Projeto Mata Ciliar, 18 de abril de 2009

Fomos roçar um pouco do mato que está encobrindo algumas árvores menores no Córrego Maringá.

Este foi o último trecho plantado no ano passado e fomos fazer a manutenção.

Os novos estagiários foram ter aula de como plantar árvores e como fazer o coroamento das árvores para impedir a concorrência da árvore com o mato.

Sempre que entram novos estagiários, eles aprendem desde como fazer uma cova para plantio, tirar o saquinho para não plantar a árvore com o saquinho – acredite, se não ensinar eles plantam – estaquear, fazer o amarrio, enfim, o beabá de como se plantar uma árvore para que  ela cresça saudável.

Os estagiários se reunindo embaixo da sombra para esperar todos chegarem.

Claudio, Manoel e o Geremias.

Distribuição do uniforme dos estagiários e das sacolas retornáveis.

Este ano cada um ganhou uma camiseta do projeto mata ciliar com o selo comemorativo de 5 anos do PROJETO MATA CILIAR FUNVERDE e uma camiseta com a frase EU MUDO O MUNDO, USO SACOLA RETORNÁVEL, com o selo comemorativo de 10 anos de criação da FUNVERDE e ainda uma sacola retornável para que cada um se livre do vício no plástico.

Palestra inicial sobre o PROJETO MATA CILIAR FUNVERDE.

Ao trabalho.

Note como estas árvores estão sendo sufocadas pelo mato.

Algumas árvores florindo.

Manoel encabando enxada.

Murilo cortando mamona.

Já temos árvores plantadas no final do ano passado dando sementes.

Depois de muito trabalho puxado, sombra e água fresca antes de voltar para casa.

Código antiambiental de Santa Catarina

O Eco de 24 de março de 2009

Transcorridos pouco mais de três meses das catástrofes que assolaram o estado de Santa Catarina, em razão das fortes enxurradas e dos descuidos do homem com o meio ambiente, provocando enchentes de toda ordem, deslizamentos de encostas, dezenas de mortos e milhares de desabrigados, além de gigantescos prejuízos econômicos ao Estado, parece que a tragédia sensibilizou o Brasil e o Mundo, mas não a maioria dos deputados catarinenses, determinados que estão para a aprovação do Código Ambiental Estadual, PL 0238.0/2008, prevista para o próximo dia 31 de março na Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina (ALESC).

Das inúmeras alterações realizadas pelo Governo do Estado à minuta inicialmente elaborada por representantes de diferentes segmentos da sociedade civil, entidades públicas e privadas, a mais grave e perigosa de todas as alterações, sem sombra de dúvidas, está na redução das matas ciliares situadas às margens dos cursos d’água, de 30 para 5 metros. A mobilização do setor produtivo, com o apoio explícito do Governo é enorme e bem articulada, confundindo significativamente a opinião pública.

O argumento utilizado é o prejuízo econômico que as áreas de preservação permanente- APPs, situadas ao longo dos rios, ocasiona com a perda de área produtiva na pequena propriedade rural. Segundo informações do Levantamento Agropecuário Catarinense – LAC, 89% das propriedades agrícolas catarinenses são minifúndios de até 50 hectares, representando aproximadamente 167.000 propriedades rurais distribuídas em solo catarinense.

E o argumento é que uma parcela destes está sendo economicamente afetada pelas regras ambientais vigentes. Porém, o que poucos sabem é que, também segundo dados do LAC, dos aproximadamente 6.000.000 de hectares que servem à produção agrícola do Estado, 32,52% pertence a apenas 1,9% dos proprietários rurais, detentores de grandes latifúndios. Este dado deixa explícito que os principais interessados (e beneficiados) com a mudança legislativa não são os pequenos agricultores (que representam 45,68% da extensão fundiária), e sim os grandes.

Com a lei, toda a sociedade catarinense abdicará para sempre de boa parte deste importantíssimo bem ambiental que a todos pertence (as matas ciliares), cuja função prioritária está na preservação dos recursos hídricos, essencial à sobrevivência humana, renúncia esta que servirá, de forma especial, a uma minoria economicamente privilegiada. É justo que isso ocorra?

O que poucos sabem, pasmem, é que o pequeno agricultor familiar, e somente ele, em vista do reconhecido interesse social da sua atividade, já possui autorização legal, pelo próprio Código Florestal (lei 4.771/65) que se pretende revogar, para economicamente utilizar as áreas de preservação permanente, desde que o faça mediante um sistema de manejo agroflorestal sustentável.

Na realidade, nem o Poder Executivo Estadual, nem o Setor Agroindustrial, em vista da redação do art. 115 do projeto de lei, demonstram empenho em contornar o problema pelo caminho da legalidade, estímulo à utilização responsável destas áreas ecologicamente importantes e geração de fontes alternativas de renda ao pequeno agricultor. Aliás, no sistema de integração é fato sabido que desinteressa às agroindústrias que os seus integrados tenham outras fontes de renda. A absoluta relação de dependência faz e sempre fez parte do negócio.

Também é importante que a população saiba que o Ministério Público, com razoabilidade e responsabilidade sócio-ambiental, de forma pontual, há anos, juntamente com a FATMA e outras entidades, mostra-se sensível à causa.

O auxílio vem sendo prestado a milhares de pequenos agricultores com a facilitação da obtenção dos licenciamentos ambientais através de termos de ajustamento de condutas- TACs, que vem sendo firmados e renovados com os diferentes setores produtivos (suinocultura, avicultura, rizicultura, fruticultura, dentre outros), voltados à regularização ambiental de situações consolidadas.

Esses ajustes, em sua maioria, fixam a extensão das matas ciliares a serem protegidas em 10 metros, e não 30 como afirma o setor produtivo, mediante o cumprimento de outras exigências ambientais importantes, com especial destaque para o tratamento e destinação adequada dos resíduos da produção.

É revoltante que projetos de lei voltados a instituição de incentivos fiscais ecológicos, assim como outras iniciativas de estímulo à preservação ambiental e à sustentabilidade da própria atividade econômica continuem sem vez na Assembléia Legislativa.

Se o Código Ambiental Estadual for aprovado com a atual redação, constituir-se-á numa aberração jurídica, eis que afrontará o Estado Constitucional de Direito em desrespeito às regras de competência previstas nas Constituições Federal e Estadual, como bem sabem os senhores Deputados, além de apresentar vício de legitimidade, eis que a sua redação atual não possui o amplo respaldo social, mas principalmente de um segmento, que é o setor produtivo.

E afetará também, de forma direta, a geração presente, tornando-a ainda mais vulnerável às intempéries climáticas, estimulando a ocorrência de novas catástrofes, possivelmente com maior envergadura que as já ocorridas, considerando a importância das matas ciliares na contenção de enchentes em face das previsíveis enxurradas que estão por vir.

Acredito que ainda haja tempo para uma mobilização e forte reação social voltada à reversão do quadro grave que se anuncia e sensibilização de nossos representantes, dispensando complexas batalhas judiciais, desgastantes e custosas aos cofres públicos. Ou aguardemos, mais uma vez, as conseqüências catastróficas de nossa passividade.

Luis Eduardo Souto é Promotor de Justiça e Coordenador-Geral do Centro de Apoio Operacional do Ministério Público de Santa Catarina. O artigo acima foi apresentado no seminário Ambientalis 2009, em Chapecó, entre 17 e 19 de março, na palestra Código Ambiental de Santa Catarina.

Absurdo dos Absurdos, vamos amarrar estes canalhas em cadeiras, pegar uma pinça e arrancar cada pelo dos cílios destes políticos e produtores e colocá-los em uma tempestade de areia ou de chuva mesmo, para eles entenderem na carne a importância da mata ciliar.

Nós, que temos um projeto continuado de replantio de mata ciliar desde 2004, que já plantamos dezenas de milhares de árvores, com 1/4 delas sendo de frutíferas nativas para atração da avifauna, com árvores de no mínimo um metro e meio para viabilizar sua sobrevivência, só podemos ficar pasmos diante deste crime contra a humanidade e o planeta.

Idiotas, suicidas e pior, assassinos das gerações futuras.

Projeto mata ciliar FUNVERDE – 19 de julho de 2008

Hoje não tem plantio, hoje tem comemoração de final de semestre, afinal ninguém é de ferro e adoramos nos divertir com a mesma intensidade que amamos nosso trabalho voluntário.

O Sr. Zé do banestado, como ele é chamado, foi nosso churrasqueiro, preparou o almoço com muita dedicação e ficou perfeito, bonito e muito saboroso.

O Dirceu e a esposa estiveram lá nos prestigiando.

O Roberto Verdade, esposa e filha também estiveram conosco.

A Silmara e sua família estiveram no churrasco. Eles são nossos voluntários mais constantes.

Nosso objetivo no Projeto Mata Ciliar FUNVERDE é a revegetação dos fundos de vale, mas todos são voluntários ou estagiarios, por isso, quando na ocasião da formatura de uma turma de estagiarios, fazemos um churrasco para marcar a data.

Depois de formados, muitos se tornam voluntários, nos ajudando e participandos dos projetos e eventos promovidos pela FUNVERDE.

Projeto mata ciliar FUNVERDE – 05 de julho de 2008

 Hoje levamos os voluntários e estagiários para visitar os locais em que a viapar está fazendo roçada de manutenção – desde o dia 27 de junho, é muito terreno para roçar – do plantio das árvores do PROJETO MATA CILIAR FUNVERDE

Todas as árvores das fotos foram plantadas no segundo semestre de 2007.

Oba, encontramos goiabas, enormes e maduras.

E encontramos também mixiricas, daquelas minúsculas e azedinhas.

O Córrego Maringá.

Só para relembrar poque criamos o projeto de desplastificação do planeta, porque por onde quer que olhemos tem plástico, principalmente sacolas e PET, um dia um extraterrestre chegará aqui e contestará o nome que demos para o planeta, que deveria se chamar planeta plástico e não planeta terra.

Um dos motivos de plantarmos árvores grandes é para as pessoas não terem que esperar 10 anos para ver o resultado do seu trabalho, em um ano já da para ver o desenvolvimento das plantas e dá até para pegar uma sombra. Neste mundo em que tudo é instantâneo, não temos tempo de plantar um pé de jabuticaba de 20 centímetros e esperar 10 anos para ele frutificar.

Claro que a árvore também sofrerá menos concorrência com o mato, sobreviverá melhor à seca porque o torrão de sua raiz é grande, fornecendo nutrientes até a árvore se adaptar no campo e mais um rol de motivos, mas o psicológico também faz parte.

Atravessando o rio para ver o plantio na outra margem.

Agora fomos para outro local de plantio, em outro córrego, o Nazaré.

Leia a placa, veja o lixo e chore.

Estas árvores grandes são leucenas, uma praga.

Quanto ao lixo, vamos fazer o que? Pedimos para a prefeitura fazer a limpeza até a próxima vez que os porcos resolverem jogar lixo no local do plantio, infelizmente as pessoas não tem noção, educação, não tem nada, só querem assistir novela, jogar futebol e fococar.

Muito raramente aparece um vizinho do local onde estamos plantando mas não para ajudar e sim para pedir árvores, pooode?

Bom, por hoje é só, a maior parte das árvores está maravilhosa, menos nos locais com leucena, em que esta árvore do inferno não deixa muita coisa sobreviver.

No início do ano de 2009 a VIAPAR fará outra roçada e voltaremos para mostrar o desenvolvimento das árvores

Projeto mata ciliar FUNVERDE – 30 de junho de 2008

A VIAPAR iniciou hoje, segunda-feira, a manutenção das áreas de plantio do PROJETO MATA CILIAR FUNVERDE.

Temos uma parceria entre o primeiro, segundo e terceiro setor neste projeto de recuperação de nossos rios, onde a prefeitura disponibiliza áreas públicas, faz a roçada inicial e abre os buracos para o plantio de árvores.

A FUNVERDE entra com a mão de obra – voluntários e estagiarios – com as árvores de aproximadamente 1,5 m, com as estacas para tutoreamento e faz rega estas árvores durante o período de adaptação destas árvores ao local.

A VIAPAR faz a manutenção destas árvores, com roçadas periódicas, até o fechamento de suas copas, quando então não há mais competição com o mato que não cresce por falta de luz e daí é só deixar a natureza fazer seu trabalho.

Com este projeto, desde 2004 estamos recuperando as margens dos rios de nossa cidade, um a um, todos os sábados, de março a novembro – até 2007 era de fevereiro a novembro, mas por causa do crescimento do número de estagiários, cujas aulas iniciam em março, mudamos nosso calendário de plantio – , plantando árvores nativas de aproximadamente 1,5 m de altura, usando sempre frutíferas nativas – até 25% das árvores – para atração de aves e animais.

Se você estiver entediado e não tiver o que fazer aos sábados, junte-se a nós, você estará encontrando novos amigos com interesse em melhorar o planeta, fará muito exercício físico e mentalmente estará leve ao final do dia, isso sem contar que você estará doando uma pequena parte de seu tempo para ajudar o planeta ter água mais limpa, aumentar a biodiversidade e melhorar a qualidade do ar que respiramos.

As árvores que aparecem aqui foram todas plantadas no segundo semestre de 2007.

Conforme o mato é roçado, dá para ver como as árvores estão crescendo.

 Um morador dos arredores aproveitou para recolher o capim cortado para alimentar seus animais.

Olhe do outro lado do rio como as árvores estão enormes.

Projeto mata ciliar FUNVERDE – 21 de junho de 2008

Hoje a tarde foi diferente, foi dia de reunião sobre o projeto condomínio sustentável, para juntar os grupos que irão converter os condomínios – Maringá tem mais de 1.100 condomínios, só contando os verticais – em locais de reciclagem, separação de óleo, lâmpadas e baterias, gerando renda para estes locais de grande concentração de pessoas e que não reciclam – a taxa de reciclagem em Maringá é ridícula, menos de 5% – , jogam material reciclável e orgânico no aterro da cidade, diminuindo o tempo de uso destes locais por descarte de material que não deve jamais ir para o aterro.

Se todos reciclarem, os aterros aumentarão seu tempo de uso em 95%, que é o que sobra entre reciclável e compostável, o chamado rejeito.

Entregamos anteriormente para todos material sobre reciclagem para que os grupos fizessem um folheto simples para ser utilizado no projeto, que atinja desde a empregada domésticas dos apartamentos até o patrão – o homem da casa é menos sensível a uma campanha dessas.

A FUNVERDE escolheu 2009 como o ano do lixo para resolvermos de vez o problema da preguiça generalizada em a população assumir sua a responsabilidade pelos rejeitos que gera.

Iniciamos com o plástico em 2005 e estamos evoluindo para atingir todos os tipos de resíduos, mas principalmente, é urgente parar de enviar o que pode ser reciclado e o que pode virar adubo para os lixões e aterros, isto não é uma conduta sustentável, até quando usaremos terra fértil para depositar lixo? Ninguém parece estar preocupado com o futuro, onde necessitaremos de terra fértil que terá virado terreno para lixões e aterros, recursos naturais para fazer novos materiais de consumo que poderiam ter sido economizados através da reciclagem, voltando uma lata, um plástico, um vidro para a cadeia de produção, enfim, o negócio é consumir até secar todos os recursos do planeta, e os que ainda não nasceram que se virem.

Então, até o final do ano estaremos fazendo testes em condomínios para deixar o projeto pronto para ser aplicado em toda a cidade em 2009 e posteriormente em todo o país.

Claro que a reunião tinha que ser no local do plantio, afinal é sábado, todos estão acostumados com o caminho da roça, nosso local de encontro.

Não podemos deixar de comentar, o clima está maravilhoso, frio para variar um pouco.

Projeto mata ciliar FUNVERDE – 14 de junho de 2008

O pessoal que vai chegando fica na concentração, enquanto espera todo o grupo chegar.

Quer coisa mais bonita que esta? São o Charles e a sogra, sempre juntos no projeto mata ciliar.

Hoje o serviço será o mesmo, marcação de covas para a prefeitura fazer os buracos de plantio. Um trabalho que tem que ser feito, porque senão os buracos não ficam equidistantes.

Não tem jeito, toda semana tem que amolar as enxadas, que perdem o corte rapidamente por causa do capim.

Esses vizinhos não tem jeito, mesmo com nossos pedidos, eles soltam os cavalos no meio do plantio e os animais derrubam estacas, fazem um estrago danado. Fazer o que … quanto mais conhecemos os humanos, mais gostamos de nossas árvores.

Veja que já dá para notar uma diferença de agora para o início do ano nesse terreno, com as árvores estaqueadas. Agora, imagine daqui a cinco anos, isto é, se os vizinhos não atearem fogo, furtarem as árvores, se os cavalos não derrubarem tudo, um monte de impecilhos para que a floresta se desenvolva plenamente e os problemas são sempre ligados à vizinhança, que não tem consciência e não só consciência ambiental, consciência no geral, seus quintais são imundos, com lixo acumulando água e depois não sabem o porque das epidemias de dengue que ocorrem anualmente na cidade.

Enquanto os que tem enxadas fazem a marcação, os outros esperam sua vez de revezar as ferramentas.

Às vezes as pessoas vem sem uniforme porque chegam diretamente do serviço, não tendo dado tempo de ir para casa se uniformizar, tem quem trabalhe aos sábados.

Ou então é estagiario ou voluntário novo.

O caminhão de coleta de lixo passa regularmente, então, porque jogar lixo em local de preservação ambiental? Respondemos, pura vagabundagem, falta de vergonha na cara, falta de respeito para com o planeta, o sujeito só quer se ver livre do lixo, saiu da vista não é mais problema dele, não entende que ele mora ali, que se ele sujar o bairro, será O SEU bairro que ficará feio, desvalorizando sua propriedade, fazendo todo o bairro ficar um lugar pior para morar.

 

Parece que alguém fez uma limpa no guarda roupa e pensou, hmmm, onde vou jogar estas roupas velhas? Não teve dúvidas,  jogou no “mato”, ô gente porca.

Projeto mata ciliar FUNVERDE – 07 de junho de 2008

Mais um dia de recuperação de mata ciliar, de se desestressar da correria do dia a dia, porque, fale a verdade, não tem nada melhor do que encontrar os amigos no meio do mato, sábado à tarde, sabendo que também se está fazendo o bem para a coletividade e para o planeta, isto é, recuperanando a água dos nossos rios replantando suas margens.

O pessoal chegando, todo uniformizado.

Uma conversa à sombra enquanto não chegam todos.

Amolando a enxada.

Hoje estamos medindo o espaçamento das covas e fazendo marcações para a prefeitura fazer os buracos para o plantio.

Retirando o mato no local de marcação para o capim não enrolar na broca que irá fazer o buraco.

Como não temos enxadas para todos, fazemos os buracos revezando, enquanto uns trabalham, outros conversam, para ninguém ficar muito consado.

Preste atenção no fundo desta foto, veja como os vizinhos estão preocupados onde colocam seu lixo.

Após o trabalho físico, o trabalho mental, sempre com aulaas sobre plantio, pois sempre temos estagiários novos, que precisam aprender a plantar, tutorear, regar …

Depois de mais um dia de trabalho, todos podemos ir para casa com a consciência leve, sabendo que fizemos nossa parte, sem mudar quase nada em nossa rotina diária, apenas dedicando duas horas de cada sábado, para dar nossa contribuição ao planeta.

É fácil, faça você também sua parte, se não quiser plantar árvores, comece reciclando, economizando água, energia, afinal, se cada um mudar um pouco que seja, já afetará o destino do mundo.

O ribeirão pede socorro

O Diário do Norte do Paraná de 11 de janeiro de 2009

Mau-cheiro e espuma no Bandeirantes do Sul denunciam poluição de ribeirão que passa pela zona oeste de Maringá; município atrasa entrega de Plano Hídrico à Suderhsa

Jari Crevelin, 65 anos, fala com pesar sobre o ribeirão que passa nos fundos da sua propriedade, na zona oeste de Maringá. O ribeirão Bandeirantes do Sul, um dos afluentes do rio Ivaí, aparenta estar poluído pelo despejo de resíduos químicos.

“O ribeirão está morto”, lamenta Crevelin. O Ribeirão Bandeirantes do Sul vai fazer parte do mapeamento de córregos e nascentes de Maringá. O diagnóstico das águas integra o Plano de Gerenciamento dos Recursos Hídricos; documento que todos os municípios paranaenses devem entregar à Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa) este ano.

O prazo para a entrega do plano já foi prorrogado por duas vezes para dar mais tempo aos municípios. Até sexta-feira, apenas 49 prefeituras do Paraná haviam entregue o projeto – o que corresponde a 12% do total de 399 municípios do Estado. Maringá está na lista dos municípios que não entregaram o plano (leia box nesta página).

Crevelin recebeu a reportagem de O Diário na sua vinícola. Na ampla varanda da casa, enquanto selecionava os quiabos que iriam mais tarde para a panela, o agricultor contou sobre os bons tempos do Bandeirantes do Sul.

“A gente podia tomar água direto do ribeirão. Pescávamos os lambaris sem precisar de vara, era tudo no ‘litro’”, relembra. Criado na beira do Bandeirantes, Crevelin mora há 60 anos no mesmo sítio e acompanhou a trajetória do ribeirão.

“Eu conheci todas as qualidades desse rio”, afirma. “Só que, de 30 anos para cá, ele foi perdendo a vida. Hoje, o gado não bebe a água desse córrego.”

A reportagem de O Diário, acompanhada de Crevelin, conferiu de perto a situação do Bandeirantes do Sul. O mau-cheiro que exala do ribeirão, no trecho em que as águas cortam os fundos da vinícola da família, é o primeiro sinal de que as coisas não vão bem.

Já ao lado do córrego, as espumas brancas e a cor da água denunciam a poluição. “Parece que eles jogam produtos químicos no ribeirão”, diz o representante comercial Wilson Bespalhuk que, em novembro passado, percorreu, até Paiçandu, toda a extensão do Bandeirantes do Sul e registrou em fotografias o que viu.
Diante da situação do ribeirão, um abaixo-assinado está sendo organizado para pedir providências urgentes para cessar a poluição no local. O documento e as fotos feitas por Bespalhuk serão entregues ao Ministério Público.

Sinal de alerta

Do outro lado da cidade, são o ribeirão Maringá e o córrego Mandacaru que acionam o sinal de alerta dos ambientalistas. O presidente da organização não-governamental (ONG) Fundação Verde, Cláudio José Jorge, diz que, como não há fiscalização sobre os fundos de vale, o despejo de lixo é corriqueiro. “Lá, encontra-se lixo de tudo quanto é tipo”, diz.

Nos últimos cinco anos, a ONG tem feito a recomposição da vegetação de fundos de vale em Maringá, e Jorge conta que, ao longo desse período, já encontrou restos de tecido e de sofás, garrafas PET e de vidro, sacolas plásticas e até lixo hospitalar às margens do ribeirão Maringá e do córrego Mandacaru. “O rio se transformou em um depósito de lixo a céu aberto.”

Desde 2004, a Fundação Verde planta, anualmente, 10 mil árvores para recompor as margens dos córregos em Maringá. O trabalho da ONG já recuperou os córregos Mandacaru, Diamante Nazaré e Maringá.

Neste ano, a recomposição da vegetação estará concentrada no córrego Borba Gato, que nasce no Horto Florestal.

O projeto tem o apoio do Ministério Público, da Prefeitura de Maringá e de empresas, que se comprometem com a doação das mudas. A Prefeitura é encarregada de fazer as covas para as mudas.

Todos os sábados, de março a novembro, voluntários, estagiários de universidades e integrantes da ONG vão até os fundos de vale para fazer o plantio.

“Já plantamos mais de cem espécies de árvores de, no mínimo, 1,5 metro”, calcula Ana Domingues, instituidora da Fundação Verde. Vinte e cinco por cento das espécies plantadas às margens dos córregos são árvores frutíferas nativas.

As mudas são plantadas em propriedades da Prefeitura e de pessoas de baixo poder aquisitivo. “Hoje, não podemos plantar árvores para todos, mas, em breve, vamos plantar até para os ricos”, conta.

Já são mais de cem sábados plantando árvores para recompor as matas ciliares. Segundo o presidente da Fundação Verde, a falta de colaboração da população e as queimadas se tornaram um empecilho para o projeto. “Quando plantamos as árvores, rezamos para que ninguém coloque fogo no local.”

Plano é ‘obrigação moral’

Dos 13 municípios que compõem a Região Metropolitana de Maringá, apenas três enviaram o Plano de Gerenciamento dos Recursos Hídricos à Suderhsa: Doutor Camargo, Marialva e Sarandi.

A apresentação dos planos municipais tem como objetivo realizar a gestão integrada das águas nas esferas municipal, estadual e federal, além de assegurar às futuras gerações a disponibilidade da água com qualidade adequada para o consumo.

Os planos vão identificar se há necessidade de implantação de programas para recuperação e conservação das águas e mostrar se as prefeituras possuem políticas e diretrizes de proteção dos recursos hídricos.

As informações reunidas nos planos municipais de gestão das águas vão auxiliar na construção do Plano Estadual de Recursos Hídricos, que o governo do Estado prevê entregar até junho deste ano.

A assessoria de comunicação da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema) informou que os municípios que não entregaram o plano – entre os quais se inclui Maringá – e os que entregaram após o prazo, a princípio, não sofrerão sanções.

O Plano Municipal dos Recursos Hídricos fará o diagnóstico e estabelecerá metas e propostas para intervenções nas micro e macrobacias hidrográficas.

O promotor de Defesa do Meio Ambiente, Manoel Ilecir Heckert esclarece que o plano vai mostrar a situação das águas na cidade.

“O levantamento vai apontar qual o tamanho da área preservada, se nascentes e córregos estão em área industrial ou residencial, além de estabelecer metas para preservar as águas”, afirma. “Entregar o plano dentro do prazo é uma obrigação moral do município.”

Heckert diz que a prefeitura que não fizer o plano de gerenciamento pode ter de responder processo. “Os municípios estão brincando com uma coisa muito séria, que é a preservação da vida”, opina.

Apesar de o mapeamento ainda não ter sido entregue pela Prefeitura de Maringá, o promotor faz uma análise positiva – ao contrário do presidente da organização não-governamental (ONG) Fundação Verde, Cláudio José Jorge – sobre as águas que cortam a cidade.

Ele acredita que 70% de rios e nascentes estão preservados. “É uma situação boa, já que, no Paraná, essa preservação não chega a 50%, pelo menos nas áreas desenvolvidas economicamente”, considera.

De onde o promotor tirou que 70% dos rios e nascentes estão preservados? Queremos que ele vá dar uma volta conosco pelos rios da cidade para ele ver a real situação – de abandono – dos rios de Maringá.

Para Heckert, o índice de preservação ambiental de Maringá é o maior dentre as cidades do norte e noroeste do Estado. Segundo ele, esse cenário é fruto da atuação do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), da promotoria e da Policia Força Verde, que aplicaram multas a quem poluía as águas, e dos municípios, que incentivaram a recuperação das matas ciliares.

Procurada pela reportagem, a Prefeitura informou que não se manifestaria sobre o assunto.

Projeto Mata Ciliar FUNVERDE – 06 de junho de 2008

O pessoal chegando.

A turma esperando todos chegarem, descansando antes do trabalho duro.

Hoje é dia de marcar os locais que serão furados para plantio.

Afiando as enxadas.

Pela falta de ferramentas, enquanto alguns fazem o coroamento …

Outros tem que esperar sua vez para revezar as enxadas.

Cansadas.

Reunião antes de ir embora.

Você não tem idéia da energia positiva emanada por um grupo destes, todos voluntários, todos os sábados doando duas horas de suas vidas para tornar este um planeta melhor.

Pense, não é muito tempo, é depois do almoço, substitui um dia na academia, faz você se sentir útil, faz você sentir a consciência mais leve ao fazer sua parte para mudar o futuro de nossos descendentes.

Una-se a nós, seja um voluntário, mude você também o seu destino, mude você também o destino da humanidade.