E daí, como foi o dia sem sacola?

alexanderdrachmann

E o que houve com o tão alardeado dia sem sacola do MMA do Minc? Acabou? Passou? Ninguém falou mais nada?

Quais foram os resultados? Estamos cheios de perguntas e não vemos mais nada na mídia que nos forneça respostas.

Muito barulho por nada. Quanto dinheiro público gasto em uma campanha de resultado nulo. Só mesmo no Brasil.

São distribuídas muito mais que 18 bilhões de sacolas plásticas – que é o número fornecido pela indústria de plásticos – de uso único por ano no Brasil e um dia no ano sem elas só diminui 50 milhões de sacolas, o que é uma gota de água neste oceano de plásticos.

O pior é que as pessoas só usam essa maldita dessa p@#$! dessa sacola por meia hora e depois elas ficam por 5 séculos poluindo o planeta. Humanos imbecis, acomodados, suicidas.

Vamos fazer de verdade Minc? Um dia por semana de todas as semanas do ano sem sacola, aí sim, faz diferença, dá mais de 2,5 bilhões de sacolas a menos por ano.

Falamos de 50 milhões de sacolas a menos no dia sem sacola SE e olhe que é um grande SE. Se TODOS tivessem aderido à campanha do MMA do Minc, o que não aconteceu

Provavelmente menos de 1% da população aderiu. Pare de fazer de conta Minc e vá banir as malditas sacolas, você está aí para para trabalhar. Queremos um ministro do meio ambiente que aja com firmeza, não queremos mais uma ameba no poder, já não chega a última, que também fazia de conta.

Voltando às sacolas. Nos supermercados da nossa cidade ninguém falou nada a respeito, fomos no final do expediente do maior supermercado da cidade – e aproveitamos para fazer a compra da semana – e perguntamos para alguns empacotadores quantas pessoas tinham passado com suas sacolas retornáveis ou solicitado caixas ou ainda levado as mercadorias nas mãos desde o início do seu turno.

Rufem os tambores para a espetacular resposta: zero, nada, nenhuma, ninguém, absolutamente ninguém, exceto nós que andamos sempre com sacolas retornáveis nas bolsas, nos carros, sempre temos sacolas retornáveis em todos os cantos para jamais ter que usar sacola plástica de uso único. Quando fazemos compras grandes pedimos uns aos outros sacolas emprestadas para não faltar, até porque no dia a dia é desnecessário ter mais que 4 sacolas. Isso é organização, isso é cooperação, isso é civilidade.

E vamos falar a verdade, o Minc está muito mal assessorado. ZERO para a equipe de marketing dele.

Como somos bonzinhos vamos ensinar como se faz o dia sem sacola até porque já temos experiência no assunto, que faz parte do PROJETO SACOLAS ECOLÓGICAS que desenvolvemos desde 2005.

Inclusive alguns membros da equipe dele já nos ouviram falar do nosso projeto do dia da semana sem sacola no fórum de varejo e consumo sustentável da FGV em 2008.

Tudo bem que não nos dêem crédito pela idéia, isso é natural, mas daí vem a pergunta que não quer calar: nem competência tiveram para copiar a idéia e fazer direito? Pelamordegaia!

A equipe “competentíssima ” do Minc teria que entrar em contato com as redes de supermercados de todo o país e exigir que neste dia simplesmente NÃO fossem ofertadas sacolas plásticas de uso único nos supermercados, que os supermercados e o MMA fizessem campanha no mês inteiro avisando que neste dia marcado, cada um teria que levar as compras para casa como um cidadão civilizado.

O supermercado poderia ofertar caixas de papelão que vem com mercadorias das fábricas para os esquecidinhos e pronto, acabou. Daí sim seria um dia sem sacolas de verdade, não essa bobagem que aconteceu.

Recapitulando, um dia sem sacolas não pode ter sacolas, viu Minc? Aprendeu? Então repita a experiência e se precisar de umas aulas, estamos aqui, como sempre estivemos e sempre estaremos, à sua inteira disposição quando você resolver desplastificar o país. Mas tem que ser de verdade, tá? Não somos mais crianças para acreditar em contos de fadas.

Rio Grande do Sul resolve o problema das sacolas de uso único … criando lei para uso de sacolas 30% mais grossas

gilberto.simon2006

Parece piada de russo. Quando lemos, não conseguimos acreditar na cagada que o dePUTAdo Giovani Cherini conseguiu fazer.

Enquanto estamos aqui, desde 2004, lutando dia e noite, sábados, domingos e feriados para banir as malditas sacolas pásticas de uso único do planeta, vem esta ameba com diarréia apresentar este projeto de lei.

Nossa única esperança agora é que a governadora vete esta lei imbecil, que certamente, logicamente, obviamente teve o dedinho do xico tóxico da plastimorte para ser elaborada.

Agora leia e sinta a alegria no texto da plastimorte. Podemos ver até o xico tóxico rindo como uma hiena da vitoria conquistada para seus mestres da escuridão.

***

Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul aprova Projeto de Lei em favor das sacolas plásticas

Informe plastimorte de 01 de outubro de 2009

A Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou em 29 de setembro, às 18 horas, por 42 votos a favor e 3 contra, em Porto Alegre, o Projeto de Lei (PL) 219/08 de autoria do Deputado Giovani Cherini, que “proíbe a disponibilização de sacolas plásticas por supermercados e outras casas de comércio fora dos padrões estabelecidos pela Norma 14.937 da ABNT”.

A decisão é altamente disciplinadora, porque obrigará o varejo e a cadeia produtiva a colocar no mercado somente sacolas plásticas fabricadas dentro da Norma Técnica. Por serem mais resistentes, essas embalagens deverão levar a uma redução de seu consumo em torno de 30%.

Para se transformar em Lei, o PL deverá ser sancionado pela Governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, no prazo máximo de 15 dias.

Primeiro vamos à oração diária do xico tóxico ao seu amado lider, aquele para quem ele se vendeu por 15 talentos. Imagine a cena. Ajoelhado, com a bunda virada para o sol nascente: salve ó poderosa brasquem?, soberana da república tupiniquim, aquela tem domínio sobre todos os seus habitantes, aquela que é intocável, que vomita seu plástico todos os segundos do dia e deixa para os seus escravos limparem sua sujeira, inclusive os escravos que nascerão nos próximos cinco séculos. Salve ó brasquem?, aquela que não deixa a política nacional dos resíduos sólidos ser aprovada, porque daí ela teria que limpar seu vômito, o plástico, aquela que polui rios, mares, mata animais, provoca enchentes e mesmo assim jamais é punida.

Xico, vamos desmascarar mais uma mentira que você adora contar. Você adora dizer que essas embalagens deverão – deverão é suposição, um achômetro, chutômetro - sofrer uma redução do consumo em 30%. Para variar você está escondendo parte do texto. O que você “esqueceu” de dizer é que estas sacolas serão 30% mais espessas, grossas, isto é, vamos falar claramente:  menos 30% de consumo e mais 30% de plástico em cada sacola. Se você frequentou o ciclo básico de ensino você sabe muito bem que o resultado imútável desta conta é igual a ZERO.

Isto é, a máfia dos plásticos encontrou uma maneira de parecer boazinha, de estar ajudando o planeta e e ainda por cima aumentando seu multibilionário lucro.

Primeiro, vamos ao texto da assembléia legislativa do Rio Grande do Sul e antes disso uma pergunta, você estava sabendo de alguma coisa que tenha sido divulgada previamente nos jornais e televiõses? Nós também não, foi tudo bem quietinho para ninguém questionar. Esquisiiito … 

Jus Brasil de 30 de setembro de 2009

No intuito de buscar uma solução para reduzir o impacto ambiental produzido pelo uso incontido e indiscriminado de sacolas plásticas nos supermercados gaúchos, o deputado Giovani Cherini (PDT) apresentou e os deputados gaúchos aprovaram na tarde de hoje (29) o projeto de lei 219/2008, que proíbe a disponibilização de sacolas plásticas fora dos padrões da norma nº 14.937 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Pelo projeto de Cherini, as sacolas deverão indicar, em quilogramas, a respectiva capacidade de carga, e os supermercados que ainda não utilizam o material terão um prazo de 180 dias para a adaptação. O projeto de lei aguarda agora a sanção da governadora Yeda Crusius, que terá um prazo de quinze dias úteis para manifestar-se.

A normativa da ABNT que trata das sacolas plásticas diz que “se exigirá, até mesmo pelos motivos que se vislumbra no material juntado à presente, que seja de 0,027 milímetros a espessura mínima das sacolas plásticas…”. Segundo Cherini, “as sacolas plásticas hoje utilizadas são extremamente frágeis, sendo necessária a sobreposição de duas ou três sacolas. Além disso são reaproveitadas em larga escala para armazenar lixo, as quais infestam e degradam o meio ambiente por centenas de anos”, alerta. “Nossa proposta é que as sacolas sejam mais resistentes, e que com isso consigamos diminuir a utilização em grande número”, encerra.

Agora, vamos ao texto idiota da lei imbecil.

Projeto de Lei nº 219 /2008

Proíbe a disponibilização de sacolas plásticas por supermercados e outras casas de comércio fora dos padrões
estabelecidos pela norma n° 14.937 da ABNT.

Art. 1° Fica proibida, no Estado do Rio Grande do Sul, a disponibilização de sacolas plásticas em supermercados e outras casas de comércio do mesmo gênero, com mais de 4 caixas registradoras, fora das
especificações estabelecidas pela norma n° 14.937 da ABNT.

Parágrafo único. Além das especificações contidas na norma referida no “caput”, as sacolas plásticas
deverão possuir a espessura mínima de 0,027 milímetros e indicar, em quilogramas, a respectiva capacidade
de carga.

Art. 2° Os estabelecimentos terão um prazo de 180 dias, contados da publicação desta Lei, para se
adequar aos seus dispositivos.

Parágrafo único. A inobservância da norma acarretará ao infrator, conforme estabelecido em
regulamento, sanção administrativa.

Art. 3º Esta Lei poderá ser regulamentada para garantir a sua fiel execução.

Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Deputado(a) Giovani Cherini

AVISO! Se você é verador, prefeito, deputado estadual ou federal, senador, governador ou ainda presidente ou primeiro ministro de algum país e ama o único planeta que temos para viver, se você se ama e ama aos seus filhos e netos ou ainda aqueles que irão nascer, nunca, jamais, em momento algum copie esta lei cujo único propósito é destruir o planeta e a humanidade.

Apenas postamos esta lei para você ver o absurdo que ela é.

Temos sim, que fazer leis para restringir o uso das sacolas plásticas de uso único, temos sim que fazer leis para abolir o uso das sacolas plásticas de uso único e JAMAIS fazer lei para incentivar o uso delas.

Político, tenha responsabilidade, honre quem o elegeu e entenda que de você devem partir as leis que regem a sociedade e a sociedade só sobreviverá se eliminarmos o que não é sustentável, o que não é reciclável, o que não é ambientalmente correto.

Não se esqueça, não existe reciclagem de sacola plástica, pois é necessário coletar 800 delas para vender por 10 centavos. Então essa lei só beneficiará a brasquem?, porque ela irá vender mais resina para fazer a sacola mais espessa que irá continuar sem ser reciclada, cobrindo o planeta de lixo.

Se a governadora sancionar esta lei do mal, será um escândalo, um crime contra a humanidade.

As fotos no início do texto são das margens do Rio Guaiba, o rio mais famoso do Rio Grande do Sul, hoje já emporcalhado com sacolas de uso único, imagine com as sacolas mais grossas. Será que o dePUTAdo giovani já fez um piquenique ou mesmo uma caminhada às margens do guaiba?? Cremos que não, pois senão, não apresentaria este pojeto de lei criminoso.

Confiança lança campanha para reduzir uso das sacolas de plástico

kiwi and pear

JCNET de 06 de outubro de 2009

A rede Confiança de Supermercados lança hoje uma campanha para estimular o uso de sacolas retornáveis e reduzir o consumo de sacolas plásticas. A iniciativa conta com orientação dos funcionários da empresa.

De acordo com a coordenadora de projetos sociais da rede supermercadista, Rosana Fernandes, os funcionários da empresa passaram por um processo de capacitação, para que possam orientar os clientes das lojas. “Buscamos conscientizar sobre a necessidade de preservação do meio ambiente e o impacto causado pelo acúmulo de plástico na natureza”, explica.

A campanha começa hoje com vários cartazes pelas lojas da rede, inclusive na unidade de Marília, além de funcionários com camisetas alertando sobre a iniciativa. O tema da campanha, “A natureza confia em você”, também será explicado em informes que serão distribuídos aos clientes. “Nosso objetivo é estimular as pessoas para que tragam sacolas retornáveis de suas casas. Pode ser até de supermercados concorrentes. O importante é que não usem muitas sacolinhas”.

De acordo com Rosana, muitos clientes já aderiram à idéia, mas ela ressalta que é preciso expandir esse volume. “Sabemos que o processo será lento, mas temos que começar esse movimento”, explica. A campanha vai até o dia 22. Depois disso, continuam apenas as atividades com os funcionários.

E para quem não aderiu às sacolas retornáveis, o Confiança substituiu há dois meses as sacolinhas que costumam utilizar para acondicionar as compras de seus clientes. De acordo com Rosana, ao contrário das sacolinhas, que demoram até 500 anos para se decompor, a rede passou a usar modelos feitos a partir de material oxibiodegradável. Segundo a coordenadora, as novas sacolas demoram até 10 anos para se decompor. “Ainda não é o ideal, mas muita gente ainda faz questão do uso de sacolinhas. Então, que seja uma que cause impacto ambiental menor”, pondera.

Parabéns pela iniciativa, mas já avisamos que não irá funcionar. O cliente está tão acostumado a “ganhar” as sacolinhas que sem a cobrança pelas sacolas, sem banir as sacolas do local, nehuma campanha educativa irá funcionar, tem que ser pela dor – no bolso – , neste caso o amor – campanha de incentivo – não resolverá.

Mato Grosso do Sul – uso de sacolas em supermercados pode ser proibido

Campo Grande News de 29 de setembro de 2009

A distribuição indiscriminada de sacolas plásticas em supermercados, farmácias e feiras, entre outros estabelecimentos, pode ser proibida em Mato Grosso do Sul.

Proposta apresentada pelo deputado estadual Paulo Duarte (PT) nesta terça-feira veta o fornecimento das “sacolinhas” dentro de um prazo de dois a três anos, a contar da aprovação da Lei.

Pelo projeto, os comerciantes devem fornecer embalagens de material biodegradável ou pelo menos reutilizável, de preferência de papel a seus clientes.

Se forem de material descartável, as embalagens deverão cumprir alguns requisitos, como degradar-se dentro de um período específico e apresentar como resultado da biodegradação apenas gás carbônico, água e biomassa.

Para as microempresas e empresas de pequeno porte, o prazo para cumprimento da lei é de três anos. Já para as empresas de grande porte, a lei deverá começar a ser cumprida dois anos após sua aprovação.

Um dos benefícios, segundo Paulo Duarte, é o incentivo fiscal que estas empresas podem receber caso aplicarem recursos em programas ambientais diretamente relacionados à mudança de comportamento da sociedade em relação às embalagens biodegradáveis ou reutilizáveis.

O deputado disse que discutiu o assunto com alguns supermercadistas. Ele destaca que sua proposta não tem a intenção de ser punitiva e nem proibitiva, mas sua idéia foi voltar o foco da sociedade à preservação.

Por que será que estes políticos tem medo de proibir, punir? Esse é o trabalho deles, ao criar leis que protejam a coletividade. Parem de ter medo e se orgulhem de fazer leis que, mesmo sendo desagradáveis, mudam o mundo para melhor. Vocês podem até perder o voto dos poluidores, mas certamente ganharão muitos mais votos de eleitores conscientes.

“Mesmo sabendo que só um projeto não resolve o problema, é um primeiro passo para chegar lá”, declarou.

Ele lembra que, além de poluir a natureza, as sacolas entopem canais de água, bueiros e ainda são depósitos para larvas do mosquito da dengue.

“Antes de mais nada trata-se de uma mudança cultural. Em muitos países da Europa já há essa proibição”, observou.

Estima-se que no Brasil são produzidas 210 mil toneladas anuais de plástico a partir do Polietileno, Polipropileno ou materiais similares.

Mudança de hábito

A maioria dos usuários de sacolas tem a preocupação com a destinação do lixo. Isso porque os saquinhos plásticos são quase sempre reutilizados para acomodar restos de comida e embalagens vazias.

A dona de casa Deise Teixeira, de 71 anos, não vê outro modo de carregar suas compras e acomodar seu lixo.

“Vai carregar as coisas como?”, questiona, opinando que a distribuição de sacolas plásticas deveria continuar.

Como assim, essa mulher não sabe como levar as compras para casa aos 71 anos? Com essa idade ela certamente usava sacolas retornáveis antes de se acostumar ao plástico. Que volte aos velhos hábitos. Já não se fazem mais avós como antigamente, que costuravam, faziam crochê, tricô, que faziam suas próprias sacolas retornáveis.

Já o aposentado Aparecido Alves de Oliveira, de 60 anos, concorda com o fim do uso das sacolas, desde que elas sejam substituídas por outro tipo de embalagem, distribuída gratuitamente pelos estabelecimentos.

“A gente tem que transportar em algum lugar, tudo bem mudar, desde que tenha um substituto”, afirmou.

O estabelecimento vende a mercadoria, como o cliente leva para casa é problema dele. Daqui a pouco as pessoas irão exigir transporte gratuito também para irem às compras. É muita cara de pau, muita folga do brasileiro. Compre sacolas retornáveis, faça sacolas retornáveis, leve na mão, mas pare de defender as malditas sacolas de uso único eternas.

A fisioterapeuta Soraia Rodrigues diz se preocupar com a poluição do meio ambiente e afirma que sempre abre mão das sacolas quando há outro meio de transporte das mercadorias.

“Tento colaborar de alguma forma”, diz. Mesmo assim, admite utilizar as sacolas para depositar o lixo de sua residência.

O deputado Paulo Duarte afirma que a alternativa mais viável para o fim do uso das sacolas como depósito de lixo é a coleta reciclável.

“Este nosso projeto é o primeiro passo para chegar nessa fase”, complementou.

Com a separação de material reciclável, o uso do saco de lixo cai em 75%, isso é um fato inegável, só não vê quem não quer.

Isopor

Outra preocupação de ambientalistas em Mato Grosso do Sul é com a destinação do isopor.

Este tipo de embalagem está sendo cada vez mais utilizada no Estado, principalmente por padarias e restaurantes.

Na natureza, o isopor leva cerca de 150 anos para ser degradado, conforme estimativas.

Apesar de ser considerado um produto ecológico, já que não contamina o solo, a água e o ar, e de ser 100% reciclável, não há uma destinação adequada.

Na prática, esse tipo de material não vem sendo reciclado e invariavelmente vai parar no lixão das cidades.

Já existe o isopor oxi-biodegradável, que em aproximadamente um ano e meio terá sido consumido por microorganismos.

E daí xiquito, já arrumou as malas para ir bancar o mala no pantanal? Vá por mim, que tal mergulhar em um rio de piranhas e jacarés enquanto estiver lá? Pelo menos você vai sedimir de todos os seus pecados contra o planeta e ter alguma utilidade na vida, alimentar a fauna local, hahaha.

Bauru, SP – lei de oxi-biodegradável

Rajko.be

Do blog do vereador Moisés Rossi

Nesta semana protocolei na Câmara Municipal um projeto de lei que objetiva a extinção das sacolas plásticas no Município de Bauru/SP, tendo em vista os inúmeros males que estas causam ao meio ambiente.

De acordo com o artigo 23, inciso VI da Constituição Federal de 1988, é dever do Poder Público combater a poluição, em qualquer de suas formas, na busca de um meio ambiente equilibrado, e a ordem econômica, por sua vez, que permite a livre iniciativa, tem o dever, dentre outros, de observar o princípio da defesa do meio ambiente, de acordo com o artigo 170, inciso VI da CF/88.

Portanto, face à luz da nossa Constituição, entendemos que: a iniciativa privada tem compromisso inarredável com a defesa do nosso meio ambiente, sendo este compromisso condição ao seu livre exercício, bem como a observância dos ditames de defesa ao meio ambiente; e que é competência comum o poder de legislar sobre a matéria.

Sabendo-se que o saco plástico é impermeável e pode levar até 1000 anos para se decompor, que apenas 1 saco plástico gera 0,5kg de poluição aérea e que apenas 1% deles são reciclados, podemos concluir que é o resíduo que mais polui as cidades e campos, prejudicando a vida animal, entupindo a drenagem urbana e rios e contribuindo para inúmeras inundações. O saco plástico aumenta em até 20% o volume do lixo, embora sua massa corresponda a apenas 4% dos resíduos, segundo estimativas da Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Governo do Estado de São Paulo.

O presente projeto objetiva a substituição, pelos estabelecimentos comerciais na cidade de Bauru/SP, das sacolas plásticas convencionais pelas sacolas retornáveis, preferencialmente, ou pelas sacolas plásticas ecológicas oxi-biodegradáveis, ou similiar, desde que não sejam prejudiciais ao meio ambiente, salientando que esse tipo de plástico (oxi-biodegradável) sofre 2 tipos de degradação: a degradação química e a biológica.

Para melhor entendimento, vale esclarecer: a oxi-biodegradação de um plástico é um processo que, resumidamente, constitui: o plástico é convertido – pela reação com o oxigênio – (combustão), em fragmentos moleculares que são passíveis de serem umedecidos por água, e, essas moléculas oxidadas, são biodegradadas (convertidas em dióxido de carbono, água e biomassa por microorganismos), que se decomporão em aproximadamente 8 ou até 20 semanas.

O elemento-base para este processo é o oxi-biodegradável, que é um aditivo químico acrescentado no plástico na proporção de 1,5% a 3,0%, e faz com que a sacola plástica se degrade em apenas 18 meses em média se exposta a fatores como sol, calor, umidade e manuseio.

Este aditivo químico inicialmente quebra as cadeias de carbono do plástico (polímero) transformando-o em unidades menores o que permite, a seguir, a decomposição rápida por parte de microorganismos (bactérias e fungos) liberando assim apenas água, carbono e biomassa na natureza, e isso tudo num prazo curtíssimo de alguns meses.

Portanto, tendo em vista os fatos acima elencados, e a exemplo de mais de 40 países ao redor do mundo que assumiram, de fato, sua responsabilidade ambiental e que já utilizam esse material, faz-se necessário ressaltar a importância do presente projeto para a preservação do meio ambiente, para a população da nossa cidade e para o bem de Bauru.

Parabéns vereador Moisés Rossi, se necessitar de nossa ajuda para combater a máfia do plástico – certamente eles enviarão seus asseclas da plastivida para contar mentiras e impedir a lei de ser sancionada – estamos aqui, para ajudá-lo a desplastificar sua cidade, conte sempre conosco.

Espanha – Os carrinhos de compras voltam com o fim de sacos

Davisom Trevizan

Diário de Notícias de 20 de setembro de 2009

A Espanha começou no mês passado a sua luta contra os sacos de plástico. Carrefour e Euroski vão ser as primeiras cadeias a eliminar estas embalagens dos seus supermercados. Em Portugal, esta prática já é comum. Os supermercados oferecem agora várias alternativas aos sacos convencionais, como os oxi-biodegradáveis.

O título da matéria poderia ser CARREFOUR FINALMENTE ELIMINA SACOLAS DE SUAS LOJAS. Na Espanha, hahaha … se não fosse trágico, seria engraçado.

Nos supermercados Pingo Doce, tem de pagar dois cêntimos por cada saco de plástico que queira levar consigo para casa; no Jumbo existem ecocaixas que não disponibilizam sacos de plástico, mas vendem outros reutilizáveis ou que se degradam mais rapidamente; no Modelo e Continente a alternativa são os mesmos sacos ecológicos e oxi-biodegradáveis. Em Portugal, a revolução contra os sacos de plástico já começou há bastante tempo, mas só agora chegou a Espanha.

Foi no fiml do mês passado que a cadeia Carrefour acabou com a entrega dos sacos nos seus supermercados em Espanha, onde cada habitante consome 238 sacos por ano, que demoram 400 anos a decompor-se. O objectivo é eliminar os sacos de todas as suas caixas. A partir de agora, os clientes que queiram trazer os produtos têm de levar os seus próprios sacos ou carrinhos de compras.

Em Portugal, as cadeias de supermercados cedo se começaram a preocupar com o meio ambiente. “Importa salientar que um saco de plástico pode levar até 500 anos a decompor-se; que são utilizados 60 milhões de toneladas de sacos de plástico por ano em todo o mundo; que os sacos são produzidos a partir de derivados de petróleo, recurso cada vez mais escasso; e que, actualmente, 80 a 90% dos sacos não são reciclados”, avisa a Jerónimo Martins, empresa responsável pelo Pingo Doce e Feira Nova.

Por isso esta cadeia decidiu fazer algo pelo ambiente e agora sempre que quiser trazer um saco do Pingo Doce, tem de pagar por ele. O objectivo foi contribuir para a redução significativa da utilização de sacos de plástico e dos respectivos danos ambientais, “sensibilizando e alertando os consumidores para o papel fundamental que cada um pode ter na preservação dos recursos naturais e na protecção do meio ambiente”. Esta medida permitiu a diminuição do consumo de sacos plásticos no Pingo Doce em 60%.

Na Auchan, que tem a seu cargo os hipermercados Jumbo, não foram eliminados os sacos. Optou-se por outra ideia: fazer caixas para quem quer sacos reutilizáveis, apostando na oferta variada. Desta forma nasceram as ecocaixas. “Destinam-se a sensibilizar os clientes para a problemática dos sacos e são uma forma de incentivar os clientes à utilização de sacos reutilizáveis. Os clientes mais ecológicos que aderem à reutilização de sacos têm assim à sua disposição uma caixa exclusiva”, diz a Auchan ao DN.

O resultado foi uma redução de 12% na entrega de sacos em 2007 e 2008. Nestas caixas estão ainda disponíveis os sacos oxi-biodegradáveis. “Estes sacos são recicláveis no seu período de vida útil e diferem dos outros porque têm um aditivo que ‘programa’ a destruição do plástico em cerca de 24 meses. A grande vantagem é que não demora mais de quatro anos a degradar–se no meio natural”, explica a Sonae.

Esta empresa, que gere os hipermercados Modelo e Continente, dispõe ainda, a um custo de 10 cêntimos, de sacos verdes da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED): “O saco é trocado gratuitamente por um novo, quando deteriorado.”

É incrível, enquanto cada vez mais países com governos responsáveis se mobilizam para banir as sacolas de uso único, aqui na terra da cerveja, futebol, carnaval, novela e bunda, continua tudo um saco, ou melhor dizendo “saco é um saco” do MMA, aquele ministério que está fazendo de conta que é contra sacolas plásticas de uso único, fazendo campanha inócoa em conjunto com as petroquímicas e ainda se posicionam contra a única tecnologia que pode resolver o problema dos plásticos eternos enquanto não se bane de uma vez por todas as sacolas de uso único – qualquer sacola de uso único, de plastico, papel … -. Essa tecnologia é a do plástico oxi-biodegradável, que é a base do nosso projeto de sacolas ecológicas.

Claro, afinal, quem tem lucro com a petrobrás? Quem tem lucro com as petroquímicas? O governo, sempre o governo. Então tenha uma coisa como verdade absoluta, o governo jamais irá banir as sacolas de uso único no Brasil, porque primeiro eles pensam no dinheiro para manter o círculo de corrupção e jamais pensam na população, jamais pensam na sobrevivência da humanidade ou do planeta.

Maldito governo brasileiro corrupto, maldito MMA, maldito ministro do meio ambiente, que ao invés de banir as sacolas de uso único, fica defendendo a liberação da maconha em show de reggae no cerrado.

se quisermos mudar o país, temos que ser nós, pessoas engajadas, menos de 1% da população alienada deste país.

A FUNVERDE vem fazendo sua parte desde 2004, quando resolveu que iria banir a sacola plástica do país e que iria transformar todo o plástico eterno de uso único em plástico de ciclo de vida útil.

Nós estamos fazendo nossa parte, sugerindo leis, ajudando os vereadores, prefeitos, deputados que estão interessados em mudar o mundo. E você, o que está fazendo para mudar o futuro da humanidade? Está ao menos usando sacola retornável?

Sindicato da Panificação lança campanha “onde estão as sacolas ecológicas”

AdNews de 10 de setembro de 2009

A sacola ecológica na panificação volta a ser destaque em nova campanha com o slogan “onde estão as sacolas ecológicas”, realizada pelo SIPCEP – Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria no Estado do Paraná em parceria com o SESI e FIEP. A nova etapa visa conscientizar a população a trazerem suas sacolas para levarem suas compras.

O sindicato já distribuiu mais de 10 mil sacolas ecológicas permanentes, mas não conseguiu atingir o objetivo de conscientizar clientes a retornarem com elas em novas compras.

Para a nova campanha estão sendo estudadas várias ações para atingir todos os públicos, mas o primordial é que os jovens sejam impactados com o conceito de preservação do meio ambiente, pois eles serão os responsáveis pelo futuro da humanidade.

Entre as ações elaboradas estão as atividades com crianças, jovens e o envolvimento da família. “Sabemos que é difícil mudar os hábitos das pessoas e que cada um deve fazer a sua parte para que as futuras gerações possam usufruir dos recursos naturais do planeta. É pensando neste contexto que o sindicato esta dando continuidade para o projeto das sacolas ecológicas”, relata o presidente do SIPCEP, Joaquim Cancela Gonçalves.

As pessoas só trarão as sacolas de volta com alguns truques do varejo.

Vejamos, pode-se dar um desconto de 3 centavos a cada sacola não utilizada na compra, isso se for em supermercado, porque açougue, padaria, videolocadora, farmácia … pagam um valor de 5 a 10 centavos a sacola, porque o volume adquirido é pequeno, o que encarece a unidade da sacola.

Pode-se cobrar pela sacola usada, normalmente 10 vezes o seu valor. Por exemplo, a média de produtos por sacola em supermercados é de 5 unidades. Se você comprou 100 produtos, irá usar 20 sacolas e portanto terá de pagar 6 reais das sacolas usadas. Isso funciona, porque pesa no bolso. Quando o cliente sentir no bolso ele certamente irá retornar com sua sacola.

Pode-se também simplesmente parar de distribuir sacolas no varejo, daí o consumidor terá que levar suas sacolas ou então levar as mercadorias nas mãos.

Agora, esperar que o consumidor brasileiro, acomodado, acostumado a pensar em seu seu próprio umbigo, em futebol, novela, shopping, festa e fofoca … tenha a responsabilidade de levar sua sacola para o bem da humanidade, hahaha, isso não acontecerá nunca.

Agora, venhamos e convenhamos, o que os imbecis do MMA estão fazendo? Eles deveriam estar incentivando leis e não vir com esta besteirada de “o saco é um saco”. Caramba, um saco é esta campanha infantil, que é para fazer de conta que o governo está preocupado com a plastificação do país, quando sabemos que estão pouco se lixando para o povo e o povo que ainda não nasceu, porque esse logicamente ainda não vota.

Vaias para o MMA e seu saco.

Barbacena, MG – População adere à alternativa da sacola permanente

Barbacena online de 06 de agosto de 2009

O Departamento Municipal de Meio Ambiente, Água, Esgoto e Limpeza Urbana (Demae) tem distribuído à população a sacola permanente (eco bags), o que contribui para uma mudança de hábito dos consumidores.

A campanha do Governo Federal “Saco é um saco: Pra cidade, pro planeta, pro futuro e pra você”, tem previsão de duração de seis meses, mediante recomendações, conscientização e divulgação em âmbito nacional, de dicas e alternativas para o estímulo do consumo consciente de sacolas plásticas. A campanha contará com filmes para televisão, material impresso, site e outras ferramentas de internet.

As diretrizes em Educação Ambiental adotam os chamados 3Rs de reduzir, reutilizar e reciclar, a fim de diminuir o impacto causado pelas sacolas plásticas na natureza.

Uso de sacolas plásticas

Foi apresentado na Câmara, na sessão de terça-feira (4), o projeto do vereador Luiz Gonzaga (PMDB) que institui no município o uso de sacolas biodegradáveis em supermercados. Se aprovado em segunda votação, os comerciantes terão o prazo de um ano e meio para se adequar à nova lei.

Em Juiz de Fora o projeto de lei foi aprovado na Câmara e aguarda sanção do prefeito. Naquela cidade a norma prevê um prazo de três para que os pontos de comércio, sem exceção, deixem de usar sacolas de plástico.

Mais duas cidades que conseguiram se livrar do plástico eterno, Juiz de Fora e Barbacena, em Minas Gerais. Parabéns pela iniciativa, de cidade em cidade estamos transformando o país em um lugar melhor para se viver, com menos passivo ambiental para os humanos do futuro.

Estado de São Paulo – Supermercado São Vicente lança novas sacolas retornáveis

Na terça-feira, dia 18 de agosto os Supermercados São Vicente formalizaram uma parceria com a Secretaria do Meio-Ambiente da Prefeitura Municipal de Americana, com a assinatura de um termo de compromisso do prefeito Diego DeNadai.

O objetivo é viabilizar a continuidade do projeto pioneiro das Sacolas Retornáveis, lançado pela rede no ano de 2007. Na primeira etapa foram distribuídas mais de 70 mil sacolas para clientes que levassem materiais recicláveis até as lojas do São Vicente.

As novas sacolas são produzidas em algodão 100% natural, fruto do reaproveitamento de aparas de fios têxteis, numa parceria entre empresas de Americana, Santa Bárbara d’Oeste e Nova Odessa e têm um design exclusivo com grafismos que remetem à natureza.

Com o apoio dessas empresas, a rede São Vicente está investindo no projeto e colocará inicialmente 40.000 unidades a disposição da população a partir do dia 20 de agosto. Os interessados poderão adquirir as sacolas pelo preço especial de R$ 3,50 cada.

Aqueles que quiserem contribuir ainda mais com o projeto, poderão adquirir as novas sacolas por apenas R$ 1,99. Para obter o desconto os interessados deverão levar 10 unidades de qualquer embalagem reciclável (latas de alumínio, garrafas plásticas, caixas de papel, etc) e apresentar nos pontos de coleta em qualquer uma das 11 lojas da rede São Vicente.

“Queremos continuar difundindo e estimulando o uso consciente das sacolas retornáveis, que é a maneira mais eficiente de combater o excesso de sacolinhas plásticas descartadas diariamente. A adoção das chamadas “Sacolas de Plástico Bio-Degradável” não passa de um paliativo que, além de aumentar os custos para as empresas, não garante em nenhum momento uma redução no impacto ambiental” afirma o Gerente Operacional da rede, Mauricio Cavicchiolli.

A Secretaria de Meio-Ambiente da Prefeitura de Americana apoia a iniciativa e dará suporte fazendo a coleta dos materiais recicláveis nas lojas, destinando à cooperativas e entidades assistenciais que farão o reaproveitamento.

“É uma excelente oportunidade de agregarmos mais uma ação positiva e de ótimo resultado à nossa política de educação ambiental. Além do suporte logístico ao projeto que vai beneficiar diretamente centenas de famílias, vamos desenvolver ações junto as escolas públicas para despertar ainda mais o interesse das crianças na preservação da natureza” disse o Secretário de Meio-Ambiente da Prefeitura de Americana, Jonas Santarosa.

O Gerente Geral da rede, Marcos Cavichiolli completa: “As sacolas retornáveis são um destaque em nossos projetos de crescimento sustentável. Nossa empresa já investe há vários anos no reaproveitamento de resíduos, na redução do uso de água e energia elétrica, coleta de óleo para produção de biodiesel, além do treinamento dos funcionários para ações mais conscientes em relação ao meio-ambiente. Nossa meta a longo prazo é mudar os hábitos da população, apresentando alternativas práticas e realistas que promovam novas atitudes e ajudem a evoluir os conceitos atuais dos consumidores.

O São Vicente é a maior rede de supermercados da região, com 11 lojas instaladas nas cidades de Americana, Santa Bárbara d’Oeste e Cosmópolis e atualmente distribui mais de 4 milhões de sacolas descartáveis por mês. As novas sacolas retornáveis são mais um importante passo que a empresa dá em direção a conscientização e presevração do meio-ambiente.

Projeto maravilhoso, se cada supermercado do país desenvolver ações como esta para banir as sacolas plásticas de uso único, resolveremos o problema da plastificação planetária.

Agora, não podemos deixar de comentar uma besteira dita pelo Maurício: “Sacolas de Plástico Bio-Degradável não passa de um paliativo que, além de aumentar os custos para as empresas, não garante em nenhum momento uma redução no impacto ambiental”. Besteira ou ignorância, pois é só ele olhar para fora do supermercado dele no caminho para sua casa para enxergar sacolas penduradas em árvores, voando a cada ventania, nas ruas, entupindo bueiros, nos fundos de vale, nos lagos, rios e mares. Será que ele não enxerga que as sacolas oxi-biodegradáveis resolvem este problema? Será que ele não vê que as sacolas de plástico convencional duram 500 anos poluindo nosso planeta? Claro que a sacola retornável é a solução final, mas enquanto não for adotada por todo humano que vive neste planeta, a solução intermediária É SIM, a sacola plástica oxi-biodegradável, com tempo de vida programado.

Quanto ao custo, em estados em que a lei de obrigatoriedade de uso de sacolas ambientalmente corretas está valendo, o custo da sacola oxi-biodegradável é exatamente o mesmo custo da sacola de plástico de uso único convencional.

Novamente, apoiamos o projeto, mas repudiamos besteiras sendo ditas sem conhecimento do assunto.

ONG FUNVERDE luta para substituir sacolas plásticas por materiais menos agressivos

Sacola de plástico convencional ou de papel? Nenhuma. Use somente sacola retornável ou de plástico oxi-biodegradável.

UpdateorDie

Agência Brasil de 21 de junho de 2009

Alana Gandra

Rio de Janeiro – Desde 2005 a Fundação Verde (Funverde), uma organização não governamental (ONG) sediada em Maringá (PR), vem lutando para conscientizar os consumidores sobre a importância da substituição de sacolas plásticas para a preservação da natureza.

O presidente da ONG, Cláudio José Jorge, disse à Agência Brasil que essa conscientização cresce entre a população mundial desde 2003/2004. “No Brasil, o movimento está estourando. Tem cidades e mais cidades que estão fazendo leis de proibição de sacolas plásticas de uso único”, informou.

Jorge comemorou o fato de a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) ter marcado para a próxima quarta-feira (24) a votação de um projeto do governo do estado que prevê a substituição gradual, pelos estabelecimentos comerciais, das sacolas plásticas por materiais mais resistentes e reutilizáveis.

“Vocês têm uma cidade maravilhosa. No entanto, você vai nos fundos de vales e só vê plástico. Isso é uma coisa absurda. Nós não podemos deixar toda essa maravilha ser sucumbida pelo plástico”, sugeriu.

Feitos de resina sintética originada do petróleo, a maioria dos sacos plásticos utilizados no comércio não é biodegradável. Por isso, a campanha empreendida pela Funverde em prol do desenvolvimento sustentável conseguiu que esse tipo de sacola fosse substituída por outras feitas de plástico oxi-biodegradável.

A ONG começou a se preocupar com o problema da plastificação do planeta em 2004, quando desenvolveu o projeto Mata Ciliar, que tem como objetivo promover a revegetação de um rio por ano com árvores nativas.

Durante a limpeza dos rios, porém, a equipe da Fundação verificou que a sujeira voltava após as chuvas, revelando principalmente acúmulo de sacolas plásticas e embalagens PET. Para solucionar o problema, foi elaborado o projeto Sacola Ecológica, a partir do lançamento no país do plástico oxibiodegradável que em vez de demorar 500 anos para se decompor é incorporado ao solo em cerca de 18 meses, consumido por microorganismos.

Cláudio José Jorge explicou que o prazo para o plástico se degradar depende de como ele é jogado na natureza. “Se você tiver ele [plástico] sem oxigênio, vai demorar mais de 500 anos. Não tem como se decompor. Quando você o tem ao ar livre, vai demorar menos tempo. Mas, para nós, é uma eternidade”.

Segundo o presidente da Funverde, quando as sacolas plásticas são depositadas em lixões elas não causam tanto impacto porque ficam inertes. “O problema é quando ela [sacola] não está nos lixões.”

As sacolas oxi-biodegradáveis retiram de sua composição total 1% de plástico e adicionam 1% de aditivos químicos que quebram a cadeia molecular do plástico. Esse novo saco é feito do mesmo plástico que vem do petróleo mas com o diferencial de não ficar tanto tempo poluindo.

No Paraná, a Funverde conseguiu trocar todas as sacolas plásticas por sacos oxi-biodegradáveis desde abril de 2008. A meta agora, “com o tempo”, é atingir o nível da cidade de Xanxerê (SC), que aboliu por completo as sacolas de plástico, disse o presidente da ONG.