A última pérola do Jornalista Edson Lima, agora sobre a invasão das calçadas pelo comércio

 

Da coluna do Edson Lima, no jornal O Diário do Norte do Paraná dia 3 de setembro de 2009:

“Absurdo – Como pode, em apenas um mês, 1,5 mil comerciantes serem notificados porque não cumprem a lei das calçadas?”

“Perda – Eles podem usar 25% da calçada para expor seus produtos, mas, como está, até isso podem perder. Vão ter prejuízos enormes, se nada puderem mostrar fora da loja.”

Maringá, como muitas cidades, vive uma situação que até pouco tempo era raro, o comerciante está cada dia utilizando mais e mais as calçadas para expor suas mercadorias.

Acompanhe os post anteriores em http://funverde.wordpress.com/2008/02/03/porque-tenho-a-sensacao-de-morar-no-paraguai-parte-i/ e

 http://funverde.wordpress.com/2009/03/16/maringa-pr-promotoria-do-meio-ambiente-quer-desocupacao-das-calcadas/ e

http://funverde.wordpress.com/2009/02/11/maringa-cidade-infernal/ e

http://funverde.wordpress.com/2009/03/17/a-calcada-nao-pertence-mais-ao-pedestre/

Desde que a fiscalização finalmente começou a mostrar serviço no segundo semestre de 2009 - com muitos anos de atraso, devemos salientar – o pedestre finalmente pode começar a transitar livremente pelas calçadas da cidade e pensamos que o problema finalmente havia sido resolvido, afinal, faz anos que ligamos para a prefeitura, ligamos para a ouvidoria, ligamos para a fiscalização, demos várias entrevistas sobre o assunto e postamos matérias com fotos na página.

Daí vem o colunista do principal jornal da cidade falar as besteiras acima. Mas é uma brincadeira de mau gosto mesmo. O que motiva este sujeito a desrespeitar o pedestre deste jeito? Edson, a calçada pertence ao pedestre e somente ao pedestre.

A CALÇADA NÃO PODE SER USADA para expor mercadorias, banners, totens, venda de mercadorias paraguaias, caixas de som com propagandas das lojas e suas músicas imbecis nos ensurdecendo, pessoas ficarem distribuindo folders que serão descartados daqui a cinco metros no chão para depois ter que gastar dinheiro público para os garis varrerem a sujeira, pessoas perseguindo outras para oferecerem empréstimos, locutores berrando chamando o comprador.

A CALÇADA NÃO PODE SER  pintada de cor diferente, colar propaganda no chão, despejar papel picado que depois irá parar nos rios, pendurar arcos com balões, bandeirolas, tudo o que acontecia na cidade.

O comerciante não pode usar os 25% da calçada, porque a lei maior é a federal, esta lei a que você deve estar se referindo foi uma lei muito imbecil que a vereadora Edith Dias, na gestão passada,  fez para beneficiar o comércio em detrimento ao pedestre e já há anos estamos tentando derrubar esta lei.

Quando a loja se estabeleceu no local,  ela deve ter calculado qual a área necessária para sua instalação e a calçada JAMAIS deve ser contada neste cálculo. Por que você diz que ele terá prejuízo? Se ninguém estiver usando a calçada, todas as lojas terão uma concorrência justa, o comerciante deve investir sim, em vitrine para chamar o consumidor mas jamais botar um locutor para berrar em nossos ouvidos.

Edson, olhe as fotos acima, é disso que você gosta, você acha lindas e maravilhosas as cenas acima? Você gosta de caminhar no meio deste caos?

São atitudes assim que levaram a humanida a ficar estagnada, temos que mudar e mudar para melhor, tornarmo-nos mais civilizados e você que assina uma coluna no jornal, deveria dar o bom exemplo e não ficar falando estas besteiras.

Nunca, jamais, o interesse de um empresário pode estar acima dos interesses da coletividade, leia, aprenda e evolua.

O zebrão é uma anta

Mas ao menos temos um consolo, ao contrário da lula lelé que é a anta do diogo, pelo menos o zebrão não é nossa anta graças à mãe terra, porque não votamos nele.

No PROJETO CIDADE LIMPA FUNVERDE, um muitos dos tópicos para ordenar a cidade é o desaparecimento da vaga exclusiva de estacionamento em frente às farmácias, afinal, farmácia hoje mais parece shopping center, você compra de revista pornográfica até azeite importado, de cerveja gelada até chinelo de dedo, de pão até celular, não tem nenhuma semelhança com as farmácias de antigamente, onde você comprava remédios, media a pressão arterial e tinha outros serviços relacionados à saúde.

Em Maringá tem quadra com até 5 farmácias, então imagine quantas vagas do cidadão estão sendo usadas por elas enquanto o motorista fica gastando combustível procurando vaga para estacionar, um absurdo.

Já há algum tempo estamos lendo sobre o projeto de lei dele autorizando reserva de vaga para estacionamento de veículos em frente às farmácias, mas imaginamos que ele soubesse que era uma lei ilegal e inconstitucional e que ele não continuaria com este projeto estúpido, que beneficia um ramo do comercio em detrimento a todos os outros. E se por acaso amanhã, sorveteria quiser vaga exclusiva? Se existe lei para um tipo de comércio, todos os outros também podem requerer esta regalia. Uia, mas não é que superestimamos a inteligência o homem? Ele continuou com este projeto debilóide e no dia 19 de maio o projeto chegou a entrar em pauta na sessão ordinária – adoramos a palavra ORDINÁRIA porque também pode descrever o caráter da turma do amém -.

Ainda bem que este projeto que beneficia as farmácias foi retirado de pauta, pelo menos por enquanto.

As farmácias de Maringá já cortam todas as árvores em frente para aparecer o letreiro, emporcalham as calçadas com papel picado, penduram de balão a bandeirola nas árvores, pintam e adesivam as calçadas, colocam mercadorias expostas nas calçadas atrapalhando o pedestre, colocam caixas de som na calçada para deixar qualquer pedestre surdo, essas farmácias farmácias precisam de lei para parar de poluir a cidade e não para beneficiá-las, porque a anta do zebrão não faz uma lei dessas, que beneficie a população que o elegeu ao invés de fazer uma lei que beneficie os poluidores? Zebrão, você foi eleito para fazer leis para a população, quando é que você irá começar a exercer o papel para qual foi eleito?

O que não entendemos é que a anta sabia que o projeto seria retirado de pauta, porque já teve até parecer contrário da assessoria jurídica da câmara, então porque continuar com este projeto? Respondemos. Para aparecer na mídia, mesmo que seja para aparecer com uma lei inútil. Quer aparecer? Então pendure uma melancia no pescoço que terá o mesmo efeito, mas pelo menos não irá prejudicar a população.

Estamos de olho.

Lançamento do Projeto Canto das Ervas neste domingo

Quando o arquiteto Jorge Macedo Vieira projetou Maringá, desenhou três áreas  ecológicas localizadas no perímetro urbano, duas delas propositadamente foram desenhadas em forma de pulmão, que são o Parque do Ingá e do Bosque II, para mostrar às gerações futuras a vegetação original existente na região e servir como pulmões da cidade. A terceira área é o Horto Florestal que você pode visualizar no Google Earth.

Além dessas três áreas, a cidade conta ainda com mais 14 bosques, totalizando 17  áreas verdes dentro da cidade, com mais de 100 alqueires de matas nativas que, somadas às mais de 130 mil árvores das ruas, praças e avenidas, proporcionam 26,65 m2 de área verde por habitante.

Hoje o entorno destas essas duas áreas servem de local de caminhada para os maringaenses, mas existe um espaço perdido entre a cerca e a pista de caminhada que é feita de concreto.

Foi dai nasceu o projeto Canto das Ervas, que pretende plantar ervas aromáticas nesse espaço perdido, pois Maringá conta com mais de 1.200 condomínios verticais, as pessoas que moram em apartamentos não tem mais espaço para sua horta e quem mora em casa acaba pavimentando todo o solo em que poderia cultivar uma horta, um pomar, um jardim, enfim, ninguém mais lembra do cheiro da hortelã, da salsinha, da camomila colhidos na hora.

Clique nas imagens para ver em tamanho maior o mapa do local do plantio neste domingo.

A Funverde lançará neste domingo, 5 de abril de 2009, às nove horas da manhã o Projeto Canto das Ervas.

Durante o lançamento, haverá o plantio de 300 mudas de ervas aromáticas no entorno do Bosque II, na Avenida Nóbrega esquina com Avenida JK.

A FUNVERDE completa 10 anos em 19 de maio de 2009 e como o objetivo é a preservação e recuperação ambiental e o bem estar da humanidade, a conscientização da população em relação à importância do consumo sustentável, nada melhor do que plantar ervas aromáticas para as pessoas compartilharem.

O projeto Canto das Ervas foi criado para chamar a atenção da população para a necessidade de se resgatar hábitos saudáveis. Antigamente, tínhamos o habito de ir até a horta para colher ervas para tempero ou para chá. Hoje, compramos as ervas nas feiras e supermercados, sem muitas vezes saber como elas são cultivadas ou para que servem. Com este projeto estamos trazendo de volta uma qualidade de vida que não temos mais, proporcionando o contato das pessoas com a terra.

A vida moderna está distanciando o homem da natureza. Já não olhamos mais para o céu para ver a beleza das estrelas, não olhamos mais para o chão para contemplar a beleza das flores, estamos vivendo uma vida insegura ou cercada de tanta segurança que não há espaço para a natureza. O ambiente passou a ser algo estranho para muitos indivíduos.

O Projeto Canto das Ervas vai proporcionar bem estar físico e mental às pessoas, resgatando o conhecimento que um dia foi de nossas avós. Era normal, para as gerações antigas, o preparo de chás e remédios homeopáticos. As pessoas sabiam a utilidade de cada erva aromática. Queremos trazer de volta a lembrança de nossa infância com os aromas e sabores.

O projeto Canto das Ervas será sempre desenvolvido em locais públicos, para que toda a comunidade seja beneficiada. Sem barreiras, pois a terra pertence a todos e todos devem usufruir dela.

O projeto tem apoio o apoio da Viapar e da Prefeitura Municipal de Maringá. As plantas serão regadas uma vez por semana e ficarão à disposição da população para serem recolhidas, naturalmente, depois de formadas.

Brevemente, o site terá uma página com mais mais detalhes sobre as plantas. É importante que a população saiba para que servem as plantas e como tirar o melhor proveito delas.

Outro objetivo do projeto é estimular as pessoas a criarem seus próprios Cantos de Ervas em suas casas.

Venha participar do lançamento de mais este projeto da FUNVERDE.

Você está convidado a participar deste plantio de ervas aromáticas junto conosco.

A calçada não pertence mais ao pedestre

Já não basta esta poluição visual nas calçadas dos totens, cones – que diabos este cone está fazendo em cima da calçada? – mercadorias expostas, enormes letreiros, ainda vem este carro do correio e estaciona em cima da calçada, parece até brincadeira, de que servem as leis se ninguém as cumpre?

Veja que tem espaço de sobra para o carteiro espertinho estacionar na rua e mesmo se não tivesse, que ele estacionasse mais longe, mas não … lá vem a lei de gerson, todos querem tomar vantagem em tudo e o pedestre … bem, o pedestre que se @#$!&*%.

Sabemos que no país tem por volta de 190 milhões de habitantes e aproximadamente 165 milhões destes habitantes estão morando nas cidades. Com o aumento da população urbana e a falta de civilidade, gentileza, educação, a perda das origens ocasiona o que está ocorrendo em todas as cidades do país, o caos se instaurou, juntando a criminalidade à falta de bom senso e a lei de gerson, as cidades vivem uma guerra urbana, é motorista xingando motorista, ninguém respeitando sinaleiros ou faixas de pedestres, motoqueiros e ciclistas na contramão e nas calçadas, estacionamento em local indevido, excesso de propaganda nas ruas …

Eis o motivo motivo da criação do PROJETO CIDADE LIMPA, obrigar as regras a serem cumpridas, criar leis que sejam compatíveis com este novo século para que as cidades se transformem em locais apraziveis, civilizados, onde possamos retornar a utilizar as praças nos finais de tarde, para diminuir o estress de se viver em uma cidade.

Não tem mais volta, temos que viver em cidades, então, façamos delas lugares em que desejemos viver.

Maringá – PR – promotoria do Meio Ambiente quer desocupação das calçadas

Gazeta do Povo JM online RPC de 06 de março de 2009

Propagandas, mesas de bares, entulho e tapumes atrapalham pedestres, principalmente os cadeirantes


A Promotoria de Defesa do Meio Ambiente quer que a Prefeitura de Maringá determine a desocupação das calçadas ocupadas por propagandas, mesas de bares, entulhos e tapumes de construções espalhados pela cidade. De acordo com a promotoria, os responsáveis pelos estabelecimentos comercias, residências e construções estão usando os espaços de forma ilegal, impedido a circulação dos pedestres e, principalmente, dos portadores de deficiência física.

Segundo o promotor Ilecir Heckert, a calçada é um bem de uso comum e não pode ser explorada como propriedade privada. “Todo mundo tem o direito de ir e vir. Essas ocupações estão disseminadas por toda a cidade. Se um pedestre comum tem dificuldade para contornar uma construção cercada por tapumes sobre a calçada, imagine uma pessoa com deficiência física”, explica.

Heckert conta que o pedido para a desocupação já foi enviado à prefeitura, responsável pela fiscalização das calçadas. “O pedido formal foi enviado em dezembro do ano passado, mas até agora nada foi feito. Há uma lei municipal que permite ocupação de até um terço da calçada, mas muitos extrapolam este espaço. Além disso, a lei federal garante a acessibilidade. A calçada foi feita para a circulação de pessoas e não para acomodar propagandas, mesas ou entulhos”, diz.

Doutor Ilecir, na verdade, a lei municipal estipula o uso de 2/3 da calçada, porque nossos amados, adorados, competentes, honestos vereadores, sem interesse nenhum, sem nenhum estímulo financeiro, só pelo puro amor à cidade, fizeram o desfavor de alterar a lei de 1/3 para 2/3 e o que vemos agora é que quem está construindo avança ainda mais que isto, constroe escritórios para a venda de suas construções também avançando na calçada, enfim, Maringá está um caos e a população agora tem que andar de carro, estacionar dentro de shoppings, comprar dentro destes mesmos shoppings, para evitar andar nas calçadas.

Mas não é só isso, temos uma lei que permite que o comerciante exponha suas mercadorias na calçada – lei da vereadora Edith Dias – e o que vemos é de cama com colchão, bicicletas, geladeiras, TVs, máquinas de lavar roupa, louça, secadoras, araras com roupas, cestos com produtos, enfim, todos os produtos imagináveis ocupando as  calçadas, ainda temos caixas de som com barulho insuportável, locutores chamando os clientes para dentro das lojas, vendedores de produtos paraguaios, pessoas perseguindo os pedestres para emprestar dinheiro, a cada 5 passos gente distribuindo folders, mesas de bares ocupando quase toda a calçada sem deixar espaço para o pedestre.

Concluindo, nossa cidade é o paraguai (Paraguaios, estamos falando de Ciudad del Este).

Mas como a FUNVERDE não reclama sem ter projeto para resolver o objeto da reclamação, estamos há dois anos desenvolvendo o PROJETO CIDADE LIMPA.

A promotoria ainda aguarda um parecer da prefeitura. Caso não haja um posicionamento sobre o caso, o promotor alerta que tanto a administração municipal quanto os responsáveis pelas calçadas podem sofrer ação civil pública. “Teremos que tomar as medidas legais cabíveis. As calçadas não podem ser ocupadas de forma indiscriminada”, ressalta.

A analista de sistemas Ana Domingues, fundadora da ONG Funverde sofre para circular nas calçadas de Maringá. Entre os obstáculos estão os tapumes das construções, geladeiras das lojas de eletrodomésticos, mesas e cadeiras dos bares. “Está impossível se locomover na cidade”, diz.

Ana conta que o problema é antigo e desde 1999 a ONG vem lutando para reverter a situação, mas, de lá para cá, nada mudou. “O município aprova leis de ocupação das calçadas que vão contra a legislação federal. Calçada é do pedestre”, defende.

A prefeitura reconhece que existem abusos na cidade, mas garante que há fiscalização. Por meio da assessoria de imprensa, a prefeitura afirma que a lei municipal permite a ocupação de um terço das calçadas para uso do comércio e das construções, mas nem todos respeitam este limite. A prefeitura pede que os responsáveis pelos estabelecimentos respeitem os espaços destinados ao pedestre.

Deve ter alguma coisa errada, pois perguntamos na prefeitura e ficamos sabendo que o codigo de posturas diz que a ocupação tem que ser de 1/3 mas os vereadores mudaram a lei para 2/3.

Quanto à frase A prefeitura pede que os responsáveis pelos estabelecimentos respeitem os espaços destinados ao pedestre, eles devem estar brincando, porque a prefeitura não tem que pedir, tem que enviar os fiscais e multar pesadamente.

Segundo a assessoria, quem não obedece à lei é notificado e em caso de reincidência pode ser multado. O valor da multa depende do espaço ocupado. O menor valor é próximo de R$ 120.

Isso lá é multa? Multa tem que ter um valor tão alto que desincentive o infrator, com uma multa dessas não tem um bar ou comerciante que vá cumprir a lei. É só ver o bar ao lado do Banco do Brasil na Avenida Duque de Caxias, cada vez que passamos lá a calçada está tomada pelas mesas e cadeiras e todas as vezes ligamos para a fiscalização da prefeitura e jamais eles retiraram as mesas e cadeiras, então …

Fomos contatados por um jornalista do jornal Gazeta do Povo de Curitiba que disse que após ler no nosso blog sobre a ocupação irregular das calçadas em Maringá resolveu nos entrevistar sobre um dos nossos projetos, o PROJETO CIDADE LIMPA, uma série de normas a serem seguidas pelas cidades para podermos viver em um local menos caótico, visto que quase 90% da população do país é urbana.

Estamos levando o PROJETO CIDADE LIMPA para vários estados através de palestras para quais somos convidados por gestores interessados em ordenar a vida em sociedade e uma dessas mudanças é a ocupação desordenada das calçadas, dentre tantos outros problemas.

Estamos resgatando, neste projeto, o bem estar de viver em uma comunidade, porque as cidades estão crescendo tão rapidamente e com tão diferentes tipos de pessoas que estamos perdendo o básico da convivência, a aplicação da lei de gerson (levar vantagem em tudo) está tomando conta também das cidades, o comerciante pode tudo, o cidadão, o pedestre, nada pode.

Olhe abaixo e diga se não dá desânimo ao estar caminhando tranquilamente e ver esta barreira na sua frente, ainda mais que esta construção está avançando mais do que deveria, porque a lei já está errada, dando 2/3 da calçada para a construção, quando o correto seria a construção ou reforma ocupar apenas 1/3 da calçada.

Lembre-se, uma construção como esta da foto, não deve ser uma coisa rápida, teremos este visual por no mínimo dois anos.

Daí você chega perto e vê que a calçada está moída, acabada, intransitável. Porque esta construtora ao menos não se digna a deixar a minúscula faixa consertada? Porque não existe fiscalização, o pedestre que se exploda.

Leia mais em nossos posts sobre a ocupação de calçadas com a categoria ou tag PROJETO CIDADE LIMPA.

Maringá, cidade infernal para os pedestres II

Você ainda lembra desta foto abaixo? Veja do que se trata no post Maringá, cidade infernal para os pedestres.

Se você já tinha achado um absurdo a construtora tomar a calçada para construir escritório para vender apartamento, tomar o lugar do pedestre se locomover, deixar a calçada cheia de lixo e pensou que não tinha como piorar, você se enganou, veja o que fizeram uma semana depois daquelas fotos e daquele post.

Note que até as árvores ficaram para dentro do cercado.

Diga, sinceramente, se você for mãe ou pai de criança que ainda usa carrinho de bebê, se você tiver problema de locomoção ou simplesmente utilizar cadeira de rodas, você conseguiria passar neste 1 metro de calçada que deixaram?

Olhe mais de perto, está simplesmente intransitável.

Primeiro que este empresário usou mais calçada do que dispõe a lei, que diz que o empresário pode utilizar 2/3 da calçada – a calçada tem 4,5 m e então ele deveria deixar livres 1,5 m mas comeu meio metro do pedestre, guloso -, o que é um absurdo, pois originalmente a lei falava em 1/3, mas nossos adorados vereadores, como legítimos representantes das pessoas que transitam neste trecho apertadíssimo de uma rua movimentadíssima, fizeram, sem interesse escuso nenhum, o favor de mudar a lei para que nossos empresários socialmente responsáveis e geradores de empregos possam utilizar 2/3 da calçada durante o tempo que for necessário para a obra ser concluída, mesmo que se passem anos.

Parabéns vereadores, vocês nos enchem de orgulho, como sempre. Nós não desejamos o mal, nunca, mas todos que estão vivos estão sujeitos a se acidentarem, mesmo que seja durante uma pelada - para os leitores gringos, não é pornografia, pelada é jogo de futebol – e quando a mãe terra permite, todos também envelhecem, gerando dificuldades de locomoção, então, a título de experiencia, sem lhes desejar mal nenhum, estimados vereadores, seria interessante que todos vocês que votaram a favor desta lei de roubo de calçada pelo empresário lei passassem algum tempo em uma cadeira de rodas e tivessem que passar diariamente por este local ou qualquer outro local em construção em Maringá, que está do mesmíssimo jeito, para ver a cagada que vocês fizeram.

Nós reclamamos sim, pois somos pedestres, pagadores de impostos, mas também propomos soluções e a solução para este problema já faz parte do nosso PROJETO CIDADE LIMPA, porque como em Maringá, qualquer outra cidade do país está vivendo este caos, com mais de 80% da população do país  urbana, as cidades estão se transformando em lugares caóticos para se viver.

A solução é simples, a construção só pode avançar 1/3 da calçada e o construtor tem que reformar o resto do 2/3 para o pedestre se locomover, não deixar entulho na calçada, porque o construtor tem que lembrar que é lei federal, a calçada pertence ao pedestre, ele está tomando emprestado este pedaço de calçada por um determinado tempo. Empresário, quem está caminhando por esta calçada pode ser um comprador do que você estiver construindo, ou um ex-comprador, por causa da raiva que você está provocando nele, seja esperto, se não for por consciência, pense ao menos em seu bolso, trate bem seu possível futuro cliente.

No caso desta construção, em que a calçada tem 4,5 metros – medimos com trena – o empresário só deixou uma faixa de 1 metro, toda esburacada, impossível de se transitar. Ele poderia PELO MENOS ter arrumado este pedaço antes fazer a cerquinha para não prejudicar a comunidade.

Mas como sabemos que a coisa só funciona na base da multa, que a consciência do empresário está localizada no bolso, onde está a fiscalização municipal?

Cadê a árvore daqui? O gato comeu?

O fim das vagas de estacionamento das farmácias e a cidadania

le Korrigan

Um problema enfrentado em todas as cidades do país está a ponto de ser resolvido em Maringá.

Finalmente a prefeitura de nossa irá acabar com as vagas de estacionamento exclusivo em frente às farmácias. Jjá era hora, em uma cidade em que se tem até 4 farmácias por quadra, farmácias que causam tanta poluição visual na cidade ocupando as calçadas com suas propagandas, papel picado, balões pendurados, bandeirolas penduradas nas marquises, exposição de mercadorias – não gente, remédio não, mas colocam fraldas e outras mercadorias em cestos na calçada, que pertence ao pedestre – as mesmas farmácias que cortam as árvores para não esconder a fachada, que de farmácia não tem mais nada, só falta vender carne assada e pão fresco, porque de resto, virou um um varejo que também vende remédio.

Mas não é só isso que tem que mudar, no projeto de cidade limpa que a FUNVERDE apresentou em 2008 ao COMDEMA – conselho municipal de defesa do meio ambiente de Maringá, constava o fim das vagas das farmácias mas também o fim das vagas para carga e descarga de mercadorias, trabalho que deve que ser realizado após as 18:00 para não atrapalhar o trânsito, afinal quem já não se irritou com um caminhão da coca cola parado em fila dupla em frente de um bar em pleno horário de banco? Quem já não teve vontade de estacionar nas enormes vagas de carga e descarga que ocupam 1/3 de quadra em nossas calçadas e nem sempre são utilizadas? Os entregadores preferem parar em fila dupla em frente ao local da descarga.

Esses caminhões com mercadorias estacionam em suas vagas, estacionam em nossas vagas, estacionam em fila dupla e ninguém diz nada, mas agora, vá você parar em uma vaga destinada a eles … multa na certa.

E o que dizer dos carro forte para os bancos e o comércio em geral que tem escrito atrás PERMITIDA A PARADA EM QUALQUER LUGAR? O que para no banco do brasil na avenida duque da caxias simplesmente estaciona em cima da calçada em horário comercial e o pedestre que se exploda, o pedestre que ande pela rua, sendo vigiado por enormes gorilas com armas pesadas. Por que eles não fazem a carga e descarga de dinheiro à noite ou após o fechamento do comércio? Afinal eles estão armados, não serão roubados de dia ou de noite e o pedestre agradece e o trânsito também.

Quando mais de 80% da população já é urbana no país, está na hora de organizarmos nossa vida nas cidades, para que as cidades não se transformem em um inferno, em uma Ciudad del Este, coisa que já está ocorrendo há muito tempo em Maringá, que está se transformando em uma cidade feia de se olhar e de se morar, com os comerciantes ocupando as calçadas com mercadorias, com vendedores ambulantes de mercadorias “importadas” infestando as calçadas, com gente distribuindo panfletos a cada dois passos – nas esquinas eles se multiplicam - emporcalhando o chão, porque, distribuir eles distribuem, limpar a prefeitura tem que limpar, usando nossos impostos, com bares ocupando quase 100% das calçadas – o pedestre tendo que implorar para o bebedor de cerveja afastar a mesa para ele passar ou então passar pela rua, isto tudo de dia, em horário comercial -, com lojas colocando totens em toda a calçada, algumas lojas com vários totens, com caixas de som nas calçadas, locutores berrando em nossos ouvidos nas calçadas, com calçadas quebradas, esburacadas, impossíveis de se caminhar, gente perseguindo o pedestre para oferecer dinheiro …

Esta é a cidade que desejamos morar? Não, certamente não.

Então o que fazer? O que nós da FUNVERDE fazemos, ligamos para a prefeitura, para a fiscalização, para a polícia ambiental, para o IAP, falamos com o promotor de meio ambiente, reclamamos para a ouvidoria, para o diabo a quatro, porque exigimos uma mudança, exigimos que nossos impostos sejam utilizados para melhorar nossa cidade.

Pelamordamãeterra, estamos no Século XXI, temos que parar de viver como bárbaros, em meio ao caos, temos que mudar, temos que tomar para nós a responsabilidade de melhorar nossa casa, nosso quintal, nosso bairro, nossa cidade, temos que reclamar quando nosso vizinho deixa seu quintal sujo, fazendo proliferar a dengue, diminuindo o valor das residências em todo o bairro, quando faz barulho após as 10 da noite, temos que parar de pensar em nosso próprio umbigo e entender que o que acontece à nossa volta nos afeta, afeta a cidade.

Temos que nos preocupar quando uma calçada ou uma rua está intransitável, porque pode ocasionar acidentes com qualquer um de nós, afinal todos temos o direito de ir e vir.

Sei que parece coisa de cidade pequena, em que um vizinho sabe tudo do outro, mas temos que começar a implantar o sistema de neighborhood watch, em que todos tomam para si uma parte da responsabilidade da segurança, limpeza, bem estar do seu bairro, afetando assim a cidade toda.

Nós temos que agir hoje na parte de segurança porque está a cada dia piorando os crimes no país, o estado não está sendo eficiente ao nos prover segurança, não temos fiscais suficientes para verificar todas as calçadas, o ordenamento do comércio, por isso todos nós temos temos aobrigação e o direito de sermos os fiscais, mas não adianta só reclamar para os amigos em uma rodinha de cerveja, tem que reclamar para as pessoas certas e cobrar que eles resolvam o problema.

Não sejamos somente eleitores de 4 em 4 anos, sejamos os xerifes.

Maringá, cidade infernal para os pedestres

O post foi feito usando como exemplo a cidade de Maringá, mas em qualquer cidade do país a pouca vergonha do empresário, a falta de respeito para com o pedestre é a mesma.

Maringá aparentemente foi criada somente para pessoas jovens e saudáveis residirem e que também não tenham filhos.

Se alguém tiver algum problema de mobilidade ou ficar idoso, que se mude, porque a cidade definitivamente não é apropriada para os que são diferentes.

Com os problemas nas calçadas esburacadas, abutres invadindo a calçada para exposição de mercadorias, construtoras roubando parte da calçada com material de construção, verdadeiras casinhas construídas tomando toda a calçada, é um crime contra cadeirantes, pessoas com problemas de mobilidade, mães e pais com carrinhos de bebês, idosos … um deficiente visual querer se locomover pelas calçadas da cidade então, é um verdadeiro suicídio.

No final do ano, perto do natal, perdi a paciência após esperar um tempão para atravessar um espaço Avenida Brasil, entre uma agência do Banco Real e outra do mesmo banco, na esquina. Neste local tem o banco na esquina, um varejão de quinquilharias que toma todo o espaço na calçada para expor suas mercadorias, ao lado tem um quiosque de venda de sorvete, um monte de vendedores de mercadorias do paragua e daí vem  a outra agência, sem nem mencionar as várias farmácias na quadra, que emporcalham o espaço público com suas propagandas, bandeirolas, sujeira no chão …

Voltando à história, não entendia porque tinha congestionamento de gente na calçada até enxergar que o quiosque de sorvete – será que eles tem permissão para estar lá? – tinha colocado um enorme totem do outro lado da calçada, deixando que só uma pessoa passasse por vez. Me deu uma vontade louca de derrubar aquela porcaria.

Sei que foi um pensamento irracional, mas onde estão os fiscais desta cidade? Será que teremos que arrumar a cidade nós mesmos na base da violência? Tenho certeza de que mais pedestres tem vontade de marretar as bicicletas em frente às lojas americanas, derrubar todos os totens que impedem o ir e vir nas calçadas, apedrejar as TVs, geladeiras e fogões em frente às casas bahia, salfer e tantas outras mais, tacar fogo nos colchões que estas lojas colocam na calçada. Afinal, a calçada não pertence ao comerciante, pertence a nós, que usamos as calçadas para caminharmos.

Maringá, Maringá …

Note a sujeira no chão tem de plástico a vassoura, de buracos a entulho na calçada, cade os fiscais?
Olhe que maravilhosa obra de engenharia, colocaram até vidro para os pedestres se olharem dos dois lados do vidro, que fofo.
Não é lindinho? Taí uma idéia, como construíram uma verdadeira casa, os sem teto deveriam se mudar para lá, afinal a calçada pertence à comunidade e a construtora invadiu a calçada, portanto a casinha é da comunidade.

Em Maringá ninguém respeita vaga de estacionamento para pessoas com necessidades especiais

Na vaga reservada em frente ao Banco do Brasil na Avenida Duque de Caxias.

Eu sei que vocês irão estranhar eu não falar cobras e lagartos da situação como é de costume, mas … falar mais o que? Nada, uma imagem vale mais do que mil palavras, ou neste caso, mais do que mil xingamentos.
 
 

Sem vergonha na cara

Veja as fotos abaixo e diga se não dá vontade de arranjar um prego daqueles de fixar trilho de trem e mais uma baita de uma marreta e marretar no dedão do pé do cretino safado que pregou a placa nesta árvore só para ouvir o sujeito desavergonhado berrar.