Nova Esperança resolve o problema do lixo. Enquanto isso, em Maringá e no resto do país …

Enquanto isso, em Maringá e nos outros milhares de municípios do país os prefeitos continuam enterrando materiais recicláveis que deveriam voltar para o ciclo de produção como novos produtos e enterrando resíduo orgânico, que deveria ser transformado em adubo orgânico para fertilizar nosso solo.

Estamos esgotando recursos naturais por pura preguiça da dona Maria e do seu José de fazerem o mais básico do básico, que é limpar sua própria sujeira, separar o lixo na fonte, isto é, em suas casas. Com essa atitude, iria para os aterros ou lixões – que predominam no país – apenas 5% de tudo o que é gerado em uma cidade, que é o rejeito, o que não pode ser reciclado nem compostado.

Todos os dias a mídia nos expõe o grande problema das cidades que estão com seus lixões e aterros esgotados, tem estado querendo até queimar o lixo, mas ninguém fala o óbvio, que é gerar riqueza com o lixo através da reciclagem e compostagem. Basta apenas mudar o conceito, afinal, lixo não é lixo, é matéria prima para novo produtos.

Os políticos não tem coragem para punir o contribuinte, seja através do não recolhimento do lixo misturado ou então através de multa para quem não fizer o seu dever básico, separar seu lixo antes da coleta. Os prefeitos não agem por medo de perder votos nas futuras eleições, tem medo de mexer com a máfia do lixo ou então pelo lixo estar no final da lista de prioridades de suas agendas, porque resolver o problema do lixo dá trabalho, é mais fácil ficar inaugurando obras que dão maior visibilidade, mas já passou da hora de prefeitos fazerem seu trabalho, isto é, resolver o problema do lixo antes de sermos soterrados por ele.

Talvez fosse o caso dos prefeitos fazerem visitas mensais aos seus aterros e lixões, desde o dia em que se elegem, para aprenderem que ao colocar o lixo para fora de casa ele não desaparece, somente troca de lugar, da frente das casas para um local onde ficará eternamente, se não for reciclado e compostado. Talvez só falte isso os prefeitos agirem.

Não, não esquecemos de mencionar o lixo hospitalar, da indústria, do comércio e da construção, porque estes já sofrem fiscalização e onde a fiscalização funciona, estão destinando seu lixo corretamente.

O interessante é que em Nova Esperança, distante 470 km da capital, resolveu o problema de seu lixo e a mídia não está divulgando. Tem outra cidade no estado se preparando para multar quem não separar o lixo e a mídia, novamente, não está dando destaque.

Será que a máfia do lixo está por trás deste silêncio? Porque, não se engane, lixo dá dinheiro, e muito, e como todo político é religioso, isto é, recebe o dízimo, o terço, todos ganham ao não resolver o problema e quem sofre é o meio ambiente e os seres humanos, inclusive os que ainda nem nasceram, pois, quem você acha que vai limpar a sujeira que os humanos do Século XX e XXI geraram a estão gerando?

Li no final de semana a petição inicial do promotor de meio ambiente de Nova Esperança, o foi o passo inicial para a solução do lixo naquela cidade. Foram quarenta páginas que todos os promotores de meio ambiente do país deveriam ler e se inspirar com a coragem do Doutor Nivaldo Bazoti. Sim, coragem, porque ele foi o único promotor que conseguiu resolver o problema do lixo no país. Este ato de bravura deste promotor deveria servir de espelho para todos os outros promotores de meio ambiente do Brasil. Parabéns Doutor Nivaldo, temos cada vez mais orgulho de morar no Paraná.

E o que falar do juiz que antecipou a tutela do processo, senão que, ele também cumpriu muito bem com seu dever, ele foi sensível aos problemas ambientais decorrentes do lixo e com esta ação da promotoria. Estamos em um momento em que os governantes não podem mais enrolar o mandato inteiro.

O padrão no Brasil é que quando um prefeito é empossado, ele empurra os problemas deixados pelo último prefeito, enrola o ministério público por quatro ou oito anos e deixa os problemas mais complicados, como por exemplo o lixo, para o próximo prefeito enrolar o ministério público mais alguns anos. É só olhar as mudanças climáticas, para ver que não temos mais tempo de empurrar os problemas para os próximos governantes. O planeta não será destruído com nossas ações, mas a humanidade está fadada ao desaparecimento, por falta de ações responsáveis que mudem nosso destino.

Uma coisa interessante que o promotor fez foi cobrar uma multa diária para a pessoa física do prefeito e não da prefeitura, caso não cumprisse a determinação do MP de resolver o problema do lixo.

Outra coisa interessante é o grande adesivo vermelho chamativo afixado no saco de lixo quando não é coletado, contendo a frase ESTE LIXO NÃO FOI RECOLHIDO PORQUE NÃO FOI SEPARADO. Particularmente eu acho que além do não recolhimento, o cidadão também deveria receber uma multa.

Como resultado desta ação conjunta do promotor, juiz e prefeitura, uma cidade conseguiu sair da estatística de coleta de lixo do país que é de 0,8% e passar para extraordinários 70%.

Apesar de não havermos chegado ao ideal de 100% de reciclagem, ainda assim, mostra que é possível fazer a reciclagem, desde que envolva a população separando na fonte, gerando materiais limpos, não contaminados.

Parabéns ao Promotor de meio ambiente pela ação civil pública, ao juiz pela tutela antecipada e à prefeitura de Nova Esperança que renova nossas esperanças em um futuro mais limpo para a humanidade.

Voltarei a este assunto em breve, aguarde.

Veja abaixo a matéria da solução do lixo em Nova Esperança.

 

Paraná: jogo duro com grandes geradores de resíduos

 

Revista Reciclagem Moderna nº 15 de março/abril de 2009

Entrevista com Laerty Dudas – Coordenador de Resíduos Sólidos da Secretaria do Meio Ambiente do Paraná

Já há algum tempo, a Europa decidiu arregaçar as mangas para implantar ações em prol do meio ambiente. Entre essas ações está a introdução da Diretriz ROHS – Restriction of Hazardous Substances – que limita ou impede o uso de metais pesados como chumbo, cádmio e mercúrio em equipamentos eletroeletrônicos. Em outra linha de ação, os países-membro da Comunidade Européia conseguiram elevar os níveis de reciclagem em materiais como plástico e papel.

No Brasil, entretanto, ainda faltam leis para fiscalizar ou regulamentar o uso e descarte de uma série de produtos. Interesses empresariais e a falta de conhecimentos técnicos por parte de alguns agentes dificultam ou atrasam leis e decretos que poderiam dar melhor destino a algumas substâncias perigosas, ou, em outros casos, elevar os níveis de reciclagem no país. Basta ver o que está acontecendo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que se encontra emperrada no Congresso devido à uma série de discussões entre o poder público e empresas geradoras de resíduos.

No estado do Paraná, porém, a responsabilidade do fabricante de produtos começa a ser discutida e cobrada pelas autoridades. A emissão das ações pró ambiente do estado estão sendo coordenadas pela Secretaria do Meio Ambiente e, muitas vezes, com o apoio do Ministério Público do Estado.

Em 2003, o governo paranaense lançou o Programa de Desperdício Zero, projeto que deu origem à Política Estadual de Resíduos Sólidos. Passados seis anos de implantação dessa política, o Paraná tornou-se o principal Estado do País a endurecer o jogo com as empresas geradoras de resíduos sólidos. O resultado dessa atuação do Estado foi uma avalanche de reuniões, dezenas de multas e até mandatos de segurança solicitados pela Reciclanip – a entidade criada pelas empresas fabricantes de pneus Bridgestone Firestone, Goodyear, Michelin e Pirelli.

Nesta interessante entrevista com o coordenador de Resíduos Sólidos da Secretaria do Meio Ambiente do Paraná (SEMA), Laerty Dudas, você poderá acompanhar vários detalhes de alguns fatos que estão se desenrolando no Estado. As informações reveladas aqui servem de alerta para os demais Estados e para o governo federal, já que temos uma Política Nacional de Resíduos Sólidos prestes a completar 18 anos no papel.

RECICLAGEM MODERNA: quais são os objetivos do Programa Desperdício Zero do Paraná?

DUDAS: quando se fala em papel, aparista ou carrinheiro, o grande objetivo é gerar emprego e renda. A indústria vai necessitar de papel reciclado para colocar na composição daquilo que está fabricando. Estamos dando uma valorização ao produto a partir de uma necessidade. Esse material terá uma rotatividade maior.

RM: além de papel, quais são os outros materiais foco do programa?

DUDAS: Pneu, por exemplo. A política é de que o fabricante assuma a responsabilidade legal, já estamos conversando há dois anos com todos os fabricantes para que implantem uma logística reversa. Eles se reuniram em uma associação para blindar os fabricantes de pneus. Esse é um problema sério porque eles desenvolvem tecnologias para fabricação de pneus, mas não desenvolvem tecnológicas para reaproveitar o pneu inservível, eles dependem de um terceiro desenvolvedor de tecnologia que é a indústria cimenteira, que usa o pneu como fonte energética. Todo mundo se esquece da Lei nº 6.938/1981 (Lei federal), que é de responsabilidade solidária. A partir do momento em que você coloca a sua logomarca num produto, tem responsabilidade social por aquele produto até o seu destino final, então, já existe algo nesse sentido. Agora, não existem leis específicas para lâmpadas, por exemplo. Porque as sacolas oxi-biodegradáveis apareceram, por exemplo? Para convivermos melhor com o plástico.

RM: na revista Reciclagem Moderna nº 14 foi publicada uma reportagem bem apurada sobre sacolas plásticas. Estas sacolas que se decompõem são apenas agradáveis aos olhos, pois fragmentam o material em pequenos pedaços, correto?

DUDAS: temos no Paraná 14 laudos técnicos (sendo oito do Brasil e seis internacionais) e convocamos para o Estado o presidente da Sociedade Mundial de Cientistas em Polímeros Plásticos (Polymer Society – uma divisão do Instituto Internacional de Materiais, Minerais e Mineração) desmentido muita coisa do que as indústrias falam. Fizemos algumas blitze em redes do varejo, mas a sociedade mudou a sacola.

Aqui cabe uma pequena correção, foram feitos 25 os laudos nacionais em diversas instituições conceituadas, e no Paraná, quem não optar por plástico oxi-biodegradavel, retornável ou qualquer outra sacola que seja ambientalmente menos prejudicial do que o plástico convencional e eterno, pode levar uma multa de até R$ 70.000,00 por dia.

RM: e o que ocorre no mercado de pneus?

DUDAS: no caso do pneu, estão tentando mudar a resolução de forma que seja favorável a eles (fabricantes). Eles falam que o município tem que dar barracão e custear funcionários. Onde você vai colocar dinheiro público para acondicionar resíduo de indústria? Isso é improbidade administrativa. Esse convênio (acordo firmado entre fabricantes de pneus e algumas prefeituras do Paraná) é ilegal. Ele favorece a indústria pneumática.

E como sempre diz o Dudas, daqui a pouco aparece um fabricante qualquer coisa exigindo do município que também armazene seu resíduo, afinal, se abriram exceção para um, todos poderão exigir o mesmo tratamento dierenciado, a lei vale para todos.

RM: que acordo é esse?

DUDAS: no Paraná temos uma unidade da Votorantim que aproveita e precisa de 3 mil toneladas/mês de pneus. O Paraná gera 2 mil toneladas/mês. Matematicamente, o problema no Estado está resolvido. Só que percebemos que a conta não estava fechando. Começamos a perguntar: por que o pneu paranaense não interessava para a Votorantim? Porque a Reciclanip fez um acordo comercial com a Votorantim e estão trazendo pneu de Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul. Ou seja, eles estão limpando os outros Estados, enquanto o pneu do Paraná está sobrando.

RM: o que foi feito sobre isso?

DUDAS: tivemos uma reunião com o pessoal do Ministério da Saúde que defendia a proposta da Reciclanip. O município não pode gastar dinheiro público para acondicionar material de resíduo da indústria. Podemos até assinar convênio com a Reciclanip, desde que eles assumam toda a responsabilidade.

RM: isso ainda está em discussão?

DUDAS: emitimos R$ 20 milhões em multas para esse pessoal (fabricantes de pneus). Para cada pneu da marca Firestone, por exemplo, achado na rua, emitimos multa de R$ 10 mil. O município não fabricou pneu, isso não é dele. Outra idéia nossa foi amontoar os pneus e colocar um cartaz com os dizeres: “Esses pneus são de propriedade da empresa Goodyear, Firestone, Pirelli …” Emitimos multa também de R$ 2 milhões para a Reciclanip porque ela mandou ofício para as prefeituras solicitando que as mesmas desconsiderassem o que o governo do Estado falava. Também acionamos o Ministério Público, que avisou para os 52 prefeitos que assinaram o acordo: “Vocês podem responder por improbidade administrativa”. Na prefeitura de Foz do Iguaçu, por exemplo, pagam-se R$ 2.700,00 pelo aluguel de um barracão para estocar pneu. Esse pneu nunca sai de lá, porque estão trazendo pneu de fora do Estado. Devido à nossa pressão, em janeiro de 2009 a Reciclanip tirou os pneus de um barracão da cidade de Almirante Tamandaré (região metropolitana de Curitiba).

RM: o que mais foi feito?

DUDAS: nós nos reunimos com uma associação local que prometeu limpar os pneus do Paraná se fosse proibida a entrada de pneu de fora. Então foi feita uma resolução proibindo a entrada de pneu de fora. No início de fevereiro deste ano, a Reciclanip entrou com um mandato de segurança para cassar a resolução do Governo do Estado do Paraná.

RM: qual foi a reação do estado?

DUDAS: estamos tentando cassar essa liminar. Eles colocam como defesa que estamos impedindo um acordo comercial. Meio ambiente é a 15ª prioridade deles (Reciclanip). O acordo comercial (com a Votorantim) é o que interessa nesse momento. Queremos que eles limpem o Paraná. A Reciclanip diz que vai cumprir a resolução em 62 anos.

RM: como você acha que acontece em outros lugares?

DUDAS: não foge à regra. É inadmissível que você pague R$ 2 mil ou R$ 2,5 mil para acondicionar resíduos da Firestone ou Michelin. Com esse dinheiro é possível pintar uma escola, ou comprar um computador por mês. Quando a prefeitura cede espaço e verba para acondicionar pneu, a indústria só tem a agradecer. Os 52 municípios que assinaram o acordo estão sendo denunciados pelo Ministério Público do Paraná para ressarcir esse gasto. O sócio da Reciclanip paga R$ 50 por tonelada para incinerar os pneus na Votorantim. Mas se a empresa não for sócia, precisa desembolsar R$ 300. É um absurdo o que está acontecendo. Na última reunião da câmara técnica, voou até cadeira.

RM: mas está prevista uma reunião do CONAMA sobre esse assunto. Você não acha que poderemos ter novidades?

DUDAS: resolução não tem força de lei. Se a empresa quiser colocar na defesa que não atende à resolução, tudo bem. O pessoal se esquece de que no Paraná temos uma lei para pneus. A resolução é apenas um encontro de técnicos que vão dar diretrizes para que vire lei. Os advogados da Reciclanip caem da cadeira quando conversam conosco porque temos a Lei 12.493/99 e o artigo 11 é bem claro sobre pneu. Ela diz que o fabricante é o responsável pela coleta, armazenamento e destino final do pneu. Eles argumentam que estão trabalhando a resolução do CONAMA. Querem atribuir ao município essa responsabilidade.

Temos 210 parceiros da iniciativa privada no Programa do Estado. A Ambev, por exemplo, precisa apresentar para nós a justificativa da sustentabilidade da embalagem tipo long neck. Já fizemos a denúncia no Ministério Público. A Ambev percebeu que a logística reversa da embalagem long neck é insustentável. Comercialmente, entretanto, a long neck concorre com o alumínio. Alguns componentes químicos foram retirados da garrafa, assim ela ficou com menos peso. Essa embalagem não tem pressão para ser envasada mais de uma vez, por isso é descartada para o meio ambiente. Esse produto não tem preço, logo ele é ruim para o meio ambiente.

Um passarinho verde nos contou que as envasadoras de produtos em long neck no Paraná, receberam uma pequena multa de sete milhões de reais no inicio de maio de 2009 por não estarem praticando a logística reversa. Infelizmente não houve divulgação por parte da imprensa. Haja poder para poder encobrir esta noticia. Devem ter dado muita cerveja para calar a boca da imprensa.

Todas as empresas fabricantes de óleo combustível também estão obrigadas a fazer coleta, transporte e destino final. Este é o nosso objetivo: ter sempre o reciclador para fechar a cadeia da reciclagem. Por que a embalagem de agrotóxico conseguiu fechar o cerco? Porque o fabricante assumiu a responsabilidade. Então, o que deu certo para os agrotóxicos estamos colocando para os outros resíduos. Em alguns tipos de embalagens torna-se difícil fazer a segregação de materiais.

“Eles argumentam que estão trabalhando a resolução do CONAMA. Querem atribuir ao município essa responsabilidade” Mas isso é muita cara de pau, e não duvidamos nada que eles consigam através de lobbie, mudar esta resolução no país da pizza, onde a indústria só visa o lucro sem quere se responsabilizar pela sujeira que fabricam e emprorcalham o planeta.

RM: mas existe em São Paulo uma unidade da TetraPak que faz segregação de embalagem longa vida, por exemplo.

DUDAS: mas quanto eles colocam no mercado e quanto eles recolhem? Nós nos reunimos com o pessoal da TetraPak por meio de um programa chamado “Paraná e TetraPak em ação”. Em 2007, eles assumiram o compromisso de fazer o escoamento sustentável da embalagem. Eles estão no Ministério Público e chamamos os municípios que fazem parte do G-22 (grupo de cidades do Paraná). Cem por cento dos municípios estão insatisfeitos com o modelo. A responsabilidade é deles e não do município. Deixamos bem claro que o município não é empregado da TetraPak. Demos um prazo de 30 dias para a TetraPak resolver o problema. Decidimos (o G-22) que vamos pegar toda a embalagem recolhida e depositar na fábrica mais moderna deles, que fica na cidade de Ponta Grossa (PR). Fala-se muito em reciclagem, mas não vemos a participação efetiva da indústria.

O G-22 é composto pelos 22 maiores municípios do estado do Paraná, que concentram 80% da população e são responsáveis pela geração de 85% dos resíduos. O Paraná tem hoje 399 municípios.

RM: essas multas que você citou já foram entregues?

DUDAS: já. A alegação dos supermercados, por exemplo, é que eles cedem a sacola para o cliente colocar o produto. Os supermercados dizem que não têm culpa se colocam a sacola para transportar o produto e, em casa, o cliente a usa como saco de lixo. Acho engraçado o supermercado colocar a culpa no cliente, afinal, quem mantém o faturamento do supermercado?

Isso é o mesmo que morder a mão do dono ou cuspir no prato que come, né, supermercadista?

RM: em que outras áreas de materiais estão ocorrendo ações semelhantes?

DUDAS: lâmpadas. Fabricantes como GE e Sylvania foram multados em R$ 10 mil por dia até apresentarem relatório de logística reversa. Carrefour, Wal-Mart e Pão de Açucar receberam multas que somam R$ 14 milhões. Todos os clientes da TetraPak estão no Ministério Público. Ligamos para um deles no País (clientes de embalagem da TetraPak) e dissemos o seguinte: “Meu amigo, você depositou a sua embalagem no meu Estado. Gostaríamos que viesse retirar”.

RM: quais foram os resultados positivos dessa política implantada no Estado?

DUDAS: colocamos todos os fabricantes no circuito por bem ou por mal, pressionando a fazer uma logística reversa de todos os materiais produzidos. Infelizmente, tivemos de mudar alguns pontos porque sentimos que ninguém quer fazer nada. Não gostamos de conversar com associações. Elas foram feitas para blindar as empresas. Quando fizemos pressão sobre o PET, o que o pessoal fez? A Coca-Cola recorreu ao Cempre (Compromisso Empresarial para Reciclagem), que é uma entidade que atende ao interesse dos associados. A primeira coisa que o André Vilhena (diretor-executivo do Cempre) fez foi pedir prazo. Nunca vi pedir tanto prazo na vida. E por quê? Porque eles não querem colocar a mão na massa. Quando você pergunta quanto de garrafa de PET é disponibilizado no Estado, ninguém sabe. Eles conseguem rastrear uma embalagem de suco, mas não sabem quanto venderam para o Estado. A TetraPak disse que aumentou a reciclagem de embalagem longa vida em 32% no Estado. O índice mundial é de 16%. Qual foi a façanha que a empresa faz se nem para campo eles foram? Eles (TetraPak) questionaram a realidade de alguns municípios por aqui e nunca mais voltaram.

Quem não sabe quem é o André Vilhena, por favor, procure no google, vale a pena.

RM: você acredita que o programa ajudou a melhorar o comércio de materiais recicláveis no Estado?

DUDAS: a avaliação principal é que se o fabricante não participar do processo, tenho pena do reciclador. Para o reciclador, a parte mais cara é fazer o material chegar até o pátio da empresa dele. Agora, de quem é esse material? Do fabricante. Não interessa se o reciclador está ganhando dinheiro com esse resíduo. Isso não exime o fabricante de responsabilidade. O fabricante deveria beijar os pés do reciclador porque ele está tratando de um resíduo que ele (o fabricante) produziu. Estamos forçando o fabricante a ajudar o reciclador. Tenho pena dos recicladores porque eles apresentam uma solução sem apoio da empresa fabricante. Neste país, só haverá mudanças quando o fabricante der mais apoio ao reciclador.

Infelizmente, somente com multas milionárias alguma mudança na atitude dos fabricantes irá acontecer. Somos acomodados por natureza e se ninguém der um chute na bunda, ninguém vai para frente.

RM: você acredita em um aumento de campo de trabalho para o reciclador após a implantação do programa?

DUDAS: acredito que ele tenha aumentado, mas à custa de muito suor. Gosto de dar exemplos práticos: ligamos para a maior recicladora de embalagens TetraPak do Paraná para perguntar se a empresa fabricante estava oferecendo algum tipo de apoio. Esse reciclador ligou para a empresa em janeiro e, em resposta, recebeu alguns folders com propaganda da empresa. Isso é um absurdo. Enquanto o fabricante estiver alheio à responsabilidade, coitado do reciclador. Neste país tudo é colocado ao contrário. Os fabricantes é que deveriam perguntar para o reciclador se ele precisa de um carro, uma máquina ou algum tipo de apoio.

RM: em novembro, a SEMA publicou a Lei nº 15.696, que obriga o estado a adquirir certos tipos de papéis (cartões, embalagens, recibos etc), Cuja composição seja de 50% de papel reciclado. Essa lei já está promovendo a redução do volume de papel reciclado no estado?

Corrigindo a revista, deve ser o aumento do papel reciclado no estado.

DUDAS: baseamos esta lei na idéia de a indústria criar demanda de papel reciclado. O carrinheiro, associação ou empresa teriam um valor melhor pelo papel porque a indústria precisa dele para poder fornecer ao Estado. A empresa tem de provar que usou 50% de reciclado na composição do papel.

RM: mas como a empresa pode provar isso?

DUDAS: por meio de rastreabilidade, a empresa procura um certificador idôneo. Depois disso, a empresa consegue obter o Selo Azul da SEMA (nota da redação: esse selo é a garantia para o Estado de que a empresa foi certificada quanto à rastreabilidade). Na regulamentação da lei, colocamos apenas o básico. Agora, qualquer empresa que vende para o poder público precisa estar com a sua documentação em dia. A empresa chega aqui e quer obter o Selo Azul. A primeira coisa que vamos ver é se a empresa existe legalmente. Alguns deram problema com documentação na Receita Federal.

RM: quantas certificações Selo Azul o Estado do Paraná já expediu?

DUDAS: nenhuma até o momento e por quê? Porque a empresa interessada não existe legalmente.

RM: então as compras de certos tipos de papéis estão paralisadas?

DUDAS: a primeira empresa que poderá adquirir o Selo Azul acabou de regularizar a situação no INSS. As compras não estão paralisadas. Já fomos acusados de querer parar o estado. Havia empresas que colocavam 0,1% de apara pós-consumo junto com fibra virgem e diziam que o papel delas era reciclado. O papel reciclado vendido era papel maquiado.

RM: sobre a rastreabilidade que você comentou, não corre o risco de ser criada no Paraná uma indústria de venda de laudos?

DUDAS: não. Não posso pensar nisso. Vou acreditar no laboratório. Se existe uma indústria de venda é um problema de polícia. O laudo falso é problema de polícia. Estamos fazendo a nossa lição de casa.

RM: mas na publicação da Lei 15.696 não está claro que o reciclado usado na composição do papel novo tenha de ter sido gerado no Estado. Isso não dá brecha para que entre no Paraná papel reciclado vindo da China, por exemplo?

DUDAS: na regulamentação da lei existe um capítulo que diz que o instituto de pesquisa certificador precisa ir até a indústria e verificar a origem do reciclado. Se o instituto assinou um laudo de rastreabilidade, eu tenho de acreditar. Trouxemos para o Paraná o maior especialista mundial em polímeros biodegradáveis. Se uma pessoa como essa está assinando algo, quem somos nós para discordar? Temos de acreditar nos órgãos acreditadores.

RM: você tem idéia de quanto o Estado compra em papel? Quando esses números estarão disponíveis?

DUDAS: no momento em que tivermos todas as empresas divididas por categorias, conseguirei ter esse número. No momento, não queremos nos iludir no trabalho que estamos realizando. Vamos ter idéia desse volume e da proporção com o reciclado daqui a alguns meses.

É isso, falar mais o que depois de uma entrevista brilhante como esta do Dudas, que trabalha incansavelmente em conjunto com o Secretário do Meio Ambiente do Estado Rasca Rodrigues e com o Ministério Público com o Procurador de Meio Ambiente Doutor Saint Clair Honorato, sob a batuta do nosso genial, encardido, turrão e briguento governador, Roberto Requião, neste que consideramos o melhor governo do estado no quesito meio ambiente.

Estamos para os outros estados na legislação ambiental como a Suiça está para a Somália, há anos luz de distância na limpeza de resíduos do estado, obrigando os fabricantes a cumprirem sua obrigação de se responsabilizar por seus resíduos, ou seja, responsabilidade do berço à reciclagem, reinserindo seus produtos novamente na linha de produção.

Mas não pense você que eles estão cumprindo sua obrigação legal e moral sem espernear, e espernear muito. Eles só começam a se mover quando chegam as multas milionárias, quando são ameaçados de não poder mais atuar no estado.

Agora perguntamos, porque os outros estados não estão vindo até nosso estado em caravanas para aprender como se trata o setor produtivo? Porque os outros estados continuam reféns dos poluidores e se sentem com as mãos atadas se a solução está tão perto, no Paraná?

Dudas, continue a excelente batalha contra os poluidores, estamos aqui para apoiá-lo e também para apoiar o Rasca e o Doutor Saint Clair, para que nosso estado consiga finalmente ser um estado resíduo zero, para que consigamos fazer a reciclagem e compostagem 100%, só sobrando para os aterros os 5% de rejeito, que é o que não pode ser reciclado ou compostado.

Graças ao nosso governador, nosso procurador estadual de meio ambiente, nosso secretário estadual de meio ambiente, nosso coordenador de resíduos, podemos dizer que temos orgulho de ser paranaenses.

DUDAS AKA A CHIBATA.

 

Sacola retornável feita de sacola de sacola de plástico eterno de uso único

Para quem reclama que não postamos nada sobre artesanato utilizando materiais usados, a famosa reciclagem.

Aí vai uma dica que encontramos na internet – claro que sempre citando a fonte, no caso elianecroche.blogspot.com - para quem está cansado das férias e está com vontade de crochetar.

Quem fizer, por favor, mande umas fotos para postarmos.

Claro que não vai desplastificar o planeta, mas vai dar para se divertir e ter sua própria sacola retornável a custo zero.

faça sua sacola retornável usando a sacola de plástico convencional de uso único.

Aula básica de reciclagem

 

sujathafan

Recebemos centenas de reclamações desde que lançamos o projeto sacolas ecológicas – oxi-biodegráveis e retornáveis – em 2005 sobre o que as pessoas fariam para acondicionar o lixo se deixassem de “ganhar” sacolas de supermercado.

Não entendemos qual o drama, o porque de tanta reclamação, afinal, qual é o segredo? Será que as pessoas esqueceram que é só pensando um pouco que se resolve um problema?

Primeiro, tenha piedade, você utiliza por ano mais de 1.000 sacolas e se você fizer compras por 50 anos – em média – você estará gerando 50.000 sacolas , que se não forem oxi-biodegradáveis irão ficar de herança para seus mais longínquos descendentes, se você não tem consideração para com o planeta, pense ao menos nos que ainda não nasceram, nos seus descendentes.

Depois, vai cair a mão se você deixar umas 5 sacolas retornáveis no carro, no seu local de trabalho ou de onde você sai para fazer as compras?

E não me venha com a desculpa de que custa dinheiro, afinal você paga de 3 a 10 centavos – embutidos no preço da mercadoria que você adquire – por cada sacola que você “acha” que está ganhando.

Então, pegue um jeans velho ou compre um pedaço de tecido barato – que seja uma chita bem colorida – e a máquina de costura da sua mãe, sogra, amiga e faça suas próprias sacolas ou compre nos supermercados – tem uma rede vendendo a menos de 1 Real cada – ou junte um monte de amigas e façam sacolas coloridas e deem de presente para seus namorados, amigos, pais, irmãos – homem também tem que participar da desplastificação do planeta – e faça as contas de quantas milhares de sacolas um grupo de amigos deixa de usar por ano ao adotar a sacola retornável.

Em uma tarde de sábado ou domingo você pode ajudar você, seus parentes e amigos a deixarem o vício da sacola.

Então tá, você deixou de “ganhar” as sacolas no comércio – não estamos somente falando de supermercados, mas de todo o varejo – então, vem a grande pergunta, que diabos vou fazer para acondicionar meu lixo.

Primeiro, saiba que você tem a obrigação de separar seu lixo em 3 partes, o que pode ser reciclado, o que pode ser compostado e o rejeito.

O que é reciclavel – vidro, plástico, alumínio, metais, papel

O que é compostável – sobra de comida, cascas, folhas, basicamente a sobra dos alimentos que irá ser transformado em adubo para enriquecimento do solo

O que é rejeito – papel higiênico, fralda descartável e absorvente íntimo

Como separar o lixo reciclável – compre ou arranje um recipiente de 100 a 500 litros, que pode ser um tambor, um saco de plástico reforçado ou ráfia, uma caixa de papelão ou plástico e deixe em sua área de armazenamento de lixo, o tamanho do recipiente depende do espaço que você tem, de quanto lixo reciclável você gera, de quanto em quanto tempo é coletado o lixo reciclável. Quando você estiver fazendo comida – a cozinha é a área que mais gera lixo – lembre-se de enxaguar e colocar de cabeça para baixo o reciclável para que fique limpo e seco – e não você não estará usando água limpa, porque você abre a embalagem e coloca na cuba da pia, assim, quando for lavar a louça, automaticamente, você já irá enxaguando o reciclável, quanto mais limpo, mais tem valor o material reciclável, depois de seco, uma ou duas vezes ao dia, na hora da limpeza da cozinha, coloque estas embalagens recláveis dentro do seu local de armazenamento de reciclável. Não esqueça do material reciclável do banheiro, pelamordamãeterra, não me coloque vidro de xampu, creme dental ou ou qualquer embalagem reciclável junto com lixo de banheiro – rejeito – coloque este material junto no seu porta material reciclável. Lembre-se de que o lixo reciclável representa até 90% do volume do lixo acondicionado, então você não irá quase comprar mais sacos de lixo. Ah, você não precisa separar por material reciclável, coloque todos os tipos junto, porque no reciclado eles fazem a separação e daí você não terá como usar a desculpa de falta de espaço para ter cada container por tipo de material – vidro, plástico, alumínio, metais, papel.

Como separar o lixo compostável – compre sacos de lixo de 10 a 30 litros, sempre oxi-biodegradáveis – o saco de lixo oxi-biodegradável pode ser compostado junto com o lixo compostável – e no momento de preparação das refeições você coloca este lixo em pequenos saquinhos.

Quanto ao rejeito – pequenos sacos de 10 a 30 litros também.

Daí você pode vender seu lixo reciclável, doar para algum catador, entregar no dia da coleta do material reciclável, isto é com você, mas lembre-se de que a cada embalagem que você mandar para a reciclagem, você está dando um tempo a mais de sobrevida para a humanidade, afinal, estamos deixando de tirar da natureza tudo aquilo que teria que ser extraído para fazer novas embalagens ao reciclar as antigas.

Só com estas atitudes, você estará economizando até 90% na compra de sacos para acondicionamento de lixo. Você também estará aumentando o espaço a vida útil dos aterros sanitários em até 90% e deixando matéria prima para os futuros habitantes do planeta usarem, afinal, quando você deixar este planeta, outros ocuparão seu lugar.
Seus descendentes também precisarão dos recursos naturais do planeta para viver, não deixe que enterrem seu lixo que pode ser reciclado, pense nos seres do amanhã.
 
 
 

 

 

Recicle

Nós Reciclamos, e você?

A Palavra de Ordem É: Reciclar!

hanneorla

por Augusto Martini

Tenho certeza que até a pessoa mais desatenta ao meio ambiente conhece as vantagens da reciclagem. A reciclagem evita a depauperação dos nossos recursos naturais, poupa energia elétrica, diminui o consumo de água, promove a qualidade do meio ambiente, cria postos de emprego, etc. E se for uma pessoa mais informada, tenho certeza que até já recicla o seu papel, separa as garrafas de vidro e plástico e leva suas pilhas usadas em postos de arrecadação. No entanto, sempre que for às compras continuará trazendo para casa uma quantidade enorme de produtos, embalagens, sacolas plásticas, papéis de embrulho… Pois é, reciclar e reutilizar são coisas importantes, mas devemos saber que temos a obrigação de reduzir isso tudo no ato de compra.

Ao comprar um produto, opte pelos biodegradáveis e recicláveis. Escolha aqueles que apresentam maior durabilidade e longevidade. Contribuirá para um melhor ambiente e ajudará a poupar os nossos recursos naturais. Perceba ainda se o produto tem uma embalagem que possa ser reutilizada. Muitas vezes os fabricantes, para tornar o seu produto mais atraente, optam por embalagens mais sofisticadas e impossíveis de reaproveitar. Sempre que possível compre produtos embalados em papel em vez de plástico, uma vez que a reciclagem dos primeiros é mais eficiente.

Quando for às compras, à feira ou supermercado, utilize sacolas de pano ou reaproveite as sacolas plásticas que deve ter aos montes em casa.

No caso das bebidas, utilize produtos embalados em materiais com retorno e/ou recicláveis e depois os encaminhe para a reciclagem.

Detergentes? Compre aqueles que sejam livres de fosfatos e que sejam biodegradáveis. Ao escolher os eletrodomésticos leia atentamente as indicações e compare os consumos de água e energia.
Estes são apenas alguns conselhos que podem torná-lo um bom amigo do meio ambiente.

Você sabia que:
. Cada ser humano produz, por ano, uma quantidade de lixo dez vezes superior ao peso do seu corpo?
. A decomposição natural de plástico demora cerca de 450 anos?
. Dezenas de milhares de mamíferos marinhos morrem por ano ao comer ou se emaranhar em detritos de plástico?
. Uma fralda descartável demora, no mínimo, três anos para se decompor naturalmente?
. Com cada tonelada de papel reciclado evita-se o abate de 15 a 20 árvores de médio porte?
. Papel produzido com fibra reciclada produz menos poluição atmosférica, gasta menos água e menos energia?
. O alumínio de sua latinha de cerveja pode ser reciclado inúmeras vezes sem perda de qualidade?
. 84% do lixo doméstico pode ser reciclado?

Nos últimos anos a questão da gestão dos resíduos/desperdícios ganhou importância vital. Face ao aumento da quantidade de lixo gerada pela atual sociedade de consumo (ou deveríamos dizer sociedade de desperdício?), à falta de locais para depósitos, às polêmicas da incineração e da localização dos aterros sanitários, reciclar parece ser a chave para um futuro mais limpo e sustentável.

Reciclar implica reaproveitar, reutilizar.

A produção de materiais reciclados implica uma menor extração e delapidação dos recursos naturais do Planeta, um menor consumo de energia, um menor volume e número de lixeiras e incineradores e a consequentemente redução da poluição.

Para que a reciclagem tenha maior importância é essencial que se faça a coleta seletiva, separação e transformação dos resíduos eficientes, que a utilização dos resíduos enquanto matérias-primas secundárias seja muito empregada e economicamente vantajosa e que estes produtos tenham um público consumidor que os valorize.

Para que a reciclagem dos produtos se torne eficaz é necessário que a qualidade dos resíduos seja a melhor possível. Resíduos impróprios ou sujos podem contaminar todo um lote, tornando o trabalho de coleta inútil.

Abaixo, segue uma lista de material que pode ou não ser reciclável. Outro fator importante para uma reciclagem eficaz é a colocação destes materiais nos recipientes adequados para a recolha, quando seu prédio, casa ou rua tiver recipientes adequadas para cada tipo (vidro, papel, plástico, metal, etc.).

MATERIAL RECICLÁVEL

Papel: Jornais, revistas, cadernos, formulários, caixas em geral, fotocópias (xerox), envelopes, papel de fax, cartazes, cartolinas, aparas de papel.

Metal: Latas de alumínio, panelas, utensílios de ferro, arames, pregos.

Vidro: Recipientes em geral, garrafas e copos.

Plástico: Embalagens de refrigerantes, de produtos de limpeza e de higiene, de margarina, de leite, canos e tubos, sacos plásticos em geral.

MATERIAL NÃO-RECICLÁVEL

Papel: Etiquetas adesivas, papel carbono, papel higiênico, metalizados, parafinados, plastificados ou sujos, guardanapos, tocos de cigarro, lenços, fotografias.

Metal: Clips, ganchos, canos, recipientes de produtos tóxicos ou de restos de produtos gordurosos.
Vidro: Espelhos, lâmpadas, cerâmica, porcelana, recipientes de produtos tóxicos ou de restos de produtos gordurosos, mistura de vidro de diferentes cores.

Plástico: Tomadas, misturas de papel, plásticos e metais, recipientes de produtos tóxicos ou de restos de produtos gordurosos.

Outros produtos que podem ser reciclados são as pilhas, os tôners, os cartuchos das impressoras, os disquetes de computador, os pneus usados e o óleo do motor, óleo de cozinha… Convém contatar a prefeitura ou associação de bairro para esclarecimentos sobre o local onde colocar estes produtos.

Atenção às falsas rotulagens, muitos produtos rotulados como reciclados ou “amigos do meio ambiente” não o são na realidade.Informe-se junto das autoridades competentes.

Condomínio verde, lixo zero

JannK

Iniciamos mais um projeto rumo a uma vida sustentável.

Viver sustentavelmente é retirar do planeta somente os recursos naturais necessários para sobrevivermos sem com isso comprometer a sobrevivência dos seres do amanhã.

Podemos acrescentar ainda que viver sustentavelmente é retirar do planeta os recursos naturais e reaproveitá-los no ciclo de produção até o seu limite através da reciclagem 100% para evitar que exploremos ainda mais o planeta sem necessidade alguma.

O que ocorre atualmente é que as pessoas não reciclam nem 5% do que poderia ser reciclado, obrigando sempre a criação de novos produtos, a retirada de matéria prima do planeta sem necessidade alguma, apenas por preguiça de separar o que é reciclável ou não.

Estamos jogando no lixo produtos preciosos apenas pelo egoísmo, pela preguiça de separarmos. Você acha que isto é justo para com o planeta, para com os outros humanos de hoje e os seres que virão no futuro?

Reciclar deixou de ser uma moda, e virou uma questão de sobrevivência para a humanidade. É uma questão que tem que ser resolvida hoje, agora, já.

Como de costume, estamos iniciando o projeto na cidade de Maringá – somos muito bairristas -, mas o projeto será desenvolvido em qualquer cidade do país, basta ter iniciativa e boa vontade para dar inicio, afinal nossos projetos são nacionais, apenas usamos Maringá, nossa casa como laboratório de testes.

Fomos convidados a apresentar o PROJETO CONDOMÍNIO VERDE, LIXO ZERO no Condomínio Vila Suíça aqui em Maringá, um condomínio com mais de 100 apartamentos que quer iniciar a separação do lixo, óleo, lâmpadas e baterias e dar a destinação correta a estes materiais.

Sempre que o presidente da FUNVERDE conversa com secretários de meio ambiente do município – digo secretários no plural porque já se passaram vários desde que iniciamos a conversa sobre a solução do gerenciamento de lixo e nenhum secretário nos escutou até hoje -, ele ressalta que a única forma do cidadão separar seu lixo – sem falar de multa – é comprando este lixo, porque o que tem valor não vai para o lixo.

Até hoje nenhum político deu bola para esta frase do nosso presidente e por isso, NOVAMENTE, vamos ter que resolver o problema com nossas próprias mãos, mas tudo bem, este é mais um projeto para mostrar que os prefeitos e vereadores estão se lixando para o lixo, ressolver o problema do lixo não dá voto, construir poste ou alguma obra visível, um monumento, isso sim dá voto.

Maringá tem mais de mil condomínios verticais – os horizontais ficam para a segunda parte do projeto – e iremos de um em um para que todos iniciem a reciclagem de seu lixo, já que não existe um programa sério de reciclagem em nossa cidade – pelos dados da prefeitura menos de 5% é reciclado na cidade – e tudo vai para o lixão – agora tem o biopuster, mas tudo chega tão contaminado que mais da metade do que poderia ser reciclado é perdido, devido à contaminação com o lixo orgânico. Só apoiaremos o biopuster quando ele for utilizado para sua real função, que é a transformar em composto orgânico o lixo orgânico que for disposto lá, quando a prefeitura multar quem não separa seu lixo na fonte e não estiver mais indo para o biopuster matéria prima preciosa para fazer novos produtos, isso é um crime contra a humanidade.

Como não temos paciência para ver o mundo acabar sem fazermos nada, como não temos crença em que alguém vá resolver qualquer problema por nós, novamente criamos um projeto que se inicia aqui, em nossa cidade, mas já avisando que este é mais um projeto nacional da FUNVERDE – a exemplo dos projetos de sacolas oxi-biodegradáveis e de sacolas retornáveis -, de reciclagem e compostagem 100% com multas pesadíssimas para quem não tiver a responsabilidade de separar seu lixo na fonte, a exemplo de inúmeros países europeus.

É uma vergonha alguém que se considera um cidadão não ter a vergonha na cara de se responsabilizar pelos resíduos que gera. Estamos falando em todas as classes sociais e intelectuais, pessoas de todas as idades, cidadãos deste planeta que ainda não se conscientizaram de que esta é nossa casa, nossa única casa e que temos a obrigação de deixá-la limpa para nós e nossos descendentes.

Maior vergonha ainda são os políticos que deveriam fazer leis para coibir a prática de encher os lixões de produtos recicláveis e não fazem nada, olham para o outro lado, como se o lixo não fosse problema deles.

O objetivo principal do PROJETO CONDOMÍNIO VERDE, LIXO ZERO é a reciclagem do lixo que, em condomínios, é concentrado, facilitando o manuseio e a aplicação de qualquer projeto, porque os condomínios tem uma autoridade máxima, que é o síndico. O sindico, normalmente tem como preocupação o lixo gerado pelos seus condôminos – ou deveria ter.

Estamos levando a solução mágica, que é a transformação do lixo em matéria prima para gerar novos produtos, ou simplificando, a venda direto dos plásticos, vidros, latas, alumínios, papéis etc que são usados pelos moradores do condomínio e hoje são descartados no lixo comum junto com lixo orgânico .

Se antes quando falávamos em resolver o problema dos resíduos domésticos o foco era a ecologia, agora estamos aliando ecologia à economia, porque vimos que é muito mais fácil convencer as pessoas pelo bolso do que pela consciência ambiental, quando se fala em valores as pessoas se tornam muito mais sensíveis a qualquer problema.

Estamos gerando renda onde existia um problema.

Para se ter uma idéia do problema que estamos falando, pense que normalmente, são feitas até 4 limpezas nas caixas de gorduras dos prédios por ano, gerando despesas significativas para o condomínio.

Somente com o óleo de fritura que deixa de ir para o ralo, as caixas de gordura dos prédios passam a ter uma vida útil até a próxima limpeza muito maior, evitando em até 75% os gastos com a manutenção.

Lembre-se de que isso representa uma economia aproximada de R$ 5.000,00 reais por ano, em edifícios com 90 a 100 apartamentos.

Se você é morador de apartamento ou síndico seja um cidadão responsável, entre em contato conosco para que seu condomínio faça parte do nosso projeto.

Vamos trabalhar hoje para que exista um amanhã.

Luz ecológica

Já que ainda não conseguimos banir a garrafa PET – veja bem que eu disse AINDA – ao menos você pode reutilizá-la – o primeiro dos 3 R é a reutilização – e ainda economizar na conta de energia elétrica.

Aspersor de garrafa PET

Ontem – sábado, 16 de agosto de 2008 – acabaram as férias e retornamos o projeto mata ciliar FUNVERDE, que desde 2004 vem revegetando as margens dos rios de Maringá.

Conversa vem, conversa vai, uma de nossas voluntárias, que planta e comercializa orquídeas lindíssimas, disse que precisava fazer um sistema de irrigação para suas plantas.

Foi quando lembrei de ter visto um aspersor de pet – primeiro R de reutilização – e agora que encontrei na web coloco aqui para quem se interessar.

É fácil, barato e eficiente, principalmente para quem tiver uma horta caseira ou um jardim.