SP acerta diesel S-10 para 2012. E o S-50?

 

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CONAPUB de 02 de novembro de 2008

Em 2012, os ônibus, caminhões e outros transportes pesados movidos a diesel vão usar o combustível S-10, com 10 partículas de enxofre por milhão (10). Atualmente, o diesel disponível nas grandes metrópoles é mais poluente, com 500 partes de enxofre por milhão (500 ppm).

Mas a maior parte do diesel usado é com 2.000 ppm de enxofre.

O acordo foi fechado entre o governo do Estado de São Paulo, a Agência Nacional de Petróleo (ANP), a Petrobrás, e Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cetesb e Ibama. A decisão antecipa em quatro anos a implantação do diesel S-10, que tem o mesmo teor de enxofre do diesel europeu.

No entanto, ninguém tratou da vigência da resolução 315 do Conselho Nacional de Meio Ambiente, o Conama, que exige a distribuição do diesel S-50 a partir de primeiro de janeiro de 2009. A Petrobrás e a Anfavea deram sinais de que não cumprirão a norma, sob aquiescência da ANP. Tudo leva a crer que a antecipação da chegada do S-10 ao mercado seja a saída salomônica para a questão.

A petromáfia, a anfávea não irão cumprir? Nooossa, que novidade. Acordem, as petromáfias fazem parte do governo, é um cofrinho dos políticos corruptos, lógico e óbvio que não irão cumprir.

Enquanto isso, uma cidade como São Paulo registrará a morte de 3 mil pessoas por ano, devido a problemas respiratórios provocados principalmente pela poluição atmosférica que tem como grande vilão a emissão de dióxido de carbono dos veículos (com maior peso dos motores a diesel).

Com a palavra o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que celebrou o acordo por colocar o Brasil, daqui a quatro anos, no mesmo patamar dos europeus, que já se encaminham para o diesel com zero de enxofre.

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CONAPUB de 06 de novembro de 2008

Minc admite: governo e ANP se omitiram na questão do diesel

Enfim o ministro do Meio Ambiente deu o braço a torcer e reconheceu que a resolução 315 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) não será cumprida sob a complacência do governo.

A resolução trata da redução do teor de enxofre no diesel, o que diminuiria a poluição emitida pelo combustível. Hoje, as grandes cidades distribuem o diesel S-500, com 500 partículas de enxofre por milhão, ppm). A meta era substituir, a partir de primeiro de janeiro de 2009, o diesel atual pelo S-50, com 50 ppm de enxofre e, em 2016, pelo S-10. Mas houve um acordo que antecipou a implantação do S-10 para 2012 e a resolução 315 foi relegada a segundo plano.

O ministro Carlos Minc, em entrevista à Agência Brasil, admitiu “a ANP demorou quatro anos para especificar o diesel, a Anfavea (associação dos fabricantes de veículos) não fez os novos motores, a Petrobrás também atrasou no diesel novo”.

E então, se não fizeram motores, se atrasou a produção, multa neles seu calhorda, pois você é o único no país com poder para isso. Aliás, você foi nomeado para isso, seu bastardo.

Pela resignação de Minc, a determinação do Conama será mesmo ignorada.

Coitadinho dele, tão indefeso, tão sem poder …

Dei um tempo antes de começar a criticar este bostinha, para ver como seria a atuação dele na defesa do ambiente, mas já havia sido alertada de que o cara é um comprado, vendido, e que a entrada dele no MMA seria um desastre – a tontinha anterior também não fazia merda nenhuma, mas não fazia apenas por pura incompetência, quero crer.

Pois dito e feito, ele esta usando o discurso da lula lelé – Uia, sério que que está acontecendo isso no Brasil? - Diesel 2.000, diesel 500? Queéisso, que gente má, que gente bandida … – E eu não sabia de nada … – Vejam vocês como as petromáfias são más, mas eu não posso fazer nada, sou só a bosta da maior autoridade de meio ambiente no país, não tenho poder de para mudar nada.

Acorde, seu bandidaço, se você não fizer nada, quem irá fazer? O josé dirceu? A lula trêbada? a dona marisa? Estamos mal de ministro de meio ambiente, salve-se quem puder.

Mau humor, olho para cima e só vejo a nuvem de tempestade que acompanha a Família Adams, olho para o horizonte e só vejo destruição, só consigo ver a extinção da humanidade, se depender dos políticos brasileiros.

A verdade sobre as sacolas plásticas mais resistentes

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Ou … tudo o que você sempre quis saber sobre o engodo das sacolas plásticas mais resistentes e nunca teve coragem de perguntar.

Em ação de puro marketing orquestrada pela Plastivida (órgão fundado e mantido pelas petroquímicas brasileiras para defender os interesses comerciais destas), INP – Instituto Nacional dos Plásticos (instituto mantido e administrado também pelas mesmas petroquímicas, e responsável pela elaboração de normas do setor plástico), ABIEF – Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (onde os filiados dependem do fornecimento de matéria prima fornecida pelas petroquímicas para sobrevivência de seus negócios), e também a ABRAS e APAS (associação brasileira e paulista de supermercados, que tem entre seus membros o Carrefour, Pão de Açúcar e WallMart), foi lançada no final de maio de 2008 uma campanha de redução de uso de sacolas plásticas, promovendo a reciclagem e evitando o desperdício.

Para tal estas entidades teriam se comprometido a trocar as atuais sacolas por outras com “selo de qualidade”, maiores e mais espessas, “capazes de suportar 6 quilos”. Na verdade ficamos sabendo que existem sacolas para 5 e 6 7 quilos, para confundir ainda mais a cabeça da dona de casa.

Com isto estas entidades ligadas ao setor do plástico “prometem reduzir” em 30% o consumo deste produto.

PURA ENGANAÇÃO. Mais precisamente uma campanha do FAZ-DE-CONTA, onde num último sopro de vida estas entidades que defendem os plásticos tentam sobreviver e salvar a imagem conhecida mundialmente do plástico como poluidor do meio ambiente.

Vamos entrar agora no mundo do faz-de-conta.

FAZ-DE-CONTA que não sabemos que as sacolas maiores e mais grossas consomem mais matéria prima vendida pelas petroquímicas para sua confecção, resultando em grandes negócios e lucros para este setor – mais lucro ainda.

FAZ-DE-CONTA que ninguém sabe que estas sacolas vão demorar MUITO mais tempo para se degradar, e que continuam a não ser interessantes economicamente para a reciclagem, que hoje não passa de 2% dos bilhões de sacolas lançadas no ambiente mensalmente – só no estado do Paraná são distribuídas mais de 1 bilhão de sacolas mensalmente.

FAZ-DE-CONTA que somos ignorantes e não sabemos que a qualidade, resistência e capacidade de uma sacola deveriam ser inerentes ao produto, e não um opcional oferecido para salvar a sua imagem numa falsa campanha de bonzinhos com o meio ambiente.

FAZ-DE-CONTA que não sabemos que são os próprios supermercados os responsáveis pela diminuição da qualidade das sacolas ao forçar os fabricantes a fornecer sacolas cada vez mais baratas e por conseqüência de menor qualidade.

FAZ-DE-CONTA que somos burros e não sabemos que a população aumenta a cada dia e, por conseguinte o consumo, o que vai a cada dia aumentar o consumo de sacolas plásticas, anulando o fantasioso efeito de redução de consumo de sacolas. É claro, para a alegria das petroquímicas. Afinal, não pensaram nisto, não é?

FAZ-DE-CONTA que não sabemos que foi o INP quem criou esta norma de sacolas mais espessas e maiores justamente para garantir os lucros dos negócios das petroquímicas.

FAZ-DE-CONTA que não sabemos que um dos apoiadores desta iniciativa foi o governador do estado de São Paulo, José Serra, candidato a presidente, e que foi responsável pelo veto do projeto do uso de sacolas plásticas oxi-biodegradáveis no Estado de São Paulo.

FAZ-DE-CONTA que os pequenos supermercados poderão pagar o mesmo preço que os grandes pagam pelas mesmas sacolas, se é que estes pagam, pois para apoiar esta campanha não devem ter pago nada a mais.

FAZ-DE-CONTA que esta ação não foi combinada com alguns poucos e maiores fabricantes de sacolas para seu próprio favorecimento em detrimento dos pequenos fabricantes que não tem acesso a matéria prima fornecida pelas petroquímicas a preços e condições melhores.

FAZ-DE-CONTA que acreditamos no número mágico de 30% de redução no consumo de sacolas que estas entidades tiraram da cartola para iludir a população. Isso é cultural, aumentando ou não a espessura da sacola, as pessoas já estão acostumadas a levar o produto mais pesado em duas ou mais sacolas. Quem irá negar ao consumidor seu direito de levar quantas sacolas quiser? Por isso acreditamos que essa redução não chegue a 5%.

FAZ-DE-CONTA que não sabemos que WalMart, Carrefour e Pão de Açúcar recebem multas diárias no Paraná no valor de R$ 70.000,00 por não oferecerem alternativas às sacolas plásticas e que essas multas já chegaram, em junho a 5 milhões e foi caçada a liminar destes supermercados que permitia que eles continuassem a plastificar o planeta.

Sim, vamos FAZER-DE-CONTA que acreditamos em todos eles, que somos idiotas e burros o suficiente para sermos levados nesta ilusão.

Vamos FAZER-DE-CONTA que sacolas plásticas oxi-biodegradáveis ou retornáveis não estão sendo usadas no mundo todo.

Vamos também FAZER-DE-CONTA que sacolas plásticas convencionais não estão sendo proibidas no mundo todo.

FAZ-DE-CONTA que acreditamos no que o bem pago presidente da plastivida diz quando fala que 1 quilo de sacola plástica é capaz de gerar a mesma energia que um litro de óleo diesel.

FAZ-DE-CONTA que não sabemos quantas dezenas de óleo diesel serão queimados a mais por um caminhão para coletar um quilo de sacolas plásticas para a reciclagem ou para transportar essas sacolas mais espessas e portanto, mais pesadas.

FAZ-DE-CONTA que existem milhares de catadores interessados em recolher toneladas de sacolas plásticas abandonadas no meio ambiente e que nunca foram de interesse da coleta e reciclagem anteriormente, fazemos de conta porque que somos imbecis.

FAZ-DE-CONTA que acreditamos que as indústrias estão interessadíssimas em reciclar estas sacolas sujas, imundas, que tem até 50% de seu peso contaminadas com lixo e que eles irão usar muito dinheiro para limpar estas sacolas antes de serem recicladas – por isso é que a reciclagem destas sacolas não chega a 2%, não compensa economicamente.

FAZ-DE-CONTA que este pessoal estava dormindo e que só agora acordou para coletar sacolas plásticas para encher o tanque do caminhão – usar para energia.

Agora, vamos sair do mundo do FAZ-DE-CONTA  e voltar para realidade.

O único meio de conseguirmos melhorar este planeta para as futuras gerações é utilizando sacolas retornáveis em nossas compras, evitando o grande passivo ambiental que estamos gerando utilizando qualquer outro tipo de acondicionamento para nossas compras.

Lembrando da história, como citou Joseph Goebells, comunicador de Adolf Hitler, “basta repetir a mentira muitas vezes para ela se tornar verdade”.

Estas ações setor petroquímico brasileiro só chama a atenção do consumidor para o tamanho da derrota do setor plástico no Brasil.

Esta página recebe 2.000 visitas por dia de pessoas que querem fazer a sua parte para melhorar o meio ambiente.

Junte-se a nossa causa, vamos todos trabalhar para que os seres do amanhã encontrem um mundo mais limpo e menos poluído para viver.

Lançamento da VIAPAR CARBONO ZERO

Clique no convite para ver no tamanho original

A FUNVERDE – FUNDAÇÃO VERDE, está incentivando as empresas a neutralizarem suas emissões de CO2 no ambiente.

Iniciamos no ano passado com o lançamento do primeiro software em que foi neutralizado todo o CO2 emitido durante seu desenvolvimento.

Agora nossa parceira, a VIAPAR, fez o inventário de toda emissão de CO2 durante o ano de 2007 e constatou que seria necessário o plantio de 3.337 árvores.

Cada arvore plantada é uma esperança para uma vida melhor num futuro muito próximo. Todos nos estamos sentindo as mudanças climáticas por qual o planeta está passando e temos que agir rapidamente para conter a ação do efeito estufa.

Desde o início da civilização humana, por onde o homem passou, deixou um rastro de destruição, derrubando florestas, destruindo ecossistemas inteiros.

Primeiro para poder ter madeira para construir casas, usar a lenha para se aquecer no inverno e para poder preparar seus alimentos.

Hoje, depois de HUMANIZARMOS a paisagem de praticamente todo o planeta, estamos precisando mudar este nosso estilo de vida predatório e começarmos a plantar as árvores que já cortamos.

A neutralização de carbono vem em boa hora, pois estamos precisando plantar muitas árvores para reparar a destruição que causamos no passado.

No nosso projeto Mata Ciliar FUNVERDE, plantamos os fundos de vale – as matas ciliares – desde 2004, quando começamos plantando dez árvores por final de semana.

Hoje temos capacidade para plantar mais de 500 arvores a cada sábado, com a ajuda de nossos voluntários e estagiários nas 2 horas no qual o projeto é desenvolvido por semana.

O projeto mata ciliar FUNVERDE conta com a parceria, desde 2005, do Ministério Público, da Prefeitura de Maringá e da VIAPAR.

A FUNVERDE já realizou a revegetação da mata ciliar de 3 Córregos desde o início do projeto, Córrego Mandacaru, Córrego Diamante, Córrego Nazaré e atualmente estamos plantando as margens do Córrego Maringá na região do Bairro Laranjeiras, tendo plantado desde 2004 mais de 30 mil árvores nativas de grande porte, sempre em áreas públicas e de pessoas carentes.

A FUNVERDE planta árvores nativas com porte superior a 1,5 metro sempre incluindo 25% de árvores frutíferas nativas para atração da fauna.

Neste evento VIAPAR CARBONO ZERO, a VIAPAR fará a doação destas árvores para o projeto Mata Ciliar FUNVERDE.

Com isso, aumentamos nosso banco de árvores, o que nos possibilita cumprir nossas metas de plantio durante o ano de 2008.

Esperamos que outras empresas realizem o inventário de suas emissões de carbono, pois isto irá nos ajudar na recuperação da mata ciliar dos rios.

Convidamos todos a estarem presentes neste importante evento e novamente, agradecemos a diretoria da VIAPAR por nos escolher como a entidade que irá fazer o plantio destas mudas doadas.

Parabéns pelo aniversário de São Paulo

paulo.diniz

Em comemoração ao aniversário da cidade de São Paulo, faça como a Maria Fernanda Cândido, dê um presente à sua cidade, use sacola retornável.

Com mais de 10 milhões de pessoas habitando essa cidade, se cada um fizer sua parte, com certeza a cidade ficará muito mais bonita do que já é.

Começou com o prefeito Kassab limpando os outdoors, plantando árvores, isto é, o primeiro setor fazendo sua parte.

Faça a sua parte também, pratique gestão de resíduos residencial, isto é,

Separe seu lixo em 3 sacos – lixo reciclável, lixo compostável, e o que não pode ser reciclado ou compostado.

Vá às compras utilizando sua própria sacola retornável.

Evite comprar bebidas em embalagens de uso único – alumínio, pet, long neck -, além de economizar recursos naturais você estará economizando energia para fabricar estas embalagens, Além do que, o gosto é totalmente diferente e melhor de qualquer bebida em garrafa de vidro.

Compre sempre produtos com menos embalagem – já comeu o biscoito calipso da Nestlé? É o exemplo do que digo, 3 embalagens para um biscoito, um verdadeiro crime ambiental.

Troque suas lâmpadas incandescentes por fluorescentes, que duram 10 vezes mais e gastam 10 vezes menos energia.

Feche a torneira ao ensaboar a louça, ao se ensaboar, ao escovar os dentes e ao se barbear.

Só utilize a máquina de lavar roupa ou louca quando estiver cheia.

Vá caminhando quando o percurso for curto – na padaria da esquina, na videolocadora da quadra, na frutaria, açougue, farmácia, em qualquer lugar num raio de 4 quadras, você estará evitando jogar CO2 emitido pelo seu carro e melhorando sua qualidade de vida.

Pense sempre, o que posso fazer em um minuto e que pode melhorar o mundo? Todas as atitudes acima.

Você pode achar que sua mudança de comportamento não irá fazer diferença nenhuma, mas multiplique seus gestos por mais de 10 milhões de pessoas e veja que a mudança que começou com você, em você pode mudar o destino do planeta.

Clique aqui para assistir a matéria.

Cidades alemãs proíbem circulação de carros sem ‘selo ecológico’

Rusty Russ

O eco de 02 de janeiro de 2008

Três cidades alemãs (Berlim, Hannover e Colônia), determinaram que, a partir de 1º/01/2008, estão proibidos de circular pelo centro urbano automóveis que não tenham o “selo ecológico”.

A marca atesta que os veículos têm catalisador ou filtro de diesel.

Com isso, as autoridades da capital e as outras duas cidades pretendem reduzir a poluição atmosférica no centro urbano.

Para isso, criaram as zonas de proteção ambiental em um amplo raio do centro.

No caso de Berlim, estima-se que aproximadamente 80% do total de 1,2 milhão de autos já têm o selo.

Os motoristas tinham até o final de 2007 para adquirir as certificações a tempo.

No entanto, as autoridades da capital advertiram que haverá uma margem de tolerância ainda em todo o mês de janeiro de 2008, antes que comecem a ser multados com taxas de 40 euros (R$ 103,6) os veículos que circularem pelo centro sem a placa correspondente.

As sacolas plásticas continuam sendo utilizadas em grande quantidade

Estivemos recentemente em férias no Balneário Camboriu, e lá, tivemos de ir ao supermercado para fazer pequenas compras.

Estamos acostumados a utilizar as sacolas de pano retornáveis já a alguns anos e é claro que sempre levamos as sacolas retornáveis em nossas viagens.

Lá, ficávamos observando a farra dos saquinhos plásticos. Turistas e moradores da cidade saindo do mercado com quantidades assustadoras, absurdas, de sacolas de plástico, despreocupadas, como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Quando retornamos para casa, resolvemos fazer uma compra padrão de aproximadamente R$ 150,00 reais e, como experiência, não levamos as nossas sacolas retornáveis e pior, deixamos o empacotador trabalhar normalmente, utilizando a quantidade de sacolas que normalmente ele utiliza sem dar palpite – você não tem idéia de como foi difícil ver o empacotador esbanjar sacolas sem podermos falar nada.

Quando retornamos, fomos fazer as contas e tirar algumas fotos.

Veja nas fotos abaixo o desastre.

 

Para termos uma ideia do que foi comprado, tiramos tudo das sacolas plásticas e colocamos sobre a mesa.

Veja a quantidade ridícula de sacolas plásticas ao fundo. No total voltamos do supemercado com o volume assustador de 31 sacolas.

Já tínhamos esquecido de como era isso, fazer compras sem levar nossas próprias sacolas, de como éramos poluidores antigamente. Como as pessoas não sentem culpa? Será que elas não percebem o desastre que são essas malditas sacolas de plástico?

E que desconfortável é carregar esse monte de sacolas, que rasga, que corta a mão ao carregar, que cai tudo no carro, nada fica acomodado, elas não tem estrutura, então vira tudo uma bagunça, foi uma verdadeira volta ao passado, muito desagradável, devo dizer.

Só não sabemos o que fazer com estas sacolas, porque usamos sacos de lixo oxi-biodegradável e, mesmo sendo uma experiência, dá uma culpa danada, mesmo as sacolas dos dois supermercados sendo oxi-biodegradáveis.

Depois fomos acomodar as compras em nossas sacolas retornáveis, como normalmente fazemos nos caixas dos supermercados, sendo uma retornável para limpeza, outra para verduras e legumes, e mais outras para os alimentos secos e enlatados.

Observe como ficou a organização.

Como as sacolas retornáveis tem um fundo largo, as compras podem ser acomodadas para ficarem em pé, não derruba nada, não amassa nada, é a tecnologia das nossas avós que se adapta perfeitamente ao Século XXI.

Utilizamos o kit padrão da FUNVERDE para esta demonstração, como abaixo.

Veja como ficou mais fácil para levar, colocar no carro, para levar para o apartamento e veja a quantidade de plásticos que estaremos economizando em uma compra normal ao usar as sacolas retornáveis.

Isso sem contar a consciência perfeitamente limpa e o planeta também.

Lembre-se, toda vez que você deixar de utilizar uma sacola plástica, voce está ajudando a NÃO aumentar esta montanha de lixo abaixo.

A maioria das cidades brasileiras – quase 80% delas – são como como esta foto acima, tem lixão a céu aberto.

Ao usar sacolas de pano retornáveis você evita as sacolas voadoras como abaixo.

Por fim, você evita a enorme quantidade de plasticos que se acumulam nos rios e mares deste planeta, que poluem nossas águas, que os animais, aves e peixes acabam engolindo e morrendo ao confundir o plástico com alimento.

Usar sacola plástica é um tapa na cara da humanidade, é um crime que pode e deve ser evitado, hoje, agora.

Chega, o planeta não tem mais tempo e espaço para tanto lixo, quando é que as pessoas irão perceber que não dá mais para consumir, comer o planeta sem fazer sua parte, gestão ambiental nas casas.

 

Você deita a cabeça no travesseiro à noite e dorme com a consciência limpa, sabendo que não está legando aos seres do amanhã esta herança maldita, que são as sacolas de plástico, que demoram até 500 anos poluindo nosso planeta azul.

Dê um presente ao planeta e aos seus filhos, netos, bisnetos etc.

VOCÊ PODE FAZER A DIFERENÇA, começe em casa, ajudando a diminuir a quantidade de lixo no planeta.

Sempre que for ao supermercado, utilize sacolas retornáveis, quem ainda não nasceu agradece sua ação.

Nova York quer reduzir emissões de carbono em 30% até 2030

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Máfia do lixo de 30 dezembro de 2007

A cidade de Nova York, nos Estados Unidos, deu início a um projeto de reduzir em 30% até 2030 suas emissões de gases que causam o efeito estufa.

A primeira mudança simbólica já se nota nas luzes da famosa árvore de Natal do edifício Rockefeller Center, que ganhou lâmpadas que economizam energia.

As lâmpadas da ponte Brooklin também serão substituídas no ano que vem, a um custo de US$ 500 mil.

Como este tipo de iluminação dura três vezes mais que as lâmpadas tradicionais, espera-se que a cidade economize dinheiro no longo prazo.

Nova York está se tornando “verde” esta é a manchete que o bilionário e prefeito Michael Bloomberg quer ver no Ano Novo, no momento em que ele tenta reduzir os custos de energia de uma cidade que responde por cerca de 1% das emissões americanas de carbono.

Novos veículos híbridos de polícia e bombeiros também serão introduzidos, junto com caminhões de lixo, por um período de testes.

A cidade planeja ainda adotar iluminação econômica em escolas e prédios municipais.

Estes projetos de curto prazo têm o objetivo de atingir uma redução de 34 mil toneladas por ano na emissão de gases que causam o efeito estufa um volume relativamente modesto, considerando que estas emissões alcançam atualmente quase 60 milhões de toneladas por ano.

A maioria das emissões de Nova York se deve ao consumo de energia dos seus famosos arranha-céus. Estima-se que os edifícios urbanos respondem por 80% do total do carbono lançado na atmosfera pela cidade.

Para consumidores, adoção de sacola retornável não é tão simples

Folha de Londrina de 04 de dezembro de 2007

Eli Araujo

Boa parte da população está consciente de que as sacolas plásticas oferecidas pelos supermercados causam uma série de danos ao meio ambiente e sabe também que o uso das sacolas retornáveis poderia reduzir o problema de forma significativa. Mas a mudança de hábito não é algo tão simples quanto se pode imaginar em um primeiro momento. Os próprios consumidores colocam uma série de obstáculos. Na opinião de alguns deles, os supermercados deveriam oferecer as novas sacolas gratuitamente aos ‘‘clientes especiais’’ e outros alegam que precisariam sair do trabalho e passar em casa para pegar a sacola ou ainda citam que deixam a sacola em casa por ‘‘falta de tempo’’.

Me dá coceira quando leio bobagens, tenho que comentar as besteiras da matéria.

Eli, a matéria é ótima, obrigada por sempre estar interessado em matérias que fazem diferença para o planeta, mas, as pessoas entrevistadas é que são umas antas, umas imbecis.

Vamos por partes -tem que ler o por partes com sotaque caipira, senão não tem graça.

A bancária Maria Concília Caccavella concorda que as sacolas plásticas usadas nos supermercados são prejudiciais ao meio ambiente e que ‘‘deveria haver uma maior conscientização das pessoas em relação ao assunto’’. Ela disse que comprou uma sacola retornável há poucos dias em um supermercado, mas ainda não teve como usar a sacola. ‘‘Você chega em casa depois do trabalho, tem que ir ao mercado, e naquela correria não dá tempo de pegar a sacola’’. Maria diz que considera interessante que as sacolas retornáveis estejam disponíveis no comércio, mas não é só isso que vai resolver os problemas. ‘‘Acho que todo mundo tem que fazer a sua parte e contribuir para um mundo melhor’’.

Maria, sacanagem sua, comprou a sacola para que, para fazer bonito para as amigas, porque é moda? Compre e use Maria, senão está jogando fora seu dinheiro e nem louco queima dinheiro.

Pense Maria, pense, vou te ensinar a não esquecer a sacola em casa, mas aproveite que vou ensinar só uma vez e não vou repetir, tá?

Duvido que você vá ao mercado sem sua bolsa, toda mulher tem uma companheira inseparável, sua bolsa, então maria, a moda agora é big bag, aquela bolsona que de tão grande dá até para levar o cachorrinho dentro para passear.

Então Maria, deixe a sacola retornável dentro da sua bolsa, viu que simples? Que óbvio, não? Menos novela na cabeça Maria e mais preocupação com o planeta.

Maria, você diz que “considera interessante que as sacolas retornáveis estejam disponíveis no comércio, mas não é só isso que vai resolver os problemas”. Maria, Maria, acorde, por favor, em nome de seus descendentes, é claro que não é só isso que vai resolver os problemas, mas temos que atacar todos os problemas de uma vez só, não seja como uma vereadora de nossa cidade que quis ridicularizar nosso promotor de meio ambiente dizendo ”para que se preocupar com árvores quando tem tanto bandido solto nas ruas”, o que a vereadora não entendeu é que tem que prender bandido sim, mas também se preocupar com as árvores, sim – desculpe Edith, te adoro, mas não podia deixar passar - atacar os problemas em todas as frentes de batalha possíveis, então não venha dizer que uma atitude não vai resolver o problema total, isso é desculpa de pessoas preguiçosas que não querem fazer nada, só fingir que fazem e, no seu caso, nem isso.

Aí voce termina assim ‘‘Acho que todo mundo tem que fazer a sua parte e contribuir para um mundo melhor’’. Ô sua estúpida, besta quadrada, ignorante, que discurso vazio, do século passado, ô minha filha, tá louca, é? A sacola é o início de sua contribuição, veja bem, é só o ínício, porque do jeito que nós humanos massacramos este planeta temos que fazer muito mais do que só usar a sacola, mas o começo é a sacola, sacou, entendeu, capisci?

A secretária Elaine Giroti usa as sacolas dos supermercados para colocar lixo orgânico e as sacolas que sobram ela coloca no lixo reciclável. Ela mora em um edifício na região Sul da cidade e lamenta que nem todos moradores separem o lixo. ‘‘A gente vê muita coisa reciclável no lixo orgânico’’. Elaine acha louvável que o comércio ofereça as sacolas retornáveis a seus clientes, mas vê alguns obstáculos na adoção do novo hábito. ‘‘Os nossos avós usavam as sacolas retornáveis porque as mulheres ficavam em casa e iam direto para o mercado. Agora, você trabalhando fora, tem que sair e passar no mercado e não vai levar a sacola de casa para o trabalho’’. Independente do detalhe, ela acha que é interessante o comércio ter este tipo de sacola à disposição dos clientes.

Mais um exemplo de mulher estereotipada, que não pensa, só assiste novela e fofoca. ‘‘Os nossos avós usavam as sacolas retornáveis porque as mulheres ficavam em casa e iam direto para o mercado. Agora, você trabalhando fora, tem que sair e passar no mercado e não vai levar a sacola de casa para o trabalho’’. Para você a mesma resposta que dei para a Maria, leve a sacola no carro, deixe no porta malas. Ah, não vai de carro para o trabalho, melhor ainda, porque mostra que você está preocupada com o ambiente, então tá, vai de bicicleta, ônibus, diapé, whatver, leve as sacolas retornáveis na bolsa, deixe algumas na gaveta do serviço, isso não é desculpa, bem, na verdade é uma desculpa bem da esfarrapada.

E as mulheres e homens europeus que fizeram esta volta ao passado para preservarem o futuro?

Em países desenvolvidos europeus as pessoas levam sacolas novas, velhas, arrebentadas, lindas, horríveis, levam cestas em suas bicicletas, eles não estão preocupados com a moda, mas sabem que se não levarem suas sacolas terão que pagar até um euro por sacola do mercado ou levarem as compras nas mãos.

O vendedor Henor Mota se considera uma pessoa ‘‘ecologicamente correta’’ e concorda com a comercialização das sacolas retornáveis, mas faz uma ressalva. ‘‘Se o mercado vender duas ou três mil sacolas a R$ 10,00, cada uma, estará tirando cerca de R$ 20 mil a R$ 30 mil de circulação, e o dinheiro se concentra cada vez mais nas mãos de poucos’’. Por isso, ele acha que os supermercados deveriam ter alguma forma de compensação com os ‘‘clientes especiais’’, aqueles que vão ao mercado quase todos os dias. ‘‘Antes, a gente comprava outras coisas em outras lojas; e hoje, até os eletrodomésticos a gente compra no supermercado. O nosso dinheiro fica todo aqui. Então, é preciso haver uma forma de conciliar os interesses. Acho que para estes clientes especiais, o supermercado deveria oferecer a sacola gratuitamente’’.

Henor, parabéns, é isso mesmo – não vou dizer É ISSO AÍ em protesto contra a coca cola que usa embalagens descartáveis, PET, alumínio, long neck one way ao invés de voltar a usar o bom e velho casco de vidro – você pode até comprar a sacola mas tem que pedir desconto ao supermercadista, porque ele vai estar economizando com sua atitude.

Ou eles dão as sacolas retornáveis ou tem que dar desconto para quem levar sua sacola, apoiado Henor.

Resistência é natural, diz ambientalista

O presidente da Fundação Verde, Cláudio José Jorge, considera ‘‘natural’’ que haja uma certa resistência na substituição das sacolas plásticas pelas sacolas retornáveis. ‘‘Há uma dificuldade de aceitação de qualquer coisa que seja diferente e, neste caso, a mudança implica em ir ao supermercado levando a própria sacola’’. Jorge lembra que alguns supermercados aboliram as sacolas plásticas pura e simplesmente e os clientes foram, de certa forma, obrigados a aceitar o novo sistema.

O presidente está se referindo às duas redes atacadistas, Makro e Atacadão, vai dizer que deixou de ir lá só porque eles não dão mais a famigerada sacolinha?

A Funverde é uma ONG ambientalista com sede em Maringá, que atua em âmbito nacional. Um de seus primeiros projetos foi sugerir a implantação das sacolas oxibiodegradáveis nos supermercados. Estas sacolas demoram apenas um ano e meio para se decompor no meio ambiente, enquanto as sacolas plásticas tradicionais demoram cerca de 100 anos. A Funverde considera que a adoção das sacolas retornáveis é uma etapa ‘‘mais avançada’’ no processo de conscientização.

Sinto dizer que não foi um de nossos primeiros projetos, temos projetos desde 1999, temos mais de 10 projetos em andamento e o projeto sacolas ecológicas – oxi-biodegradáveis – e sacolas retornáveis sairam do projeto mata ciliar funverde, que desde 2004 planta árvores de no mínimo 1,5 metro em mata ciliar, com o objetivo – que temos cumprido à risca – de reflorestar um rio por ano.

Jorge sugere que os supermercados ofereçam algum desconto, como forma de estímulo, para os consumidores que utilizam a sacola retornável com maior freqüência, uma vez que as empresas estarão economizando na compra de sacolas plásticas.

MP pode processar prefeitos por mau gerenciamento do lixo

jornal o metropolitano de 29 de outubro de 2007

Na manhã de segunda-feira, dia 22, o Ministério Público do Paraná (MP) promoveu uma audiência pública com prefeitos e secretários do Meio Ambiente de Curitiba e região Metropolitana. O encontro foi conduzido pelo procurador de Justiça Saint-Clair Honorato Santos, do Centro de Apoio Operacional das Promotorias do Meio Ambiente, que cobrou dos municípios a apresentação de novos relatórios sobre a quantidade de resíduos sólidos que têm encaminhado aos aterros sanitários.

Devido à ausência de planos de gerenciamento e compostagem do lixo, o MP pode propor ações por improbidade administrativa contra 397 prefeitos do Paraná. Ações de improbidade podem resultar na cassação do mandato do prefeito, sua inelegibilidade e gerar multas para as prefeituras. O prazo para os municípios apresentarem os projetos termina em 23 de fevereiro de 2008, com base na Lei 11.445, de 5 de janeiro 2007.

O objetivo do evento foi debater alternativas ao Consórcio Intermunicipal de Gerenciamento de Resíduos Sólidos e cobrar uma redução no volume de lixo enviado ao Aterro da Caximba, na zona Sul de Curitiba, cuja vida útil termina em dezembro de 2008.

Segundo o MP, diariamente são enviadas à Caximba cerca de 2,4 mil toneladas de lixo, volume que não diminuiu em relação a 2006. Saint-Clair explica que, desde a última reunião com as prefeituras de Curitiba e região, em fevereiro deste ano, não observou redução significativa da quantidade de lixo que é enviado para o aterro da Caximba. “Os números são desanimadores, o que mostra que o investimento em reciclagem e, principalmente, em compostagem, não tem sido efetivo. Vou cobrar isso de todos municípios”, afirma.

O Consórcio Intermunicipal para Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos reúne 15 municípios da RMC. O edital de licitação para a contratação da empresa que vai tratar o lixo foi aprovado na semana passada e deverá ser publicado até 28 de novembro. O objetivo é que a empresa contratada comece a operar em janeiro de 2009. O edital fixou o valor máximo de R$ 73 por tonelada de lixo tratado, teto que não poderá ser ultrapassado pelas empresas interessadas. Atualmente, 14 municípios pagam R$ 23,00 por tonelada enviada à Caximba (Balsa Nova, que integra o Consórcio, não manda seu lixo para o aterro). O custo previsto leva em conta a instalação e a operação do novo aterro e a tecnologia que será ofertada. A idéia é destinar somente 15% do total coletado para o novo aterro, que ainda não tem local definido. O impacto do custo poderá ser amenizado com programas de reciclagem desenvolvidos pelos municípios.

Durante a audiência, coube às prefeituras, informar se elaboraram e apresentaram ao Instituto Ambiental do Paraná o Plano de Arborização e o Plano de Recuperação de Recursos Hídricos, projetos da área ambiental que também haviam sido requeridos em fevereiro.

Bem-me-quer discute campanha pelo não-uso de sacolas plásticas

Rose Rocha

O apelo para abolir as sacolas plásticas do nosso dia-a-dia não é novo. Se você jogar uma delas fora hoje vai poluir a cidade por pelo menos mais cem anos. O provável é que apenas seu tataraneto se livre dos seus efeitos nocivos. Com essa preocupação, a organização não-governamental Instituto Bem-me-quer estabelece em seu calendário de atividades uma campanha de conscientização ao não-uso de tais sacolas junto ao comércio e à comunidade de Atalaia, que deverá ser lançada no início de 2008.

Feitos de derivados de petróleo, os sacos plásticos têm vida útil longa no ambiente, mas não são muito resistentes. No final de junho, um teste do Inmetro divulgado pelo Fantástico reprovou as sacolas de 12 dos 18 maiores supermercados do país. Mesmo assim, elas se multiplicam em grande velocidade; estão no lixo doméstico, nas ruas e nos lixões, provenientes de milhares de fontes distribuidoras.

Para Olívia Morais, diretora de Projetos Especiais da ONG, um dos maiores entraves para esta compreensão é de ordem cultural, pois grande parte do povo brasileiro ainda vê a questão ambiental como tema secundário. Por isso, ações de conscientização exigem um tempo maior para alcançar resultados positivos.

A primeira etapa da campanha planejada pelo Instituto acontecerá junto à rede pública de ensino, envolvendo alunos, professores e a comunidade atalaiense. A concepção do projeto estabelece a socialização da informação do problema representado por uma “inocente” sacola plástica jogada no meio ambiente. Através de imagens de áreas do município de Atalaia com maior concentração de lixo, os facilitadores enfatizarão o problema com base na pergunta: o que acontece quando mais de 500 bilhões de sacolas plásticas distribuídas no mundo acabam no ambiente?

Segundo Olívia, só nas unidades de triagem de lixo das grandes cidades as sacolas representam cerca de 15% do plástico comercializado. ”Como nem sempre esse material é reaproveitado, o resultado são bueiros obstruídos e canos entupidos. Algumas sacolas podem liberar toxinas perigosas se queimadas e, quando param no mar, matam tartarugas e animais que as confundem com comida”, afirma.

Sacolas ecológicas – No Brasil, as cidades paranaenses de Curitiba e Maringá já têm leis que exigem o uso de sacolas ecológicas pelos estabelecimentos comerciais. A idéia no Sul é utilizar uma sacola com maior resistência, de modo que as pessoas possam usar direto. Os estabelecimentos comerciais podem optar por sacolas ecológicas, de plástico oxi-biodegradável.

Segundo a Funverde (funverde.wordpress.com), fundação que divulga o produto, essas sacolas são feitas de plástico convencional, mais 1% de um aditivo que as faz se degradarem em, aproximadamente, 18 meses. O custo é, no máximo, 10% maior do que o das convencionais. Aqui, enquanto não alcançamos essa sensibilização, propagaremos a ida ao supermercado com sua própria sacola, que pode ser de plástico mais resistente, pano, algodão, como nos tempos da vovó.

A idéia é que a campanha tenha duração de nove meses e dividida em três etapas: na primeira, será feita a apresentação do problema à comunidade, ação desenvolvida com palestras e exibição de filmes, de modo a chamar atenção para o problema. A segunda parte será composta de oficinas para confecção de sacolas de tecido e outros materiais, que servirão de símbolo da atividade, e, por fim, a apresentação dos resultados conquistados.