos prédios por ano, gerando despesas significativas para o condomínio.

Somente com o óleo de fritura que deixa de ir para o ralo, as caixas de gordura dos prédios passam a ter uma vida útil até a próxima limpeza muito maior, evitando em até 75% os gastos com a manutenção.

Lembre-se de que isso representa uma economia aproximada de R$ 5.000,00 reais por ano, em edifícios com 90 a 100 apartamentos.

Se você é morador de apartamento ou síndico seja um cidadão responsável, entre em contato conosco para que seu condomínio faça parte do nosso projeto.

Vamos trabalhar hoje para que exista um amanhã.

Londrinos partem para a Grécia com carros movidos a óleo de cozinha

Taras Kalapun

BBC Brasil de 16 de agosto de 2008

Dez equipes irão fazer o trajeto de 3 mil quilômetros em duas semanas.

Um grupo de aventureiros parte Londres neste sábado para uma viagem a até a Grécia usando como combustível apenas óleo de cozinha usado em restaurantes e lanchonetes que encontrarem no trajeto.

O projeto Grease to Greece (Gordura para a Grécia, em tradução livre) faz parte de outro maior, o FatFinding (ou Caçadores de Gordura) e conta com 10 grupos de motoristas.

As equipes sairão do centro de Londres e seguirão até a Atenas em um percurso de 3 mil quilômetros a ser realizado durante duas semanas.

O idealizador do projeto, Andy Pag, já viajou de Londres a Timbuktu em um automóvel movido a base de chocolate e afirma que o objetivo é identificar se o uso de óleo vegetal reciclado é viável para ser utilizado como combustível em longa distância.

“A intenção é verificar se o uso do óleo é possível e praticável em viagens longas e rir um pouco no caminho”, afirmou Pag.

A chegada em Atenas está prevista para o dia 27 de agosto. O time que chegar primeiro a capital irá receber um troféu das mãos do embaixador britânico na Grécia.

Combustível

Pag explica que as equipes poderão, em emergências, recorrer ao biocombustível e comprar óleo de cozinha em supermercados, caso seja necessário. No entanto, o principal combustível da viagem deverá ser óleo reciclado de restaurantes e lanchonetes encontrados no trajeto.

Segundo Pag, o principal desafio será convencer os donos dos estabelecimentos a doarem a gordura usada, já que em alguns países, há um controle duro com relação aos resíduos comerciais.

“Será difícil explicar para um dono de uma lanchonete na Croácia que queremos a gordura do estabelecimento dele”, brinca um dos organizadores.

“Estamos nas mãos dos donos de lanchonetes na Europa”, disse.

De acordo com Pag, não é necessário converter os motores a diesel para usar biocombustíveis. Segundo ele, a maioria dos motores comportam a mistura de óleo vegetal com combustível comum.

“As equipes não precisam converter seus motores, mas se fizerem, será mais fácil evitar o uso de combustíveis fósseis completamente durante a viagem”, concluiu Pag.

Enquanto isso, no país da novela, do samba, do futebol e do Lula, todo mundo continua jogando óleo de cozinha usado na pia, contaminando milhões de litros de água por dia.

1º seminário sobre gerenciamento de resíduos sólidos da região norte

Muito obrigada por todos que participaram do seminário, é sempre muito importante estes eventos comparecerem muitas pessoas para mostrar aos prefeitos que nós queremos que eles trabalhem sério em cima deste problema tão grave, que toma terra fértil para jogar lixo, que desperdiça recursos naturais ao jogar no lixo produtos que poderiam ser reciclados e não ter que retirar da natureza matéria prima para fazer novos produtos, ao impedir que restos de comida fertilizem nosso solo.

Vou pinçar algumas pessoas da foto abaixo. Tem o Lorenso Cassaro, da SANEPAR – companhia de água, Rogeo Barbosa, presidente do COMDEMA – conselho de defesa do meio ambiente de Maringá. A letícia Kochepki e esposo, que tem uma consultoria ambiental que faz plano de gerenciamento de resíduos, o Noboru Hioka, da FUNVERDE.

Em Maringá, onde jogamos no aterro 320 toneladas de lixo por dia, 40% poderia ser reciclado – nem 10% disso chega a ser reciclado – 50% poderia ser compostado, virar terra fértil – 0% é compostado – e só 10% é rejeito, que realmente é lixo.

Abaixo, o lixão de Sarandi, que pertence a região metropolitana de Maringá.

Para os crédulos, que dizem que os catadores pegam sacolas de mercado, é só olhar os catadores sentados, esperando o lixo que dá dinheiro chegar e as sacolas de plástico continuam no lixão, não tem valor.

Se os prefeitos fizessem seu dever de casa, nosso aterro aumentaria sua vida útil em 90%, isto é, não precisaríamos tão cedo pegar outra porção de terra fértil, que deve ser reservada para cultivo de alimentos, para se transformar em um cemitério de lixo.

Parece brincadeira, mas, desde 2004 o ministério público do Paraná vem cobrando dos prefeitos compostagem, reciclagem e plano diretor de arborização.

Abaixo o nosso maravilhoso procurador do meio ambiente, Dr Saint Clair Honorato, que está fazendo muito prefeito tremer de medo por não usar nossos impostos para melhorar o planeta.

Pois bem, hoje só 2 prefeitos do Paraná, dos 399, tomaram vergonha em suas caras e pararam de utilizar terra fértil para lixões ou aterros.

Esta é a última ação antes de 23 de fevereiro, quando os prefeitos poderão ser processados administrativamente e criminalmente por não terem gerenciamento de resíduos em suas cidades – compostagem, reciclagem, aterro sanitário – e será cobrado também o plano diretor de arborização das cidades.

Político só age na pressão e quem sabe agora, com a ameaça de perderem seus direitos políticos eles saiam de seus gabinetes para a vida real.

Bem que eu gostaria de ver uma pá de prefeitos sairem algemados da prefeitura, com policiais de metralhadoras os escoltando.

Sonhar não paga imposto.

O secretário de meio ambiente de Maringá, Diniz Afonso, falou sobre seus projetos de reciclagem compostagem e plano diretor de arborização.

Dia 12 de novembro em Maringá compareceram aproximadamente 250 pessoas e 30 representantes da AMUSEP – Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense.

Dia 13 de novembro em Londrina compareceram aproximadamente 150 pessoas e 30 representantes da região metropolitana.

Vários setores palestraram.

O Supermercado Canção - primeira rede de supermercados do Brasil a utilizar sacolas oxi-biodegradáveis – falou sobre seus projetos ambientais em parceria com a FUNVERDE, sacolas oxi-biodegradáveis, ecocaixas, ecoponto, entrega de óleo e sobreembalagens e outros projetos a serem lançados em 2008.

Este é o Celio Kuratani Hata, gerente de marketing do Supermercado Cidade Canção.

Observem um senhor de camisa amarela e cabelos claros no canto direito, é nosso competentíssimo e estimado promotor de meio ambiente de Maringá, Dr Manoel Ilecir Heckert.

A UEM – Universidade Estadual de Maringá - falou também de seus projetos com alguém do pró-resíduo.

O presidente da FUNVERDE, Cláudio José Jorge. A FUNVERDE ajudou na organização do evento.

O chefe regional do IAP – Instituto Ambiental do Paraná, Paulino Mexia, explicando como o IAP vem atuando em conjunto com o ministério público para cobrar plano de resíduos das empresas.

Cá comigo traduzo como, o IAP está usando o chicote, o pé na bunda das empresas, porque empresário normalmente só se adequa às regras ambientais na base da multa.

O hospital Santa Rita falou do seu plano de gerenciamento de resíduos.

E finalmente – coca cola é isso aí - a coca cola veio falar que empresa maravilhosa ela é, uma empresa 100% ambientalmente adequada, que não polui nosso país, enfim, que exemplo de empresa, a ser seguido.

Brincadeirinha.

A coca cola é uma empresa safada, sem compromisso com o país que explora. Parece uma locusta, destruindo tudo por onde passa, sem dar um retorno ao país de quem espreme todo o dinheiro.

Isso não lembra a época do descobrimento, quando os portugueses vieram para cá, escravizaram, pilharam … olha só, somos escravos das corporações internacionais que em seus países tem consumidores atentos e aqui deitam e rolam, muito lucro sem responsabilidade ambiental.

É isso aí, coca cola é isso aí.

Porque eles não dão conta das embalagens pós consumo, as pet, latas de alumínio? Existe lei para isso mas parece que eles estão acima da lei, pois toda empresa tem que dar conta do ciclo do seu produto, assim como quem vende lâmpadas, baterias, pneus tem que dar conta do produto após ter sido descartado e mesmo assim parece que não é com eles.

É só ver as pet emporcalhando nosso planeta, entupindo bueiros, causando enchentes, Dá até vontade de encher um caminhão com as embalagens da coca cola e jogar em frente a uma fábrica deles.

Porque eles não voltam a utilizar garrafas de vidro retornáveis? Melhor, porque nós, quando vamos a um restaurante, boteco, qualquer lugar, não exigimos que a embalagem da coca seja de vidro?

Simples assim, quer ver? – Quero uma coca cola em garrafa de vidro. – Não tem. – Então tá, vou procurar onde tenha.

Ou então … – então hoje eu tomo pepsi, desde que tenha em garrafa de vidro. Não tem. – Então tá, vou procurar onde tenha e se da próxima vez que eu vier aqui ainda não tiver coca em garrafa de vidro, não volto mais, perdeu um freguês e ainda vou falar para a família e os amigos boicotarem seu estabelecimento. Afinal uma propaganda negativa atinge um público muito maior do que uma propaganda positiva.

Deu risada? Acha que não funciona? Pois bem, nós da FUNVERDE já fizemos muitos restaurantes pararem com a história de cerveja long neck, lata de alumínio. Dá trabalho, mas também é divertido. Exercitar a cidadania nunca fez mal para ninguém – exceto na época da ditadura, hahaha.

Garanto que se bancarmos os cidadãos eles mudam a produção rapidinho para garrafa retornável.

Gente, pelamordedeus, nós regulamos o mercado, nós podemos fazer uma fábrica prosperar ou quebrar, nós podemos tudo, como consumidores, mas temos que sair da frente da tv, parar de assistir novela e tomarmos conta do país, porque senão não dá, isso aqui já virou a casa da mãe joana. E alguém vai me dizer que está esperando o molusco bêbado fazer alguma coisa? Faz-me rir.

Esse cara da coca cola me irritou profundamente, porque o questionei sobre as pet e ele não teve competência para responder. Pior, disse que só vão voltar ao vidro se houver pressao por parte do ministério público, do governo … é isso aí.

Terminado o desabafo contra a coca cola – é isso aí – voltemos ao evento, que foi um sucesso total, nas duas cidades.

Abaixo, fotos do evento em Londrina.

Clique aqui para ouvir a matéria na CBN.

Sairam também materias no SBT, Globo, Rede TV e Record e mais outros rádios, jornais e tv, mas nem a todos temos acesso. Assim que conseguir os vídeos, posto aqui.

Então ficamos assim, vamos esperar 23 de fevereiro, porque o ministério está fazendo sua parte e nós temos que cobrar nossos direitos, mas com o dever de fiscalizar, atazanar a vida de nossos prefeitos para eles pararem de roubar nosso dinheiro sem fazer nada.

Você é o exemplo de alguém

Lembre-se deste vídeo ao jogar lixo pela janela do carro, não reciclar, desperdiçar água, jogar óleo usado na pia, enfim, fazer tudo o que você faz hoje, que é desperdiçar recursos naturais sem pensar no futuro.

O que a criança vê, a criança faz, repete os gestos do seu herói, do seu exemplo, que é você.

Se você não ensinar aos seus descendentes a serem seres ambientalmente corretos, que futuro você espera para o planeta?

  

Projeto ecocaixas – o que a mídia comentou a respeito do projeto e do lançamento

A FUNVERDE lançou o projeto ECOCAIXAS – MULTIPLICADORES DE BOAS PRÁTICAS AMBIENTAIS no dia 08 de outubro de 2007.

Veja o que a mídia comentou.

Primeiro matéria no jornal do meio dia estadual da Rede Globo.

  

Depois, na rádio CBN.

Matéria na CBN Maringá

  

Jornal o diário do norte do Paraná de 09 de outubro de 2007

Educação ambiental na hora das compras

Funcionários dos caixas e empacotadores de supermercados de Maringá serão multiplicadores de boas práticas ambientais. Este é o objetivo do programa que foi lançado na manhã de ontem, no Supermercado Cidade Canção do shopping Mandacaru Boulevard.

A missão dos funcionários será de conscientizar os clientes sobre a necessidade de separar o lixo reciclável e realizar outras práticas em favor do meio ambiente.

O lançamento do programa teve a presença do procurador de Justiça do Meio Ambiente do Paraná, Saint-Clair Honorato dos Santos, do prefeito Silvio Barros (PP), além do presidente da Associação Comercial (Acim), Carlos Tavares, e o presidente da Fundação Verde (Funverde), Cláudio José Jorge.

Funcionários do Cidade Canção recebem treinamento para atuarem como multiplicadores das boas práticas ambientais. O projeto deve ser expandido para todos os supermercados da cidade. “Essa idéia deve se espalhar por todo o Brasil. Isso já ocorreu com outras iniciativas maringaenses, como a da sacola oxibiodegradável”, disse o presidente da Acim. “Pessoas de todas as classes sociais, idades e escolaridades passam pelo supermercado, tornando-se assim o local ideal para difundir a educação ambiental”, defendeu o presidente da Funverde.

Segundo José Jorge, após a compra, o cliente aguarda certo tempo no caixa “sem fazer nada”. O projeto visa utilizar esse tempo ocioso para promover novos padrões de consumo e de gerenciamento de resíduos, formando assim uma consciência em favor da preservação dos recursos naturais entre a clientela.

Apoio

Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Diniz Afonso,  se pelo menos 1% da população for sensibilizado pela iniciativa , terão sido alcançados os objetivos do projeto. “Maringá produz mais de 300 toneladas de lixo por dia e um percentual muito pequeno desse total vai para a reciclagem. Poderíamos estar reciclando 40%”, justifica Diniz.

Projeto ecocaixas

Se você separasse o lixo em casa, os profissionais da reciclagem não precisariam estar neste local imundo, garimpando no meio de comida, papel higiênico, fralda descartávei, absorvente íntimo o material para reciclar, para ganhar um salário honesto.

A sua preguiça, que ao jogar o lixo todo misturado e esquecer que gerou este lixo é uma afronta à dignidade humana e um crime contra a humanidade e o planeta ao desperdiçar valiosos recursos naturais, jogando no lixão o que poderia voltar ao ciclo de produção.

É assustador ver esta grande área que poderia ser poupada para plantar comida para os seres do amanhã sendo contaminada pelo lixo.

Como exemplo, Maringá tem 350 mil habitantes e gera 320 toneladas de lixo por dia e 40% disso é reciclável, então, o que leva você a jogar este tesouro no lixo?

Quando será que você assumirá a sua parcela na culpa pela devastação do planeta?

Quando você perceberá que o ato de separar materiais recicláveis é uma obrigação individual?

Quando você disponibiliza material reciclável aos profissionais da reciclagem você aumenta a renda deles, e ao aumentar a renda melhora a qualidade de vida deles e ao invés de eles sobreviveren estarão vivendo e ao melhorar a renda você diminui o número de filhos que estas pessoas põe no mundo, esta é uma verdade incontestável. Com menos seres humanos sobre o planeta diminui a pressão sobre os recursos naturais utilizados para estas pessoas viverem.

Então, que diabos você está esperando para agir?

Até quando você se comportará como um zumbi em frente às televisões assistindo novelas, chorando por dramas alheios enquanto nosso planeta agoniza?

Pelo jeito vai ter que ser na base do chute na bunda, da multa, já que a sensibilização com o social e o ambiental não atingem você.

Agora eu lhe pergunto, veja esta mulher na foto, e se fosse você? Você gostaria de chafurdar no meio da sujeira para conseguir material para seu sustento?

Claro que não, você preferiria que o material fosse pego em frente às casas, separado, lavado.

Então … acorde ser humano, prove que você merece viver neste século.

A lanchonete do planeta fechou, não tem mais almoço grátis, agora está na hora de pagar a conta pelo seu consumismo desenfreado e inconsequente.

Na CBN esta semana alguém comentou que o mundo estará bem melhor dentro de uma ou duas décadas, porque os dinossauros consumistas terão morrido. É isso que você quer? Ter que morrer para o mundo melhorar? acorde desse sono profundo, pare de imaginar que os recursos naturais são infinitos e faça sua parte.

Você está parecendo o Brasil, deitado eternamente em berço explêndido, acorde, aja, mude, enquadre-se neste século. isto é … se você quiser merecer viver neste século.

Você se acha superior a estes animais que certamente irão morrer porque estão comendo plástico? Você se acha a dádiva do universo? Não, você tem tando direito a um mundo limpo quanto qualquer animal ou vegetal.

Rachel Steele

Dr Catherine

Agora que você já se conscientizou que tem que fazer sua parte, veja uma parte da solução abaixo, com mais um projeto FUNVERDE.  

A FUNVERDE Lançou mais um projeto no dia 8 de outubro de 2007, segunda-feira.

O Projeto ECOCAIXA une-se a outros projetos já desenvolvidos pela FUNVERDE na área de gerenciamento de resíduos sólidos, mais comumente chamado de lixo e de boas práticas ambientais.

a FUNVERDE crê que não existe uma solução única para salvar o planeta, mas um conjunto de soluções, onde no final, será alcançado o objetivo final da fundação, que é proporcionar uma qualidade de vida melhor para os seres de amanhã.

Objetivo do projeto

O objetivo deste projeto, é a sensibilização e a conscientização dos indivíduos quanto a separação do lixo e a reciclagem e as boas práticas ambientais nas residências.

Este projeto é um piloto. Este evento foi o início do projeto que irá se estender a todos os supermercados da cidade e posteriormente do país.

Onde está sendo desenvolvido

Todos, em algum momento, vão ao supermercado.

Desde a classe social mais baixa até a mais alta, pessoas de todas as escolaridades e todas as idades acabam indo fazer compras.

Por isso, a FUNVERDE elegeu o supermercado como local para poder ensinar truques novos a cachorros velhos.

As escolas estão fazendo um trabalho maravilhoso com seus alunos quanto à educação ambiental.

O problema é que os pais destas crianças estão comprometendo seu futuro com práticas ambientais destrutivas.

Com certeza, há algum tempo atrás, quando o numero de indivíduos sobre o planeta não era tão grande como hoje, não havia a necessidade de se preocupar com estas péssimas praticas ambientais.

Mas hoje, com a superpopulação mundial, os recursos naturais se tornando mais raros, está na hora de revermos o que e como consumimos e ainda, como dar um destino apropriado aos resíduos que geramos.

Como está funcionando

Está sendo realizado o treinamento dos caixas e os empacotadores dos supermercados para serem os multiplicadores de boas práticas ambientais.

Enquanto o caixa e o empacotador estão trabalhando, eles transmitem dicas informações ambientais para o cliente.

Resultado esperado

A FUNVERDE deseja aumentar a reciclagem na cidade de Maringá dos atuais menos de 10% para no mínimo 30% até o final deste ano.

A FUNVERDE conta com a parceria do primeiro setor para que sejam coletados os dados sobre o aumento do volume de reciclagem no entorno destes supermercados.

O projeto está no início, por isso, irá demorar alguns meses para coletar estes dados.

A primeira reação dos clientes do SUPERMERCADO CIDADE CANÇÃO onde foram treinados 150 caixas e empacotadores foi muito boa, onde as dicas ambientais tem sido muito bem recebidas pelos clientes. As pessoas estão sendo receptivas e muitas alegam o desconhecimentos sobre os assuntos explanados.

Devido a logística da empresa, o treinamento foi divido em duas turmas, sendo a primeira treinada no dia 8 e a segunda no dia 9 de outubro de 2007.

No lançamento, dia 8, contamos com a presença do Dr. Saint-Clair Honorato Santos, procurador de justiça de meio ambiente e chefe dos promotores de meio ambiente do Paraná, do Prefeito de Maringá Sr. Silvio Barros II e demais autoridades.

O treinamento foi realizado na loja da Av Mandacaru e eles providenciaram um banner imenso em forma de sacola oxi-biodegradável para colocar na entrada da sala de treinamento, para relembrar o início dos projetos ambientais em conjunto com a FUNVERDE, com o projeto sacolas ecológicas – eles comemoram 1 ano de uso das sacolas oxi-biodegradáveis em 30 de outubro deste ano -, lembrando que eles foram a primeira rede de supermercado do país a utilizar as sacolas oxi-biodegradáveis, trocando 2 milhões de sacolas convencionais que demorariam até 500 anos para se degradarem pelas oxi-biodegradáveis, que em aproximadamente 18 meses já terão se degradado.

Seiscentos, gerente de uma das lojas, o Rogério gerente geral das lojas e o presidente da FUNVERDE, Cláudio José Jorge.

Diniz, secretário de meio ambiente de Maringá, o Dr Saint Clair, procurador de meio ambiente conversando com o Rogel, presidente do COMDEMA – conselho de defesa do meio ambiente de Maringá.

Ao fundo, alguns caixas e empacotadores que irão ser treinados.

Carlos Tavares, proprietário da rede Canção de supermercados, Diniz Afonso, secretário de meio ambiente de Maringá, Silvio Barros II, nosso prefeito, Dr Saint Clair Honorato, procurador do meio ambiente do Paraná e o Cláudio José Jorge, presidente da FUNVERDE.

Eles fizeram um arranjo de flores tão lindo e eu não fotografei, só eu mesma.

Os organizadores do evento depois que todos foram embora. O Célio, marketing do Canção e a Andréa, recursos humanos do Canção.

O fotógrafo oficial do evento deve entregar as fotos esta semana, daí publico fotos mais decentes do evento.

Lançamento do projeto ECOCAIXAS – multiplicadores de boas práticas ambientais em supermercados

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 A FUNDAÇÃO VERDE – FUNVERDE tem a honra de convidar V. S.ª para participar do evento de lançamento do projeto ECOCAIXAS – MULTIPLICADORES DE BOAS PRÁTICAS AMBIENTAIS EM SUPERMERCADOS, , no dia 8 de outubro de 2007, segunda-feira, às 08h30min nas dependências do Supermercado Cidade Canção da Avenida Mandacaru.

O projeto objetiva a transformação de caixas e empacotadores de supermercados em multiplicadores de boas práticas ambientais, visando aumentar a reciclagem e melhorar as práticas ambientais nas residências dos clientes dos supermercados.

Neste dia, estaremos contando com a presença do Doutor Saint Clair Honorato Santos, Procurador de Justiça do Meio Ambiente e coordenador da CAOP – Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Meio Ambiente do Paraná, do Sr Silvio Barros II, prefeito de Maringá, do Sr. Carlos Tavares, Presidente da ACIM – Associação Comercial e Empresarial de Maringá, entre outras autoridades.

O projeto será expandido para todos os supermercados de Maringá e posteriormente para todo país.

Contamos com a sua presença,

Atenciosamente

Cláudio José Jorge
Presidente da FUNVERDE

    

Serão dois dias de treinamento com 4 turmas de 60 funcionários que serão orientados a conscientizar a dona de casa a reciclar e melhorar suas práticas ambientais, diminuir sua pegada ambiental.

No supermercado passam pessoas de todas as classes sociais, de todas as idades e de variada formação acadêmica, tornando-se assim, o local ideal para dar educação ambiental para adultos.

Após a compra, o consumidor aguarda o empacotamento e este é o momento ideal para um diálogo rápido e objetivo , quando o empacotador pode incutir novos padrões de consumo e de gerenciamento de resíduos e de ensinar os clientes a preservar recursos naturais em suas casas.

A solução para a sobrevivência dos seres vivos no planeta não vem de nenhuma lei ou de nenhum político, não vem de nenhuma ação individual, vem da mudança coletiva no padrão de produção e consumo da população e da redução de sua pegada ambiental.

Lembre-se de que se todos consumissem como os norte americanos, seriam necessários mais 3 planetas para suprir a pegada ambiental que eles deixam no planeta.

Porque é necessário incentivar a reciclagem

Vamos utilizar Maringá como exemplo.

Em Maringá, não se recicla nem 10% dos 327 toneladas diárias de lixo, das quais 40% poderiam ser recicladas.

Desse lixo, 50% poderia também ser compostado, gerando adubo para um planeta em que a terra fértil é cada vez mais escassa.

Do lixo doméstico, menos de 10% é lixo de verdade, que não pode ser reciclado, mas atualmente vemos nosso aterro sanitário crescer incontrolavelmente, principalmente por plásticos.

Esse projeto faz parte do objetivo maior da FUNVERDE, que é diagnosticar qualquer problema que afeta o planeta, encontrar soluções práticas, viáveis economicamente e que existam agora, no presente,  e por fim aplicar estas soluções para eliminar o problema que existia (sempre utilizando o bom senso, pois o radicalismo não leva a soluções, só cria polêmicas, atitude típica de ecologistas do Século XX).

Outro grande objetivo da FUNVERDE é reduzir a pegada ambiental dos seres de hoje para que possa existir um futuro para os seres de amanhã.